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Estão subindo Arquivos cada vez mais Bizarros na Web na Intenção de Ver se o Divino Resolve-Se por fazer Igual Sodoma e Gomorra Outra Vez

Desconfiamos que os outros estão pretendendo subir arquivos cada vez mais bizarros e grotescos na Internet para ver se o Divino faz suceder à Terra outro acometimento como o que houve em Sodoma e Gomorra.


Preciso solicitar ao leitor que [...] não se esqueça de que a duplicidade que há na discrepância entre o dialético e o mítico é um dos indícios, um dos vestígios que oxalá conduzirão à diferenciação daqueles dois lados que pela força do tempo e da intimidade se tornaram aparentemente indissociáveis (KIERKEGAARD, 2015, p. 83).


Introdução

Que tal termos uma pergunta, uma proposta inicial. O que mais chama a nossa atenção: as coisas da terra; ou as coisas que estão além da terra e do espaço?
Kierkegaard (2015) afirma que é muito comum que caiba ao mítico a arte da especulação ou o abordar de assuntos que venham a extravasar com o mero e corriqueiro campo do material ou do humano.
Ou seja, de um lado se tem a amplitude do que é material e humano. E em outro ponto, em uns outros níveis, existe então a possibilidade de se investigar ou de se divagar sobre o mítico, que é o que se diz nas lendas, ou sobre as divindades, dos mitos e etc.
Então, existe sempre dois lados: o concreto e o simbólico. E de certa forma, mesmo no conjunto da realidade concreta (concreto) das coisas, sempre também se terá outros embates, como a questão de que se algo serve a nós (isto é: a si mesmo ou ao eu) ou se serve aos outros (isto é: a você, ou ao tu, eles e etc.). Ou seja, ‘se é material e se isto é pra mim ou se é para o outro?’: estas questões sempre vão haver por estas terras...
De certa forma, há muitas pessoas hoje em dia que aguardam pelo fim do mundo ou dos tempos (ou o momento em que o espiritual estará afetando totalmente o mundo físico). Ou então aguardam por alguma coisa que venha a acontecer de bizarro e trágico às cidades, como o que ao menos tenha acontecido em Sodoma e Gomorra: onde todos os moradores e viandantes de passagem por aquela cidade, isto com exceção de Ló – que foi literalmente avohai de Ben-Ami (Amom) e Moabe (pai dos moabitas) – e exceção também de duas filhas de Ló, onde todos os moradores de Sodoma e Gomorra foram destruídos com uma chuva de fogo e enxofre; e mesmo quem em caminho, se se atrevesse a olhar para trás e ver o que estava acontecendo em Sodoma e Gomorra se tornava, instantemente, uma estátua de sal (GÊNESIS, Cap. 19). Lembraram o que houve em Sodoma e Gomorra?
O capítulo XIX da Gênese, segundo a versão da Bíblia Sagrada, diz que Ló de Zoar se salvou de Sodoma e Gomorra com sua família, mas sua mulher olhou para trás e se tornou uma estátua de sal, e apenas Ló e duas filhas dele conseguiram saírem vivos e sem serem violentados pelos homens bárbaros e com perversões sexuais de Sodoma e Gomorra.
Porém, como será visto mais a frente neste post, a questão de Sodoma e Gomorra está ligada mais a cultura daqueles povos primitivos e a associação que eles faziam destas práticas com o mítico, ou com Deus e com a aprovação Dele ou não, do que com qualquer outra coisa. Enfim, é uma questão de inconsciente coletivo sim, de um desencarne de consciência; mesmo que de fato seja real o que houve a Sodoma e Gomorra, o que houve lá não foi uma punição à homossexualidade, mas sim uma severa repreensão à barbárie, à bestialidade e as prática do estupro. E se de fato houve aquilo, foi para contribuir para a melhoria das relações sociais, e não meramente para punir os gays mais primitivos, como sugerem algumas outras teorias.
Neste ponto, se percebe talvez não apenas a ligação entre o mítico servindo para regular e afetar as questões sociais, mas também isto se relaciona com aquilo que entendemos de nós e dos outros, e que também se relaciona com a postura que assumimos quando impomos que os outros devam fazer exatamente aquilo que fazemos; sendo que isto não é verdade porque na natureza, cada indivíduo tem uma função e um conjunto de caraterísticas peculiares, isto ainda dentro da sociedade coletiva em que o indivíduo está inserido.
Ou seja, é justamente a diversidade e a ampla capacidade dos indivíduos coletivamente, formando uma sociedade ampla e diversa, que trazem inovação e criatividade aos povos, e não um cultura uniforme apenas como sendo a cultuada, sendo semeada como que por aviões em terra fértil do intelecto o povo da nação, dando-lhes um rumo único e sem opções. O que torna rico culturalmente um povo não é o quanto de sua [cultura] tradicional que prevalece sobre os modismo, mas é como os modismo são afetados por uma dada cultura de um povo ou de uma região.
Percebe-se, assim, o desenvolvimento e a capacidade de intelectualidade e de criação que cada indivíduo tem, através de como a sociedade ao qual ele está inserido se relaciona com ele, de acordo com suas capacidades intelectuais e cognitivas que ele tem mais do que com as posturas ou trejeitos que este sujeito tenha; ou seja, observando assim o desenvolvimento social através de como trata os indivíduos na razão das virtude e não de seus hábitos ou de suas culturas exóticas que tenha.
Sendo que se foi por muito tempo que era cabido ao indivíduo que detivesse que se adaptar a sociedade para ser bem sucedido e ser aceito nos meios sociais, hoje, de fato, são os meios sociais e o fenômeno dos seguidores em redes sociais que causam um sucesso, ao menos virtual, das pessoas. E isto indica aceitação, e sintonia de ideias ou comportamentos (ou carisma, bom conteúdo de ser visto e etc.). O que deve ser notado aqui é que a sociedade ainda continua impondo os seus padrões, porém as pessoas já estão se identificando com outras culturas e outras concepções (outras pessoas, sem dúvida!) e abandonando os velhos exemplos, os velhos paradigmas que sempre deveriam ser seguidos à risca. E é sobre isto, no fim das contas, que fala esta postagem.


Deduções

A continuidade das troças feitas nos jornais, a maneira com que o olhavam na rua, exasperavam-no e mais forte se enraizava nele a ideia. À medida que engolia uma troça, uma pilhéria, vinha-lhe a meditar sobre a sua lembrança, pesar-lhe todos os aspectos, examiná-la nitidamente, compará-la a coisas semelhantes, recordar os autores e as autoridades; e, à proporção que fazia isso, a sua própria convicção mostrava a inanidade da crítica, a ligeireza das pilhéria, e a ideia o tomava, o assaltava, o absorvia cada vez mais. [...] Amam-se ou antes suportam-se melhor aqueles que se fazem célebres nas informações, na redação, na assiduidade ao trabalho, mesmo os doutores, os bacharéis, do que os que têm nomeada e fama. Em geral, a incompreensão da obra ou do mérito do colega é total e nenhum deles se pode capacitar que aquele tipo, aquele amanuense, como eles, faça qualquer coisa que interesse os estranhos e dê que falar a uma cidade inteira (LIMA BARRETO, S/d, p.50).


Os padrões sociais tradicionais, como o casamento heterossexual com filhos; as casas próprias; os carros próprios; os empregos fixos e muito bem estabelecidos, enfim, alguns conceitos do “feliz” socialmente estão caindo por terra. E as pessoas estão buscando a felicidade no empreendedorismo, no alternativismo (corrente do alternativo), no free-love (o amor livre, liberal), nas experiências homossexuais, na transgenereidade ou na transsexualidade, e estão descobrindo um novo mundo de possibilidades com isto; enfim, as pessoas estão buscando outras coisas para serem felizes e se realizarem, e este é um dos traços da contemporaneidade: a construção do indivíduo integral, único e exclusivo (ideal utópico, em muitos os sentidos, evidentemente).
Claro que não há nada de errado em ser heterossexual e ter filhos; porém, as pessoas estão entendo que a vida do outro, pode ser do jeito que o outro o desejar e assim o deixar feliz. Entenda, querido leitor, nem tudo o que se diz é para se aplicar exclusivamente a si ou aos outros. Às vezes, algo é dito para si mesmo ou é o ‘eu dizendo a mim mesmo’. Lembre-se sempre das sábias palavras de Jesus Cristo: ser exigente com suas próprias ações, atitudes e pensamentos e ser complacente ou ser bem compreensivo com as situações alheias, dos outros. O problema é que muitos confundem os discursos e acabam por entender que o que era destinado ao outro foi transfigurado a si e vice-e-versa. De certa forma, Jesus foi posto ao Calvário e às suas próprias consequências na razão de que, de fato, alguns religiosos e pessoas importantes da época Dele perceberam que o padrão comportamental, ético e humano proposto por Jesus era muito evoluído, e muito além do que a maioria das pessoas da época praticava; e que por isto jamais eles conseguiriam atingir aquele nível de arete espiritual, e assim, resolveu-se por tirar Jesus do Mundo, mas acontece que Jesus veio a vencer o Mundo, enfim... Mas o que aquele povo poderoso daquela época não sabia era que Jesus não dizia dos outros, mas sim de nós mesmos, de quem aceita o que o mestre diz e de nós, que pretendemos melhorar a nós mesmos.
O Major Quaresma (Lima Barreto, S/d) é um brasileiro típico, ultranacionalista e que vive um estado de quase sonho utópico ininterrupto de almejar e tentar realizar projetos de como fazer um país mais forte, com as culturas e as características locais brasileiras, mas claro, como sempre a politicagem e os demais interesses dos poderosos brasileiros não permitem que isto seja deste modo apontado por Policarpo Quaresma.
A alegoria de Sodoma e Gomorra remete à bestialidade e a essência das mais violentas e torpes condições que há no ser humano. Muitas pessoas, equivocamente, associam Sodoma e Gomorra à homossexualidade, a pederastia (que palavra mais infeliz esta, não?) e ao sexo liberal; porém Sodoma e Gomorra nada tem disto, ou disto tem muito pouco. Pense bem: se Sodoma e Gomorra falasse apenas de sexo gay desmedido e sem controle algum, porque é que no final da história desta cidade, já na cidade de Zoar, Ló viria a ser avohai de Ben-Ami e Moabe? Sendo que isto sucedeu após ele incestar-se com suas filhas sobreviventes de Sodoma e Gomorra? Não faz sentido, exceto se encararmos este conto bíblico com um fator sexual e cultural daquela região, naquela época, em que o incesto era visto como algo muito mais “normal e natural” do que a homossexualidade, mesmo a homossexualidade imposta, porque em algumas culturas mais primitivas, como a de animais como gato e veados, existe a observação de práticas homossexuais para demonstrar que um gato é mais forte que outro gato macho, por exemplo; é uma relação complicada e apenas entendi isto tendo muitos gatos machos em casa, como o tenho agora. Enfim, mas isto é bestial, é animalesco e vai contra todas as práticas de dignidade e superação humana de hoje em dia, enfim, mais uma vez, quaisquer destas práticas, seja a homossexualidade imposta, por dominação, à força, ou seja o incesto à força ou consentida-mente, é lago impensável hoje em dia, é isto remente a eras mais primitivas e arcaicas da humanidade, sendo que a contemporaneidade, dá um novo enfoque a individualidade do ser adulto, sem associá-lo a dominações ou práticas de submissão a outras pessoas, principalmente desconhecidos e familiares.
O que havia em Sodoma e Gomorra era abuso, uma imposição sexual pela força, onde todos que chegassem na cidade, principalmente os homens, tinham que ser violentados sexualmente e de outras formas pelos moradores homens de Sodoma e Gomorra, sejam este moradores jovem ou novos. Ou seja, não era homossexualidade era um estupro violentíssimo a qualquer forasteiro – e as suas famílias – que chegasse em Sodoma e Gomorra.
Mas as pessoas tendem a associar o mítico com a razão, ou como diz Protágoras, com a dissertação (Kierkegaard, 2015).

Protágoras, por exemplo, ao preparar-se para demonstrar que a virtude pode ser ensinada, diz: “está bem Sócrates, eu não guardarei isto só para mim; mas devo demonstrá-lo assim como os velhos, quando falam aos mais jovens, revestindo a prova com as formas de um mito, ou devo expô-la numa dissertação?” (HEISE, 320, p. 130). E observa, ao terminar: “assim Sócrates, demonstrei, de ambas as formas, como um mito e com razões, que a virtude pode ser ensinada (HEISE, 320, p. 145) (PROTÁGORAS, S/d apud HEISE, 320 apud KIERKEGAARD, 2015, p. 83-84).

Para a maioria das pessoas não basta saber que há as coisas desta terra e as coisas mitológicas, é também necessário saber quem sobressai a quem; e é por isto que contos como os de Sodoma e Gomorra impressionam tanto os mais fervorosos ou mais fanáticos ideológica ou religiosamente, mas, de fato, Sodoma e Gomorra vale mesmo para dizer da cegueira causada pela obsessão e pelo ímpeto do desejo carnal e brutal.


Conclusões

Deste modo fica claro que o fenômeno das barbáries e dos bizarrices na internet e na vida real, que são apoiadas, vistas e compartilhadas por milhões de pessoas apenas representam as facetas mais primitivas, insaciáveis, bestiais e de certa forma, infantilizadas da condição humana.

Deve-se saber reconhecer que de certa forma o outro tem a liberdade de fazer o que bem entender de sua vida, mesmo que isto seja algo totalmente irracional ou insano; o problema é quando isto extrapola os limites da legalidade e se torna algo criminoso ou subversivo, e sem controle algum. Ou quando isto afeta outras pessoas.

De qualquer forma, este mesmo fenômeno dos seguidores de redes sociais e das pessoas que compartilham conteúdo impróprio ou ácido na internet está causando outro fenômeno na web, o das pessoas que são da contracorrente, que tem um estilo de vida diferenciado, e vem com uma outra proposta de um mundo mais amoroso, mais diverso, mais consciente e etc.

O que precisa ser entendido é que não adianta nada esperar que venha outro acontecimento como o que houve em Sodoma e Gomorra para realinhar a ordem do mundo, o que temos que fazer é nos cercar do que gostamos e das pessoas que gostam da gente, e claro saber o que se passa lá fora, mas sem isto ser mais importante que o nosso bem estar. E lembrando que o nosso bem estar hoje pode estar em correntes cult, em música eletrônica, em leituras e RPGs, em outras formas de sentir e viver; e claro, pode também estar no conforto material, na saúde e na paz. Mas que nunca nos esqueçamos que aquilo que não serve para uns, pode ser o que faz a alegria de outros.

Concluindo que atualmente são as pessoas que buscam por originalidade e diversidade e não apenas a sociedade, ou o conceito do divino, que impõe os seu velhos e manjados padrões e os seus comportamentos bem aceitos; sendo que se por muitas eras foi o contrário, ou seja: não se percebia a capacidade e o desenvolvimento de cada civilização e sociedade de acordo como o tratamento que estas sociedades dispensava e dava a cada um dos seus cidadãos intelectualizados, artísticas-políticos e etc.  Atualmente, é prezado muito pela capacidade de compreensão, de assimilação e de análise crítica que as pessoas tem e fazem do mundo, e não apenas que as pessoas estejam aptas a se sensibilizarem ou se deixarem virtualizar por alguma tendência de vídeo ou propostas de entretenimento da tevê ou da internet.

Ou seja, isto quer dizer da valorização que a sociedade dava aos pesadores, aos críticos que realizam seus trabalhos com artes e manifestações culturais e a outras categorias de profissionais e pessoas que apontam novos rumos e inovações salutares e inquietantes para a sociedade. E quer dizer que se antigamente eram os artistas que se enquadravam ao status quo que eram os movimentos intelectuais aceitos popularmente (salvo raras exceções, como Goethe, por exemplo) hoje em dia, cada um – cada indivíduo, cada nicho de mercado – está buscando aquilo que lhe agrada e lhe toca, mas que ainda há muito interesse em que apenas alguns tipos de culturas e artes se sobressaiam a outras. E é por isto que postagens como estas se tornam importantes, porque veem a delimitar o que se esperar de cada criador de conteúdo ou de cada nicho artístico ou cultural de uma região, ou de um site.



Referências

KIERKEGAARD, SorenO conceito de ironia. Tradução de Álvaro Luis Montenegro Valls. São Paulo (SP): Folha de São Paulo, 2015.

LIMA BARRETO, Afonso Henriques de. Triste Fim de Policarpo Quaresma. São Paulo (SP): Editora Escala, S/d.


As Personas da Existência


AS FACETAS DA EXISTÊNCIA



RESUMO: O que é ser humano? O que vem a ser a humanidade? O ser humano é integral ou fragmentado? Com estas três perguntas básicas se tem muito dos questionamentos que desenvolvem-se com este presente texto. De estrutura dissertativa, este post traz muito do que se vê hoje em dia: as separações, as divisões e as segregações que existem no mundo físico. Trata-se de uma argumentação crítica sobre a falta de unidade que existe na humanidade; e que o texto ainda trata das facetas, ou personas apresentadas pela(s) personalidade(s) ou no indivíduo; sendo que persona podem ser entendidas como máscaras sociais, sendo ainda que estas posturas (ou costumes) “sociais” objetivam por valorizar certos padrões de comportamentos em um dado ambiente enquanto que desvalorizam àqueles outros que fogem a tais modelos / ideal. Com este presente texto espera-se contribuir para a união e para a compreensão mútua entre as empresas, as famílias e as nações.



É fácil imaginar os homens inteiriços, reduzi-los a fórmulas simples que se condenam com uma palavra, negligenciando o resto, que as demente; o mais difícil seria sair de si para entrar nos outros e julgá-los segundo o ponto de vista deles, sem preconceitos, acompanhar em seus desvios e suas incoerências uma natureza incerta feita mais pelo acaso do que pela vontade, desenredar, quando falha a lógica, os sofismas semiconscientes sob os quais a paixão dissimula o egoísmo de seus conselhos (LAGNEAU, S/d apud GRATELOUP, 2015, p. 146).


PREÂMBULO

Quando se pensa na humanidade inteira, como uma só nação hipotética e uma só família, sendo que isto é igualmente alegórico, a impressão que se tem é que, de fato, não se pode haver uma família tão grande assim, de bilhões de pessoas, ainda porque não é possível ter bons rebentos assim, isto é, não se pode ter boas gerações futuras se não houver a miscigenação do sangue dos progenitores; e isto ainda quer dizer que quanto mais se gerar a vida entre famílias diferentes, mas a vida se conservará mais intensa; e de todo modo, não se pode haver uma só família de uns seis bilhões e algumas centenas de milhões de indivíduos humanos, enfim... Mas há.
Mas de fato é isto que somos, e apenas contando com todas as pessoas no presente momento, é de concretamente podemos dizer e fazer considerações da humanidade toda.
Mas o fato é que há muita falta de amor no mundo, há muitas pessoas que preferem dizer abertamente (seja na internet, na maioria das vezes, ou mesmo fora do ambiente online) que não gostam de outra pessoa ou de outros tipos de pessoas, geralmente diferentes. E assim se vive com a impressão de viver em um mundo cada vez de clubes e círculos de amizades mais fechados, sempre com a impressão de que não é possível confiar em quase mais ninguém diferente do que a gente é, e olha lá ainda...
O fato é que a humanidade é diferenciada e fragmentada, culturalmente diferenciada, ao mesmo tempo em que apresenta muitas características físicas semelhantes e etc. E como as pessoas, as culturas e os comportamentos são diferentes, evidentemente vão ser diferentes as famílias, as empresas, as sociedades e as nações.
Mas será que toda a diferença e toda a separação são in-solucionáveis e não é possível um ponto de equilíbrio entre a diferentes culturas e os diferentes povos?
Acredita-se que por esta conveniência é que se criou a possibilidade de se ter as personas, ou os costumes relativos a cada lugar e momento. Mas como será que se reage quando se tem em um mesmo espaço um lar e uma empresa, ou como se lida com a carga de estresse que enfrentam os médicos e advogados?  
Para responder estas e outras perguntas, tem-se este presente texto, que agora apresenta o conceito de humanidade integral, unida em questões semelhantes, porém que ao mesmo tempo esfacela-se e sofre, por viver sempre fragmentada e não-plena de suas possibilidades.


INTRODUÇÃO

Existe algo de fragmentado na humanidade. Não se trata unicamente de uma fragmentação simbólica, tal como uma separação do homem do Céu para que sua morada fosse feita na Terra; nem da fragmentação teórica, igual a dizer que as diferenças culturais e ideológicas separam a humanidade; o homem é mesmo fragmentado onde algo dele está [ou é] ausente ou deve ser encontrado, ou ainda esta fragmentação toda serve de solo mesmo para a evolução e para a vivência humana. Todavia, há fases civilizatórias (épocas da humanidade) em que há sinais claros da fragmentação em toda a humanidade e não apenas apresentando-se como uma das facetas da existência humana.
Por fragmentação entende daquilo que não está completo, ou que foi separado, fragmentado de alguma forma; por exemplo, a farinha de mandioca é a raiz-mandioca fragmentada, ou melhor, ralada ou preparada. A própria terra, quando fragmenta-se libera partículas de areia que causam ciscos e poeira. O ser humano não é todo fragmentado fisicamente em si, apesar que sim, existem pessoas que vivem com certas debilidade, ou que apresentam necessidades especiais, que de certo modo as tornam fragmentadas. Mas, de uma forma ou de outra, todo ser humano tem alguma fragmentação, seja física, mental, social, financeira, afetiva, cultural e etc.
Talvez, como defendem algumas concepções, como os religiosos das Testemunhas de Jeová, a resposta a esta fragmentação toda seja a reconciliação, isto é, quando vier o retorno (ou surgir) da serenidade à Terra, ou o Reino dos Céus na Terra; e todas as raças – ou cores de pele, porque toda a raça é humana, enfim – quando as raças humanas começarem a viver em compreensão, em paz e em harmonia com a natureza, e, inclusive, conviverão com as feras da antiga Terra em que vivemos hoje. Quem não se lembra da clássica foto das revistas das Testemunhas de Jeová em que se tinham figuras de asiáticos, americanos, africanos, indianos e etc. todos juntos, numa bela paisagem, e com as crianças brincando perto de leões e outros animais? Isto é uma forma de romper a fragmentação humana, com o ponto de vista contido nesta imagem; onde com a concepção da reconciliação, ou reunificação da essência humano, divina e carnal, então se gozaria do pleno equilíbrio na vida da Terra.
São concepções, e quem sabe? É uma teoria. Mas de todo modo, esta alegoria divina das Testemunhas de Jeová vem justamente a atestar que existe uma fragmentação humana, a ponto de algumas religiões até mesmo dizerem que a vinda do Cristo estaria ligada à esta reunificação em busca do equilíbrio na vida da Terra.
Este post não se dedica a esta visão das Testemunhas de Jeová (apesar de considerar e respeitar este ponto de vista), de fato eu tenho várias revistas desta religião, como a Revista Sentinela e a Despertai! E poderia me delongar sobre isto; mas o fato é que apenas quero ilustrar como a fragmentação humana é contrabalanceada com conceitos propostos por religiões, como a religião das Testemunhas de Jeová; e que este material de imagens alegóricas sobre o paraíso e a reconciliação humana se encontra, ainda, nas revistas citadas desta religião e, inclusive, em revistas da Watch Tower.
Entre as quais tem especificamente uma Revista da Watch Tower Bible (2001) que tem uma das clássicas figuras do Paraíso na concepção das Testemunhas de Jeová: com uma imagem de uma comuna rural muito bem organizada, divinamente organizada; com área de mata e de lavoura, e com bichos e seres humanos convivendo pacificamente; contando uma cena com girafas, rinocerontes, leões e aves encontrando-se em plena harmonia com os seres humanos / espirituais, enfim, onde se observa que há uma clima de paz e satisfação.
Senhores de diversas inclinações e religiões, senhoras ateias ou crentes, enquanto o Paraíso do Céu não nos alcança, vamos e venhamos, conhecendo e divulgando as fragmentações humanas, que podem ser mais bem amenizadas, conquanto mais forem entendidas e fazerem-se em todos os seus esforços para serem muito bem realinhadas (que também pode indicar condições humanas tornadas mais vastas ou suficientemente saciadas).


1. A Postura no Ambiente Empresarial


Toda empresa tem uma missão em relação à sociedade e a missão das empresas corresponde os seus objetivos permanentes, que consistem em otimizar a satisfação das necessidades humanas (CATELLI, 1994 apud PADOVEZE, 2017, p. 43).


As fragmentações da humanidade, no nível socioambiental e de interação com seus pares, com seus semelhantes, se faz por criar os conceitos de personas ou de facetas da personalidade.
Tem uma frase célebre de Xavier Forneret (S/d) apud BrucatoWieck (1997, p. 17) que diz exatamente assim “durante o carnaval, os homens colocam máscaras sobre [as] suas máscaras”.
Por falar em Phil Brucato, em alguns lugares aqui deste blog, Livros do Edson, em lugares como as páginas da Urna Cúbica de Platina, ao contrário da grafia correta de BRUCATO, está constando como BUCRATO, e eu quero dizer que não se tratam de dois autores, é o autor de Mago: A Ascensão ao qual se refere, em ambas as grafias mas evidentemente uma das grafias se apresenta de jeito errado. OK? E Brucato é o jeito certo.
Mas voltando ao tema desta postagem, Forneret (S/d) apud BrucatoWieck (1997) dizem que na festividade carnavalesca, os homens usam alegorias sobre as suas máscaras já habituais. Ou seja, todos nós assumimos um comportamento, uma postura ou um jeito, de acordo com aquilo que uma situação pede, e no carnaval esta impressão fica mais forte ainda. Mas não apenas ao longo do carnaval os homens usam máscaras ou assumem comportamentos convenientemente aceitos, nas empresas isto também acontece.
As empresas existem para satisfazer as necessidades humanas, e transformar os recursos naturais em produtos, ou as empresas se prestam a realizar serviços ou ainda tem as empresas que são dedicadas a comercializar produtos ou serviços.
Academicamente, tem-se a concepção de Padoveze (2017) que diz que “a empresa tem uma missão, que é satisfazer as necessidades da sociedade. Ela explica sua missão por meio dos produtos ou serviços oferecidos aos clientes” (PADOVEZE, 2017, p. 25).
Neste sentido, ao se vestir a camisa de uma empresa que tenha uma linha de produtos sérios e competitivos, espera-se que o funcionário seja eficiente e padronizado com este seu trabalho; enquanto que quem trabalha em empresas mais dinâmicas e com uma visão mais contemporânea dos negócios, neste outro ambiente, uma pessoa com uma postura diferenciada e que tenha ainda ideias inusitadas (mas que funcionem bem) poderá se sair bem melhor do que um funcionário que não saiba inovar ou agir por vontade própria, por exemplo.
Todas as empresas precisam de administração, de gestão, de suporte gerencial de qualidade, e etc. mas tem empresas que são mais inovadoras do que outras. Veja-se que há empresas que focam sua missão em resultados fixos e que não gostam de inovações ou imprevistos, enquanto tem empresas que, por exemplo, vendem uma imagem de sustentabilidade e eficiência em gestão, e neste caso, uma postura mais proativa e comprometida com altas práticas de gerência são muito mais bem enquadrados neste exemplo de empresa sustentável do que pessoas mais padronizadas ou “uniformizadas”.
A fragmentação humana não permite uma única postura profissional em todos os ambientes de trabalho. E eu vivi isto na pele, foi em 2010 e 2011. Eu era supervisor do Censo 2010, do Brasil. Aqui na minha cidade, mesmo, eu exercia este emprego e o outro que direi logo mais. Como supervisor eu era didático, eu organizei a pré-coleta de meus setores de modo a deixar exemplar a rota dos setores; eu ainda repassava treinamento e acompanhava parte do trabalho dos recenseadores em campo, para garantir a qualidade final da pesquisa realizada e eu ainda ouvia as ordens de meu superiores hierárquicos e etc. Eu trabalhava em casa, atendia telefonema dos recenseadores e passava orientações mesmo depois do expediente, ou seja, um supervisor com S maiúsculo, suponho que era eu.
Em 2011 eu continue como funcionário público, mais sai da esfera federal, e de supervisão, e fui ser funcionário público municipal, agente de combate a endemias, isto é, agente da dengue (Controle da Aedes, como gosto de dizer até hoje...). Ou seja, eu sai de um cargo de supervisão, para um cargo operacional. Mas eu mantive minha postura de elevado posto de trabalho, como servidor público. Porém, isto foi entendido como soberba e de certo modo, acabei posto ao ostracismo involuntário por meus colegas de trabalho (por alguns poucos de meus colegas de trabalho), e se ajunte a isto a alta necessidade de álcool que eu tinha naquela época, conclusão, fiquei apenas menos de dois meses neste emprego de agente da dengue. Pedi pra sair.
Mas eu não era soberbo, o fato é que de fato, espera-se ou esperava-se uma outra postura de uma agente, que não seja exatamente a de um supervisor. Infelizmente, são limitações da fragmentação humana.
Mas enfim, eu parei de beber cerca de seis meses depois disto, quando comecei meu curso Superior de Bacharel em Ciências Contábeis, na Estácio / UNISeb / COC, porque em agosto de 2011 quando comecei meu curso superior parei de beber, por conta própria, só contando com a ajuda de minhas rezas e da convicção de que eu tinha, que entendo hoje que basicamente consistia em realinhar minha existência, de alguma forma, naquele sentido.
Mas é isto: estas carências, estas ânsias, estas faltas, estas fragmentações humanas estão em todos os lugares socioculturais e apenas algumas valiosas facetas ou personas profissionais podem garantir com satisfação um bom ambiente de trabalho ou sociocultural; lembrando ainda que em cada nível (operacional, técnico, supervisão, estratégico) e em cada tipo de empresa (pública, privada, ou pequena, média e grande e etc.), e ainda de acordo com a missão e com aquilo que a empresa faz como sua atividade é que se dá por estes fatores as personas ou posturas comportamentais que as pessoas devem assumir ao entrarem nestas próprias entidades empresariais ou públicas.


2. A Postura no Ambiente Familiar


Pergunta-se por que todos os homens juntos não compõem uma única nação e não quiseram falar uma única língua, viver sob as mesmas leis, combinar entre eles os mesmos costumes e um mesmo culto; e eu, pensando na contrariedade dos espíritos, dos gosto e dos sentimentos, surpreendo-me ao ver até sete ou oito pessoas reunir-se sob um mesmo teto, em um mesmo recinto e compor uma única família (LA BRUYÈRE, S/d apud GRATELOUP, 2015, p. 146).


Esta frase de La Bruyère que abre este capítulo é incrível. Realmente, pensar que em famílias grandes, oito, dez ou quatorze pessoas vivem sob a mesma laje é intrigante, ainda mais para mim que sou introspectivo, em alguns momentos, que sou filho único e que não sou muito de me socializar pura e simplesmente pela socialização, o que é uma pena, porque gente é coisa boa, gente é coisa bonita, gente é interessante e gente é a gente mesmo.
Eu cometi um erro grave sobre o comportamento familiar, e devo o confessar agora. É o seguinte, não deve ser de desconhecimento de nenhum de meus leitores mais assíduos, que eu proponho uma cultura pessoal [própria, rsrs, olha o pleonasmo – pra dar leveza ao texto, sorriso!], enfim, severa, mesmo, ou seja, é um jeito austero, mas isto é pela área mais séria e acadêmica deste blog – que é a controladoria, que estudo e que gostaria muito de atuar nesta área. Enfim, pra ser controller tem que saber de um monte de assuntos sérios, que envolvem leis, procedimentos, métodos, nível de instrução dos funcionários da empresa e uma outra série de outras coisas.
Só que na empolgação de estudar e exercer algumas funções de semi-controller, digamos assim, em algumas entidades aqui de Matão, eu acabei por transfigurar este comportamento de controller, ou “semi-controller” no meu dia-a-dia em casa; e não falo isto de controlar a água ou a luz, que este tipo de controle sim é interessante de se ter. Mas falo do controle comportamental, de exigir altos padrões, altas posturas, sabe? E de talvez implicar mesmo com mamãe quando ela quer fazer um simples puxadinho no fundo do quintal, porém apenas ao ouvir isto já é a quantia suficiente de eu ficar bravo e questionar, dizendo que isto não pode, que tem que contratar um arquiteto, em engenheiro, que tem que dar entrada na prefeitura antes, para fazer a modificação na planta da área construída e etc. Enfim, desnecessário isto, não é mesmo?
Pode até “estar certo’, mas e daí? O mundo irá se acabar se der ouvido, ao menos, ao que a outra pessoa diz e tentar se fazer esta bendita reforma ao improviso, talvez mesmo que meio sem recorrer a todos os trâmites legais antes? Claro que pode e deve haver bom censo e evitar indispor-se por algo tão simples; conquanto que seja dada a devida atenção a estes pequenos assuntos e que sejam resolvidos rápidos e da melhor forma possível, para que desgastes e brigas no ambientes familiares não comecem a acontecer em outras situações semelhantes a esta exposta, ou com frequência, recorrentemente.
O fato é que mesmo no meu caso, o que eu havia me esquecido é que deve ser observado que existe uma postura que deve ser adotada no ambiente de trabalho e outra no ambiente de casa. Por exemplo, mesmo se eu fosse controller de uma empresa, eu já seria controller ao longo dos dias e então não deveria haver a necessidade de eu ser controller também em casa. E outra coisa, mesmo quem tenha um comportamento controller em casa, pode exercer isto de uma forma doce e amorosa, sem contar com todos os estresses que acometem os ambientes de grandes empresas altamente competitivas.
Até mesmo um advogado que trabalhe em sua própria residência, ele não precisa ser advogado o tempo todo; pois ora, como é que ele vai ouvir músicas, assistir DVDs ou BlueRays, ver jogos de futebol ou se descontrair se ele apenas enxergar com os olhos de advogado o tempo todo? Impossível, não é mesmo? Porque afinal, situações assim apenas vem por trazer mais estresse, confusão e irritabilidade, isto é: ser crítico e eficiente o tempo todo, inclusive em casa, pode causar estricção, além de ser uma ótima forma de não aproveitar bem o seu tempo livre ou no seu recinto familiar.
De qualquer modo tem um ditado popular que é ótimo neste sentido, que diz assim, “em casa de ferreiro, o espeto é de pau”.
No mais, sempre devemos ser os mais amorosos, compreensivos, envolventes e amigos possíveis em ambientes familiares, claro que infelizmente a Paz Perpétua, por enquanto, é apenas um título de um livro de Kant, mas, devemos ser os mais compassivos, zelosos, cuidadosos, amáveis e sinceros nas maiorias das situações, sejam as críticas ou não, que envolvam o nosso convívio familiar. De qualquer modo, eu penso que buscar um equilíbrio familiar e uma melhora nas nossas relações já é uma boa medida de caminho a ser trilhado, neste sentido, rumo ao realinhamento do homem consigo mesmo.


3. As Facetas Destas Vivências


Os pais temem que o amor natural dos filhos se apague. Que natureza é essa, sujeita a se apagar? O costume é uma segunda natureza que destrói a primeira. Mas o que é a natureza? Por que o costume não é natural? Tenho muito medo de que essa natureza seja ela própria um primeiro costume, como o costume é uma segunda natureza (PASCOAL, S/d apud GRATELOUP, 2015, p. 141-142).

As facetas existem para nos prevenir e nos proteger de estresse e de cargas alopáticas em nossa psique, por isto assumimos personas. Pense na figura de um médico plantonista, que lida com muito sangue, pessoas mutiladas, situações críticas e etc. o que seria dele se não assumisse uma persona em seu trabalho e outras facetas de si mesmo enquanto estiver em outros ambientes? E isto vale para muitas profissões.
Pascoal faz valiosas observações no sentido de que ele difere os costumes (ou o que eu chamo de culturas) da natureza humana; de fato, os costumes podem ser entendidos como as personas, os costumes em cada ambientes, ou de cada empresa, de cada casa, de cada relacionamento, de cada tipo de amizade, ou ainda os costumes de cada Clube, de cada Open-Air-Party, ou de cada grupo de jogo de RPG e etc.
Além disto há os comportamentos em situações normais ou confortáveis, ou comportamentos sob estresse e os comportamentos em situações de risco, há também os comportamentos em ambientes descontraídos e em ambientes formais e etc.
Nada disto é bipolaridade ou transtornos de personalidade, muito pelo contrário, são, de fato, máscaras, roupas, costumes, trejeitos, vocabulários, gestos e uma série de outras coisas que adotamos em nossos diversos ambientes que frequentamos no nosso dia-a-dia, ou mesmo em um mesmo ambiente em que temos que assumir múltiplas facetas, em que praticamos estas mudanças de comportamentos e etc. justamente para melhor nos enquadrarmos em uma dada situação ou em um dado momento; e que continuamos a aprender como melhor nos portar em cada tipo de situação.
O que aprendi é que devemos ser os mais eficientes no trabalho, os mais aplicados nos estudos, os mais amáveis com os amigos, os mais queridos entre os familiares, o mais apaixonado dos casais, enfim, isto é o que desejamos, ou o que a maioria das pessoas deseja, mas falta saber se a intenção do outro é esta mesma e igual, e se aquilo que estamos pretendendo de fato, também, se observa na prática, no nosso dia-a-dia.


CONCLUSÃO

“Well, Watson, we seen to have fallen upon evil days”, said he in a feeble voice, but something of his old carelessness of manner. “My dear fellow!” I cried, approaching him. “Stand back! Stand right back!” said he with the sharp imperiousness which I had associated only with moments of crisis. “If you approach me, Watson, I shall order you out of the house”. “But Why?” “Because it is my desire. Is that not enough?” Yes, Mrs. Hudson was right. He was more masterful than ever. It was pitiful, however, to see this exhaustion. “I only wished to help”, I explained. “Exactly! You will help best by doing what you are told”. “Certainly, Holmes”. He relaxed the austerity of his manner (DOYLE, 2016, p. 119-120).


Tudo pode ser conflitante ou não; e por mais maravilhoso que isto pareça, são as personas assumidas, as nossas intenções, as intenções de outras pessoas e o consenso meio ambiental que formam a dada possibilidade de sucesso ou fracasso em uma dada circunstância terrena. Ou seja, da nossa parte, boa intenção e um bom costume já é suficiente por estarmos fazendo o nosso melhor, agora se os outros não tem as mesmas intenções, aí, só mesmo com a percepção ou a dedução sensitiva (entre alguns outros artifícios / métodos) para se saber se estamos lidando com alguém ou algum situação sincera ou de casuísmo, ou não.
De certa forma, em cada caminho percorrido há uma paisagem característica. É claro que médicos plantonistas devem ter um preparo psicológico e físico muito bem desenvolvido, para suportarem toda a carga de estresse ao qual serão expostos, e isto vale para muitas outras profissões e situações. Novamente, a habilidade, os costumes, o preparo, a atenção e etc. são fundamentais para o sucesso, mais ainda há uma série de fatores, entre os quais, fatores aleatórios ou incontroláveis, ao qual nenhum profissional detém de autonomia nenhuma.
Tudo ainda vai depender da prioridade de cada um, de cada família, empresa e etc. ou seja, tem famílias que fazem prevalecer o próprio conceito de família e de união, da mesma forma tem famílias que preferem viverem retiradas de si, com cada um em seu canto; enquanto que pode ter empresas ou conjuntos de empresas que gostem de favorecer a livre competição e concorrência em si mesmas, onde cada departamentos ou unidades da empresa pode não saber o que se desenvolve em outras unidades ou departamentos, por exemplo. E também, podem ter empresas que preferem mais parcerias, cooperação e etc.
Talvez mesmo, o importante deve ser saber dançar conforme a música ou conforme a música e nosso próprio estilo. De qualquer modo, mesmo que você não goste da música tocada, às vezes, é melhor não expor imediata e impetuosamente a sua opinião sobre isto; afinal, nunca se sabe se estão mesmo tocando a música para nos agradar e nos trazer perto deles, ou se de fato estão tocando a tal música apenas para nos deixar distantes deles e nos fazer passar por situações de estresse.
E mais um vez, o que importa é a nossa postura, o nosso costume e o que envolve toda a nossa energia e intenção, que estão envolvidas na situação; porque isto é o que nos afirma e nos comprova.
E de qualquer forma, na grande discoteca da vida, há de chegar um tempo em que vão tocar a nossa música, quando estivermos com a nossa fantasia-persona preferida, e com sorte, ao lado de quem amamos, no lugar em que mais gostamos de ficar.



REFERÊNCIAS

BRUCATO, Phil; WIECK, Stewart. MagoA Ascensão.  Tradução de Marcel Wakami; Revisão de Douglas Quinta Reis, Cynthia M. FlnkLuis Eduardo Ricon. São Paulo: Devir, 1997


DOYLE, Arthur Conan. His Last BowSome Reminiscences of Sherlock Holmes. Grã-Bretanha (UK): Collins Classics, 2016.


GRATELOUP, Léon-Louis. Dicionário Filosófico de Citações. Tradução Marina Appenzeller. São Paulo: Folha de S. Paulo, 2015.


PADOVEZE, Clóvis Luís. Controladoria estratégica aplicada: conceitos, estrutura e sistema de informação gerencial. 2.ª Reimpr. São Paulo (SP): CENGAGE Learning, 2017.


WATCH TOWER BIBLE; TRACT SOCIETY OF PENNSYLVANIA. Satisfying Life – How to Attain It (Vida Satisfatória - Como Ter uma). Tradução de Novo Mundo das Escrituras Sagradas (versão de 1992). Cesário Lange (SP): Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados, 2001.



CONHECIMENTO


As 7 Chaves do Conhecimento


Intuição e conceitos constituem os elementos de todo o nosso conhecimento; de modo que nem os conceitos, sem uma intuição que lhes corresponda de alguma maneira, nem uma intuição sem conceito, podem resultar em conhecimento – KANT in Crítica da Razão Pura.



Post 148: Conheça (Você MESMO e aos Outros & as Coisas) –
Conhecimento.


O status quo é o que mantêm exatamente assim (como se está, ad hoc – adhocraticamente estática, estátil) a mente (ou o conceito da mentalidade entendida como coletiva, ou a inteligência que é tida como comum). O status quo é o paradigma, as ideias que todos têm das coisas, ou do mundo, aparentemente definido (ideologicamente, em termos de conceitos e opiniões) segundo uma grande maioria de ideias da realidade – isto é, pessoas que, ao pensarem deste modo, fazem o paradigma permanecer como ele está / esteve (e isto ainda diz de Tempo & Espaço). Não seria absurdo nenhum, assim, dizer que o status quo é o (ou um) consenso. Em um momento pontual, e em uma dada localidade. E não há nada (ou quase nada) a ser feito contra este consenso, tudo é uma questão de entendimento, probabilidades, tempo (e lugar – evidentemente).
Isto tudo influi nas ideias, na aceitação de ideias, e na forma com que pessoas, empresas, governos, demais agentes sociológicos e outros (como animais e plantas) entendem (quando assim couber), executam (idem) ou sofram as consequências das ideias preponderantes influenciando nas formas, nos modos, nos processos, nas pesquisas e, inclusive, na literatura (como esta que fazemos agora). E isto é este mundo. Que se altera, mas que de certa forma, permanece o mesmo.
Isto só parece complexo, mas não é; parece complexo porque sempre nos disseram que os seletos grupos dos bem sucedidos e felizes na vida, eram poucos e escolhidos a dedo (divino, supostamente; onde Deus mais “amaria” uns do que outros, de acordo com jeitos e trejeitos superficiais – mas que grande besteira); ou diziam que os eleitos iriam ter os melhores lugares no Céu e na Terra; mas tudo isto é apenas um artifício de se agregar mais crendices e uma forma de se conseguir segregar mais e mais (ou supostamente, maior número e poder) de pessoas que se atraiam por isto (por tal ideia; mas, desculpe-me a petulância, mas que ideia mais bizarra e atrasada, em pleno 2016), pessoas que se atraem por isto e [se atraem] a este tal grupo (ou círculo, ou roda) tal qual eles queiram (ou quiseram) pertencer. E para que? Para ter os privilégios e as vantagens que tais grupos imaginam que têm!? Mas ora, isto não cheira apenas a corrupção, grupinhos e segregação ideológica ou de fé? Sabemos hoje que o status quo é o que mantém estas ideias exatamente assim, e o próprio status quo as relega a um grupo cada vez de menores pessoas; porque se os comuns estão se diminuindo, os alternativos (e conscientes de seus lugares ao mundo) estão ganhando cada vez mais adeptos e variações de populações que os aceitam como o atual status quo – ou seja, as pessoas estão sabendo que de fato, preocupar-se com o meio ambiente, com a educação correta das crianças, com a arte e a experimentação artística, preocupar-se com o direito à vida,  à diversidade (seja sexual, de pensamento e etc.), à acessibilidade, o direito à comunicabilidade,  a dignidade e à atuação em sociedade (inclusão real), e que estas sim,  devem ser as reais preocupações (prioritárias) e elas devem estar sempre à frente das agendas imediatas (e de longo prazos), de quem quer que se suponha correto; seja isto aplicado às empresas, religiões, pessoas, poderes e etc.
Mas estas alterações do status quo se observam em muitos outros lugares e situações, não apenas na aceitação (ou não) de um modo (ou outro) de se realizar e impregnar as formas, os modos, os processos, as pesquisas, a literatura e etc. com aquilo que se encarrega e que quer transmitir com a mente (seja através de uma mentalidade consciente ou “adquirida”, por meio de uma outra pessoa ou entidade), são apenas o start de mudanças maiores que deverão alcançar grande parte do globo (mas nunca 100%, infelizmente, alguns países ainda devem viver seus carmas negativos e carregados de sofrimentos e lamentações); e por exemplo, a música entendida como vulgar hoje (e que de fato é vulgar – no Brasil temos o funk ‘proibidão’, mas poderia ser qualquer outro estilo / coisa) ela [música vulgar] nada mais é do que o tapa devolvido (sim pois, Jesus disse que deveríamos dar a outra face, mas o povo mesmo quer é ver sangue nas ruas, e talvez, seus exus, idem) ela nada mais é do que o tapa devolvido do povo para as gravadoras, mídias e agentes artísticos; que durante muito tempo venderam aquilo que elas mesmas, as gravadoras e os mercados (mas não os consumidores), queriam impor como popular, ou seja, o gosto pop, mainstream, as modas e etc. lançado ao povo, com um golpe de mídia ou um produto indispensável  (mas no fim, era apenas mais uma forma de lucro, sem uma real preocupação com a arte; para a nossa decepção e decepção dos artistas envolvidos); agora, com o advento da internet e da tecnologia da comunicação em tempo real (conferência), simplesmente, as pessoas ignoram muito do que grandes sistemas e indústrias de comunicação e entretenimento fazem (fizeram) para vender e ser popular [ou melhor, faziam mais do que fazem hoje - para ser popular -, ao menos em termos de somas (montantes) expressivos dispendidos durante este processo]; ou seja, isto ainda é um resgate cármico, parece que não, mas é. Onde almas foram “obrigadas” a ouvir (no Brasil, por exemplo) Bossa nova, marcha de carnaval, samba, sertanejo e etc., e quando se tem a oportunidade de buscar o que se quer ouvir, esta mesma alma, reencarnada (óbvio) e com acesso às novas tecnologias vão atrás daquilo que “fala” (canta) o que lhes interessam, que é o coito (o sexo, o movimento do sexo em si) & mais partes sexuais, mais orgias, bebidas, ostentação, luxúria, vaidades, orgulho, intrigas, amores não bem sucedidos, romances , “tretas”, e etc.... onde o que se prevalece é a baixa faixa vibratória  (atraindo mais rancor, revolta, baixeza e etc., creio que vocês já entenderam – eu não gosto daquilo, ou melhor, eu não aprecio aquilo que nos quer rebaixar, mas sim eu aprecio aquilo que quer nos evoluir).
Onde eu espero que o leitor tenha percebido, um espírito que ouviu, em uma existência, João Gilberto e Vinícius de Morais por muito tempo (sendo que ele “odiava” isto), quando se vê em outra vida, reencarnado, ele vai atrás do mais baixo escalão de “músicas” justamente para “queimar” seu carma de outra vida, que fora “obrigado” a ouvir, e que não lhe despertava os instintos; é um pouco estranho, mas nenhuma proibição, restrição ou ausência da privação imposta de modo involuntário (sem o consentimento do outro) deixará de gerar um  carma a ser resgatado, mesmo que esta suposta “prisão” seja um oásis, que toque Leni Andrade e Cartola, e tenha boa comida e tal. As coisas, só valem se forem espontâneas e naturais: não adianta impor um bom gosto ou uma evolução espiritual, intelectual, social ou de que espécie seja, a pessoa só irá se “tocar”, fazer a afinidade com esta “nova” ideia, enfim, ela [a pessoa] só irá se tocar quando chegar o tempo certo (mesmo isto sendo um conceito vago, porque para Deus, tudo já está criado, mesmo com certas coisas ainda estando em construção) e quando o entendimento a ela for assim dado.
E todos nós temos nossa parcela no resgate cármico e / ou na sua queima (de carma) ou ainda na vivência de dharma (crédito “positivo” de carma, que se torna DHARMA, isto é, transpor-se uma energia negativa em uma energia positiva, transmutar valores e paradigmas – entre alguns raros exemplos). E cá estamos nós, criando ou resgatando Karmas & Dharmas com nossas existência, com nossas leituras, com nossas ações (ou não). E mesmo atitudes aparentemente inofensivas, como, novamente, leituras, influem no mundo e no meio ambiente. Tudo tem relação direta com ideia e ação (ou falta de uma ou ambas).
Claro, os animais, como é de se supor, influem pouco nos processos literatas e industriais, por exemplo, mas as alterações que os conceitos causam aos meios ambientes e mesmo [causam] à consciência quo – padrão absoluto – do planeta, isto sim influi nos animais (e nas plantas), que misteriosamente mudam de atitudes, fazem coisas que não entendemos, mas que isto, de fato, é uma reação natural de determinada espécie a alguma modificação que o homem causou ao planeta, sem dúvida alguma. É a evolução proposta na teoria evolucionista, a evolução obrigada (forçosa) e não a natural (seleção natural). Ou seja, mesmo quando deixados a sua seleção natural, a influência dos animais naturais em si, é muito pouco no Carma e Darma e eles, quase sempre se harmonizam com a atmosfera psíquica que se emana da mentalidade maioritária dos seres cônscios (humanidade). Isto pode parecer piegas ou não científico, mas em absoluto não é este o caso, onde, no trecho citado a seguir, subentende-se que Karl Marx [1818 -1883] (2015), também diz que pode (ou deve, segundo ele) haver a evolução material / espiritual / intelectual, conjuntamente, principalmente quando nota-se desgaste dos processos produtivos (ou evolutivos) antigos:

“[...] na produção social de sua existência, os homens estabelecem relações determinadas, necessárias, independentes de sua vontade, relações de produção que correspondem a um determinado grau de desenvolvimento das forças produtivas materiais. O conjunto destas relações de produção constitui a estrutura econômica da sociedade, a base concreta sobre a qual se eleva uma superestrutura jurídica e política e à qual correspondem determinadas formas de consciência social. O modo de produção da vida material condiciona o desenvolvimento da vida social, política e intelectual em geral. Não é a consciência dos homens que determina o seu ser; é o seu ser social que, inversamente, determina a sua consciência. [...] [é necessário considerar que há] alteração material – que se pode comprovar de maneira cientificamente rigorosa – das condições econômicas de produção, pelas formas jurídicas, políticas, religiosas, artísticas ou filosóficas, em resumo, as formas ideológicas pelas quais os homens tomam consciência deste conflito, levando-os às suas últimas consequências. Assim como não se julga um indivíduo pela ideia que ele faz de si próprio, não se poderá julgar uma tal época de transformação pela mesma consciência de si; é preciso, pelo contrário, explicar esta consciência pelas contradições da vida material, pelo conflito que existe entre as forças produtivas sociais e as relações de produção” (MARX, 2015, p. 24-25; Prefácio àContribuição à Crítica da Economia Política; tradução de Maria Helena Barreiro Alves; Ed. Folha de S. Paulo).

Marx, no trecho citado, mais diz de evolução material, intelectual e dos sistemas, de modo bem sintético, do que de evolução espiritual em si. Mas é claro que estas evoluções estão relacionadas. Onde se um homem instruído, erudito e culto, pode se dizer ateu, ou apenas adepto do descrença incontestável, também, há homens de mesma inteligência (instruída, erudita, etc.) que não só creem em Deus, como detém uma fé conscienciosa e verdadeira. E como mas, isto sim, bem observa e o leitor não terá que entender isto apenas de modo subentendido (ou subjetivo), Marx bem diz de como é formada a consciência á partir do ser social (ou a fenomenologia, o estar no mundo, e a circunstancialidade, a forma como as coisas sucedem) e não o contrário (a consciência fazendo cada um assumir o seu papel que cabe, ou caberia por suas capacidades). Mas quando os sistemas e os métodos se tornam obsoletos, todos os conceitos entendidos como o status quo são postos em xeques e de fato, julgados, se condizem ou não com o novo momento em que uma dada sociedade esteja a passar. E claro, isto é uma evolução sim, porque as mudanças das formas concretas de significância de realidade (as coisas no mundo) também afetam as formas abstratas (pensamentos puros) mesmo de quem aparentemente não demonstre ter muita afinidade com os conceitos in abstractum. Destas evoluções, conflitos e adequações (disto tudo), ocorre aquilo que influencia à mudança do status quo.
Tem um poema (espírita, e muito fabuloso) que diz muito disto tudo, de uma forma bem diferente e marcante:

“Sem a caridade da lição repetida, o seu esforço não auxiliará ninguém. Sem a caridade da cooperação, a sua tarefa poderá descer ao isolamento enfermiço. Sem a caridade do estímulo ao companheiro que luta, sofre e chora, no trato com as próprias imperfeições, o orgulho se lhe fará petrificado na própria alma. Sem caridade do auxílio incessante aos pequeninos, a vaidade viverá fortalecida em nosso espírito invigilante. Sem a caridade do entendimento amigo, a sua franqueza será crueldade” (XAVIER, 1987 apud Rev. Fé e Luz Especial, p. 17, s/d).

E mesmo a influência de um texto como este (ou de semelhante teor) a dizer da necessidade de tornar a um naturalismo eficiente, remetem a um ajuste pessoal de cada leitor; ou de cada processo, enfim, naquilo que cabe a cada um de nós, por poder melhorar (ou melhor), de modo a modificarhábitos e com isto, assim e, sim, também, poder estar a afetar positivamente o processo regenerativo ao qual invariavelmente o planeta deve passar. E que lembremos, sempre, justiça seja dita, enquanto algumas muitas religiões dos “fins dos dias” pregavam que o mundo estava à beira de um colapso, pronto para terminar e etc.; o espiritismo, de Kardec (séc. XIX), que prega a “Ciência, Filosofia e Religião”, já avisava da necessidade (e de a introdução) da evolução pela qual a Terra passaria (passa, passará); isto é, em um processo regenerativo, onde a Terra deve deixar de ser um planeta de provas e expiações e se tornar um planeta de reparações e regenerações. Onde os Espíritos Iluminados referem-se a isto, onde o próprio Consolador prometido pelo Cristo é o Espiritismo, e não só os espíritos afirmam isto, pelo que se observa no mundo e pelas comprovações que sempre existem, o Espiritismo veio mesmo a derrubar por terra muitas teorias que desconsideram a imortalidade e consciência total da alma, bastando apenas às pessoas quererem entender e compreender e não à apenas acreditar (cegamente) naquilo que só o olho nu se recusa a aceitar como verdadeiro.
Mas há um dia em que até Tomé, o dídimo 1, vai ter que pôr os seu dedo nas marcas e acreditar, mesmo naquilo que seus olhos insistem em dizer que não é ou não pode ser (em referência clássica a Tomé, o Apóstolo que só acreditava vendo e mesmo quando Jesus apareceu em outra forma aos discípulos, depois de sua crucificação e ascensão, Tome fez questão de pôr o dedo nas feridas de Jesus para ver se Ele era aquele mesmo - e isto virou os chamados de estigmas de Cristo).
Agora, o que mais há de semelhança entre as evoluções e os sistemas (& teorias) que se sucedem e alteram?

“Um economista de intuição muito apurada teria talvez suspeitado desde o início que campos aparentemente diversos – a economia de produção, o comportamento do consumidor, o comércio internacional, as finanças públicas, os ciclos econômicos, as análises de renda – possuem semelhanças formais surpreendentes, e que da análise desses elementos comuns resultaria uma economia de esforços. Não posso dizer ter sido essa a visão inicial. Só depois de custoso trabalho em cada um destes campos foi que me apercebi de que essencialmente as mesmas desigualdades e teoremas apareciam sempre e que eu estava desperdiçando meu tempo, demonstrando sempre os mesmos teoremas. Eu tinha consciência, é claro, de que cada campo continha incógnitas interdependentes, determinadas por condições de equilíbrio provavelmente eficazes [...]. Porém, [...] ninguém havia me assinalado que existem teoremas mais significativos totalmente idênticos nestes campos, todos formulados por métodos essencialmente análogos. Isto é de surpreender, uma vez que apenas uma fração mínima dos textos de Economia, tanto teórica como aplicada, se preocupou com a dedução de teoremas operacionalmente significativos. Pelo menos em parte, isso resultou das más ideias pré-concebidas no campo da metodologia” (SAMUELSON, 1983, p. 9).

Eu escolhi esta citação de Samuelson, também, por ser de outra área, e, principalmente, para inter-relacionar este texto com outros temas, onde as alterações de status quo e de percepção de conceitos como sucesso, riqueza e bem-estar; onde [as citações que] se relacionam com outras áreas, como as citadas por Marx e Samuelson, agora, recém citada, tendem a dizer da aplicabilidade geral e não apenas circunscrita a um dado teorema ou teoria. Samuelson diz que os teoremas (campo de estudo da Economia, ao qual ele originalmente se refere) não eram precisos e que não mais serviam para demonstrar o que acontecia com a economia pós anos 30 (do séc. XX), por isto ele escreveu o livro que citamos, ‘Fundamentos da Análise Econômica’. Onde isto ainda confirma que uma teoria evolucionista, ou uma evolução vem sempre para se reparar danos que anteriormente foram (ou eram) cometidos. Ou como preferem: ajustar os padrões da causa e efeito – redimensionar a realidade, e a normalidade. Como sempre, no mover da roda da aceitabilidade e destas evoluções, sempre vem a ocorrer o que influencia a alteração substancial do status quo. Além, evidentemente, de servirem as atualizações e inovações ao qual se pretendem ou predispõem.
E por aqui fazemos o mesmo. Estamos a fazer isto agora, como não: [estamos influindo na] alteração de status quo e na alterações de expiações para as reparações. Como não? Podemos encarrar esta leitura mesma como uma espécie de reparação, de algo factível ao qual temos que passar. Eu me faço melhor entendido (suponho), com meus textos e se isto (textos) agradam a quem os lê, que tanto melhor, e que sorte a nossa... Não é mesmo? Tudo o que dizemos nos parágrafos acima acontece aqui e aí, no seu ambiente leitor, tenho certeza; e não há nada de errado nisto. Temos que reparar muitos erros (mas, claro tudo em seu tempo correto – segundo uma série de fatores e ‘circunstancialidades’), e vejamos que mais coisas espantosas e maravilhosas devem suceder. Deve haver as reparações, inclusive. Reparações entre mesmo a subversões de valores, onde por exemplo, uma música repetitiva e sem muitos acordes e sem uma harmonia elaborada, vale muito mais, monetariamente, financeiramente falando, do que uma música com letra; ou então, o “valor” total arrecadado com a venda de um livro, ou mesmo de uma série inteira de livros, vale menos do que um pseudo-hit-pop e sem conteúdo algum exceto de constrangimento e  vulgaridade. Isto pode parecer injusto, mas é a sede de um consumo vulgar ou instintivo que muitas pessoas têm; uma sede, que como diz Ruy Barbosa é “a chama sanguinolenta dos maus instintos populares, as conjurações de ódio, da superstição e rapina” (BARBOSA, 1954, p. 130). Ou seja, isto é o que agrada e o que o povo ainda quer, mas isto também tende a mudar.
Mas vejamos a citação original de Barbosa. A citação integral é:

“Em toda a parte, até hoje [originalmente, em escrito em 1903] tem sido o sentimento religioso a inspiração, a substância ou o cimento das instituições livres, onde quer que elas duram, enraízam-se, e florescem. Mas esse princípio vital das nacionalidades modernas, longe de lucrar, é incompatível com as religiões de estado. Buscai-o nos povos que não conhecem a liberdade religiosa, e buscá-lo-eis em vão. Dele aí o que existe é a pompa, os abusos e o nome: na verdade, porém, está morto. Percorrei toda a Europa neolatina; contemplai toda a américa espanhola, estudai o Brasil; e da piedade cristã não acheis nada. Por toda essa área imensa o joio do fanatismo, da beataria, do farisaísmo religioso. A verdadeira piedade, a flor celeste da caridade cristã, definhou, perdeu-se no meio da semente maldita. Apenas nas regiões mais altas, como detrictusfósseis de um mundo exausto e granitificado, estende a incredulidade a sua superfície que dormem os vulcões inextinguíveis, as revoluções sinistras do servilismo, da intolerância e da corrupção. Por cima, o solo talado e inerte. Por baixo a chama sanguinolenta dos maus instintos populares, as conjurações de ódio, da superstição e rapina” (BARBOSA, 1954, p. 130).

Ruy Barbosa bem observa que as nações tem muita similaridade com as estruturas religiosas, talvez por isto mesmo, Marx preferiu não correlacionar (na parte citada) severamente o intelecto e  a religião com a produção; onde, sem dúvida alguma há religiões que pregam o corpo e a matéria – e profissionais de níveis operacionais podem ser mais comuns nestas religiões, o que incluem as evangélicas que mais preferem se segregar do que se unirem mutuamente à pessoas de outras fé – e há religiões, de um extremo a outro, há religiões que propagam a evolução espiritual, e obviamente, pessoas mais instruídas, a priori, podem ter mais familiaridade com estes conceitos, do que o pessoal, operacional; servido isto apenas como exemplo. Uma vez que cada um tem um tempo, e um momento de entender Deus e a espiritualidade, de uma forma mais ignorante ou fidedigna – e devemos saber respeitar isto, mesmo quando algo é evidentemente contra aquilo que se diz ser ou diz que se é. E algumas vezes, até mesmo o infame é posto como algo excepcionalmente bom, e o errado passa-se pelo certo, e, vice e versa. Mas sempre, devemos ter paciência, compreensão, fé e luz, e saber – com certeza – que se assim ocorre é porque nisto ainda existe um bom motivo (para tal), mesmo que nossa compreensão ainda não seja ou esteja suficientemente elevada para podermos entender isto totalmente, inclusive eu próprio. E sim, tal como humanos, nos exaltamos e pode ser que até confundamos as luzes com a escuridão, ou vice e versa, mas logo, devemos tornar a nós mesmos (tornar a si) e voltarmos para o caminho da luz – que é o caminho que foi reservado para a humanidade. Devemos perseverar em Deus, mesmo em meio a maldade e erros alheios. Em que em nada temos parte, de fato, mas que nos tocam e influem, por vezes. Todavia, podemos e devemos resistir a isto.
Onde se ocorre algo assim (evidentemente, tal como o baixo posto em lugar mais alto) é porque assim isto o é permitido; mas lembrem-se, como disse muito bem um Afortunado Apóstolo (suponho que seja Paulo – claro que é de Paulo, O Apóstolo, a citação a seguir): tudo me é permitido, mas nem tudo me é convenientehá coisas me devem bastar a mim. Isto ainda lembra: é necessário que venha o escândalo, mas ai! daquele a quem advenha o escândalo.

Tudo me é permitido, mas nem tudo convém. Tudo me é permitido, mas eu não deixarei que nada me domine ...
(1ª Epístola aos Coríntios 6:12, de Paulo).
[Fonte: www.bibliaon.com › Novo Testamento › 1 Coríntios › 1 Coríntios 6, Acesso em 02/03/2014, pelo Google | Versículo da Bíblia Online].


Ou seja, claro que até os mais doutos já experimentaram sentimentos mais inferiores, mesquinhos e desprezíveis. A lista é grande e não quero ressaltar o mal, mas, apenas, apontar os feixes de luz do Bem. Mas o fato é que os mais inteligentes sabem que assim como faz parte da humanidade a vulgaridade, a bizarrice, a esbórnia e a não-instrução, também faz, e muita parte, da mesma humanidade, porém mais evoluída e adestrada no entendimento correto, cabe, a mesma humanidade, altos estudos, auto estudo, contemplação, abstração, trabalhos intelectuais, planejamentos e execuções corretas e etc. e etc.
Deve-se, deste modo, ter uma postura de altos padrões de qualidade, em busca de uma humanidade melhorada e que tenha fraternidade, cooperação e entendimento verdadeiro entre si, como a marca indelével de suas gerações futuras. Neste sentido, a RIE – Revista Internacional de Espiritismo – em sua edição de jan. 2016, traz um artigo de Silveira (2016), que argumenta sobre esta importante finalidade da fraternidade na Terra e das perspectivas da “religião do futuro”:

“Fraternidade e regeneração se nos apresentam como uma meta. Já que fraternidade pressupõe parcerias ou cooperação, não a construiremos sozinhos. Nas lutas do dia a dia, vencendo nossas más inclinações, iremos vencendo pequenas etapas, pois que também metas são atingidas através de jornadas. A todos que queiramos ingressar na ‘religião do futuro’, tenhamos em Jesus o guia e modelo mais perfeito’, que plantou lá atrás todas as sementes da fraternidade, que irão germinar, crescer e dar frutos possivelmente só três milênios após Seus ensinamentos” (SILVEIRA, 2016, p. 655).

Certamente, a Terra totalmente preparada para a regeneração vai levar um tempo a se concretizar, mas os primeiros indícios da mudança planetária que ocorrerá, já se é possível de notar; e pode-se até dizer que o processo desta regeneração já se iniciou, de fato. Hoje mesmo, há coisas que começaram a se reparar hoje, por exemplo.
No nosso tempo, já não é mais possível se usar longas máscaras, por longos períodos de tempo, e se afirmar que é uma coisa, ou que defende uma ideia, quando de fato faz outra coisa, totalmente diferente. Ou seja, a demagogia caiu por terra em nosso tempo, e a dissimulação também está em vias de se cair, inteiramente. Claro, os senhores ocultos do mundo e do poder, querem manter tudo como está, com o poder na mão deles, com a corrupção comendo e correndo solta e etc., mas o destino do planeta é bem outro e esta situação, este conflito não poderá se delongar, e isto será observado – como já o é.
Ou seja, este é nosso tempo (e todos os tempos, abstratamente, ao menos); e o que você leitor está a fazer e propagar por estes tempo? Eu aqui, como o autor, estou a escrever estas ideias, a revisar textos de pessoas que me contratam, e a tentar me acalmar em frente ao turbilhão de estímulos (sempre à flor da pele, ao corpo, no tête-à-tête, real ou virtual), vaidades & equívocos postos como ouro, e, mentiras que tentam se passar por verdade (sendo que a verdade hoje em dia é atestada e comprovada), que chegam a nós a todo instante; estou tentando manter o equilíbrio e o alto padrão mesmo em frente a real ‘Era de Equívocos’ que se tornou o Brasil popular e alienado; e tudo aquilo que se tornou o mundo lá fora ou mesmo dentro de nossas casas – na influência que sofremos de vizinhos, de sons e ruídos nas ruas, de gritos, de atualizações de redes sociais e grupos de WhatsAPP e etc.... Mas tudo isto, é passível de resistência, e de fato devemos resistir a estes turbilhões de estímulos negativos (todos), como já vimos; e resistimos, e cá estamos; cá estou, firme e forte, aqui, vivendo e falando a vocês. Num exercício de estar a citar este livro maravilhoso, como um lindo exemplo:

“Não temas os caminhos, sejam quais forem aqueles que Deus te colocou, como abençoada oportunidade de adquirir experiências. Registra, contudo, somente o Bem, que porventura encontrares nos teus passos. Não deixes de ter complacência para com os teus irmãos, pois que, se eles não tiverem com os outros, deverão mais tarde apreender, pois todos somos filhos de Deus, com os mesmos direitos e deveres. O aprendizado pertence a todos. Por que não ter moderação nas tuas lutas? Se a paciência te enriquece os valores, foi porque alguém muito especial a deu a ti, por amor. Cuidemos da nossa escrita, no escrínio de nós mesmos. Além disso, saibamos o que vamos escrever no grande livro da vida, pois que, periodicamente, passamos a ler essas páginas, revendo nossos velhos feitos do passado, que nos elevam ou nos entristecem; dependendo do que escrevemos na consciência, pode ser motivo de muita alegria ou campo de amargura” (MAIA, 2000, p. 95 - 96; in TOLERÂNCIARegistra somente o bem)

E cá estamos novamente, mais fortalecidos cá com nossas consciências e conhecimentos.  No milagre de nosso dia a dia. Ou cá estou, cá estamos. A falar a milhares, em um mês, de um blog, de uma cidade pequena, para um ponto específico do planeta – à você, pela web – no entendimento e propagação (de um agente, escritor a um outro agente receptor e decodificador destas mensagens, você e quem mais você ou outros digam sobre este blog, a outro alguém), isto, na propagação de ideias revisadas ou novas (se é que sobrou algo para chamar de novo, senão as misturas novas que fazemos deste mundo). E é assim que seguimos, aprendendo, compartilhando nosso conhecimento e intentando por construir um mundo mais fraterno.
Quero agradecer aos follow, as visitas de Alemanha, Ucrânia, agradecer a vocês aqui mesmo do Brasil, dos Brics, da Rússia, da Índia, agradecer ao pessoal do Oriente Médio que nos lê e aos nossos hermanos da Argentina, México e demais país da América latina, Central e do Norte, USA (Estados Unido) e Canada, agradecer as pessoas da Europa, da França, Portugal e etc. Muito Obrigado pela leitura, pelos compartilhamentos, por opinar, por ouvir meus sons e fique agora com a

Teoria sintética que pode ser vista a seguir (que é):


Imagem 1As 7 Chaves do ConhecimentoFonte: Elaborado pelo autor.


As 7 chaves do conhecimento

Dizem que tudo que existe, existe em 7 níveis. Ou melhor do 1 ao 7. O 8 é o infinito. O 9 são os seres do infinito mais Infinito. O [número] é uma incógnita. Claro aqui não falamos de matemática, mas sim de simbologia numérica. O 0 [zero] é tanto um multiplicador quando um divisor, ou ainda, um fator que serve de exponencial ou como um dizimador de numerais. Ele pode estar contudo no nada. Ou o zero pode estar [contido] no tudo. Uma teoria minha, diz que o TUDO é UM (1) e que o NADA é ZERO (0).
A forma como as pessoas entendem nomes, números, conceitos e suas relações com a realidade influi na forma como estas mesmas coisas são e estão nas visões de mundo das pessoas, que, claro, a certa quantia, influi inclusive na visão de mundo de outras pessoas. E onde não, qualquer novidade não vale; uma vez que só valem as novidades que o povo puder (e souber) usar e tiver como usufruir e explicar isto a outros. Um exemplo clássico e atual disto é a internet, que existia já desde os finais dos anos 80 (existia com potencial de ser comercial), mas apenas à partir dos anos 2000 que as funcionalidades web começaram (junto com as configurações e softwares de computadores) a ser atrativa (se falando de entretenimentos) às grandes massas. Isto, assim, vale às aplicações práticas e evoluções tecnológicas.
E o mesmo vale [[desta aplicação deste tese] ao conhecimento puro, isto é, o mesmo vale às teorias e aos conceitos abstratos. Algumas ideias não cabem na cabeça de certas pessoas. Por analogia, poderíamos dizer que as ideias são sementes e que as mentalidades são os solos; como se sabe nem toda semente convém [cabe] a todo solo, ou nem todo solo é bom para todas as sementes; onde para germinar, crescer e fortificar, uma ideia (ou semente) precisa encontrar uma mente (um solo, um terreno) firme e com capacidade de dar a ideia / semente as condições de se manter viva e capaz de servir de fonte de alimento e inspiração à alma de quem por isso buscar. Do mesmo modo: onde há e se é mata, encontra-se matos, árvores e ervas; onde é pasto, encontra-se o alimento para vacas, veados e animais ruminantes; e onde há plantações é o homem administrando a terra...
Assim, para quem estiver apto à assimilar esta Teoria, ela assim diz:
Os Sete Conhecimentos é aquilo que entendo ser a ontologia mais apropriada ao que é afirmado atualmente pela ciência, pela física, pela quântica, pela psicologia, pela filosofia, pelo misticismo sério (e exploratório, porém ser fabuloso ou apenas baseado em crendices e dogmas sem sustentação lógica-quântica, que seja) e pelo espiritismo, também. Ou ainda, esta teoria é o que entendo ser a relação da mente com a ontologia. Isto é, a forma como o conhecimento, a sabedoria e demais fatores e coisas influenciam na mente e, em consequência, afetam, como um todo, a realidade, alterando, por fim, ao longo de severos processos, o status quo – algo muito sutil, mas que ocorre sim e que em algumas eras estas alterações são mais perceptíveis do que em outras. As setes chaves do conhecimento são: 1) LOVE (Amor); 2) ESSÊNCIA (átomo e energia); 3) Vida e Spirit (viver e Espírito); 4) Natureza e Matter (Natureza e Matéria); 5) Seres; 6) Seres e Objetos Celestiais; 7) Luz.
Amor, é o segredo total. A própria bíblia, diz que “sem amor, nós nada seríamos”. A essência é a junção entre matéria e energia, é a fonte de energia, o combustível que se queima na existência física, mental ou espiritual; essência e sopro vital, sopro consciente e espírito-existência; geralmente, apenas Espíritos, anjos e seres celestiais podem haver (existirem) na essência e na forma mental-puraVida e Espírito são as formas de haver (existir), há ainda a existência mental, mas segundo a Filosofia de Livros do Edson (0 e 1), apenas Deus (e Seus anjos e espíritos iluminados) pertencem à existência em forma puramente mental. Segundo místicos e físicos, a existência ocorre em nível físico, tátil, que é a vida, mesmo que inconsciente; e ocorre em forma espiritual; leitores, mesmo os não-espíritas, principalmente, devem se atentar para o mundo das ideias e das coisas, tal qual a analogia da alegoria da Caverna de Platão, que é um ótimo exemplo, quando se diz de existir em Vida e em Espírito (parece que até objetos podem haver destes dois modos); onde se pode existir em um mundo de formas perfeitas e ideias (espiritual), e um mundo de cópias não iguais mas semelhantes desta e nesta mesma forma (vida), reproduzidas em uma realidade temporal e espacial física (circunstancialidade). Natureza e Matter diz de dois lados da realidade estática e ou natural do planeta ao qual bem (ou quase bem) conhecemos, o natural é o que é, e é o próprio desta terra (Natureza), e a matéria (Matter) é tudo o que pode ser moldado (ou modificado) à partir do natural ou do artificial deste planeta. Seres fala tanto da humanidade, dos animais, quanto das plantas, espíritos e conceitos in abstractoCelestial fala dos seres e objetos que existem no plano mais além, mas estes seres não são exatamente os que compõem o “9” da numerologia simbólica do início desta teoria, mas estes seres são as representações dos seres que compõem o 9, puramente. E Luz é, por fim o mistério que trata daquilo que acontece depois que se distancia da realidade de luz e trevas, e se adentra em um lugar, espaço-tempo puramente de luz – este é um conceito muito abstrato até para mim, eu quem o escrevo [este texto] –; e confesso não ter palavras para representar luz, exceto com um simples desenho (Figura 1), onde a Luz mesmo sendo a maior e que abrange todos os conhecimentos, está representada pelo menor dos círculo da figura, tal como uma analogia às anãs brancas ou [uma analogia] ao dito profético de Jesus, onde “os últimos serão os primeiros e os primeiros, serão os últimos”.
Antes de ver o resumo da teoria, de cada item, mais uma importante distinção deve ser feita.
Os cincos aspectos do Conhecimento são: Amor, Essência, Luz, Celestial, Seres.
Os dois conjuntos do Conhecimento são: Vida e Spirit, Natureza e Matter.
Esta diferenciação é importante porque qualquer um dos cinco aspectos se apreende inteiro (ou se sabe e se conhece sobre isto, ou não se sabe), claro, existe diferença entre um estudante em início de caminho, para um grande mestre, mas o que quero dizer é que as pessoas que tem conhecimento de outras pessoas (por exemplo, que tenham empatia, carisma, e causem frisson) não se enganam em relação a isto e claro que alguém pode saber mais do que elas (estas mesmas pessoas que tem conhecimento de outras pessoas), mas quem saiba sobre algo assim, tal como já o sabia, assim também o sabe – é legítimo. Resumindo: os semelhantes se reconhecem, mesmo estando eles em diferentes níveis e disfarces (lê-se,circunstancialidades de carma & dharma). Tem um poema meu: “pois reconhecer um semelhante é fácil, facílimo de se fazer...”, que reflete esta questão dos aspectos do conhecimento e de quem deles tem ciência ou consciência. Quando as palavras dizem as mesmas coisas é que dizemos delas mesmas: conhecimento, reconhecimento, ciência, saber, etc.
Com os conjuntos não acontece isto; na Vida e Spirit, se pode saber de vida e não se saber de espírito, e vice e versa, mas como se deve supor, o conhecimento total pressupõe conhecer igualmente os dois: Vida e Espírito. O mesmo vale para natureza e matéria, pode-se saber só de uma ou só de outra, mas o verdadeiro conhecer (o conhecimento de que falamos aqui, e que ninguém se engane com isso) delas (deste conjunto), deverá se atentar de que a natureza é a riqueza que produz a matéria, e do mesmo modo, a natureza é vida, também, e deve ser respeitada, de forma a garantir a evolução às novas gerações, e isto inclui fartura e abundância, fraternidade e amor, mesmo com as coisas da natureza – que por fim, acabam por se tornar coisas materiais, nesta existência. É assim que existe quem sabe muito da matéria e do corpo e quem nada sabe de espírito e coisas da natureza, são, de fato, e fazem parte, de conjuntos de conhecimentos, exatamente como exposto, mas em virtude da questão multifacetada da existência, há pessoas que se apegam mais a um aspecto do que a outro, a ponto de ignorar a natureza, e se considerar, apenas, tudo como parte da matéria (tudo sobre a matéria e nada para a natureza), por exemplo.
Onde, deve-se saber, por fim que destes dois (Matter e Natureza e etc.), e da união perfeita entre os (e estes) dois, reside, de fato, o saber que trata cada um destes conjuntos. Devemos lembrar ainda, do início do processo evolutivo, onde haviam espíritos que não se compraziam em entender, e, à partir do momento que escolheram um lado (a matéria e a vida, por exemplo), desprezam categoricamente o outro lado do conjunto ao qual aquilo que eles desejavam faz parte, não entendendo, finalmente, eles, qual era (seria) a integração entre todas estas partes.
Bem, mas esta teoria diz de 7 chaves do conhecimento-humano(consciente); sem mais delongas, vejamos [também, para concluir esta postagem]:

·        LOVE: não existe saber (conhecimento) sem amor; deve-se amar o saber para pode de fato saber e conseguir aprender cada vez mais e mais profundamente; quem faz as coisas sem amor, apenas agrega mais energia negativa, ou então, a pessoa ainda não consegue fazer as coisas por prazer (i.e.: altruísmo e crescimento pessoal) des- orgulhosamente 3 e com boas intenções enquanto as realiza; devemos esperar o tempo de cada um, como visto no texto acima, não devemos influir negativamente (e desnecessariamente) na vida de outras pessoas, sejam quem forem, porque este carma todo acabará por voltar a nós. O melhor é sempre perseverar no Bem Maior e nas promessas (sinceras e plausíveis) do Cristo. “Amai a Deus sobre todas as coisas”. “Amai-vos como eu vós amei”. “Amais os vossos inimigos como a ti mesmos”.
O trabalho é amor tornado visível. E se não puderes trabalhar com amor, mas apenas com desgosto, seria melhor que deixasses o teu trabalho, sentasse à porta do santuário a pedir esmolas àqueles que trabalham com amor. Pois se assardes o pão com indiferença, estareis assando um pão amargo, que satisfaz apenas metade da fome do homem. E se espremeres de má vontade as uvas, vossa má vontade destilará como veneno no vinho. E mesmo que canteis como os anjos, mas vosso canto não tiver amor, estareis tapando os ouvidos do homem às vozes do dia e às vozes da noite” (GIBRAN, 2008, p. 53).

·        ESSÊNCIA: eu vou me permitir dizer: essência é a junção da energia com a matéria, é o que torna possível as ignições que o universo teve e tem. Ou se, o leitor quiser maiores detalhes sobre isto, recomendo a leitura a seguir:
neutrino está vagando por aí, solto pelo espaço. Já o elétron, seu primo mais gordo, também é meio nômade, mas costuma morar numa espécie de habitat natural: a periferia do átomo. E a periferia do átomo, também conhecida por eletrosfera, é gigantesca. [...] O elétron foi a primeira partícula subatômica a ser descoberta, em 1897, e a única da “velha geração” que continua a ser fundamental. Diferentemente dos pesadões próton e nêutron, que já foram tidos como elementos fundamentais, mas acabaram rebaixados. Eles são feitos de outras partículas, encontrada em 1964. Os quarks... “Três quarks para muster mark.” Foi dessa frase do livro Finnegann’s Wake, do irlandês James JOYCE, que o físico Murray GellMann tirou o nome dos blocos de partículas formadores de prótons e nêutrons. Um nome que não significa nada. Mas os quarks significam muito: eles são os tijolos que a natureza usa para construir prótons e nêutrons, as super-partículas que formam o núcleo atômico. Cada uma delas é feita de 3 quarks. Pudera: eles são como uma panelinha de amigos fiéis. Existem só em grupos de 3 – ninguém nunca observou um quark sozinho em laboratório – e possuem um tipo de “carga elétrica” denominada cor, que pode ser azul, vermelha ou verde. Dentro de suas panelinhas, eles ficam trocando de cor (ou carga) o tempo todo, como modelos trocando loucamente de vestido, num desfile frenético dentro do átomo. Os quarks estão confinados dentro de seu grupo por uma força absurdamente alta, que os puxa violentamente de volta cada vez que eles tentam abandonar a turma. E essa força também é formada por uma partícula. Os glúons são como estilistas de quark no desfile subatômico. Eles ficam circulando de um quark a outro dentro da panelinha e são os responsáveis pela troca da cor dos vestidos. [...] A força formada pelo glúon é a mais poderosa do Universo, quase infinitamente mais forte do que a gravidade que nos une ao chão. Responde pelo nome de força nuclear forte e mantém o núcleo do átomo coeso. Mas às vezes o elástico arrebenta, e o núcleo do átomo se desfaz. Esse processo é chamado fissão nuclear, quando o átomo é partido em dois, ou de decaimento radioativo, quando pedaços do núcleo atômico se soltam, espalhando-se por aí. Essa bagunça atômica, a radioatividade, é causada por partículas desordeiras, verdadeiras destruidoras de átomo. [...] Bósons de força fraca. [...] No início do Universo, eles estavam associados a outras partículas, com as quais compunham uma força chamada de eletrofraca, que não existe mais. [...] Eles são mais conhecidos como as partículas que formam a luz visível. Mas essa é só uma de suas atribuições. O que o fóton faz é carregar a 2ª força mais poderosa do Cosmos: a eletromagnética, bilhões e bilhões de vezes mais poderosa que a gravidade e apenas 100 vezes menos intensa que a nuclear forte. [...] De quebra, a força eletromagnética também é a principal responsável por manter os elétrons em torno do núcleo. E é ela que comanda as ligações químicas dos átomos e moléculas. Ufa! Mas existe outra força por aí. Justamente a que você mais percebe no dia-a-dia. É a velha gravidade, que seria o produto do Gráviton. Dissemos “seria” porque, acredite se quiser, a força que empurrou a maçã na cabeça de Newton e que mantém a Terra orbitando em torno do Sol ainda não é compreendida pela física quântica, para a qual toda força é feita de alguma partícula de energia. A responsável pela gravidade tem até nome: gráviton. Mas, quando os físicos tentam espatifar átomos em aceleradores de partículas para analisar o que sai lá de dentro, cadê o gráviton? Ninguém sabe, ninguém viu. Ele continua sendo uma hipótese e um buraco no chamado Modelo Padrão, a teoria da física que explica tudo o que você viu aqui. Na verdade, o gráviton pode ser o calcanhar de Aquiles da física. Há quem diga que só vai ser possível entender a gravidade se olharmos ainda mais fundo na matéria. Para que a maçã de Newton faça sentido, talvez seja necessário pisar num mundo ainda mais misterioso que o da mecânica quântica: o das supercordas – entidades fantasmagóricas que viveriam num mundo de 11 dimensões e estariam, segundo alguns teóricos, por trás dos 7 elementos” (REZENDE e NOGUEIRA, 2013; disponível em <http://super.abril.com.br/blogs/superlistas/as-7-particulas-subatomicas-mais-importantes/>).

·        Vida e Spirit: É a existência consciente, inconsciente, instintiva ou iluminada. São as formas de se existir e haver; diz ainda do mundo dos espíritos, mundo da forma ideal e das formas das formas, e da vida carnal, reprodutiva, limitada, com vicissitude e prazeres e etc.

·        Natureza e Matter: São as coisas naturais, e as coisas manufaturadas, ou as coisas legitimamente humana, animal; ou ainda, são as coisas produzidas ou comercializadas, e são as coisas das matas, dos mares, da neve, dos desertos, etc.; tal como diz este conjunto de conhecimento das coisas que são feitas à partir disto [da natureza] ou feitas à partir de uma segunda transformação (isto é, pegar algo já feito à partir do natural, que se tornou artificial, e, transformá-lo novamente).

·        Seres: os seres que habitam a vida, mas podem ser os espíritos, os seres da natureza e a vibração da matéria. Existem os seres com consciência, instintivos, inconscientes e semiconscientes. Com consciência, são seres que sabem que existem e que são mais ou menos inteligentes e evoluídos. Instintivos dizem de seres que comprazem seus instintos mais baixos e infames, deixando-se levar por paixões e todo e qualquer tipo de vaidades, luxúrias, orgulhos e etc. Os animais são instintivos, uma vez que eles apenas pensam em se conversar (seja fugindo ou atacando), se perpetuar (reproduzindo) e “pensam” em saciar estes mesmos instintos. Inconscientes são seres que não tem capacidade de se enxergarem no mundo, ou ainda dizem de existências que não consigam captarem-se sensivelmente. E os semiconscientes pode-se dizer de um meio termo entre os instintivos e os conscientes.

·        Celestiais: para ser o mais objetivo possível, é aquilo que se entende como as manifestações do Espírito Santo, ou dos Orixás; são os Espíritos, os Anjos, os Enviados de Deus vindos do Céus, são os nossos Guias Espirituais, nossos parentes e amigos que ainda não foram mais para a Luz; são as boas inspirações e os presságios que dizem que alguém lá de cima está olhando por nós, e etc.

·        LUZ: Como estamos sendo bem sucintos e concisos nestas descrições, sobre a luz, apenas vou dizer o seguinte (citação):
Goethe se sente fraco, envelhecido, embora glorioso em vida. Naquele dia, 22 de março, está muito resfriado. Não dorme de noite. Senta-se numa poltrona olhando por uma janela do quarto o dia amanhecer. De repente faz um ligeiro sinal para o seu criado. Este se aproxima e ouve a voz sussurrante do poeta: ‘Abra a janela, eu quero [luz, luz] mais luz’. Foram as suas últimas palavras” (BRASIL, 1984, p. 17)



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NOTAS - Do Texto Introdutório e da Teoria:

1: Dídimo: Era o nome do Apóstolo Tomé: Tomé Dídumus ou Dídymus. Se fosse ver, uma outra nota (4?) tinha que ter aqui, nesta nota um; mas claro não, isto não precisa; porque a gente explica aqui mesmo:
O y aparece e não aparece neste Post, tal como Rui Barbosa (que em muitos lugares se escreve com y – Ruy –, mas o y só foi aceito no português com os acordos ortográficos pós 2000), Dídumus – o nome – aparece com y em alguns casos – Dídymus. Até a pronúncia de i e ípsilon são parecidas, mas de durações (bem) distintas e terminações diferentes (muito diferentes). Bem, mas vamos voltar a nota 1.
O que significa Dídimo. Bem é um “sobrenome” mas é mais do que isto. Eu, esta é uma suposição minha não baseada em pesquisas, mas em correlações e em deduções de linguísticas e histórias bíblicas, eu suponho que Tomé deveria ter a mesma idade de Jesus, provavelmente não seria absurdo dizer que se conheciam desde pequenos ou desde o parto (e isto até parecerá um pouco especulação, e não deixa de ser), mas, por que não? E por isto dídimo, porque era dídimo de Jesus (dídimo diz de parto, de gêmeos, de unidos na maternidade), não que Tome fosse irmão gêmeo de Jesus, mas que Tomé fosse dídimo, alguém que tenha praticamente (senão a mesma) idade de Jesus; não irei precisar localizações de nascimentos etc. Mas bem que eles podem ter tido alguma semelhança de idade, data de nascimento, local de parto, ama de leite, algo assim.... Mas é apenas uma SUPOSIÇÃO sem fundamentação de nenhuma pesquisa prévia.
Outro significado de Dídimo é Cego, ou diz de Dídimo, o Santo Cego.

2: Ontologia [substantivo feminino]: 1. Fil. segundo o aristotelismo, parte da filosofia que tem por objeto o estudo das propriedades mais gerais do ser, apartada da infinidade de determinações que, ao qualificá-lo particularmente, ocultam sua natureza plena e integral. 2. Fil. no heideggerianismo, reflexão a respeito do sentido abrangente do ser, como aquilo que torna possível as múltiplas existências [Opõe-se à tradição metafísica que, em sua orientação teológica, teria transformado o ser em geral num mero ente com atributos divinos.]. 3. hist. Med. doutrina que estuda o ser da doença (esp. o ser das febres), como se a enfermidade existisse em conformidade a um tipo bem definido, a uma essência. Significado dado por [Fonte]: <https://www.google.com.br/webhp?sourceid=chrome-instant&ion=1&espv=2&ie=UTF-8#safe=off&q=ontologia>.

3: Desorgulhosamente: veja como, em mais um exemplo, se está advindo a era de renovação a qual deve-se adentrar (e já se iniciou) o planeta, tal como exemplo esta mesma palavra des-orgulhosamente, que nem existe no português; onde eu formei (ou tentei formar ela), suponho, deste modo: com um prefixo (des), um radical (orgulhosa) e um prefixo (mente), onde seria: desorgulhosamente; mas eu deixei por des-orgulhosamente (no texto), e diz de fazer algo que se faz ou se pretende fazer sem interesse em orgulho e / ou sem interesse próprio; palavra de indica (ressaltando) as eras de regeneração e reparação, sem dúvida. Como se supõe.


REFERÊNCIAS:

BARBOSA, Rui [1849 - 1923]. Discursos: Religião e Estado [O Pensamento Vivo de Rui Barbosa]. Apresentação de Américo J. Lacombe. São Paulo: Livraria Martins Editora, 1954.

GIBRAN, Khalil. O Profeta. Tradução de Pietro Nassetti. 1° Reimpressão, 2° ed. São Paulo: Editora Martin Claret, 2008.

GOETHE. Fausto. Tradução de David Jardim Júnior. Litografias de Eugène Delacroix. Introdução de Otto Maria Carpeaux. Traços Biográficos de Assis Brasil. Rio de Janeiro: Ediouro, 1984.

MAIA, João Nunes [1923 – 1991]; MIRAMEZ (ESPÍRITO). Cura-te a ti mesmo / pelo Espírito Miramez, psicografado por João Nunes Maia. Belo Horizonte: Fonte Viva, 2000.

MARX, Karl [1818 - 1883]. Contribuição à Crítica da Economia Política. Tradução de Maria Helena Barreiro Alves. São Paulo: Folha de S. Paulo, 2015.

REZENDE, Rodrigo; NOGUEIRA, Salvador. SuperListas: As 7 partículas subatômicas mais importantesSuperinteressante(online), Atualizado em 09 jan. 2013; disponível em <http://super.abril.com.br/blogs/superlistas/as-7-particulas-subatomicas-mais-importantes/> acesso em 05/03/2016.

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