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domingo, 2 de setembro de 2012

21

    Estamos a mais ou menos 21 dias on line e quanta coisa já passou por aqui, estou muito feliz.

     Hoje trago novidades do Conto do Noctâmbulo, vamos começar a ver um pouco mais da noite da cidade. Um pouco menos, pois vamos com O introspectivo e ele é de muito pouca palavras e intensas reflexões.

    E para aqueles que pensam que Luis extingui-se, posso adiantar que ele vai voltar,mas por hora, está se recuperando. Ele escolheu um mal caminho e se não sai dele logo,pode não ter tanta sorte da próxima vez...



O Conto do Noctâmbulo


Acima, link para o livro até agora, e suas publicações, abaixo,o novo texto do livro citado. Boa leitura!

O INTROSPECTIVO


    A festa deveria ter acabado a alguns segundos e ninguém percebeu. Fora igual quando a festa começou, o dj tinha começado a mixagem inicial e ninguém havia notado; o Dj se matava nas mixagens e ninguém aplaudia:

 _ Quem esse pessoal pensa que é? Ninguém quer dançar? Pois bem, tocarei o que gosto e curto.

    Havia dito, na cabine, o Dj, essas palavras para o seu equipamento de som. Um mixer, um par de toca discos e uma case com seu repertório que ia de tech house a cult bands.

    Só O introspectivo soube quando o dj começou a tocar com gosto e percebeu agora, que o Dj tocava só para si.

    A pista até tinha público. Um público tolo e ignorante, porem público. As luzes piscavam enquanto as caixas diziam:  "Everybody is trying to make us, another a century of of fakes". Antes de Belle & Sebastian, já havia rodado radioread, coldplay, oasis, bjork e até, pasmem, Blur.

    O introspectivo resolve sair da boate revolvendo a porta de entrada. O segurança resolver dar um belo "esquenta orelha", n'O introspectivo.

    Ela sai da boate, da festa, do diabo a quatr o e ganha as ruas, as marginais, as avenidas e a escória da cidade. Pule, dance, não cante, paquere e beba umas long necks, fume qualquer coisa e sorria. Mas as músicas não saiam de sua cabeça, porem a festa já havia se extinguido em baixaria e hegemonia. A rua não era opção, era uma solução. Ele estava sem sono e como queria ouvir "Radioactive" ainda essa noite, como queria repetir conversas e ouvir os mesmos elogios. E ele abraçava a noite...não como na música do Capital Inicial, que fala da "cidade em trapos, das pessoas que saem, do que foi feito pra ele e você"; abraçava a noite com uma falsidade marcante e um feeling para encrenca raríssimo.

    Deve ser por isso que ele saiu correndo ao ouvir o primeiro acorde daquele sucesso sertanejo do momento, o lugar todos sabemos onde era.

    Por fim, lá estava O introspectivo, quatro e meia da manhã, numa marginal, mascando a própria boca, passando e olhando para as pessoas. Creio que sequer passaram três pessoas, estava eu um pouco distraído neste instante, mas ofato é que ele mal chegou e já saiu, falou com alguém, pegou algo e saiu.

    Se alguém perguntasse para ele por que ele estava indo embora tão rápido, ele apenas diria " vou para casa porque temo ficar aqui e me tornar como vocês". Porém, ninguém mexeu com ele e logo, estava seguro, dentro de casa.

 

  

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