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domingo, 19 de agosto de 2012

olho para o muro e todo ele é pessoas

    Site em eterna construção, pois trata-se justamente de um blog onde o escritor e multi-talentoso, Edson Souza, a principio, propriamente digita seus textos em ordem justamente de enredo e trama, ou seja,  como se fosse o livro se escrevendo na mágica do mundo on line. Vamos ler.... (P.S.: Perdoem-me por ocasionais erros de digitação, ortografia, concordância e outros)



# 3 Poemas de Edson Fernando da sua 1° Fase


NARIZES BRANCOS

Vejo Muros e pessoas encostadas neles. 
Vejo nas pessoas vergonha e tristeza.
Na vergonha, ouço um chamado de libertação.
Querem se libertar desta vida e de seus frutos.
Frutos amargos e venenosos.
Mas essas pessoas continuam tristes.
Consigo ver nos venenos o motivo da tristeza
e consigo entender todo o resto.
Olho para o Muro e todo ele é pessoas.
Ficam parados, porém querem partir para uma
Aventura, com premiações em dinheiro [e cheques].
Um consegue. E os outros, continuam parados.
A lua segue e vê essas pessoas nos muros.
A lua vê falsidade nos abraços e narizes brancos
conquistadores. A lua derrama paz sobre estes pobres de vida
Porém, eles não aceitam tal oferenda da luz da lua. 
A parte deles pode ser em grana, mesmo.
Saindo e lá, vejo pessoas bem vestidas e carros
bem caros, pedindo paz e pedindo para que não se volte
mais aquela casa. Nada vale.
O motorista guia. Um desce na casa e volta com uma 
quantia  de alívio, que será repartida com todos [que contribuíram].
O carro sente por eles, o que eles próprios já não o sentem mais.
Num posto de combustível, compram cigarros e cervejas.
Não fumem aqui, é sério. De nada vale.
Agora, o motorista para num beco, mas o carro quer seguir em frente bem a frente.
Nada vale.
Parados
Num beco escuro, abrindo uma bomba relógio
e cheirando o amargo.
Saem de lá e chegam em outra dimensão entorpecida.
Ouvindo música, falam sobre um passado que já não há mais,
enquanto vão dizendo que se gostam e se querem.
Cinco repartindo um só caminho, um só pó.
Eles passam por aqueles muros e um deles vê um amigo
que já foi do grupinho deles aí. Mas hoje não é mais.
E eles não sabem se esse ex-amigo ainda vive, de que jeito?
Se ele tem comida, se bebe bem, ou se veste como deveria.
O carro segue e o amigo fica.
Olhando e lembrando
como eram melhores os tempos da simplicidade e
das palavras verdadeiras.
O carro para em uma marginal municipal e lá ficam,
só esperando por mais amarguras.
E continua tudo certo.
[E daquilo que nada vale...]
Carros caros cheio de cheiros,
pessoas nos muros,
narizes brancos,
amizades esquecidas
Na Comunhão De Vidas Mal Vividas



RODOVIÁRIA (Parte I)

Jamais pude imaginar o real sentido da rodoviária,
achava que ali era lugar de ônibus
que levavam as pessoas para todas as partes dos sonhos,
como poderia saber que ali se faz muito mais?
Nunca foi extremamente esperto para saber
que um pingo quer dizer uma letra i
chega ônibus, saem sorrisos e despedidas
Chega, Ônibus. Chegam pessoas e saudades.
Com uma pitada de vidas erradas e passas
Bolsa, granas cigarros e cervejas
não quero mais sentir tristezas.



CHACOTAS (fragmentos)

Meu, "E ai, mona?" já não traz mais felicidades.
Minha grana, só compra lanches e Fanta laranja.
Meus amigos, agora são meia dúzia de
Burros, idiotas e simples. Todos atrás de sexo louco
O que aconteceu comigo? 
Desisti de ser uma pessoa esperta e marginal,
e preferi torna-me algo mais clássico e popular?
Mas que vai a merda! Que grande besteira
[...]


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