Translate

Pesquisar este blog

segunda-feira, 24 de julho de 2017

As Personas da Existência


AS FACETAS DA EXISTÊNCIA



RESUMO: O que é ser humano? O que vem a ser a humanidade? O ser humano é integral ou fragmentado? Com estas três perguntas básicas se tem muito dos questionamentos que desenvolvem-se com este presente texto. De estrutura dissertativa, este post traz muito do que se vê hoje em dia: as separações, as divisões e as segregações que existem no mundo físico. Trata-se de uma argumentação crítica sobre a falta de unidade que existe na humanidade; e que o texto ainda trata das facetas, ou personas apresentadas pela(s) personalidade(s) ou no indivíduo; sendo que persona podem ser entendidas como máscaras sociais, sendo ainda que estas posturas (ou costumes) “sociais” objetivam por valorizar certos padrões de comportamentos em um dado ambiente enquanto que desvalorizam àqueles outros que fogem a tais modelos / ideal. Com este presente texto espera-se contribuir para a união e para a compreensão mútua entre as empresas, as famílias e as nações.



É fácil imaginar os homens inteiriços, reduzi-los a fórmulas simples que se condenam com uma palavra, negligenciando o resto, que as demente; o mais difícil seria sair de si para entrar nos outros e julgá-los segundo o ponto de vista deles, sem preconceitos, acompanhar em seus desvios e suas incoerências uma natureza incerta feita mais pelo acaso do que pela vontade, desenredar, quando falha a lógica, os sofismas semiconscientes sob os quais a paixão dissimula o egoísmo de seus conselhos (LAGNEAU, S/d apud GRATELOUP, 2015, p. 146).


PREÂMBULO

Quando se pensa na humanidade inteira, como uma só nação hipotética e uma só família, sendo que isto é igualmente alegórico, a impressão que se tem é que, de fato, não se pode haver uma família tão grande assim, de bilhões de pessoas, ainda porque não é possível ter bons rebentos assim, isto é, não se pode ter boas gerações futuras se não houver a miscigenação do sangue dos progenitores; e isto ainda quer dizer que quanto mais se gerar a vida entre famílias diferentes, mas a vida se conservará mais intensa; e de todo modo, não se pode haver uma só família de uns seis bilhões e algumas centenas de milhões de indivíduos humanos, enfim... Mas há.
Mas de fato é isto que somos, e apenas contando com todas as pessoas no presente momento, é de concretamente podemos dizer e fazer considerações da humanidade toda.
Mas o fato é que há muita falta de amor no mundo, há muitas pessoas que preferem dizer abertamente (seja na internet, na maioria das vezes, ou mesmo fora do ambiente online) que não gostam de outra pessoa ou de outros tipos de pessoas, geralmente diferentes. E assim se vive com a impressão de viver em um mundo cada vez de clubes e círculos de amizades mais fechados, sempre com a impressão de que não é possível confiar em quase mais ninguém diferente do que a gente é, e olha lá ainda...
O fato é que a humanidade é diferenciada e fragmentada, culturalmente diferenciada, ao mesmo tempo em que apresenta muitas características físicas semelhantes e etc. E como as pessoas, as culturas e os comportamentos são diferentes, evidentemente vão ser diferentes as famílias, as empresas, as sociedades e as nações.
Mas será que toda a diferença e toda a separação são in-solucionáveis e não é possível um ponto de equilíbrio entre a diferentes culturas e os diferentes povos?
Acredita-se que por esta conveniência é que se criou a possibilidade de se ter as personas, ou os costumes relativos a cada lugar e momento. Mas como será que se reage quando se tem em um mesmo espaço um lar e uma empresa, ou como se lida com a carga de estresse que enfrentam os médicos e advogados?  
Para responder estas e outras perguntas, tem-se este presente texto, que agora apresenta o conceito de humanidade integral, unida em questões semelhantes, porém que ao mesmo tempo esfacela-se e sofre, por viver sempre fragmentada e não-plena de suas possibilidades.


INTRODUÇÃO

Existe algo de fragmentado na humanidade. Não se trata unicamente de uma fragmentação simbólica, tal como uma separação do homem do Céu para que sua morada fosse feita na Terra; nem da fragmentação teórica, igual a dizer que as diferenças culturais e ideológicas separam a humanidade; o homem é mesmo fragmentado onde algo dele está [ou é] ausente ou deve ser encontrado, ou ainda esta fragmentação toda serve de solo mesmo para a evolução e para a vivência humana. Todavia, há fases civilizatórias (épocas da humanidade) em que há sinais claros da fragmentação em toda a humanidade e não apenas apresentando-se como uma das facetas da existência humana.
Por fragmentação entende daquilo que não está completo, ou que foi separado, fragmentado de alguma forma; por exemplo, a farinha de mandioca é a raiz-mandioca fragmentada, ou melhor, ralada ou preparada. A própria terra, quando fragmenta-se libera partículas de areia que causam ciscos e poeira. O ser humano não é todo fragmentado fisicamente em si, apesar que sim, existem pessoas que vivem com certas debilidade, ou que apresentam necessidades especiais, que de certo modo as tornam fragmentadas. Mas, de uma forma ou de outra, todo ser humano tem alguma fragmentação, seja física, mental, social, financeira, afetiva, cultural e etc.
Talvez, como defendem algumas concepções, como os religiosos das Testemunhas de Jeová, a resposta a esta fragmentação toda seja a reconciliação, isto é, quando vier o retorno (ou surgir) da serenidade à Terra, ou o Reino dos Céus na Terra; e todas as raças – ou cores de pele, porque toda a raça é humana, enfim – quando as raças humanas começarem a viver em compreensão, em paz e em harmonia com a natureza, e, inclusive, conviverão com as feras da antiga Terra em que vivemos hoje. Quem não se lembra da clássica foto das revistas das Testemunhas de Jeová em que se tinham figuras de asiáticos, americanos, africanos, indianos e etc. todos juntos, numa bela paisagem, e com as crianças brincando perto de leões e outros animais? Isto é uma forma de romper a fragmentação humana, com o ponto de vista contido nesta imagem; onde com a concepção da reconciliação, ou reunificação da essência humano, divina e carnal, então se gozaria do pleno equilíbrio na vida da Terra.
São concepções, e quem sabe? É uma teoria. Mas de todo modo, esta alegoria divina das Testemunhas de Jeová vem justamente a atestar que existe uma fragmentação humana, a ponto de algumas religiões até mesmo dizerem que a vinda do Cristo estaria ligada à esta reunificação em busca do equilíbrio na vida da Terra.
Este post não se dedica a esta visão das Testemunhas de Jeová (apesar de considerar e respeitar este ponto de vista), de fato eu tenho várias revistas desta religião, como a Revista Sentinela e a Despertai! E poderia me delongar sobre isto; mas o fato é que apenas quero ilustrar como a fragmentação humana é contrabalanceada com conceitos propostos por religiões, como a religião das Testemunhas de Jeová; e que este material de imagens alegóricas sobre o paraíso e a reconciliação humana se encontra, ainda, nas revistas citadas desta religião e, inclusive, em revistas da Watch Tower.
Entre as quais tem especificamente uma Revista da Watch Tower Bible (2001) que tem uma das clássicas figuras do Paraíso na concepção das Testemunhas de Jeová: com uma imagem de uma comuna rural muito bem organizada, divinamente organizada; com área de mata e de lavoura, e com bichos e seres humanos convivendo pacificamente; contando uma cena com girafas, rinocerontes, leões e aves encontrando-se em plena harmonia com os seres humanos / espirituais, enfim, onde se observa que há uma clima de paz e satisfação.
Senhores de diversas inclinações e religiões, senhoras ateias ou crentes, enquanto o Paraíso do Céu não nos alcança, vamos e venhamos, conhecendo e divulgando as fragmentações humanas, que podem ser mais bem amenizadas, conquanto mais forem entendidas e fazerem-se em todos os seus esforços para serem muito bem realinhadas (que também pode indicar condições humanas tornadas mais vastas ou suficientemente saciadas).


1. A Postura no Ambiente Empresarial


Toda empresa tem uma missão em relação à sociedade e a missão das empresas corresponde os seus objetivos permanentes, que consistem em otimizar a satisfação das necessidades humanas (CATELLI, 1994 apud PADOVEZE, 2017, p. 43).


As fragmentações da humanidade, no nível socioambiental e de interação com seus pares, com seus semelhantes, se faz por criar os conceitos de personas ou de facetas da personalidade.
Tem uma frase célebre de Xavier Forneret (S/d) apud BrucatoWieck (1997, p. 17) que diz exatamente assim “durante o carnaval, os homens colocam máscaras sobre [as] suas máscaras”.
Por falar em Phil Brucato, em alguns lugares aqui deste blog, Livros do Edson, em lugares como as páginas da Urna Cúbica de Platina, ao contrário da grafia correta de BRUCATO, está constando como BUCRATO, e eu quero dizer que não se tratam de dois autores, é o autor de Mago: A Ascensão ao qual se refere, em ambas as grafias mas evidentemente uma das grafias se apresenta de jeito errado. OK? E Brucato é o jeito certo.
Mas voltando ao tema desta postagem, Forneret (S/d) apud BrucatoWieck (1997) dizem que na festividade carnavalesca, os homens usam alegorias sobre as suas máscaras já habituais. Ou seja, todos nós assumimos um comportamento, uma postura ou um jeito, de acordo com aquilo que uma situação pede, e no carnaval esta impressão fica mais forte ainda. Mas não apenas ao longo do carnaval os homens usam máscaras ou assumem comportamentos convenientemente aceitos, nas empresas isto também acontece.
As empresas existem para satisfazer as necessidades humanas, e transformar os recursos naturais em produtos, ou as empresas se prestam a realizar serviços ou ainda tem as empresas que são dedicadas a comercializar produtos ou serviços.
Academicamente, tem-se a concepção de Padoveze (2017) que diz que “a empresa tem uma missão, que é satisfazer as necessidades da sociedade. Ela explica sua missão por meio dos produtos ou serviços oferecidos aos clientes” (PADOVEZE, 2017, p. 25).
Neste sentido, ao se vestir a camisa de uma empresa que tenha uma linha de produtos sérios e competitivos, espera-se que o funcionário seja eficiente e padronizado com este seu trabalho; enquanto que quem trabalha em empresas mais dinâmicas e com uma visão mais contemporânea dos negócios, neste outro ambiente, uma pessoa com uma postura diferenciada e que tenha ainda ideias inusitadas (mas que funcionem bem) poderá se sair bem melhor do que um funcionário que não saiba inovar ou agir por vontade própria, por exemplo.
Todas as empresas precisam de administração, de gestão, de suporte gerencial de qualidade, e etc. mas tem empresas que são mais inovadoras do que outras. Veja-se que há empresas que focam sua missão em resultados fixos e que não gostam de inovações ou imprevistos, enquanto tem empresas que, por exemplo, vendem uma imagem de sustentabilidade e eficiência em gestão, e neste caso, uma postura mais proativa e comprometida com altas práticas de gerência são muito mais bem enquadrados neste exemplo de empresa sustentável do que pessoas mais padronizadas ou “uniformizadas”.
A fragmentação humana não permite uma única postura profissional em todos os ambientes de trabalho. E eu vivi isto na pele, foi em 2010 e 2011. Eu era supervisor do Censo 2010, do Brasil. Aqui na minha cidade, mesmo, eu exercia este emprego e o outro que direi logo mais. Como supervisor eu era didático, eu organizei a pré-coleta de meus setores de modo a deixar exemplar a rota dos setores; eu ainda repassava treinamento e acompanhava parte do trabalho dos recenseadores em campo, para garantir a qualidade final da pesquisa realizada e eu ainda ouvia as ordens de meu superiores hierárquicos e etc. Eu trabalhava em casa, atendia telefonema dos recenseadores e passava orientações mesmo depois do expediente, ou seja, um supervisor com S maiúsculo, suponho que era eu.
Em 2011 eu continue como funcionário público, mais sai da esfera federal, e de supervisão, e fui ser funcionário público municipal, agente de combate a endemias, isto é, agente da dengue (Controle da Aedes, como gosto de dizer até hoje...). Ou seja, eu sai de um cargo de supervisão, para um cargo operacional. Mas eu mantive minha postura de elevado posto de trabalho, como servidor público. Porém, isto foi entendido como soberba e de certo modo, acabei posto ao ostracismo involuntário por meus colegas de trabalho (por alguns poucos de meus colegas de trabalho), e se ajunte a isto a alta necessidade de álcool que eu tinha naquela época, conclusão, fiquei apenas menos de dois meses neste emprego de agente da dengue. Pedi pra sair.
Mas eu não era soberbo, o fato é que de fato, espera-se ou esperava-se uma outra postura de uma agente, que não seja exatamente a de um supervisor. Infelizmente, são limitações da fragmentação humana.
Mas enfim, eu parei de beber cerca de seis meses depois disto, quando comecei meu curso Superior de Bacharel em Ciências Contábeis, na Estácio / UNISeb / COC, porque em agosto de 2011 quando comecei meu curso superior parei de beber, por conta própria, só contando com a ajuda de minhas rezas e da convicção de que eu tinha, que entendo hoje que basicamente consistia em realinhar minha existência, de alguma forma, naquele sentido.
Mas é isto: estas carências, estas ânsias, estas faltas, estas fragmentações humanas estão em todos os lugares socioculturais e apenas algumas valiosas facetas ou personas profissionais podem garantir com satisfação um bom ambiente de trabalho ou sociocultural; lembrando ainda que em cada nível (operacional, técnico, supervisão, estratégico) e em cada tipo de empresa (pública, privada, ou pequena, média e grande e etc.), e ainda de acordo com a missão e com aquilo que a empresa faz como sua atividade é que se dá por estes fatores as personas ou posturas comportamentais que as pessoas devem assumir ao entrarem nestas próprias entidades empresariais ou públicas.


2. A Postura no Ambiente Familiar


Pergunta-se por que todos os homens juntos não compõem uma única nação e não quiseram falar uma única língua, viver sob as mesmas leis, combinar entre eles os mesmos costumes e um mesmo culto; e eu, pensando na contrariedade dos espíritos, dos gosto e dos sentimentos, surpreendo-me ao ver até sete ou oito pessoas reunir-se sob um mesmo teto, em um mesmo recinto e compor uma única família (LA BRUYÈRE, S/d apud GRATELOUP, 2015, p. 146).


Esta frase de La Bruyère que abre este capítulo é incrível. Realmente, pensar que em famílias grandes, oito, dez ou quatorze pessoas vivem sob a mesma laje é intrigante, ainda mais para mim que sou introspectivo, em alguns momentos, que sou filho único e que não sou muito de me socializar pura e simplesmente pela socialização, o que é uma pena, porque gente é coisa boa, gente é coisa bonita, gente é interessante e gente é a gente mesmo.
Eu cometi um erro grave sobre o comportamento familiar, e devo o confessar agora. É o seguinte, não deve ser de desconhecimento de nenhum de meus leitores mais assíduos, que eu proponho uma cultura pessoal [própria, rsrs, olha o pleonasmo – pra dar leveza ao texto, sorriso!], enfim, severa, mesmo, ou seja, é um jeito austero, mas isto é pela área mais séria e acadêmica deste blog – que é a controladoria, que estudo e que gostaria muito de atuar nesta área. Enfim, pra ser controller tem que saber de um monte de assuntos sérios, que envolvem leis, procedimentos, métodos, nível de instrução dos funcionários da empresa e uma outra série de outras coisas.
Só que na empolgação de estudar e exercer algumas funções de semi-controller, digamos assim, em algumas entidades aqui de Matão, eu acabei por transfigurar este comportamento de controller, ou “semi-controller” no meu dia-a-dia em casa; e não falo isto de controlar a água ou a luz, que este tipo de controle sim é interessante de se ter. Mas falo do controle comportamental, de exigir altos padrões, altas posturas, sabe? E de talvez implicar mesmo com mamãe quando ela quer fazer um simples puxadinho no fundo do quintal, porém apenas ao ouvir isto já é a quantia suficiente de eu ficar bravo e questionar, dizendo que isto não pode, que tem que contratar um arquiteto, em engenheiro, que tem que dar entrada na prefeitura antes, para fazer a modificação na planta da área construída e etc. Enfim, desnecessário isto, não é mesmo?
Pode até “estar certo’, mas e daí? O mundo irá se acabar se der ouvido, ao menos, ao que a outra pessoa diz e tentar se fazer esta bendita reforma ao improviso, talvez mesmo que meio sem recorrer a todos os trâmites legais antes? Claro que pode e deve haver bom censo e evitar indispor-se por algo tão simples; conquanto que seja dada a devida atenção a estes pequenos assuntos e que sejam resolvidos rápidos e da melhor forma possível, para que desgastes e brigas no ambientes familiares não comecem a acontecer em outras situações semelhantes a esta exposta, ou com frequência, recorrentemente.
O fato é que mesmo no meu caso, o que eu havia me esquecido é que deve ser observado que existe uma postura que deve ser adotada no ambiente de trabalho e outra no ambiente de casa. Por exemplo, mesmo se eu fosse controller de uma empresa, eu já seria controller ao longo dos dias e então não deveria haver a necessidade de eu ser controller também em casa. E outra coisa, mesmo quem tenha um comportamento controller em casa, pode exercer isto de uma forma doce e amorosa, sem contar com todos os estresses que acometem os ambientes de grandes empresas altamente competitivas.
Até mesmo um advogado que trabalhe em sua própria residência, ele não precisa ser advogado o tempo todo; pois ora, como é que ele vai ouvir músicas, assistir DVDs ou BlueRays, ver jogos de futebol ou se descontrair se ele apenas enxergar com os olhos de advogado o tempo todo? Impossível, não é mesmo? Porque afinal, situações assim apenas vem por trazer mais estresse, confusão e irritabilidade, isto é: ser crítico e eficiente o tempo todo, inclusive em casa, pode causar estricção, além de ser uma ótima forma de não aproveitar bem o seu tempo livre ou no seu recinto familiar.
De qualquer modo tem um ditado popular que é ótimo neste sentido, que diz assim, “em casa de ferreiro, o espeto é de pau”.
No mais, sempre devemos ser os mais amorosos, compreensivos, envolventes e amigos possíveis em ambientes familiares, claro que infelizmente a Paz Perpétua, por enquanto, é apenas um título de um livro de Kant, mas, devemos ser os mais compassivos, zelosos, cuidadosos, amáveis e sinceros nas maiorias das situações, sejam as críticas ou não, que envolvam o nosso convívio familiar. De qualquer modo, eu penso que buscar um equilíbrio familiar e uma melhora nas nossas relações já é uma boa medida de caminho a ser trilhado, neste sentido, rumo ao realinhamento do homem consigo mesmo.


3. As Facetas Destas Vivências


Os pais temem que o amor natural dos filhos se apague. Que natureza é essa, sujeita a se apagar? O costume é uma segunda natureza que destrói a primeira. Mas o que é a natureza? Por que o costume não é natural? Tenho muito medo de que essa natureza seja ela própria um primeiro costume, como o costume é uma segunda natureza (PASCOAL, S/d apud GRATELOUP, 2015, p. 141-142).

As facetas existem para nos prevenir e nos proteger de estresse e de cargas alopáticas em nossa psique, por isto assumimos personas. Pense na figura de um médico plantonista, que lida com muito sangue, pessoas mutiladas, situações críticas e etc. o que seria dele se não assumisse uma persona em seu trabalho e outras facetas de si mesmo enquanto estiver em outros ambientes? E isto vale para muitas profissões.
Pascoal faz valiosas observações no sentido de que ele difere os costumes (ou o que eu chamo de culturas) da natureza humana; de fato, os costumes podem ser entendidos como as personas, os costumes em cada ambientes, ou de cada empresa, de cada casa, de cada relacionamento, de cada tipo de amizade, ou ainda os costumes de cada Clube, de cada Open-Air-Party, ou de cada grupo de jogo de RPG e etc.
Além disto há os comportamentos em situações normais ou confortáveis, ou comportamentos sob estresse e os comportamentos em situações de risco, há também os comportamentos em ambientes descontraídos e em ambientes formais e etc.
Nada disto é bipolaridade ou transtornos de personalidade, muito pelo contrário, são, de fato, máscaras, roupas, costumes, trejeitos, vocabulários, gestos e uma série de outras coisas que adotamos em nossos diversos ambientes que frequentamos no nosso dia-a-dia, ou mesmo em um mesmo ambiente em que temos que assumir múltiplas facetas, em que praticamos estas mudanças de comportamentos e etc. justamente para melhor nos enquadrarmos em uma dada situação ou em um dado momento; e que continuamos a aprender como melhor nos portar em cada tipo de situação.
O que aprendi é que devemos ser os mais eficientes no trabalho, os mais aplicados nos estudos, os mais amáveis com os amigos, os mais queridos entre os familiares, o mais apaixonado dos casais, enfim, isto é o que desejamos, ou o que a maioria das pessoas deseja, mas falta saber se a intenção do outro é esta mesma e igual, e se aquilo que estamos pretendendo de fato, também, se observa na prática, no nosso dia-a-dia.


CONCLUSÃO

“Well, Watson, we seen to have fallen upon evil days”, said he in a feeble voice, but something of his old carelessness of manner. “My dear fellow!” I cried, approaching him. “Stand back! Stand right back!” said he with the sharp imperiousness which I had associated only with moments of crisis. “If you approach me, Watson, I shall order you out of the house”. “But Why?” “Because it is my desire. Is that not enough?” Yes, Mrs. Hudson was right. He was more masterful than ever. It was pitiful, however, to see this exhaustion. “I only wished to help”, I explained. “Exactly! You will help best by doing what you are told”. “Certainly, Holmes”. He relaxed the austerity of his manner (DOYLE, 2016, p. 119-120).


Tudo pode ser conflitante ou não; e por mais maravilhoso que isto pareça, são as personas assumidas, as nossas intenções, as intenções de outras pessoas e o consenso meio ambiental que formam a dada possibilidade de sucesso ou fracasso em uma dada circunstância terrena. Ou seja, da nossa parte, boa intenção e um bom costume já é suficiente por estarmos fazendo o nosso melhor, agora se os outros não tem as mesmas intenções, aí, só mesmo com a percepção ou a dedução sensitiva (entre alguns outros artifícios / métodos) para se saber se estamos lidando com alguém ou algum situação sincera ou de casuísmo, ou não.
De certa forma, em cada caminho percorrido há uma paisagem característica. É claro que médicos plantonistas devem ter um preparo psicológico e físico muito bem desenvolvido, para suportarem toda a carga de estresse ao qual serão expostos, e isto vale para muitas outras profissões e situações. Novamente, a habilidade, os costumes, o preparo, a atenção e etc. são fundamentais para o sucesso, mais ainda há uma série de fatores, entre os quais, fatores aleatórios ou incontroláveis, ao qual nenhum profissional detém de autonomia nenhuma.
Tudo ainda vai depender da prioridade de cada um, de cada família, empresa e etc. ou seja, tem famílias que fazem prevalecer o próprio conceito de família e de união, da mesma forma tem famílias que preferem viverem retiradas de si, com cada um em seu canto; enquanto que pode ter empresas ou conjuntos de empresas que gostem de favorecer a livre competição e concorrência em si mesmas, onde cada departamentos ou unidades da empresa pode não saber o que se desenvolve em outras unidades ou departamentos, por exemplo. E também, podem ter empresas que preferem mais parcerias, cooperação e etc.
Talvez mesmo, o importante deve ser saber dançar conforme a música ou conforme a música e nosso próprio estilo. De qualquer modo, mesmo que você não goste da música tocada, às vezes, é melhor não expor imediata e impetuosamente a sua opinião sobre isto; afinal, nunca se sabe se estão mesmo tocando a música para nos agradar e nos trazer perto deles, ou se de fato estão tocando a tal música apenas para nos deixar distantes deles e nos fazer passar por situações de estresse.
E mais um vez, o que importa é a nossa postura, o nosso costume e o que envolve toda a nossa energia e intenção, que estão envolvidas na situação; porque isto é o que nos afirma e nos comprova.
E de qualquer forma, na grande discoteca da vida, há de chegar um tempo em que vão tocar a nossa música, quando estivermos com a nossa fantasia-persona preferida, e com sorte, ao lado de quem amamos, no lugar em que mais gostamos de ficar.



REFERÊNCIAS

BRUCATO, Phil; WIECK, Stewart. MagoA Ascensão.  Tradução de Marcel Wakami; Revisão de Douglas Quinta Reis, Cynthia M. FlnkLuis Eduardo Ricon. São Paulo: Devir, 1997


DOYLE, Arthur Conan. His Last BowSome Reminiscences of Sherlock Holmes. Grã-Bretanha (UK): Collins Classics, 2016.


GRATELOUP, Léon-Louis. Dicionário Filosófico de Citações. Tradução Marina Appenzeller. São Paulo: Folha de S. Paulo, 2015.


PADOVEZE, Clóvis Luís. Controladoria estratégica aplicada: conceitos, estrutura e sistema de informação gerencial. 2.ª Reimpr. São Paulo (SP): CENGAGE Learning, 2017.


WATCH TOWER BIBLE; TRACT SOCIETY OF PENNSYLVANIA. Satisfying Life – How to Attain It (Vida Satisfatória - Como Ter uma). Tradução de Novo Mundo das Escrituras Sagradas (versão de 1992). Cesário Lange (SP): Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados, 2001.



domingo, 9 de julho de 2017

Postagem 162: Da Cidade e das Pessoas

REPUBLICAÇÃO DE: CRÔNICA MATONENSE DE LIVROS DO EDSON,
COM FOTOGRAFIAS PELO GOOGLE MAPS.


É próprio do erro poder ser refutado pela experiência e pelo raciocínio. As ilusões dos sentidos não podem ser refutadas assim; são apenas maneiras de perceber que não são normais. Aliás, mesmo as maneiras de perceber são ilusões; [porque] toda percepção é, em suma, uma ilusão (LAGNEAU, S/d, in Curso sobre a percepção apud GRATELOUP, 2015, p. 155).


Durante muito tempo de minha vida, eu – Edson, o autor deste blog – achei que explicar-se o melhor possível e entender da forma mais abrangente era-se o melhor que podia ser feito nesta vida. Mas, de certa forma, isto ainda é uma ilusão, como tantas outras.
Todavia eu entendi que eu tinha esta percepção, necessidade e desejo – de me fazer o melhor possivelmente compreendido, seja usando letras, palavras, números, músicas, danças e desenhos para me fazer entendido; e assim escrevendo sobre música, sobre filosofia, sobre contabilidade, sobre pedagogia, sobre psicologia neo-ad-hocrática e etc. Só que as outras pessoas querem outras coisas, e de certo modo, elas fazem por merecer outras coisas.
Eu dizia... Eu quero tal coisa... E as demais pessoas, ou a sociedade no geral diziam diametralmente outra coisa.

Eu dizia que me intento por...
E as demais pessoas querem, então....
Estudo, Inteligência, Eloquência e Sabedoria;
Fazer, Ter, Aparecer Bem na Foto, Exibir-se e etc.;
Música Eletrônica, Folk, Regionalismo, Rock etc.;
Pop, Country, e o que toca nas rádio, igrejas e etc.;
Voley-Ball, Dança, Cultura, Arte: Corpo e Mente;
Soccer, Football, Luta, Corrida, Halterofilismo e etc.;
Espiritualidade, Sabedoria Transcendental Superior;
Igreja, Palavra, Ideia (bem ou mal feita), Esquema;
Amor, Viver, Saber, Aprender, Ensinar, Estar.
Disputa, Conservar-se, Sobreviver, Sei lá, Ter e Aparecer.
Tabela 1: Comparativo entre os “desejos” do Eu, do Ego Com os “desejos” do Outro, do Social.
Fonte:  Elaborado pelo autor, 2017.


A Tabela 1 é apenas um exemplo, e outros conjuntos de palavras correlacionadas poderiam ser usados, sem dúvida alguma quanto a isto; e com certa precisão na significância que quer se dar aos seus significados.
Digo isto, tal como se tem aqui, nesta postagem republicada. E com o respaldo da citação de Lagneau (S/d) apud Grateloup (2015) sobre os erros do pensamentos e dos sentidos, dizendo que os erros dos pensamentos podem ser refutados, enquanto que as distorções dos sentidos jamais podem ser reparadas deste modo. Sendo isto necessário para dizer que por mais que a gente tenha uma boa intenção, ela é apenas a nossa boa intenção e que nada garante que a intenção do outro também seja esta ou sequer que o outro venha a ter algum tipo sincero de simpatia verdadeira pela nossa causa ou pelo nosso ideal.
Concordo com Lagneau (S/d) apud Grateloup (2015) no sentido que eles afirmam de que existem erros de pensamentos e erros de percepções, e que estes são em muitos aspectos os responsáveis pela falta de concordância e de simetria entre todas as ideias, e de todas as pessoa do mundo; claro há uma hipérbole aqui, mas isto serve para representar um entendimento global mais uniforme e completo: e isto é de certo modo utópico ou distante demais da nossa realidade de hoje.
E por isto memso, trata-se de mais um motivos daqueles que eu só tenho a agradecer, a agradecer esta capacidade que eu tenho de me comunicar com pessoas tão diversas do mundo, de tantos lugares diferentes e fazendo isto com sets mixados, com textos, com status de redes sociais e etc. Obrigado leitor e amigo on-line.
Como esta postagem é dedicada para todos vocês, leitores deste blog (e que também aqueles ouvem minhas mixagens e me acompanham nas redes sociais), nosso texto de hoje, será não tão denso (não contará com tantas palavras mais...) e será um passeio descrito por mim, fotografado pelo Google maps e atualizado para 2017. Tratando da cidade de Matão, da forma como eu enxergo esta cidade, que é minha cidade de nascença.
Ou seja, com esta postagem, além do que foi afirmando sobre os erros de pensamento e de percepção (Lagneau, S/d apud Grateloup, 2015); nós também, aqui, hoje, pegamos, novamente, as ideias de nosso passeio pelo Google mapas (de postagem original deste Blog, Livro do Edson, de Jul. de 2013), e fizemos descrições atualizadas sobre alguns lugares afastados e, de certa forma, isolados na cidade de Matão; demonstrando, assim, alguns dos acesso (as entradas e saídas) da cidade de Matão (SP), ou lugares que eram becos-sem-saída e que agora tornaram-se bairros novos.
Matão pode ser acessada pela rodovia Washington Luis, em vários pontos; e em outros pontos, pela Rodovia Brigadeiro Faria Lima. Nesta postagem, foi selecionada uma foto de um trevo de acesso de entrada para Matão, pela Rodovia Washington Luis. Abaixo tem-se a foto da Washington Luis, bem próximo à entrada da cidade que dá acesso direto a faculdade Anhanguera de Matão e as indústrias BaldanBambozzi e Marchesan.


Figura 1: Rodovia Washington Luis, altura da cidade de Matão (SP)
Fonte: [Capturada pelo autor com o] Google Maps (2013).

Aqui nesta foto abaixo se vê a rodovia que falávamos, e seguindo ela, chega-se ao trevo de entrada de Matão, também é um dos acessos da zona rural a cidade. Abaixo tem o trevo de acesso, da altura do ponto que dizíamos no parágrafo acima.


Figura 2: Rodovia Washington Luis, Trevo de Acesso a Matão (SP).
Fonte: [Capturada pelo autor com o] Google Maps (2013).

Depois disso se entra em Matão, e seguindo isto depois de ter tomado a esquerda (se quem entra na cidade pelo acesso do ponto descrito acima), é possível ter esta vista (Figura 3), que é uma das que eu mais gosto. No caminho tem a Marchesan, contornando os setores das partes tanto da fundição, do setor administrativo e o fundo da fábrica, depois tem-se um loteamento novo que está saindo agora, e então tinha esta árvore (Abaixo), que acabou por ser cortada no processo de civilização da cidade, ou de expansão imobiliária – termo mais apropriado.
É bem próximo a minha casa este local e se por um lado bairros novos são criados, de outra forma, pássaros de rapina, como corujas e outros acabam por perderem suas tocas, e também o fluxo do rio se altera nas épocas de cheia, principalmente, com a mudança de área de pasto para área residencial ou urbanizada. Aparentemente as áreas de preservação foram mantidas, todavia sempre há conflitos e choques de interesses quando existe uma proximidade muito grande entre as regiões civilizadas ou urbanizadas e a parte mais rural, ou a parte mais intocada da natureza dentro das cidades.


Figura 3: Via João Marchesan – fase anterior ao loteamento.
Fonte: [Capturada pelo autor com o] Google Maps (2013).


Esta é a vista de Matão que se tem passando por parte da via João Marchesan, e esta arvore, no plano da frente da foto, é linda, ela já deve ter resistido a uns dois ou três raios, é a árvore-para-raios. Lindíssima. E ao fundo, um fragmento de mata atlântica, que sempre cito em meus poemas.
E por falar em pomas, e as lembranças que as cenas vividas no tempo trazem a nós enquanto são revividas e expostas ao passar dos anos, tem um poema lindíssimo, também, de Drummond (1998) que chama-se “A Luís Maurício, Infante”, que diz muita coisa, inclusive desta vivência da infância e como as coisas se tornam diferentes depois, com o passar com tempo. Afinal, quem consegue ver o tempo passar? E quem tem tempo, o que é melhor fazer dele?

Já te vejo na proporção da cidade, nessa caminha em que dormes. Dir-se-ia que só o anão de Harrods, hoje velho, entre garoto enormes, conserva o disfarce da infância, como, na sua imobilidade, à esquina de Córdoba e Florida, só aquele velho pendido e sentado, de luvas e sobretudo, vê passar (é cego) o tempo que não enxergamos, o tempo irreversível, o tempo estático, espaço vazio entre ramos. O tempo – que fazer dele? Como adivinhar, Luís Maurício, o que a cada hora traz em si de plenitude e sacrifício? (DRUMMOND DE ANDRADE, 1998, p. 88).

E continuando com nossa visita, seguindo ao fim da João Marchesan chega-se até a Ludwing Eckes - uma das perimetrais da cidade - com a esquina da José Gonçalvez. O Nosso passeio vai pela José Gonçalvez no sentido de encontrar a Washington Luis, perto da saída que leva a São Lourenço do Turvo (Distrito de Matão).
Nesta região, da Rua José Gonçalvez, tem também uma chácara, que eu ia desde criança, na região da Ponte Seca, como é chamada a região e a propriedade rural que eu frequentava, e aqui uma foto (Figura 4), depois deste ponto o mapa do Google não vai mais além disto, na época das buscas feitas.  


Figura 4: Região do Estradão (Rua José Gonçalvez, próximo a “Ponte Seca”).
Fonte: [Capturada pelo autor com o] Google Maps (2013).

Hoje, esta região também está loteada e inclusive já tem casas, que tem vida correndo em ritmo nos embalos [embalados] das expansões imobiliárias. Lembrando que toda esta região é uma região de muita água e mata, com traços de matas nativas até este ponto, porém, nada garante que a urbanização da cidade não irá mitigar ou mesmo eliminar estas áreas verdes e estes córregos e nascentes da cidade, no processo de urbanização.
A chácara que falava fica depois da mata, já aquela parte em branco na imagem faz parte de uma indústria agrícola, tem a parte física e predial tem até hoje, mas não sei se existe alguma atividade ainda neste local, instalações visíveis na foto. (Figura 4)
E por falar em indústria, essa parte da cidade (Figura 5), a seguir, eu particularmente gosto muito ou gostava muito, porque agora essa rua não existe mais, já que ela foi assimilada pela empresa industrial em questão (Citrosuco – Fisher; Votorantim), que agregou esta área em seu capital imobilizado recentemente. E estão fazendo novas instalações no local.
Esta é uma parte industrial, mas tem matas e várias árvores também, é uma parte meio de má fama, a lei trash total impera, onde existia muita prostituição, drogas e etc. Enfim, mas no local tinha muitas coisas boas também, por exemplo, uma romaria de cavaleiros saia deste lugar, e se o lugar estava e talvez ainda esteja entregue às atividades infame, nada como a sociedade pretender reempossar tal área aos seus cuidados ou aos cuidados da iniciativa privada ou pública, se fosse o caso. Aqui, dizendo da avenida José da Costa filho, jornalista.
E o que houve foi mesmo que a Entidade industrial em questão tomou conta da avenida, mas fechou de vez este lindo e maravilhoso logradouro da cidade para seus moradores, agora é tudo parte da empresa e ela faz o que quer lá dentro; uma pena, enfim. Mas a prostituição e outra coisas ainda existem nas proximidades do local, todavia a rua, em si, não existe mais.
Ou seja, mais um ponto da cidade que após esta postagem (original de 2013), que foi consumido pela urbanização, pela civilização desenfreada da sociedade e com isto são as belezas naturais que ficam enfraquecidas; ou seja, são os retrógrados e arcaicos pensamentos humanos baseados em que destruindo ou tomando a natureza para si, o homem está ganhando e vencendo na vida; sendo que eu penso exatamente  contrário, e que é com a natureza fortalecida que todas da sociedade ganham e também se fortalecem com isto.


Figura 5: Rua José da Costa Filho (Vila Pereira, Matão). Esta rua não existe mais, foi integrada pela indústria citada.
Fonte: [Capturada pelo autor com o] Google Maps (2013).

Pode parecer mentira, mas nas costas desta foto, repousa uma enorme indústria de suco e está é uma rua morta da cidade, eu acho a área maravilhosa e um desperdício não aproveita-la com algo produtivo. Infelizmente a prefeitura deu esta rua para a Citrosuco, e agora a empresa fechou a rua em sua área de funcionamento. Uma pena, não me canso de dizer isto, que pena esta rua ter sido agregada a empresa; que levando para o lado dos brasileiros, não tenho sequer um parente que nela trabalhe, enfim.
 Mas é isso, nosso passeio fica por aqui, mas não sem antes vemos um pouco da linha férrea que corta a cidade como um rio de vagões e cargas, em horas vastas dos dias da Terra da Saudade.
Esta é a vista de um bairro novo, que nem arrisco o nome, mas sei que é depois do CAJU (Centro de Apoio a Juventude), na parte alta da cidade. É isso, um pouquinho de Matão para vocês, paisagens e lugares que gosto muito. Independente de como estão agora. Gosto daquilo que tenho e mantenho na minha memória, quando agora os locais não são mais como eram antes, naturais e belos como eram.


Figura 6: Linha Férrea (Próximo ao Túnel da Liberdade).
Fonte: [Capturada pelo autor com o] Google Maps (2013).

Post Script: estes não são os points mais famosos, ou os lugares mais bonitos de Matão, de certa forma eu vivo em uma cidade só minha, e nesta minha cidade, estes são lugares muito especiais, que carregam a magia da Terra da Saudade.

“Sergeant Pepper’s Lonely Heart Club Band We’d like to thanks you once again. Sergeant Pepper’s one and only Lonely Heart Club Band it’s getting very near the end” (THE BEATLES, Sgt. Pepper’s Lonely Heart Club Band Reprise 2017).



Figura 7: Capa Beatles Sgt Peppers...

Fonte: Capturada pelo autor (2017).



Republicação da postagem original deste blog, disponível em https://livrosdoedson.blogspot.com.br/2013/07/50-postagem-de-livros-do-edson.html





Figura 8: Contra Capa de CD Beatles Sgt Peppers...
Fonte: Capturada pelo autor (2017).





REFERÊNCIAS

THE BEATLES. Sgt. Peppers Lonely Heart Club BandLenonMacCartney. Edition 50th Anniversary. Londres: EMI; APPLE; Calderstone, 2017. Edição remasterizada em 5.1 Surround. Produção de Gravação e nova mixagem em estéreo surround por Giles Martin.

DRUMMOND DE ANDRADE, Carlos. Antologia Poética. Organizada pelo autor. 39.ª Ed. Rio de Janeiro: Record, 1998.

GRATELOUP, Léon-Louis. Dicionário Filosófico de Citações. Tradução Marina Appenzeller. São Paulo: Folha de S. Paulo, 2015.