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As Personas da Existência


AS FACETAS DA EXISTÊNCIA



RESUMO: O que é ser humano? O que vem a ser a humanidade? O ser humano é integral ou fragmentado? Com estas três perguntas básicas se tem muito dos questionamentos que desenvolvem-se com este presente texto. De estrutura dissertativa, este post traz muito do que se vê hoje em dia: as separações, as divisões e as segregações que existem no mundo físico. Trata-se de uma argumentação crítica sobre a falta de unidade que existe na humanidade; e que o texto ainda trata das facetas, ou personas apresentadas pela(s) personalidade(s) ou no indivíduo; sendo que persona podem ser entendidas como máscaras sociais, sendo ainda que estas posturas (ou costumes) “sociais” objetivam por valorizar certos padrões de comportamentos em um dado ambiente enquanto que desvalorizam àqueles outros que fogem a tais modelos / ideal. Com este presente texto espera-se contribuir para a união e para a compreensão mútua entre as empresas, as famílias e as nações.



É fácil imaginar os homens inteiriços, reduzi-los a fórmulas simples que se condenam com uma palavra, negligenciando o resto, que as demente; o mais difícil seria sair de si para entrar nos outros e julgá-los segundo o ponto de vista deles, sem preconceitos, acompanhar em seus desvios e suas incoerências uma natureza incerta feita mais pelo acaso do que pela vontade, desenredar, quando falha a lógica, os sofismas semiconscientes sob os quais a paixão dissimula o egoísmo de seus conselhos (LAGNEAU, S/d apud GRATELOUP, 2015, p. 146).


PREÂMBULO

Quando se pensa na humanidade inteira, como uma só nação hipotética e uma só família, sendo que isto é igualmente alegórico, a impressão que se tem é que, de fato, não se pode haver uma família tão grande assim, de bilhões de pessoas, ainda porque não é possível ter bons rebentos assim, isto é, não se pode ter boas gerações futuras se não houver a miscigenação do sangue dos progenitores; e isto ainda quer dizer que quanto mais se gerar a vida entre famílias diferentes, mas a vida se conservará mais intensa; e de todo modo, não se pode haver uma só família de uns seis bilhões e algumas centenas de milhões de indivíduos humanos, enfim... Mas há.
Mas de fato é isto que somos, e apenas contando com todas as pessoas no presente momento, é de concretamente podemos dizer e fazer considerações da humanidade toda.
Mas o fato é que há muita falta de amor no mundo, há muitas pessoas que preferem dizer abertamente (seja na internet, na maioria das vezes, ou mesmo fora do ambiente online) que não gostam de outra pessoa ou de outros tipos de pessoas, geralmente diferentes. E assim se vive com a impressão de viver em um mundo cada vez de clubes e círculos de amizades mais fechados, sempre com a impressão de que não é possível confiar em quase mais ninguém diferente do que a gente é, e olha lá ainda...
O fato é que a humanidade é diferenciada e fragmentada, culturalmente diferenciada, ao mesmo tempo em que apresenta muitas características físicas semelhantes e etc. E como as pessoas, as culturas e os comportamentos são diferentes, evidentemente vão ser diferentes as famílias, as empresas, as sociedades e as nações.
Mas será que toda a diferença e toda a separação são in-solucionáveis e não é possível um ponto de equilíbrio entre a diferentes culturas e os diferentes povos?
Acredita-se que por esta conveniência é que se criou a possibilidade de se ter as personas, ou os costumes relativos a cada lugar e momento. Mas como será que se reage quando se tem em um mesmo espaço um lar e uma empresa, ou como se lida com a carga de estresse que enfrentam os médicos e advogados?  
Para responder estas e outras perguntas, tem-se este presente texto, que agora apresenta o conceito de humanidade integral, unida em questões semelhantes, porém que ao mesmo tempo esfacela-se e sofre, por viver sempre fragmentada e não-plena de suas possibilidades.


INTRODUÇÃO

Existe algo de fragmentado na humanidade. Não se trata unicamente de uma fragmentação simbólica, tal como uma separação do homem do Céu para que sua morada fosse feita na Terra; nem da fragmentação teórica, igual a dizer que as diferenças culturais e ideológicas separam a humanidade; o homem é mesmo fragmentado onde algo dele está [ou é] ausente ou deve ser encontrado, ou ainda esta fragmentação toda serve de solo mesmo para a evolução e para a vivência humana. Todavia, há fases civilizatórias (épocas da humanidade) em que há sinais claros da fragmentação em toda a humanidade e não apenas apresentando-se como uma das facetas da existência humana.
Por fragmentação entende daquilo que não está completo, ou que foi separado, fragmentado de alguma forma; por exemplo, a farinha de mandioca é a raiz-mandioca fragmentada, ou melhor, ralada ou preparada. A própria terra, quando fragmenta-se libera partículas de areia que causam ciscos e poeira. O ser humano não é todo fragmentado fisicamente em si, apesar que sim, existem pessoas que vivem com certas debilidade, ou que apresentam necessidades especiais, que de certo modo as tornam fragmentadas. Mas, de uma forma ou de outra, todo ser humano tem alguma fragmentação, seja física, mental, social, financeira, afetiva, cultural e etc.
Talvez, como defendem algumas concepções, como os religiosos das Testemunhas de Jeová, a resposta a esta fragmentação toda seja a reconciliação, isto é, quando vier o retorno (ou surgir) da serenidade à Terra, ou o Reino dos Céus na Terra; e todas as raças – ou cores de pele, porque toda a raça é humana, enfim – quando as raças humanas começarem a viver em compreensão, em paz e em harmonia com a natureza, e, inclusive, conviverão com as feras da antiga Terra em que vivemos hoje. Quem não se lembra da clássica foto das revistas das Testemunhas de Jeová em que se tinham figuras de asiáticos, americanos, africanos, indianos e etc. todos juntos, numa bela paisagem, e com as crianças brincando perto de leões e outros animais? Isto é uma forma de romper a fragmentação humana, com o ponto de vista contido nesta imagem; onde com a concepção da reconciliação, ou reunificação da essência humano, divina e carnal, então se gozaria do pleno equilíbrio na vida da Terra.
São concepções, e quem sabe? É uma teoria. Mas de todo modo, esta alegoria divina das Testemunhas de Jeová vem justamente a atestar que existe uma fragmentação humana, a ponto de algumas religiões até mesmo dizerem que a vinda do Cristo estaria ligada à esta reunificação em busca do equilíbrio na vida da Terra.
Este post não se dedica a esta visão das Testemunhas de Jeová (apesar de considerar e respeitar este ponto de vista), de fato eu tenho várias revistas desta religião, como a Revista Sentinela e a Despertai! E poderia me delongar sobre isto; mas o fato é que apenas quero ilustrar como a fragmentação humana é contrabalanceada com conceitos propostos por religiões, como a religião das Testemunhas de Jeová; e que este material de imagens alegóricas sobre o paraíso e a reconciliação humana se encontra, ainda, nas revistas citadas desta religião e, inclusive, em revistas da Watch Tower.
Entre as quais tem especificamente uma Revista da Watch Tower Bible (2001) que tem uma das clássicas figuras do Paraíso na concepção das Testemunhas de Jeová: com uma imagem de uma comuna rural muito bem organizada, divinamente organizada; com área de mata e de lavoura, e com bichos e seres humanos convivendo pacificamente; contando uma cena com girafas, rinocerontes, leões e aves encontrando-se em plena harmonia com os seres humanos / espirituais, enfim, onde se observa que há uma clima de paz e satisfação.
Senhores de diversas inclinações e religiões, senhoras ateias ou crentes, enquanto o Paraíso do Céu não nos alcança, vamos e venhamos, conhecendo e divulgando as fragmentações humanas, que podem ser mais bem amenizadas, conquanto mais forem entendidas e fazerem-se em todos os seus esforços para serem muito bem realinhadas (que também pode indicar condições humanas tornadas mais vastas ou suficientemente saciadas).


1. A Postura no Ambiente Empresarial


Toda empresa tem uma missão em relação à sociedade e a missão das empresas corresponde os seus objetivos permanentes, que consistem em otimizar a satisfação das necessidades humanas (CATELLI, 1994 apud PADOVEZE, 2017, p. 43).


As fragmentações da humanidade, no nível socioambiental e de interação com seus pares, com seus semelhantes, se faz por criar os conceitos de personas ou de facetas da personalidade.
Tem uma frase célebre de Xavier Forneret (S/d) apud BrucatoWieck (1997, p. 17) que diz exatamente assim “durante o carnaval, os homens colocam máscaras sobre [as] suas máscaras”.
Por falar em Phil Brucato, em alguns lugares aqui deste blog, Livros do Edson, em lugares como as páginas da Urna Cúbica de Platina, ao contrário da grafia correta de BRUCATO, está constando como BUCRATO, e eu quero dizer que não se tratam de dois autores, é o autor de Mago: A Ascensão ao qual se refere, em ambas as grafias mas evidentemente uma das grafias se apresenta de jeito errado. OK? E Brucato é o jeito certo.
Mas voltando ao tema desta postagem, Forneret (S/d) apud BrucatoWieck (1997) dizem que na festividade carnavalesca, os homens usam alegorias sobre as suas máscaras já habituais. Ou seja, todos nós assumimos um comportamento, uma postura ou um jeito, de acordo com aquilo que uma situação pede, e no carnaval esta impressão fica mais forte ainda. Mas não apenas ao longo do carnaval os homens usam máscaras ou assumem comportamentos convenientemente aceitos, nas empresas isto também acontece.
As empresas existem para satisfazer as necessidades humanas, e transformar os recursos naturais em produtos, ou as empresas se prestam a realizar serviços ou ainda tem as empresas que são dedicadas a comercializar produtos ou serviços.
Academicamente, tem-se a concepção de Padoveze (2017) que diz que “a empresa tem uma missão, que é satisfazer as necessidades da sociedade. Ela explica sua missão por meio dos produtos ou serviços oferecidos aos clientes” (PADOVEZE, 2017, p. 25).
Neste sentido, ao se vestir a camisa de uma empresa que tenha uma linha de produtos sérios e competitivos, espera-se que o funcionário seja eficiente e padronizado com este seu trabalho; enquanto que quem trabalha em empresas mais dinâmicas e com uma visão mais contemporânea dos negócios, neste outro ambiente, uma pessoa com uma postura diferenciada e que tenha ainda ideias inusitadas (mas que funcionem bem) poderá se sair bem melhor do que um funcionário que não saiba inovar ou agir por vontade própria, por exemplo.
Todas as empresas precisam de administração, de gestão, de suporte gerencial de qualidade, e etc. mas tem empresas que são mais inovadoras do que outras. Veja-se que há empresas que focam sua missão em resultados fixos e que não gostam de inovações ou imprevistos, enquanto tem empresas que, por exemplo, vendem uma imagem de sustentabilidade e eficiência em gestão, e neste caso, uma postura mais proativa e comprometida com altas práticas de gerência são muito mais bem enquadrados neste exemplo de empresa sustentável do que pessoas mais padronizadas ou “uniformizadas”.
A fragmentação humana não permite uma única postura profissional em todos os ambientes de trabalho. E eu vivi isto na pele, foi em 2010 e 2011. Eu era supervisor do Censo 2010, do Brasil. Aqui na minha cidade, mesmo, eu exercia este emprego e o outro que direi logo mais. Como supervisor eu era didático, eu organizei a pré-coleta de meus setores de modo a deixar exemplar a rota dos setores; eu ainda repassava treinamento e acompanhava parte do trabalho dos recenseadores em campo, para garantir a qualidade final da pesquisa realizada e eu ainda ouvia as ordens de meu superiores hierárquicos e etc. Eu trabalhava em casa, atendia telefonema dos recenseadores e passava orientações mesmo depois do expediente, ou seja, um supervisor com S maiúsculo, suponho que era eu.
Em 2011 eu continue como funcionário público, mais sai da esfera federal, e de supervisão, e fui ser funcionário público municipal, agente de combate a endemias, isto é, agente da dengue (Controle da Aedes, como gosto de dizer até hoje...). Ou seja, eu sai de um cargo de supervisão, para um cargo operacional. Mas eu mantive minha postura de elevado posto de trabalho, como servidor público. Porém, isto foi entendido como soberba e de certo modo, acabei posto ao ostracismo involuntário por meus colegas de trabalho (por alguns poucos de meus colegas de trabalho), e se ajunte a isto a alta necessidade de álcool que eu tinha naquela época, conclusão, fiquei apenas menos de dois meses neste emprego de agente da dengue. Pedi pra sair.
Mas eu não era soberbo, o fato é que de fato, espera-se ou esperava-se uma outra postura de uma agente, que não seja exatamente a de um supervisor. Infelizmente, são limitações da fragmentação humana.
Mas enfim, eu parei de beber cerca de seis meses depois disto, quando comecei meu curso Superior de Bacharel em Ciências Contábeis, na Estácio / UNISeb / COC, porque em agosto de 2011 quando comecei meu curso superior parei de beber, por conta própria, só contando com a ajuda de minhas rezas e da convicção de que eu tinha, que entendo hoje que basicamente consistia em realinhar minha existência, de alguma forma, naquele sentido.
Mas é isto: estas carências, estas ânsias, estas faltas, estas fragmentações humanas estão em todos os lugares socioculturais e apenas algumas valiosas facetas ou personas profissionais podem garantir com satisfação um bom ambiente de trabalho ou sociocultural; lembrando ainda que em cada nível (operacional, técnico, supervisão, estratégico) e em cada tipo de empresa (pública, privada, ou pequena, média e grande e etc.), e ainda de acordo com a missão e com aquilo que a empresa faz como sua atividade é que se dá por estes fatores as personas ou posturas comportamentais que as pessoas devem assumir ao entrarem nestas próprias entidades empresariais ou públicas.


2. A Postura no Ambiente Familiar


Pergunta-se por que todos os homens juntos não compõem uma única nação e não quiseram falar uma única língua, viver sob as mesmas leis, combinar entre eles os mesmos costumes e um mesmo culto; e eu, pensando na contrariedade dos espíritos, dos gosto e dos sentimentos, surpreendo-me ao ver até sete ou oito pessoas reunir-se sob um mesmo teto, em um mesmo recinto e compor uma única família (LA BRUYÈRE, S/d apud GRATELOUP, 2015, p. 146).


Esta frase de La Bruyère que abre este capítulo é incrível. Realmente, pensar que em famílias grandes, oito, dez ou quatorze pessoas vivem sob a mesma laje é intrigante, ainda mais para mim que sou introspectivo, em alguns momentos, que sou filho único e que não sou muito de me socializar pura e simplesmente pela socialização, o que é uma pena, porque gente é coisa boa, gente é coisa bonita, gente é interessante e gente é a gente mesmo.
Eu cometi um erro grave sobre o comportamento familiar, e devo o confessar agora. É o seguinte, não deve ser de desconhecimento de nenhum de meus leitores mais assíduos, que eu proponho uma cultura pessoal [própria, rsrs, olha o pleonasmo – pra dar leveza ao texto, sorriso!], enfim, severa, mesmo, ou seja, é um jeito austero, mas isto é pela área mais séria e acadêmica deste blog – que é a controladoria, que estudo e que gostaria muito de atuar nesta área. Enfim, pra ser controller tem que saber de um monte de assuntos sérios, que envolvem leis, procedimentos, métodos, nível de instrução dos funcionários da empresa e uma outra série de outras coisas.
Só que na empolgação de estudar e exercer algumas funções de semi-controller, digamos assim, em algumas entidades aqui de Matão, eu acabei por transfigurar este comportamento de controller, ou “semi-controller” no meu dia-a-dia em casa; e não falo isto de controlar a água ou a luz, que este tipo de controle sim é interessante de se ter. Mas falo do controle comportamental, de exigir altos padrões, altas posturas, sabe? E de talvez implicar mesmo com mamãe quando ela quer fazer um simples puxadinho no fundo do quintal, porém apenas ao ouvir isto já é a quantia suficiente de eu ficar bravo e questionar, dizendo que isto não pode, que tem que contratar um arquiteto, em engenheiro, que tem que dar entrada na prefeitura antes, para fazer a modificação na planta da área construída e etc. Enfim, desnecessário isto, não é mesmo?
Pode até “estar certo’, mas e daí? O mundo irá se acabar se der ouvido, ao menos, ao que a outra pessoa diz e tentar se fazer esta bendita reforma ao improviso, talvez mesmo que meio sem recorrer a todos os trâmites legais antes? Claro que pode e deve haver bom censo e evitar indispor-se por algo tão simples; conquanto que seja dada a devida atenção a estes pequenos assuntos e que sejam resolvidos rápidos e da melhor forma possível, para que desgastes e brigas no ambientes familiares não comecem a acontecer em outras situações semelhantes a esta exposta, ou com frequência, recorrentemente.
O fato é que mesmo no meu caso, o que eu havia me esquecido é que deve ser observado que existe uma postura que deve ser adotada no ambiente de trabalho e outra no ambiente de casa. Por exemplo, mesmo se eu fosse controller de uma empresa, eu já seria controller ao longo dos dias e então não deveria haver a necessidade de eu ser controller também em casa. E outra coisa, mesmo quem tenha um comportamento controller em casa, pode exercer isto de uma forma doce e amorosa, sem contar com todos os estresses que acometem os ambientes de grandes empresas altamente competitivas.
Até mesmo um advogado que trabalhe em sua própria residência, ele não precisa ser advogado o tempo todo; pois ora, como é que ele vai ouvir músicas, assistir DVDs ou BlueRays, ver jogos de futebol ou se descontrair se ele apenas enxergar com os olhos de advogado o tempo todo? Impossível, não é mesmo? Porque afinal, situações assim apenas vem por trazer mais estresse, confusão e irritabilidade, isto é: ser crítico e eficiente o tempo todo, inclusive em casa, pode causar estricção, além de ser uma ótima forma de não aproveitar bem o seu tempo livre ou no seu recinto familiar.
De qualquer modo tem um ditado popular que é ótimo neste sentido, que diz assim, “em casa de ferreiro, o espeto é de pau”.
No mais, sempre devemos ser os mais amorosos, compreensivos, envolventes e amigos possíveis em ambientes familiares, claro que infelizmente a Paz Perpétua, por enquanto, é apenas um título de um livro de Kant, mas, devemos ser os mais compassivos, zelosos, cuidadosos, amáveis e sinceros nas maiorias das situações, sejam as críticas ou não, que envolvam o nosso convívio familiar. De qualquer modo, eu penso que buscar um equilíbrio familiar e uma melhora nas nossas relações já é uma boa medida de caminho a ser trilhado, neste sentido, rumo ao realinhamento do homem consigo mesmo.


3. As Facetas Destas Vivências


Os pais temem que o amor natural dos filhos se apague. Que natureza é essa, sujeita a se apagar? O costume é uma segunda natureza que destrói a primeira. Mas o que é a natureza? Por que o costume não é natural? Tenho muito medo de que essa natureza seja ela própria um primeiro costume, como o costume é uma segunda natureza (PASCOAL, S/d apud GRATELOUP, 2015, p. 141-142).

As facetas existem para nos prevenir e nos proteger de estresse e de cargas alopáticas em nossa psique, por isto assumimos personas. Pense na figura de um médico plantonista, que lida com muito sangue, pessoas mutiladas, situações críticas e etc. o que seria dele se não assumisse uma persona em seu trabalho e outras facetas de si mesmo enquanto estiver em outros ambientes? E isto vale para muitas profissões.
Pascoal faz valiosas observações no sentido de que ele difere os costumes (ou o que eu chamo de culturas) da natureza humana; de fato, os costumes podem ser entendidos como as personas, os costumes em cada ambientes, ou de cada empresa, de cada casa, de cada relacionamento, de cada tipo de amizade, ou ainda os costumes de cada Clube, de cada Open-Air-Party, ou de cada grupo de jogo de RPG e etc.
Além disto há os comportamentos em situações normais ou confortáveis, ou comportamentos sob estresse e os comportamentos em situações de risco, há também os comportamentos em ambientes descontraídos e em ambientes formais e etc.
Nada disto é bipolaridade ou transtornos de personalidade, muito pelo contrário, são, de fato, máscaras, roupas, costumes, trejeitos, vocabulários, gestos e uma série de outras coisas que adotamos em nossos diversos ambientes que frequentamos no nosso dia-a-dia, ou mesmo em um mesmo ambiente em que temos que assumir múltiplas facetas, em que praticamos estas mudanças de comportamentos e etc. justamente para melhor nos enquadrarmos em uma dada situação ou em um dado momento; e que continuamos a aprender como melhor nos portar em cada tipo de situação.
O que aprendi é que devemos ser os mais eficientes no trabalho, os mais aplicados nos estudos, os mais amáveis com os amigos, os mais queridos entre os familiares, o mais apaixonado dos casais, enfim, isto é o que desejamos, ou o que a maioria das pessoas deseja, mas falta saber se a intenção do outro é esta mesma e igual, e se aquilo que estamos pretendendo de fato, também, se observa na prática, no nosso dia-a-dia.


CONCLUSÃO

“Well, Watson, we seen to have fallen upon evil days”, said he in a feeble voice, but something of his old carelessness of manner. “My dear fellow!” I cried, approaching him. “Stand back! Stand right back!” said he with the sharp imperiousness which I had associated only with moments of crisis. “If you approach me, Watson, I shall order you out of the house”. “But Why?” “Because it is my desire. Is that not enough?” Yes, Mrs. Hudson was right. He was more masterful than ever. It was pitiful, however, to see this exhaustion. “I only wished to help”, I explained. “Exactly! You will help best by doing what you are told”. “Certainly, Holmes”. He relaxed the austerity of his manner (DOYLE, 2016, p. 119-120).


Tudo pode ser conflitante ou não; e por mais maravilhoso que isto pareça, são as personas assumidas, as nossas intenções, as intenções de outras pessoas e o consenso meio ambiental que formam a dada possibilidade de sucesso ou fracasso em uma dada circunstância terrena. Ou seja, da nossa parte, boa intenção e um bom costume já é suficiente por estarmos fazendo o nosso melhor, agora se os outros não tem as mesmas intenções, aí, só mesmo com a percepção ou a dedução sensitiva (entre alguns outros artifícios / métodos) para se saber se estamos lidando com alguém ou algum situação sincera ou de casuísmo, ou não.
De certa forma, em cada caminho percorrido há uma paisagem característica. É claro que médicos plantonistas devem ter um preparo psicológico e físico muito bem desenvolvido, para suportarem toda a carga de estresse ao qual serão expostos, e isto vale para muitas outras profissões e situações. Novamente, a habilidade, os costumes, o preparo, a atenção e etc. são fundamentais para o sucesso, mais ainda há uma série de fatores, entre os quais, fatores aleatórios ou incontroláveis, ao qual nenhum profissional detém de autonomia nenhuma.
Tudo ainda vai depender da prioridade de cada um, de cada família, empresa e etc. ou seja, tem famílias que fazem prevalecer o próprio conceito de família e de união, da mesma forma tem famílias que preferem viverem retiradas de si, com cada um em seu canto; enquanto que pode ter empresas ou conjuntos de empresas que gostem de favorecer a livre competição e concorrência em si mesmas, onde cada departamentos ou unidades da empresa pode não saber o que se desenvolve em outras unidades ou departamentos, por exemplo. E também, podem ter empresas que preferem mais parcerias, cooperação e etc.
Talvez mesmo, o importante deve ser saber dançar conforme a música ou conforme a música e nosso próprio estilo. De qualquer modo, mesmo que você não goste da música tocada, às vezes, é melhor não expor imediata e impetuosamente a sua opinião sobre isto; afinal, nunca se sabe se estão mesmo tocando a música para nos agradar e nos trazer perto deles, ou se de fato estão tocando a tal música apenas para nos deixar distantes deles e nos fazer passar por situações de estresse.
E mais um vez, o que importa é a nossa postura, o nosso costume e o que envolve toda a nossa energia e intenção, que estão envolvidas na situação; porque isto é o que nos afirma e nos comprova.
E de qualquer forma, na grande discoteca da vida, há de chegar um tempo em que vão tocar a nossa música, quando estivermos com a nossa fantasia-persona preferida, e com sorte, ao lado de quem amamos, no lugar em que mais gostamos de ficar.



REFERÊNCIAS

BRUCATO, Phil; WIECK, Stewart. MagoA Ascensão.  Tradução de Marcel Wakami; Revisão de Douglas Quinta Reis, Cynthia M. FlnkLuis Eduardo Ricon. São Paulo: Devir, 1997


DOYLE, Arthur Conan. His Last BowSome Reminiscences of Sherlock Holmes. Grã-Bretanha (UK): Collins Classics, 2016.


GRATELOUP, Léon-Louis. Dicionário Filosófico de Citações. Tradução Marina Appenzeller. São Paulo: Folha de S. Paulo, 2015.


PADOVEZE, Clóvis Luís. Controladoria estratégica aplicada: conceitos, estrutura e sistema de informação gerencial. 2.ª Reimpr. São Paulo (SP): CENGAGE Learning, 2017.


WATCH TOWER BIBLE; TRACT SOCIETY OF PENNSYLVANIA. Satisfying Life – How to Attain It (Vida Satisfatória - Como Ter uma). Tradução de Novo Mundo das Escrituras Sagradas (versão de 1992). Cesário Lange (SP): Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados, 2001.



O Uso da Remediação, da Precaução e da Previsão nas Empresas




O Uso da Remediação, da Precaução e da Previsão nas Empresas:
Os Três Tipos Básicos de Manutenções – Corretivas Corretivas, Preventivas e Preditivas –  
& O Controle TPM – Total Productive  Maintenance, isto é, a Manutenção Produtiva Total. *


Por Edson Fernando de Souza, 2009. Trabalho de Curso Técnico Fabricação Mecânica (FM1T).
SENAI Oscar Lúcio Baldan. Obtida nota máxima (100%), sendo o Avaliador o Prof. Hércules.


RESUMO:
O presente estudo técnico de manutenção industrial (revisado sobre a ótica da contabilidade, inclusive), investiga os sistemas comuns de manutenção e suas consequências para a empresa, do ponto de visita operacional, da produção, tal como algumas explicações sobre os seus impactos na contabilidade da entidade empresarial. Foi optada por ser utilizada a revisão de literatura. O texto ainda inclui alguns documentos e figuras sobre tais sistemas de manutenção. E conclui-se que através da manutenção TPM ou Preditiva, repousa algumas das respostas para os problemas de produtividade, ociosidade e melhor aproveitamento dos recursos e da vida útil de todos os elementos de máquinas e de seus insumos (inclusive na questão da sustentabilidade e da conservação planetária). *

Palavras Chaves: Sistemas de Manutenção; Sistemas de Controle; Equipes e Atualizações Profissionais, Máquinas; Elementos de Máquinas. *


INTRODUÇÃO  *

Muitas são as confusões quando os sistemas de manutenção não funcionam corretamente. Porém, quem supor que Manutenção tenha apenas relação com o pessoal operacional, os técnicos de manutenção, muito se engana; pois, até mesmo na manutenção com o grau menos complexo de planejamento necessário, a Manutenção Corretiva, existe uma opção gerencial nela, isto é, por exemplo, não ter uma equipe sem a posta a realizar a manutenção, mas sim ter parceiros contratados para tal. *
O mesmo vale ainda mais intensificado para a manutenção Preventiva e para a manutenção Preditiva. Os sistemas de controle TPM devem estar integralmente relacionados à alta gestão e administração da empresa, a fim de que a produção condiga com todos os demais aspectos das atividades da entidade empresarial. *
O objetivo do texto é explorar e questionar as práticas atuais de manutenção, e apontar que existem caminhos mais bem sucedidos e menos arriscados do que manter hábitos de manutenções menos sofisticados (e mais perigosos). *
O presente texto foi escrito em 2009 em um curso técnico de fabricação Mecânica e foi revisto agora (julho 2015) pelo autor, e nesta última versão foram acrescentados conhecimentos de contabilidade. *
Os  asteriscos nos finais de parágrafos e ou frases, além dos asteriscos ao lado da Fonte das Imagens, Quadros, Figuras e ou Ilustrações, dizem que estes conteúdos foram acrescentados na Revisão de 2015, revisão feita pelo autor original. O presente estudo omite alguns padrões da ABNT de artigos Científicos, como os de citações, formação, etc, apenas por ser orientado ao pessoal de nível técnico, e  pelo conteúdo do texto ser voltado à preocupação com a assimilação, e não ser orientado ao formato-lógico destas mesmas informações. *


1. TIPOS DE MANUTENÇÃO

1.1.1. Manutenção Corretiva (Remediação)

“Equipamento parou, manutenção conserta imediatamente” (Anônimo adágio da manutenção corretiva).

A frase acima é uma máxima da filosofia da manutenção corretiva. E, de fato, têm-se mesmo visões filosóficas sobre este assunto: as máquinas estão ligadas a esforços, esses esforços a podem quebrar e, certamente, as desgastam de diversos modos, e é justamente neste aspecto em que os profissionais técnicos de manutenção mecânica devem entrar em cena e realizar o que for necessário para ocorrer o reparo.
Especialistas da área de saúde afirmam que o organismo humano é uma máquina perfeita, e se até mesmo esta maquina perfeita – que em muitos sentidos, repara e conhece a si mesma – acaba por se “quebrar”, entre aspas; pois bem, se máquinas perfeitas sofrem com a ação do tempo e dos esforços, e desgastam e quebram-se, o que se dirá das máquinas não prefeitas, que precisam de profissionais técnicos (e, alguns casos, até mesmos de engenheiros) para que se realizem os reparos necessários?
Empresas que trabalham a base da Manutenção Corretiva vivem em constante “caos”, ou em um possível estado de caos; uma vez que não se sabe nunca ao certo quando é que uma máquina vai apresentar problemas para que finalmente possa ser reparada. Ou seja,  nunca se sabe quando essas máquinas quebrarão e quando alguém deverá ser chamado para solucionar o problema.  Isto é apenas parte da equação. A outra parte deste problema diz do tempo ocioso em que os funcionários da Manutenção Corretiva aguardam até que as máquinas quebram para que finalmente possam estes funcionários trabalhar.  Sobre muitos sentidos, a Manutenção Corretiva é conhecida também como Manutenção as Pressas.
Reitera-se, por fim, que há um caos em potencial nas práticas da Manutenção Corretiva. Toda a produção para quando a máquina apresenta problema, e a equipe de manutenção técnica deve agir, imediatamente. Mas se esta equipe não puder agir imediatamente? Ou pior, e se as máquinas a apresentar problemas forem imensas e importantes demais, como um Navio Cruzeiro em alto mar ou um Trem de Carga e Passageiros em seu percurso nas montanhas? Por estes motivos, que alguns setores não devem optar pela Manutenção Corretiva.
Ao caráter de fixação, ressalta-se que a Manutenção Corretiva, então, é aquela que se dá mediante o surgimento do problema. Tem como lado positivo, o caráter econômico, uma vez que tais profissionais técnicos de manutenção podem ser contratados só para fazerem tal tarefa (sem necessariamente integrarem o quadro de funcionários fixos da empresa); e tem como lado negativo, o grande entrave / obstáculo que este tipo de Manutenção causa a Produção, além da possibilidade destes acidentes (e rupturas) das máquinas (que sempre ocorrem com este sistema de Manutenção) poderem, também, ocasionar sérias perdas, como catástrofes, e ou a possibilidade do convívio com situações caóticas.
Abaixo, uma imagem refletindo como as falhas e os gastos com a manutenção Corretiva tendem a serem maiores com o decorrer do tempo, uma vez que este tipo de manutenção “aguarda” mesmo que problemas ocorram para que só após possam ser remediados, isto é, se houver ainda uma solução plausível. *


Imagem 1: Relação da Manutenção Corretiva com o Tempo e o Custo
Fonte: Pesquisa do Google Imagens. *


1.1.2. Procedimentos

Será fornecido nos Anexos (no final desta pesquisa) um modelo de Ficha de Execução (figura 1), códigos de natureza das avarias e as causas de avarias (figura 2), de acordo com Telecurso Mecânica de Manutenção (2000). Ainda será apresentado um Modelo de Relatório de Avaria.
Assim, com estes documentos em mãos, e ferramentas a posta, é hora de executar o trabalho, e como são máquinas complexas, com muitos elementos, etc, é recomendado, sempre que apenas profissionais com cursos Técnicos (e profissionalizantes para ajudantes, e Engenharia Mecânica, para supervisores e / ou coordenadores de Manutenção) desempenhem tais tarefas.  De tal modo, como se deve observar e atuar in loco, isto é, em campo, e anotar em planilhas ou fichas aquilo que estiver de acordo com a situação da máquina e do problema, recomenda-se que o que for observado e feito deva ser informar nos documentos citados; deve-se informar nos relatórios e formulários; deve-se realizar o trabalho que for necessário, se houver todo o material necessário ao reparo, todo o conhecimento e equipe (e recursos financeiros), apenas; ou mobilizar o que for preciso, o  mais rápido possível, para que a manutenção seja feita; ou ainda remarcar ou cancelar.
Sobre o preenchimento dos modelos em anexo, há algumas recomendações. Deve-se preencher a unidade ou área onde o equipamento está; a data do reparo; o equipamento em si, o conjunto e o subconjunto dos elementos de máquina; o trabalho a ser feito (na teoria); e na prática, o trabalho devidamente realizado; o tempo de “parada” de Produção, sugerido, segundo o Material do TeleCurso 2000, com os códigos, tal como código 00 para emergências e 11 para manutenção programada (se for o caso); e, por fim, preencher os campos de natureza da avaria e causas da avaria de acordo com as tabelas padrão, com muita atenção. Atenção porque estas tabelas estão em constante transformação, em evolução, de modo que o mais correto é se informar sempre, estudar e se manter atento às atualizações possíveis e ou tratativas e técnicas novas. E sempre, deve-se atentar-se a causa real do problema, o reparo devido, e o reparo de fato realizado.
No verso da Ficha de Execução (figura 1), preenche-se o chapa (funcionário), a data, o início (hora), o término (hora e dia), e a duração do trabalho (em horas) – é recomendado que o verso fosse preenchido pela equipe operacional e a frente desta ficha de Execução pelo Supervisor de Supervisão.
Depois que o trabalho tiver sido realizado, torna-se necessário enviar um Relatório de Avaria (vide Modelo no Anexo) ao setor de Engenharia de Manutenção (quem o produz fica  a cargo da política de cada empresa); e essa é a chance de corrigir ou de modificar o projeto original da máquina (se possível) aperfeiçoando-a. Esta também é a chance do técnico fazer sugestões que possam possibilitar um melhor trabalho. E ainda pode indicar o momento oportuno em que um Auxiliar de Manutenção pode demonstrar um pouco de suas capacidades de observar e resolver problemas, etc. Neste preenchimento, redige Unidade, Equipamento, Conjunto, Subconjunto, data,  natureza, avaria e causa da avaria, bem como sugestão de melhoria.
Não há um padrão de códigos de avarias, reparos, equipamentos, etc, e isto tende a dificultar o trabalho (e o entendimento dos relatórios) de uma empresa a outra: um problema comum que equipes de Manutenção Corretiva devem enfrentar em seus dia a dia de trabalhos de prestação deste tipo de serviço. Assim, cada empresa tem suas tabelas de códigos próprios para as tratativas de Manutenção.



1.2.1. Manutenção Preventiva (Precaução)

Se a Manutenção Corretiva espera o problema surgir para só depois solucioná-lo, a Manutenção Preventiva, em contraparte, obedece a um padrão previamente esquematizado, onde se estabelece paradas periódicas com a finalidade de se permitir a troca de peças, óleos, correias e etc; além de trocar os elementos de máquinas gastos pelos novos elementos, a fim de assegurar o funcionamento adequado da máquina. Isto porque, se uma peça de um conjunto de máquina estiver trabalhando de forma irregular, haverá, fatalmente, uma sobrecarga nas outras peças e assim todo o conjunto estará comprometido.
O conceito de Manutenção Preventiva diverge muito da Manutenção Corretiva. Com a experiência, os industriais perceberam que as máquinas funcionavam sem parar até a quebra, apresentavam diversos problemas no processo. Tais problemas poderiam ter sido solucionados antes da grande quebra, com, por exemplo, com uma simples lubrificação adequada. Mas, para entender a magnitude da manutenção Preventiva deve-se entender de Funções Administrativas.
Por hora, deve-se saber que  Sistemas (conjuntos de partes integrantes e interdependentes que unidas, formam um conjunto unitário com objetivos claros e funções específicas) seguem um Planejamento (ordenar ideias, fixar cronogramas, estabelecer objetivos, quantificar e qualificar os recursos de RH, tanto como os Recursos Financeiros, do mesmo modo que se preocupa com os Recursos Naturais) dentro de uma Organização (como a empresa e as pessoas se comportam perante certas situações propostas ou situações problemas), sendo verificado por um Controle (é o comando, quem estabelece o padrão, ou quem faz com que o padrão seja atingido, medindo o quão perto do centro da meta as atividades da empresa estão; esta meta vem do planejamento; além disto, o Controle verifica as operações empresariais, avalia o desempenho, fixa as correções, analisa números e tabelas, etc e etc). Deste modo, é evidente que a Manutenção Preventiva está intimamente ligada a Alta Administração da Empresa, ou seja, é Política da empresa, que pode, ou não, estar ligada as questões da sustentabilidade, da Responsabilidade Social e de outros conceitos da Administração Contemporânea.
Isto se trata apenas do básico da Administração, uma rápida explicação sobre as funções e a estrutura administrativa comumente aceita nas empresas.
O método preventivo está ligado ao Planejamento e Organização (tal como no Controle, mais presente; e na Execução, algumas vezes); e é uma garantia, às pessoas da produção que o controlam, dentro de uma faixa de erro aceitável, sempre a entrada de novas encomendas – e que possam alterar o planejamento da atual Manutenção Preventiva, quase sempre, o antecipando, em virtude de aumento nas encomendas, em exemplo hipotético.
Isto porque, neste Sistema, tudo funciona dentro da conformidade (compliance, inclusive) e das previsões, assim sendo, não há atrasos alguns; e com clientes satisfeitos, sempre haverá, inclusive, novos pedidos, e maiores, provavelmente. *
Na Manutenção Preventiva tudo deve funcionar perfeitamente, seguindo um cronograma, corrigindo defeitos no processo e nas máquinas, permitindo assim uma maior compreensão do Sistema da Organização (aberta), ou seja, tudo funcionando em ordem, dentro e fora da empresa.
Ressalta-se que a manutenção preventiva nunca deve ser confundida com o órgão de Comando (Controle), apesar dele também ditar algumas regras de condutas a serem seguidas pelo pessoal da fábrica. Porém, os autores do Telecurso 2000 de Manutenção Mecânica afirmam que o Controle não é totalmente soberano em relação à palavra final sobre a Manutenção Preventiva, mas sim que a Manutenção Preventiva cabe apenas, e imponentemente, por dar apoio ao Sistema Organizacional da Fábrica. Afinal, o segredo dessa manutenção está justamente em todos entenderem claramente do que ela trata, ou seja, todos os níveis da fábrica devem colaborar para com o sucesso da Manutenção Preventiva.


1.2.2. Objetivos da manutenção Preventiva

São basicamente cinco os objetivos das empresas e em todos eles, a Manutenção Preventiva tem algo a lhes oferecer, seja em curto, médio, ou em longo prazo. Abaixo, tais tópicos de modo sintético:
·         Redução de Custos: Neste sentido, a manutenção atua para aproveitar o reaproveitável, além de que horas ociosas são amenizadas e  / ou peças que sobraram são usadas, assim substituindo peças de novas compras, que são adiadas.
·         Qualidade de Trabalho: Com as práticas da Manutenção Preventiva tornam-se, as máquinas, mais eficientes; além de que o abastecimento tende a ser optimizado; assim, o trabalho de todos devem seguir regras para melhora do aproveitamento dos recursos e do tempo dos processos da empresa.
·         Aumento da Produção: Obviamente, se as máquinas são planejadas de modo que nunca parem devido a falhas e rupturas, ou nunca darem pane, a produção não só não para e segue cronogramas, como também pode ate mesmo apresentar aumentos significativos, tudo dentro do programado.
·         Efeitos ao Meio Ambiente: Certas empresas têm graves problemas com a questão ambiental, a Manutenção Preventiva pode acabar com a Poluição dando um correto descarte e reaproveitamento a todos os agentes poluentes corrigindo os equipamentos que estejam com problemas, como exemplo, deste sentido.
·         Redução de Acidentes & Optimização dos Equipamentos: Manutenção Preventiva, inclusive, pode colabora com a prevenção de acidentes, uma vez que acidentes trazem problemas graves (como aumento dos custos, diminuição da produção ou diminuição da vida útil dos equipamentos); já a manutenção preventiva aplicada exclusivamente a optimização dos equipamentos pode aumentar a produção reduzir danos ao meio ambiente ou melhorar a qualidade do produto com máquinas funcionando perfeitamente.


1.2.3. Desenvolvimento

A seguir, serão fornecidas as diretrizes básicas à implantação da Manutenção Preventiva, caso a empresa ainda não a tenha:
·         Decidir qual tipo de equipamento marcará a instalação da Manutenção Preventiva, em conformidade com o tino do supervisor de manutenção e operação;
·         Realizar o Plano Piloto (levantar e cadastrar todos os equipamentos escolhidos para iniciar a Manutenção Preventiva);
·         Fazer um histórico dos equipamentos, onde pode conter: gastos com manutenção, tempo ocioso do equipamento por quebras produtividades;
·         Criar Manuais de Procedimentos Para a manutenção Preventiva, onde deve constar a frequência de inspeções em máquinas trabalhando e / ou não trabalhando, e as intervenções preventivas;
·         Levantar os gastos necessários de recursos de RH e recursos Materiais à perfeita instalação da Manutenção Preventiva;
·         Mostrar o Plano Piloto e os Relatórios à gerência e à Diretoria, para a apreciação destes departamentos, se eles aprovam, ou não;
·         Por último, localizar, preparar e treinar a equipe de manutenção, além de comunicar a todos da empresa o tipo de Manutenção que será implantada.


1.2.4. Execução da Manutenção Preventiva

De nada apenas adianta, a empresa contar com um modelo organizacional excelente, com um material sobressalente adequado, controlado e racionalizado, de nada adianta contar com bons recursos humanos e matérias, contar com ótimas ferramentas e instrumentos, se não houver quem saiba manuseá-los com primazia. Isto é, a parte instrumental e ferramental são importantes tanto quanto o treinamento da equipe que irá operá-los e zelar por eles. Aliás, como a empresa trata suas ferramentas? Esta pergunta é muito importante.
Ademais a parte ferramental e de pessoal, temos também o Controle da Manutenção. Na Manutenção Preventiva, é preciso manter o Controle de todas as máquinas com o auxílio de fichas individuais, desse modo, se faz o registro das inspeções mecânicas de máquina e, com base nessas informações, traça-se o Programa de Manutenção.
A respeito da forma de Operações do Controle, segue dois sistemas no subcapítulo a seguir.


1.2.5. Controles: Semi Automatizado &  por Microcomputador

SEMI AUTOMATIZADO: a intervenção preventiva é controlada com o auxílio do computador e com a intervenção corretiva, geralmente obedece ao controle manual (figura 3, nos anexos). O banco de dados do sistema semi-automatizado deve fornecer as informações necessárias para serem feitas as requisições de serviços, incluindo as rotinas de inspeções e execução.
Dos relatórios do computador devem constar: o tempo previsto e o tempo gasto para a manutenção, os serviços realizados, os serviços reprogramados, ou seja, os serviços cancelados temporariamente ou adiados. Assim, com tais dados em mãos, o supervisor consegue tomar as devidas providências. Nisto também, a ação da Tomada de Decisão é um procedimento de Administração de Empresas, e segue padrões e parâmetros bem estabelecidos, mas que não é abrangida pela presente pesquisa.

MICRO COMPUTADORIZADO:  Nesse Sistema, todos os dados sobre as intervenções de manutenção ficam armazenados exclusivamente em um sistema de informática (sem suas partes ou contrapartes físicas, em papel, por exemplo). Assim, os dados podem ser acionados rapidamente por monitores (ou telas, écrans) e impressoras, e alguns sistemas atuais, até certas intervenções esporadicamente podem ser realizadas de modo   automático pelo próprio sistema, de acordo com o cruzamento de dados e simulações virtuais. Nos anexos, também será mostrado esquematicamente este sistema (figura 4).


1.3.1  Manutenção Preditiva (Previsão)

É notada a evolução da filosofia da Manutenção Corretiva através da filosofia da Manutenção Preventiva, uma quebra para depois consertar, a outra não espera ocorrer à quebra para que se realize o conserto. A adoção desta evolução filosófica trás benefícios: após alguns controles e análises da manutenção preventiva, percebeu-se que era possível melhorar ainda mais o programa, corrigindo os defeitos e aperfeiçoando-o. Disso surgiu a Manutenção Preditiva.
Trata-se de um Sistema de Manutenção que indica as condições reais de funcionamento das máquinas com base em dados que informam o seu desgaste ou o seu processo de degradação / depreciativo. É a manutenção que prediz o tempo de vida útil das maquinas e de todos os seus elementos (nos casos cabíveis), e também,  indica as condições para que o “tempo de vida” dessas máquinas seja ampliado.
É um processo complicado e implica em utilizar instrumentos de medições específicos, como aqueles capazes de registrar as vibrações das máquinas, saber das condições da pressão, da temperatura, além de analisar o desempenho total e saber da aceleração, etc.. Uma vez estudado estes dados, toma-se a melhor decisão que geralmente, implica em dois Procedimentos: Diagnóstico e Análise da tendência à Falha.

DIAGNÓSTICO DA MÁQUINA (prévia da falha): Detectada uma irregularidade (ou verificada uma possibilidade ou potencialidade de falha), o responsável deverá estabelecer um diagnóstico sobre a origem, a gravidade e o defeito. Tal procedimento deve ser tomado antes de programar o reparo.
A imagem abaixo é uma adaptação do autor sobre o diagnóstico de falha apresentado no material do Telecurso 2000, porém, algumas explicações são necessárias: Dentro do nível normal de funcionamento (4 estágios) temos as medidas periódicas normais das atividades das máquinas; a faixa de atenção tem valores mínimos (cerca de 34%) e valores máximos (de 67% a 70%); uma vez que se utiliza esta Manutenção, a Previsão consiste justamente em realizar os reparos necessários a fim de que a vida útil da máquina e de seus elementos seja prolongada ou reaproveitada. Como pode ser observada abaixo, a falha só ocorre  quando todas as outras tentativas de reparo não tiverem êxito (cerca de 97%). Considera 100% a quebra total. Considera-se 0% a máquina nova, na caixa (embalagem). Tudo isto está relacionado com Vida útil e contabilização, custos e etc. Quando ocorre uma falha irreparável, ou que o conserto demande muitos recursos (financeiros, humanos, etc) não é mais interessante realizar o conserto, neste caso, a vida útil da máquina chegou ao seu fim, ela atingiu seu valor residual, ela depreciou-se por completo. Porém, a manutenção Preditiva tende a delongar a vida útil das máquinas e de seus elementos, uma vez que isso de fato  suceda em chão de fábrica, o pessoal do Controle, e da Contabilidade, deve se atentar para recalcular o valor das Máquinas (Conta de Ativo Não Circulante: Imobilizado: Máquinas e Equipamentos: Máquinas da Produção), e ou realizar testes de Impairment (recalcular o valor corretos das contas contábeis, principalmente, Investimentos, Imobilizado e Contas a Receber). Isto ainda diz da  Resolução CFC 1255/2009, e do reajuste de recuperáveis do Ativo, isto porque em muitos casos há incentivos para a depreciação acelera para que se realize a adequação do maquinário ao atual momento tecnológico.  *


Quadro 1: Diagnóstico de Falhas.
Fonte: Elaborado pelo Autor, adaptado do Telecurso 2000 de Manutenção Mecânica.

Ao seguir, no fim deste capítulo, uma nota da Revisão (quadro azul, em português do Brasil) desta Pesquisa sobre o Impairment Teste e VRA (Valor Recuperável de Ativos).


ANÁLISE DE TENDÊNCIA DA FALHA: Este outro tipo de processamento implica em prever antecipadamente, preferencialmente, a avaria ou a quebra em potencial; tendo como finalidade, todo este processo complexo, evitar as desmontagens desnecessárias, reduzir drasticamente as panes, aproveitar ao máximo a vida útil dos equipamentos, além de aumentar a tendência dos padrões normais de operação dentro da empresa.
O quadro abaixo ilustra todo o processo de optimização da manutenção preditiva.



Quadro 2: Manutenção Preditiva: Análise de Tendência de Falhas.
Fonte: Elaborado pelo Autor, adaptado do Telecurso 2000 de Manutenção Mecânica.

Como foi mencionada anteriormente, a manutenção Preditiva faz uso de aparelhos técnicos, além de análises em óleos, no estado das superfícies das máquinas, na análise das estruturas das mesmas; no presente estudo só é tratado da questão destes testes técnicos, sem aprofundar-se nos mesmos, uma vez que a intenção aqui é divulgar e explicar sobre as diferentes formas de manutenção. Além de ser ressaltada que a Manutenção Preditiva é a mais complexa (e completa, inclusive), e que para uma empresa ter tal tipo de Manutenção é preciso ter um programa bem definido, uma equipe apta para realizar o trabalho além de recursos e materiais necessários.
Tais dados técnicos (que dizem dos níveis de funcionamento das máquinas) devem ser coletados periodicamente (veja figura 5, nos anexos, para maiores detalhes). Todas as informações devem ser registradas em uma ficha (se semi automatizado), ou os dados devem ser inseridos no computador (em sistemas micro computadorizados), isto se em sistemas computadorizados o próprio sistema não alimentar os dados do mesmo. Estas atitudes permitem ao responsável pela manutenção preditiva tomar  melhor decisão possível.
A periodicidade da coleta destes dados tem como variantes: o número de máquinas a serem controlados, os números de pontos (valores) estabelecidos para a medição, e os meios materiais colocados à disposição para à execução dos serviços, entre outros fatores.
Finalizando, a Manutenção Preditiva tem como limites técnicos simplesmente a confiança, a confiabilidade dos parâmetros aceitáveis, os próprios instrumentos de medição (aferição) que são usados no processo, além da habilidade analítica do técnico ou do engenheiro mecânico envolvido nestas tarefas. Assim sendo, a manutenção Preditiva tem varias vantagens destacam-se a limitação da quantidade de peças à reposição, a boa imagem do serviço após a venda, assegurando o renome do fornecedor; além da diminuição dos custos do reparo e a melhoria da produtividade da empresa. O aspecto negativo é a sincronia que este sistema demanda, além dos já mencionados uso de modo sistémico e ordenado dos recursos Humanos, naturais e materiais.

NOTA A REVISÃO DE 2015
Atualmente, o autor deste estudo, tem conhecimento de contabilidade e controladoria, e isto o qualifica a também analisar o aspecto da contabilização destes sistemas de manutenção. Na manutenção Corretiva, quase não há alterações: simplesmente segue a tabela de depreciação (fiscal e do controle da empresa, se cabível) e ao final do prazo, aplica o valor residual, para a venda do equipamento usado, para o reaproveitamento de peças, e  dá a contabilização fidedigna com as operações da empresa. Na manutenção Preventiva, sem dúvida, há que se investigar a Valorização do Ativo, e possíveis ajustes de vida útil do Bem Imobilizado. Na Manutenção Preditiva, sem dúvida alguma, há que se realizarem os Testes de Impairment e a Verificação da Redução de valor recuperável de Ativos.
Em 2007, o CFC (Comitê de Pronunciamentos Contábeis, órgão de classe contábil que regula sobre tais práticas no Brasil)emitiu o pronunciamento CPC-01 definindo que, “a Redução do Valor Recuperável de Ativos visa assegurar que os ativos não estejam registrados contabilmente por um valor superior àquele passível de ser recuperado no tempo por uso nas operações da entidade ou em sua eventual venda”. E segue, “caso existam evidências claras de que os ativos estão registrados por valor não recuperável no futuro, a entidade deverá imediatamente reconhecer a desvalorização, por meio da constituição de provisão para perdas”. E mais, “A entidade deve avaliar, no mínimo por ocasião das demonstrações contábeis anuais, se há alguma indicação de que seus ativos ou conjunto de ativos porventura perderam representatividade econômica, considerada relevante”. E concluem, que “se houver indicação, a entidade deve efetuar avaliação e reconhecer contabilmente a eventual desvalorização dos ativos”.
Tais assuntos são regidos no Brasil pela Lei nº 11.638/07, que, entre outras coisas, altera a Lei 6.404/76 (Lei das S.A.s), determina que os valores dos ativos registrados no imobilizado, intangível e diferido deverão ser ajustados conforme a sua capacidade de recuperação, sendo os demais ajustados quando houver efeito relevante.
Ou seja, a relação entre manutenção, controle e contabilização é muito maior do que apenas um estudante de técnico em mecânica poderia supor. Questão mundial, destas novas técnicas de contabilização; mundial e atual.



  




2. IDENTIFICAÇÃO DE UM SISTEMA DE CONTROLE
Será apresentado o sistema de Controle TPM, evolução do Sistema PM.

2.1.1. TPM (Manutenção Produtiva Total)


Imagem 2: Os Cinco Pilares da TPM: Alvo nos Sistemas Concordantes e Sistemas de Atrelagens.
Fonte: Pesquisa do Google Imagens. *

Antes de qualquer coisa, como o texto é em português do Brasil, a imagem acima deve ser traduzida.  Ela fala da Manutenção produtiva Total com foco nos Sistemas de Acordos (em conformidade) e com alvo nos sistemas de atrelagens (de desenvolvimentos, execuções etc). Diz ainda de trabalho em equipe e de um processo contínuo de melhora. Sem tempo ocioso, e com ordem e disciplina. Neste estudo, foi optada por ser usada a estrutura dos cinco pilares: Pilar I  Eliminação do Problema Principal  – evitar a ruptura na produção, os acidentes, as falhas críticas, etc –; o Pilar II Manutenção Autônoma – isto é, a manutenção como um departamento e um sistema independente e inter-relacionado dentro da empresa –; o Pilar III – Manutenção Planejada, ou seja, ter um sistema complexo de Manutenção e Planejamento  –; o Pilar IV – Antecipação da Gestão de Novos equipamentos, isto é, desde a compra, pensa-se em uma máquina que tenha uma excelente produtividade com uma boa questão com a relação custo VS benefício –; o pilar V Educação & Treinamento no Trabalho – isto tem a ver com as equipes e suas  eficácias. *
Por longo tempo, a indústria funcionava com a manutenção corretiva. Depois vieram às mudanças advindas da Manutenção Preventiva, e depois a Preditiva. Outra ramificação da manutenção Preventiva é a TPM que trabalha com programas de manutenção preventiva e preditiva.
Os EUA criaram a manutenção preventiva e os japoneses desenvolveram em 1951 a PM (Manutenção Preventiva, como modelo no Japão), ou seja, daquelas épocas é que já começaram a surgir os primeiros debates sobre a manutenção, como sistemas; em 1960, esse conceito era uma diretriz entre as empresas altamente competitivas e produtivas. Mas novos conceitos forma aplicados aos já existentes, conceitos como respeito individual, sistema compreensivo e total  participação dos empregados nas atividades da empresa; e disto, em 1970, no Japão, surgiu a TPM, alicerceada em cinco pilares: eficiência, auto-reparo, planejamento, treinamento e ciclo de vida.
Isso leva a metas como defeito zero, falhas zero, aumento da disponibilidade do equipamento e lucratividade maior, assim, pode-se dizer, que os cinco pilares tem como base os princípios de: atividades que aumentam a eficiência do equipamento, através de estabelecimento de um sistema de manutenção autônomo pelos operadores; do estabelecimento de um sistema de planejamento de manutenção; estabelecimento de um sistema de treinamento objetivando aumentar as habilidades técnicas (e gerenciais *) do pessoal; e do estabelecimento de um sistema de gerenciamento de equipamento.
Assim, observa-se que a TPM busca melhorar tanto o material, como as máquinas, quanto o humano, quanto o operador (de alta rotatividade, inclusive *). Tudo isto objetivando um melhor rendimento e aproveitamento global. Tem-se ainda a questão de outro subsistema (Sistema, inclusive *) complexo subtendido: o dos oito S. Seiri, organizar; Seiton, Arrumar; Seiso, limpeza; Seiketsu, padronização; Shitsuke, disciplina, Shido, treinar, Seison, eliminar perdas; Shikari yaro, fazer tudo com determinação e união. Além dos oito S, tem também o subsistema de eliminar as seis perdas (por quebra; por demora na troca de ferramenta; por ociosidades; por produção em trabalho não linear; por defeitos produtivos; e por falta de rendimentos), e também, pelo subsistema de não permitir quebras em todo o sistema (ideal *).
Aliás, segundo o material técnico do Telecurso 2000 de manutenção mecânica apud TPM (*), para a TPM a quebra é a ponta de um iceberg, que só surgiu por ter tido como plano de fundo, elementos como ruídos, superaquecimento, vibrações, sujeiras, folgas, deformidades e outras atitudes erradas e sintomas  de erros.
Assim, uma vez que são sanados os problemas que levam a quebra, logo ela não virá a existir. Mas, para tal, é necessário que os operadores não permitam que haja nem os motivos físicos (como sujeiras ou detrimentos) e nem os fatores psicológicos (como a falta de interesse e a ociosidade).
A TPM oferece plenas condições para o desenvolvimento das pessoas, das maquinas e das empresas, e da sociedade e da conservação dos recursos dos meios naturais. Todos saem ganhando em autoconfiança, atenção ao trabalho, satisfação pessoal, conservação melhor de recursos, espírito de equipe, crescimento através de conhecimento de novas técnicas e procedimentos, maior confiança nas máquinas, diminuição de acidentes e da satisfação pelo reconhecimento.


CONSIDERAÇÕES FINAIS & REFERÊNCIA

Para finalizar, existe uma máxima de um anônimo que sintetiza bem o conceito básico por trás da Manutenção produtiva Total e da evolução da concepção de manutenção como um todo:
“A manutenção não deve ser apenas aquela que conserta, mas sim, aquela que elimina a necessidade de se consertar”. (Anônimo adágio da manutenção).


Manutenção Mecânica. Apostila do Curso Técnico em Mecânica. Telecurso 2000.

Pesquisas de Imagem pelo Google Images.

Uma Verificação Das Informações Sobre O Impairment Test Nas Demonstrações Financeiras Padronizadas (CVM) E No Relatório 20-F (SEC) Das Empresas Brasileiras Que Negociam ADRs Na Bolsa De Valores Dos Estados Unidos. Disponível em <http://dvl.ccn.ufsc.br/congresso/anais/2CCF/20080716213851.pdf> Acesso 18/07/2015. Usado nas citações do CPC.


  

ANEXOS

Os anexos foram baseados na Referência citadas, principalmente o Curso técnico de manutenção Mecânica. As imagens a seguir foram feitas pelo autor, com base nos desenhos e imagens (e dados) originais da fonte.



Figura 1: é tanto a frente quanto o verso da Ficha de Execução.





E este é um Modelo de Relatório de Avaria.








O que seria a Figura 2: tabelas; foi optado por ser transcrito, mas será mantida a definição de figura.


NATUREZA DA AVARIA e Códigos
Deslocamento de equipamento .............. 00
Ruptura ................................................... 01
Cisalhamento .......................................... 02
Trinca ...................................................... 03
Esmagamento .......................................... 04
Entalhe .................................................... 05
Perfuração .............................................. 06
Corrosão ................................................. 07
Erosão ..................................................... 08
Oxidação ................................................ 09
Engripamento ......................................... 10
Estrangulamento ..................................... 11
Entupimento ........................................... 12
Descarrilamento ...................................... 13
Aquecimento ........................................... 14
Des-regulagem ........................................ 15
Desaperta-mento ..................................... 16
Curto-circuito .......................................... 30
Cola-mento .............................................. 31
Perda de Propriedades Físicas ................. 32
Perda de Propriedades químicas .............. 33
Perda de Propriedades Térmicas ............. 34
Perda de Propriedades Elétricas .............. 35


CAUSAS DA AVARIA e Códigos
Líquidos Gordurosos Exteriores no Equipamento ...................... 11
Líquidos Não Gordurosos Exteriores no Equipamento .............. 12
Pó Químico dentro da máquina .................................................. 15
Incrustação  ................................................................................ 16
Corpo sólido exterior dentro da máquina .................................. 17
Falha de Filtragem ..................................................................... 18
Introdução de Ar No Sistema  ................................................... 19
Líquidos Gordurosos procedentes do Equipamento .................  21
Líquidos Não Gordurosos procedentes do Equipamento........... 22
Pó Químico procedente da máquina ......................................... 25
Introdução de corpo sólido ........................................................ 27
Influência da Umidade .............................................................. 31
Influência da baixa Temperatura ............................................... 32
Influência da Alta temperatura .................................................. 33
Atmosfera Corrosiva ................................................................. 35
Desgaste em Excesso ................................................................ 41
Falta de Isolamento Térmico  .................................................... 42
Abaixamento do Solo ................................................................. 43
Modificações geométricas dos suportes .................................... 44
Ligação errada ........................................................................... 49
Defeito de material .................................................................... 50
Erro de fabricação ..................................................................... 51
Peça de reposição não adequada .............................................. 52
Erro de Concepção ................................................................... 53
Defeito de Montagem ............................................................... 54
Má Ajustagem .......... ................................................................ 55
Manobra Errada da Operação.................................................... 56
Falta de Limpeza  ...................................................................... 60
Excesso de carga ....................................................................... 61
Desaperto .................................................................................. 62
Falta de Lubrificação ................................................................ 72
Choques ..................................................................................... 73
Vibração Anormal ..................................................................... 74
Atrito ......................................................................................... 75




Figura 3: Controle Semi Automatizado




Figura 4: Controle por computador





Figura 5: Programa Básico de Vigilância