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Novas Possibilidades & Novos Mundos

BLOG BISSEXTO de MATÃO PARA o MUNDO
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LIVROS DO EDSON


Post 170O Descortinar de um Mundo Novo – 2019, em curso.


Atenção
“This approach/application/technique/model/roadmap/case builds on LEGO® SERIOUS PLAY® Open-source guideline made available by the LEGO® Group under a Creative Commons licence. Feel free to share and use under the same licence and enjoy playing seriously with bricks!” :-)
Esta técnica / aplicação / dinâmica / brainstorm de blocos de LEGO® SERIOUS PLAY® Open-source (Licença aberta), sobre a Creative Commons Licença, tem o aval do Grupo LEGO®. Sinta-se livre para compartilhar e usar esta ideia por meio da mesma licença (apenas não se esqueça de mencionar o Creative Commons licence) e divirta-se participando seriamente de jogos /dinâmicas com os blocos. :)


EDITORIAL

I
As pessoas perdem muito tempo com as suas paixões e razões. Principalmente, perdem tempo explicando-as.
As pessoas querem se explicar porque fizeram Administração de Empresas, e não fizeram Engenharia Agronômica, ou as pessoas querem se explicar porque elas começaram o curso de Ciências Biológicas, mas não fizeram Letras, nem Tecnologia da Informação; as pessoas querem racionalizar (a si e aos outros) porque não seguiram em frente com aquele bendito projeto de pesquisa de Iniciação Cientifica (podia ter sido um projeto Iniciação Cientifica –  IC – publicado?), porém, todavia, acabaram fazendo a universidade da vida (ou pior, do crime! E da baixeza) e acabaram trabalhando cedo, aprendendo cedo o significado de ganhar a vida, e de “fazer os seus corres”; com isto, também, dando assim valor a ter um carro, talvez dois ou três, uma moto (afinal, já que é para tirar a Carteira Nacional de Habilitação – CNH, então, nada melhor do que já tirar a carta AB, porque o valor da carta B, é bem mais caro, se tirado sem a_ A, e vice e versa), as pessoas optaram por ter filhos, quantos forem – que Deus os crie. Só que nisto as pessoas conseguem ir bem, aos trancos e barrancos, mas vão bem. Obrigado, mundo; valeu, pessoas de região desconhecida; O-B-R-I-G-A-D-O, Brasil.
E nisto as pessoas se esforçam, não é mesmo? Nas coisas do mundão vai-se tudo bem, ou seja, de igreja a pornozão ... (que pôr-nos-ão no...), ou vocês pensam que o dinheiro e a fama do CD de hino da Igreja vai pra onde? ... Então, aí tudo beleza, não é? O quê? Igreja não é do mundão? Meu Bem! É tudo material, meus querido; se tem pé-de-barro, é de gente. E no mundão, ó, aquele abraço. Tudo bem então.... Só que nos estudos, muitas pessoas, muito provavelmente, não se esforçam tanto como se esforçam na vida [na vida amorosa, no sexo, na vida espiritual, nas festas, no trabalho, na vida material, na família, e isto são qualidades – apesar de estarem aqui em conjunto, estas coisas da vida, são seletivas e mais ou menos aleatórias, aí sim, segundo a ordem de Deus [porque uns (muitos) mais tem de muito ou pouco em algumas (uma ou duas) destas qualidades, do que, de fato, se tem em si muito mais de algumas destas qualidades variadas (mais de cinco), do que, e em muitas outras vezes, absolutamente, quando não muito mais se tem em poucas quantidades destas mesmas qualidades]. E isto, então, não é superar-se a si mesmo. E superar-se com o outro, com um esteio. Porém, é preferível superar a si mesmo.
É preciso que aprendam a dançar sobre as suas próprias cabeças, homens superados (NIETZSCE, 2010).
Mas as pessoas não preferem estudar e investir a longo prazo nelas mesmas [invista em você mesmo(a)], da mesma forma com que as pessoas acreditam na vida, mesmo que não haja sequer um motivo plausível algum para que isto seja crível ou verossímil. É muito fácil contar com o outro, seja a esposa em casa, ou seja ainda contar com o esposo no trabalho, do que contar consigo mesmo; ou seja, ter conveniência, dividir a carga, valorizar um modelo e um exemplo de vida e ignorar todos os outros, isto para muitos é aceitável, uma meta ou algo bom; um vez que isto quer dizer: limitações, rotinas, mesmice e repetições (geração após geração).
Sei que são palavras duras, mas são necessárias de serem ditas, vejam por si mesmos: 1) se você é mulher e seu esposo ou seu filho pede, que você faça a comida, geralmente você faz isto de bom gosto, agora se for só pra cozinhar pra você, aí qualquer coisa serve e talvez você sequer cozinhe, mas apenas coma um pão ou algo que sobrou de outra refeição; 2) alguns homens machistas são o oposto disto, e eles preferem fazer as suas coisas, como arrumar seus carros, mexer em suas caixas de ferramentas e tal, ao invés de ajudarem seus companheiros sexuais na tarefa da casa (ou em ONGs, projetos e etc.) ou  seja, mais fazer suas coisas próprias do que estar ajudando seus queridos amigos. Ou seja, por vezes, contar com o outro é algo renovador, e mesmo o tempo dividido, deve ser algo motivador e prazeroso. Só que para isto, deve haver este tempo de amizades e relações interpessoais sinceras e compassivas. Mas veja, tudo isto ainda são paixões e razões; são mais comedidas e ponderadas, mas ainda são razões, e paixões.
Na verdade, nem paixão e nem razão, é algo daquilo que se deve ter de mais na vida, porque a vida é concentração, dedicação e aprendizado.
Quem disser: Eu sei tudo. Ou então, quem dizer, “eu li o livro que fala tudo”, mesmo que este livro seja a Bíblia Sagrada, ele não saberá tudo, mesmo se citá-la corretamente; todavia, se citar errado a Bíblia e ainda disser que é o único livro que ele lê à sério, diga, a você: mas se ele leu apenas este livro em toda a sua vida, e se mesmo assim ele fala as coisas erradas que este livro não diz, das duas há uma: ou ele não entendeu (ou é louco), ou ele está enganando os outros (ou ele próprio está sendo enganado).
Na dúvida, olhe para os animais: o que deixa eles a vontade e calmos, é algo que tende a ser de energias mais positivas e iluminadas; e o que deixa os animais agitados, fugitivos ou apreensivos, tende a ser uma energia mais densa e carregada de negatividade.

II
Boa tarde, amados leitores, como vão vocês este ano de 2019?
Vamos bem por aqui, e começamos o ano com esta postagem enigmática e emblemática. Falando de se ter pouco em muito, e de alguns raros que tem muito, seja em pouco, ou dizendo dos mais especiais ainda, os que tem muitos em muitas qualidades. Ainda aqui caberia a Parábola dos Talentos, do Mestre Jesus, mas por hora, seguimos este blog; e desde já desejamos a todos(as) boa leitura. Segue o post. Obrigado por sua atenção.

III
Começa o novo mundo. Há sinto muito, se não acabou como você queria; se não explodiu nada como aquele pastor lá falava; sinto dizer que o Mestre Jesus não chegou em fúria gloriosa e não detonou nada; o mundo acabou, mas continua aparentemente o mesmo, mas não é. Acabou o mundo e agora já começou a existir outro mundo.
Sai o Mundo de Provas e Expiações e entra o Mundo de Regenerações e Reparações. Porém, isto está acontecendo de forma gradual e quase que imperceptível, e não de modo brusco, exceto quando em casos de calamidades públicas ou catástrofes naturais, que acabam comovendo muitas comunidades em causas grandiosas ou maiores, como as reconstruções de regiões inteiras, reflorestamentos de biomas e etc.
Na verdade, Deus até iria mesmo permitir que Jesus julgasse os Vivos e os Mortos, e desse um Julgamento Final, um Juízo Final à Terra; só que este acontecimento foi adiado, devido a população não estar pronta para as Leis de Cristo, então, a Terra ficarei grande demais, mesmo para a humanidade ascendida nos desígnios do Pai; assim, por falta de quórum, por pouca participação e  adesão, nas linhas Gerais e Específicos do Grande Grão-Mestre Jesus, declaro que o fim do mundo não foi alterado em nada, ele só foi postergado, o Dia Final foi prorrogado por igual período, sem prejuízo de seus conteúdos.
Veja o fim do mundo do samba. Já acabou e começou de novo. Deixaram o samba morrer. Mas ao mesmo tempo, o Samba está aí. O Carnaval se tornou festa sem DJ, ou seja, em cada lugar tem um estilo, e se isto é ótimo por causa da diversidade, é ruim porque é algo que não tem muita identidade (mas pra mim, carnaval é dança, folia e alegria, seja isto de que estilo for – e penso que isto deveria ser mais focado pelos organizadores de festas de carnaval). A Sapucaí se tornou espetáculo de Bervelly Hills, New York e Hollywood. Em São Paulo, depois de anos glorioso, a escola de Samba Vai Vai acabou alocada no grupo de acesso do Carnaval 2020 (frequentará um grupo abaixo daquele que estava), depois que acabou na última colocação do rank geral de hoje, 05/03/2019, em compensação, a Mancha Verde que nunca havia ganho um Desfile de Escola de samba, acabou na primeira colocação. Ou seja, o samba tradicional está em fase crítica, ao passo que as novas escolas de samba estão em evidência, isto são sinais de um novo tempo; poderia ter acabado para as pequenas escolas, mas preferiu-se que agora as escolas menores estejam em evidência, ao menos em São Paulo, nesta situação.
Nisto, se parece muito, o Fim do Mundo, com uma Maysa da Maysa SE meu mundo caiu [acabou], eu que aprenda a levantar [recauchutar] (MAYSA, 1958 in “Meu Mundo Caiu”. Fermata. Sigla/Fonograma Som Livre).



Os LEGO® de Livros do Edson: Nota de introdução.


Atenção:

Esta técnica / aplicação / dinâmica / brainstorm de blocos de LEGO® SERIOUS PLAY® Open-source (Licença aberta), sobre a Creative Commons Licença, tem o aval do Grupo LEGO®. Sinta-se livre para compartilhar e usar esta ideia por meio da mesma licença (apenas não se esqueça de mencionar o Creative Commons licence) e divirta-se participando seriamente de jogos /dinâmicas com os blocos. :)


LEGO (que é marca Registrada do Grupo de Lego) é um jogo que eu conheci quando eu tinha 8 anos; e eu achava que era um jogo, um brinquedo, apenas. Na época, foi (é) um jogo muito importante para mim, porque uma perda irreparável aconteceu (repetindo, naquela época), e de certo modo, enquanto eu montava os blocos de LEGO ®, eu dava significância à minha vida; e quando eu desmanchava as construções e depois eu construía outra coisa, eu estava intentando por futuras mudanças que também viriam a acontecer comigo. Ou seja, LEGO ® é uma analogia muito boa para a vida, as mutações, e ao mesmo tempo, os padrões da vida. Diz assim de diferenças, igualdades, padrões e modos de faz/ desfaz /refaz.
Mas o que é LEGO ®?
Lego, são pequenos blocos, que possuem tamanhos diferentes e são imutáveis (padronizados, indivisíveis, indestrutíveis e indeformáveis), mas que combinados, formam todas as coisas quanto são imaginadas / pensadas. Neste sentido, LEGO ® também se parece com a ideia do átomo de Demócrito.


Figura 01: LEGO ® CREATOR: Casa – Modular de Verão e Drone de Exploração.
Fonte: Do Autor (2019).

LEGO ® são blocos de montar e interagir, com mini figuras, miniaturas, maquetes, platôs, tabuleiros-cenários, blocos de luzes, peças pneumáticas, robóticas, mecatrônicas e etc. LEGO ® inclui ainda manuais, metodologias, sistemas, franquia de filmes e etc. Mais à frente nesta postagem vamos dar o pontapé inicial em uma futura pesquisa que o autor do Blog pretende fazer sobre o LEGO ® Serious Play ® (Version Open Source – Versão Aberta) aplicado junto com o Controller em EPPs, por hora vamos falar dos blocos de LEGO ® de modo geral.


Figura 02: LEGO ® CITY & CREATOR: Caixa de Perseguição na Floresta + Casa – Modular de Verão e Drone de Exploração; e mais mini figuras diversas.
Fonte: Do Autor (2019).


Com os kits de LEGO ® (veja detalhes de Kits na Figura 02) é possível se montar miniatura (s), maquete(s) ou brinquedo (s). Eu, particularmente, gosto de chamar as montagens de Lego de Cenários ou Protótipos. Praticamente qualquer coisa pode ser montada com LEGO ®. Qualquer coisa pensada (lembre-se, se não real, ao menos imaginada) pode ser criada com LEGO ®.
Neste sentido, LEGO ® é como as ideias de Descartes (2015). O Filósofo, conhecido por sua máxima, ‘penso, logo existo’ (Cogito, ergo sum), já ensinava esta filosofia, quando assim diz em suas Meditações Metafísicas: “Eu sou, eu existo: isto é certo; mas por quanto tempo? A saber, durante o tempo em que penso; [...] eu sou uma coisa verdadeira e verdadeiramente existente; mas que coisa?” (DESCARTES, 2015, p.56).
Não vamos nos aprofundar aqui em questões filosóficas, mas o penso logo existo _de Descartes é muito real (aplicável) em LEGO ®: uma vez que imaginando-se, e tendo em mãos as peças certas, tudo pode-se ser criado.
Igualmente não irá ser aprofundado em temas como a história de LEGO ®, ou como a empresa desenvolveu-se e se manteve-se entre as gigantes da indústria lúdica (em alguns momentos, também, muito séria, com produtos destinados a públicos sérios) do mundo. Futuramente, estes e outros pontos vão ser tratados no Blog (se Deus assim o permitir), eu desejo que o leitor entenda o que significa LEGO ® para mim e o que eu pretendo fazer como o LEGO ® Serious Play ® (Version Open Source) também, no futuro.
Por hora, demonstro aqui minha primeira criação de Lego, um hostel – um home-hotel, ou um hotel mais intimista, de menores proporções e mais aconchegante. Um hostel de férias.



Figura 03: LEGO ® Criação própria – é um Hostel (ainda quando estava em construção) - Fachada frontal.
Fonte: Do Autor (2019).

Com LEGO ® é possível construir objetos, cenários, maquetes e etc. em 2D e 3D, em vários tipos de dimensões. Evidentemente as peças de LEGO ® já são em três dimensões porque têm altura, largura e profundidade. Mas esteticamente, algumas peças prontas (construções, protótipos etc.) assemelham-se a coisas monodimensionais, ou a outras coisas bidimensionais e finalmente, tridimensionais.
Além disto as peças de LEGO ® podem ser inteiramente fechadas, como as construções que fiz (Figuras de 03 a 07); ou apenas fechadas em partes, como as da casa modular (Figuras 01 e 02).




Figura 04: LEGO ® Criação própria – é um Hostel (ainda quando estava em construção) - Fachada lateral / fundo.
Fonte: Do Autor (2019).


Cenários, peças ou construções de LEGO ® podem ser construídas de 1 a 5 minutos, as mais simples e que exigem menos peças; ou mesmo podem levar vários dias para serem concluídas, as mais complexas construções e que exigem milhares de peças para a sua completa realização.


Figura 05: LEGO ® Criações próprias – o Hostel (completo), mais chalé com temática “nave espacial”.
Fonte: Do Autor (2019).


LEGO ® é uma atividade lúdica (séria) que pode ser feita por pessoas de 4 a 99 anos de idade. Ou seja, por todas as idades, exceto crianças menores de 3 anos, por casa de partes pequenas e o risco de sufocamento (se ingeridas estas peças por engano da criança ou descuido de pais).



Figura 06: LEGO ® Criações próprias – o Hostel (completo), mais chalé com temática “nave espacial”. Foto 02.
Fonte: Do Autor (2019).


Hostel eu levei várias semanas para concluir, eu fazia e refazia até achar o ponto em que eu considerava ideal. Ele tem decoração interna, quatro andares, tem uma praia particular, área de churrasco (chapa), tem muro frontal, tem varada no primeiro, segundo e terceiro andar e etc.



Figura 07: LEGO ® Criações próprias – o Hostel (completo), mais chalé com temática “nave espacial”. Foto 03.
Fonte: Do Autor (2019).


  Já o chalé inspirado em nave espacial (Figura 07, imagem da esquerda) tem três andares, tem uma área no segundo andar, uma porta redonda no terceiro andar e é feito em base adaptada (em solo) em blocos 4x2.
Concluindo, finalmente, que LEGO ® é como um descortinar de um novo mundo, onde as peças são as mesmas, mas desmontado um kit, ou vários deles, então se cria ou se recria algo novo.



ESBOÇO DA IDEIA DE USAR LEGO® SERIOUS PLAY® CONJUNTAMENTE ÀS TÉCNICAS DE CONTROLLER EM EPPs (Empresas de Pequeno Porte): LEGO® SERIOUS PLAY® OPEN SOURCE APLICADO AO CONTROLLER EM PME (Pequenas e Médias Empresas)

Há quem te faça ver as cores do íris
Da fagueira esperança, até partires
Nas asas brancas da felicidade.
-- CRUZ E SOUZA, 1932 apud XAVIER, 2016, p. 393


A LEGO ® se reinventa sempre, e se reinventando, certa vez, ela criou o LEGO ® SERIOUS PLAY ®, juntamente com empresas de consultorias para grandes corporações.
Após um tempo praticando o LEGO ® SERIOUS PLAY ® dentro da sua empresa, e também percebendo o potencial de nicho de mercados específico que o LEGO ® SERIOUS PLAY ® tem, a LEGO ® lançou o SERIOUS PLAY ® para ser usado em consultorias franquiadas e licenciada, orientada, geralmente, para ambientes de grandes empresas.
Com o tempo, a LEGO ® foi percebendo o sucesso que era o SERIOUS PLAY ® e foi então que surgiu aquilo que possibilitou que esta pesquisa pudesse a ser esboçada.
Eis que surge o LEGO ® SERIOUS PLAY ® OPEN-SOURCE:



Figura 08: LEGO ® SERIOUS PLAY ® OPEN-SOURCE.
Fonte: LEGO; LEGO SERIOUS PLAY (2010).


Em 2010, finalmente, a LEGO ® lançou o SERIOUS PLAY ® OPEN SOURCE, um documento que torna uma versão de LEGO ® SERIOUS PLAY ® (a OPEN SOURCE Version) uma metodologia aberta de LEGO®, que pode ser usada por outras pessoas / empresas / consultores, que não sejam exatamente os Facilitadores ou Empreendedores credenciados de LEGO ® SERIOUS PLAY® (como era antes); ou seja, permitindo assim as aplicações alternativas de LEGO ® SERIOUS PLAY ®, com a OPEN SOURCE VERSION:
“This document outlines the basic principles of LEGO® SERIOUS PLAY®. It has been made available by the LEGO Group under a Creative Commons licence(‘Attribution Share Alike’: see http://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/ for licence details)” (LEGO, 2010, p. 4).
Os Lego de LEGO ® SERIOUS PLAY ®, com a OPEN SOURCE VERSION, geralmente, apresentam-se em 5 níveis (de 1 a 5), sendo que o nível 1 (um) são dedicados a projetos mais simples e com menos peças, menos tempo, menos participantes, geralmente; e os de nível 5 (cinco) exigem muitos participantes, muitas horas de LEGO, muitas peças, é um desafio mais complexo e envolvente e etc. Além disto, as figuras podem ser individuais ou coletivas, como por exemplo, com vários semblantes de figurinhas de LEGO ® fixados em um platô (FIGURA 08).
As peças de Lego LEGO ® SERIOUS PLAY ® geralmente são de (se dividem entre) conectivos, de adição, de fixação ou de identidade, e outras.


Figura 09: LEGO ® conectores de SERIOUS PLAY ®
Fonte: LEGO; LEGO SERIOUS PLAY (2017).
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E com esta licença, do Creative Commons, é possível que eu esboce o seguinte projeto.
Utilizando o LEGO ® SERIOUS PLAY ®, OPEN-SOURCE VERSION, com AS TÉCNICAS DE CONTROLLER EM EPPS (Empresa de Pequeno Porte) ou PME (Pequeno ou Média Empresa).
 O projeto se resume assim (linhas gerais):
O Sistema Aberto de LEGO ® SERIOUS PLAY ® Aliado ao Controller em EPPs.
controller em pequenas empresas consiste em fazer Balanço Patrimonial, Demonstração de Resultado do Exercício, Demonstrativo de Fluxo de Caixa, Apuração de índices de endividamento e Lucratividade, Análise de Perfil de Clientes / Consumidores, Análises de Mercados e Processos e etc.
O LEGO ® SERIOUS PLAY ®, ou LSP® pode ser usado de três formas básicas, lembrando que o LSP® será melhor explicado em futuras postagens deste blog. 1) LSP® Open-Source (modo Padrão); 2) Other LSP® (este método, que mistura os dados reais da empresa com as peças de Lego disponíveis com os perfis de funcionários da empresa / perfis de situações problemas / objetivos e missões da empresa e etc.); 3) LSP® Storytelling (modo Lego e RPG): outro sistema que estou montando paralelo ao OtherLSP®, este sistema pode ser tanto de personagens ou empresas fictícias, tanto quanto pode ser de empresas ou personagens reais, cada qual com sua abordagem, evidentemente.
O método usado, principalmente neste esboço de pesquisa, é o OTHER LEGO ® SERIOUS PLAY ® OPEN-SOURCE, este método assume um conjunto de cinco tipos /funções de peças no OTHER LSP® OPEN-SOURCE:
·        PEÇAS: São landscape, peças de cenário e construção, janelas, portas, bricks, tijolos, peças complementares e outras peças similares;
·        CONECTORES: São os eixos, os encaixes, os acoplamentos, as rodas, os conectivos em si, fios, tubulações, escadas, platôs finos e etc.;
·        PLATAFORMAS: são os platôs médios e grandes, são os suportes feitos de tijolinhos de Lego, são os cenários especiais, e etc.;
·        IDENTIDADE: englobam as figurinhas e seus elementos, os bonecos de Lego, itens acessórios dos bonecos exclusivamente, fantasias e personagens especiais; e
·        OUTROS: são peças especiais, limitadas e tal; são os complementos aos bonequinhos, complementos aos cenários, complementos aos conectivos e etc.

Além disto, esta pesquisa deve abordar (envolver) outros temas e atividades, que são: Comunicação Oral e Escrita; Ética, etiqueta e moralidade; Comunicação empresarial, trabalho em equipe, trabalho de controle em si, publicação de resultados da empresa e etc.
Ainda assim há a questão dos níveis de LEGO® SERIOUS PLAY® OPEN-SOURCE, onde em nível 1, tudo tem que ser mais simplificado. Mas já no Nível Quinto... tudo mais complexo, e grande mudanças à vista, com sorte.
Mas sim, na necessidade de usar um LSP® Open Source Nível 5, seria, por exemplo, no caso de ser uma questão de empresas em restruturação ou que enfrentam fases de inovação. O Other LSP® OPEN SOURCE neste caso pode fazer sessão de Dinâmica empresarial Lego com os diversos níveis operacionais da empresa, não só com os gestores, como é de costume com este tipo de uso de Lego.
Com o pessoal do nível operacional pode-se elucidar, em um primeiro momento, por meio do Controller / Facilitador Other LSP® Open-Source, como é feito o processo de produção da empresa, e depois pode-se propor a nova metodologia que será usada na empresa e pedir as equipes de funcionários do chão de fábrica que demonstrem como isto é feito, com o uso do Lego.
Já na mesma empresa, mesmo método, porém com a Dinâmica empresarial sendo feita com o pessoal do nível operacional, o que pode ser feito é já entregar a maquete da empresa, com Lego que representam a equipe, os equipamentos, a empresa e etc. E entregar também novas peças, que representa os investimentos que virão com a restruturação. Após algumas debates preliminares é então exposto o objetivo, que é o de redesenhar a empresa com as peças de Lego, a fim de que o novo layout e organização da empresa, de fato, representem a reestruturação que os donos da empresa desejam tanto empregar, e que o controller em Epps, e que também faz uso do método Other LSP® Open-Source, irá facilitação da obtenção deste sucesso, de modo que isto seja obtido. Evidentemente, o controller, neste caso, deve ter planilhas e projeções de fluxo de caixa e de movimentos da empresa (ou seja projeções contábeis) que se encaixem com as novas realidades de negócios, propostas pelos gestores da empresa com a dinâmica Other LSP® Open-Source.
Basicamente é isto que esta teoria trata, mas ela ainda está em desenvolvimento. E eu estou aberto a perguntas, lembrando que a teoria ainda está sendo desenvolvida por mim, e que em breve eu pretendo praticar esta teoria em algumas empresas de pequeno porte.
E que mais breve ainda, eu ambiciono postar novas publicações, novos conteúdos sobre este assunto.



SETS de EDSONNANDO: O Descortinar de um Mundo Novo – 2019, em curso.

SET 1. A Toca do Beco – Novos e Puros sons da Essência do Clube.
No Mixcloud-- A Toca do Beco - Be In On Our Sound - The Newest and Pure Club Essence
No Player




SET 2. A Toca do Beco – Sessão Alternativa e Melódica.
No Google Drive -- Dj Edsonnando - A toca do beco - melodic and alternative sessions
https://drive.google.com/file/d/1ev6l78yGLlBaoqW1GR-JJpok2OMhjmyR/view?usp=sharing




REFERÊNCIAS


DESCARTES, René.  Meditações Metafísicas. Tradução de Maria Ermantina de Almeida Prado Galvão. São Paulo (SP): Folha de S. Paulo, 2015.

LEGO; LEGO SERIOUS PLAY. LEGO® SERIOUS PLAY®: OPEN-SOURCE/ <Introduction to LEGO® SERIOUS PLAY®>Versão on line. LEGO Group. 2010©, The LEGO GroupDisponível em < http://davidgauntlett.com/wp-content/uploads/2013/04/LEGO_SERIOUS_PLAY_OpenSource_14mb.pdf>

______; ______. LEGO® SERIOUS PLAY®: TRADE-MARK  / GuidelinesVersão on line. LEGO Group2010©, 2017 The LEGO Group. Disponível em <https://www.lego.com/r/www/r/seriousplay/-/media/serious%20play/pdf/2017/lego%20serious%20play%20trademark%20guidelines%20version%202017.pdf?l.r2=527136104>

NIETZSCHE, Friedrich. Assim falou Zaratustra. Tradução de Alex Martins. 4° Edição. São Paulo (SP): Martin Claret, 2010.

XAVIER, Francisco Candido. Parnaso de Além-Túmulo: poesias mediúnicas. 19° Edição – 4. Impr.. Brasília (DF):FEB (Federação Espírita Brasileira), 2016.


Oxalá: Contabilidade Contemporânea


Oxalá – Contabilidade Contemporânea – Ed. I:
Contas patrimoniais e de resultado.
Apuração de Resultados.
Demonstrações Contábeis: BP, DRE, DMPL, DFC e outras.


Escrito e copilado por SOUZA, Edson Fernando de:



Figura 1: Edson Souza, Consultorias e Orientações sobre Projetos e Gestões.
Fonte: Elaborado pelo autor.



O que significa esta postagem?

Temos um título (extenso) e um subtítulo (mais extenso ainda), mas ainda assim devemos explicar estes (título e subtpitulos), deste modo:
·        Oxalá (1): [substantivo e adjetivo] Orixá ou Orixalá; diz das divindades; no sincretismo religioso, representa Deus, principalmente na afro-teologia e segundo o espiritismo das entidades naturalistas.
·        Oxalá (2): [interjeição] Tomara; queira Deus!
·        Contabilidade: a Ciência que estuda o Patrimônio e o comportamento destes bens, dinheiros e direitos (junto com as apurações e os resultados) dentro de uma entidade ou um conjunto de entidades contábeis.
·        Contemporânea: pós-moderna, atual, o afora, o mais preciso e considerado o mais moderno (desculpem o pleonasmo, mas é necessário – o contemporâneo é o hoje, o mais à frente).
·        Contas Patrimoniais: são as contas contábeis que dizem daquilo que é do patrimônio da empresa; Patrimônio é um conceito que significa Patrimônio Líquido é igual Ativo Total – (menos) Passivo Total.
·        Contas de Resultado: são as contas resultantes de operações de confrontações entre as receitas e as despesas; são as contas que dizem de apurações de resultado.
·        Apuração de Resultados: são as metodologias contábeis para se chegar a determinados valores relativos ao saldo e as atuais condições de contas contábeis. Por exemplo, o DRE, o DVA são contas de apuração de resultado; já o BP e o CVM, por exemplo, não são entendidas como apurações de resultado, apesar de o BP ser ainda um demonstrativo contábeis mas de partidas dobradas (não de demonstração de resultado), onde, no BP: tudo o que a empresa tem é igual a tudo o que a empresa deve, seja aos seus sócios, ao governo, a terceiros, ou a justiça, etc....
·        Demonstrações contábeis: são as planilhas, as deduções e operações que se realizam nas contas contábeis feitas de modo analítico ou procedimental, a fim de que se demonstre ou evidenciei um determinado fator em cada Demonstração Contábil (DC). Por exemplo, temos as seguintes explicações dos tratados tipos de DC:
·        BP: o Balanço patrimonial; é uma demonstração contábil mas não exatamente uma apuração de resultado, no sentido mais estrito e analítico da palavra, mas, do BP são os valores que integram a DRE e o DFC, por exemplo, entre a captura de outras contas contábeis.
·        DRE: Demonstração de Resultado do Exercício, diz da apuração do resultado do exercício (no ano em questão), com valores brutos, líquidos, descontos, dividendo à acionistas, e etc. Pode ser demonstrado em medidas de tempos comparativos, como o ano 20X1 e o ano 20X2 etc.
·        DMPL: Demonstrativo de Mutação no Patrimônio Líquido.
·        DFC: Demonstrativo de Fluxo de Caixa.


“Rota de colisão. Perigo. Perigo! É proibido, proibir” – Mutantes, Caminhante Noturno.


INTRODUÇÃO: Contas Patrimoniais e de Resultado: Noções.

Este é nosso primeiro tópico, evidentemente (para esta postagem).
A estrutura conceitual da contabilidade, acerca das representações e elaboração de demonstrações contábeis, são:

ü A contabilidade estuda o patrimônio – ela é a ciência que analisa a formação e variação do patrimônio; registra e controla o PL de entidades com ou sem fins lucrativos; a contabilidade é um instrumento de informação para a tomada de decisão interna ou extremamente à empresa;

ü As movimentações possíveis de mensuração monetária são registradas pela contabilidade, que em seguida resume os dados registrados em forma de relatórios (contábeis ou gerenciais; mas, geralmente, contábeis, porque se trata da contabilidade geral; uma vez que a contabilidade gerencial ainda é muito pouco utilizada, em termos quantitativos aqui no Brasil);

ü Lembre-se ainda da importante questão da entidade contábil – empresa – inserida em um ambiente externo, em que os Stakeholders – os tomadores de informações contábeis, sejam credores, bancos, fornecedores, governo, clientes, investidores, etc.) – também detêm, e muito, interesses sobre as atividades e a contabilidade da empresa, ou do Governo, inclusive.

ü O contador é uma pessoa que deve ter na discrição sua melhor característica, junto, claro, com a capacidade de sintetização numérica, a capacidade analítica, a capacidade de fazer cálculos e lidar com situações-problemas rotineiramente, o contador deve interpretar e adequar aquilo que o dono da empresa faz de modo a ilustrar aquilo que acontece na empresa, nos lançamentos e consequentes demonstrativos contábeis.

Tem uma equação que TODO contabilista deve saber, ela é muito importante e como toda equação, ele pode ser trabalhada com a ordenação que se é desejada (ou que se deseja obter; e, respeitando a regra de sinais, sempre), de modo a estar evidenciando o termo que se quer encontrar. Assim, a forma básica da expressão é:

Ativo = Passivo + Patrimônio Líquido. [Aplicação de recursos = a sua Origem]

Ativo = Bens.
Bens = as coisas úteis, capazes de satisfaz as necessidades das pessoas e das empresas – este debate, pertence ainda no âmbito dos problemas fundamentais da economia sociologia.
Bens também podem ser direitos, como alugueis a receber, títulos e notas promissórias a receber, conta de banco (depósitos), etc. Os Bens podem ser tangíveis ou intangíveis (e o terceiro tipo de bens, os direitos – o que ainda não é exatamente um bem, mas pode vir a ser um, em virtude de um direito ter [ou ser] “o poder de exigir alguma coisa” de alguém ou alguma empresa),
·        Os bens tangíveis são veículos, imóveis, estoque de mercadorias e produtos, dinheiro, móveis, ferramentas, etc.;
·        Os bens intangíveis são os softwares, as marcas, as patentes de invenção.
Passivo = uma obrigação.
Ou seja, dívidas com outras pessoas. Tais como as contas (de Passivo, óbvio): Fornecedores, Empréstimos Bancários, Salários a pagar, Encargos Sociais, Impostas a Recolher, Financiamentos, Outras contas a pagar. Etc.
Patrimônio Líquido (PL) = (Bens + Direitos) – Obrigações.
Neste sentido, o Patrimônio Líquido, é igual ao Ativo – o Passivo, onde o ativo é o conjunto de bens e direitos, e o Passivo é o conjunto das obrigações;
Onde o PL, o patrimônio líquido, é o resultado que se obtém desta equação, que, de fato, é a observação da origem de recursos e financiamentos (e etc.) da empresa, entidade-contábil.
Onde, ainda, o PL é “o resultado [que sobra] é a riqueza líquida, ou seja, [é] a parte que sobra do patrimônio para a empresa ou pessoa”.

As deduções da fórmula da Equação Fundamental do Patrimônio, são:

Ø ATIVO MAIOR (>) do que PASSIVO: PL = A > P; ou PL = (B + D) > Obrigações; isto, quando os bens e direitos são maiores do que as obrigações; neste caso, tem-se uma situação líquida positiva ou superavitária, ou ainda uma condição favorável;
Ø ATIVO IGUAL (=) AO PASSIVO: PL = A = P ou .... .... PL = B + D = O; neste caso, a situação é a de que os bens e direitos são suficientes apenas para pagar as dívidas; neste caso, teremos uma situação líquida neutra.
Ø ATIVO MENOR (<) do que O PASSIVO: PL = A < P ou PL = (B + D) < O. Neste caso, tem-se a insuficiência de Bens e Direitos para se saldar as Obrigações. As obrigações são maiores do que os bens e direitos; ocorre assim uma situação negativa, ou Situação Líquida Deficitária, ou negativa, ou Desfavoráveis; ou Passivo a descoberto.

Onde, o Ativo (bens e direitos) são as aplicações e o Passivo (as obrigações) são as origem (ambos, dos recursos, tempos e dispêndios), e na igualdade disto, de que modo seja, tem-se o Patrimônio.
PL = Ativo – Passivo.


Capítulo 1: Variação nas Contas Patrimoniais e de Resultado – Apuração de Resultados.

O tópico do meio (e segundo) desta postagem de contabilidade geral é: Fatos contábeis e respectivas variações patrimoniais. Débito, crédito e saldo. Contas patrimoniais e de resultado.

Como se sabe, Atos Contábeis não alteram a situação líquida patrimonial (não afetam o PL), já os Fatos Contábeis afetam o Patrimônio. Os fatos podem ser (de acordo como eles alteram as estruturas patrimoniais): Permutativos, modificadores e mistos. Vejamos abaixo, de forma analítica, em quadros e também, seremos maiores informações sobre as deduções do PL (assunto correlacionado):



FATOS
PERMUTATIVOS
MODIFICATIVOS
Mistos
Entre Ativos
(+A e – A)
Aumentativos
(+A e + SL)
(–P e + SL)
Aumentativos
(+A e –A e + SL)
Entre Ativos Passivos
(+A e –P) (-A e –P)
Diminutivos
(– A e – SL)
(–P e – SL)
(+P e – SL)
Diminutivos
(– A e – P e – SL)

EQUAÇÃO
PATRIMONIAL
ATIVO (-)
PASSIVO =
PL
ATIVO (>)
PASSIVO =
Situação LiqPos.
ATIVO (<)
PASSIVO =
Situação Liq Nega
ATIVO (=)
PASSIVO =
Sit. Liquida Nula.
Principais conceitos expostos de modo sintético:
ATIVO
- Bens:
  -  Tangíveis: Móveis,Equip., Terrenos, Imóveis, etc.;
   - Intangíveis: Marcas e patentes, etc.
- Direitos: expectativade ter.
PASSIVO

Obrigações:
Obrigações Exigíveis; e
Obrigações nãoexigíveis.
PATRIMÔNIO LÍQUIDO
(aspectos quantitativos)
ATIVO
Caixa, Móveis, Utensílios, Duplicatas a Receber, etc.
PASSIVO
Dinheiro dos Acionistas, Fornecedores, Empréstimos...

Figura 2: Fatos, Equação patrimonial, Principais conceitos Expostos e etc.
Fonte: Elaborado pelo autor (compilação contábeis diversas).


As contas contábeis são credoras ou devedoras. As funções das contas são as representações gráficas das variações ocorridas no patrimônio, ou que um fato promoveu que ocorresse no Patrimônio. Esta variação pode ser de débito ou de crédito. A diferença entre o crédito e o débito (ou entre o débito e o crédito) é chamada de saldo, ao qual se refere como Saldo Devedor ou Saldo Credor.
Débitos: sãs as aplicações de recurso; Créditos são as origens de recursos. Onde, de modo bem grosso e simples, débito é para onde vai o direito e o crédito é de onde vem o dinheiro.
Isto, de débito e crédito, é observado no Balanço Patrimonial em (que): O Ativo é a aplicação dos recursos (então, devedora – em relação a origem dos recursos), e o Passivo e o PL são as Origens dos Recursos (recursos de si ou de terceiros – dívidas, etc. –, então, esta conta é credora).
O Quadro Abaixo sintetiza bem esta questão de contas credoras e devedoras no balanço Patrimonial e nas Contas de Resultados, inclusive:


Contas Patrimoniais
Contas de Resultado
ATIVO
PASSIVO + PL
DESPESAS
RECEITAS
DÉBITO
+
+
CRÉDITO
+
+
Contas
Permanentes
Transitórias

Figura 3: Operações de Crédito e Débito nas contas patrimoniais e de resultado.
Fonte: Elaborado pelo autor (compilação contábeis diversas).




1.1: DVA e CVM, Lucro Presumido e Lucro Real: Considerações Sobre os Resultados

(Maiores detalhes) Sobre as contas de resultado, são observado o que é dito no TG 1000 (editado pelo CRC/SP, 2009, p. 13), assim:

Desempenho Resultado
2.23 Desempenho é a relação entre receitas e despesas da entidade durante um exercício ou período. Esta Norma requer que as entidades apresentem seu desempenho em duas demonstrações: demonstração do resultado e demonstração do resultado abrangente. O resultado e o resultado abrangente são frequentemente usados como medidas de desempenho ou como base para outras avaliações, tais como o retorno do investimento ou resultado por ação. Receitas e despesas são definidas como se segue:
Receitas são aumentos de benefícios econômicos durante o período contábil, sob a forma de entradas ou aumentos de ativos ou diminuições de passivos, que resultam em aumento do patrimônio líquido e que não sejam provenientes de aportes dos proprietários da entidade.
Despesas são decréscimos nos benefícios econômicos durante o período contábil, sob a forma de saída de recursos ou redução de ativos ou incrementos em passivos, que resultam em decréscimos no patrimônio líquido e que não sejam provenientes de distribuição aos proprietários da entidade.
2.24 O reconhecimento de receitas e despesas resulta, diretamente, do reconhecimento e mensuração de ativos e passivos. Critérios para o reconhecimento de receitas e despesas são discutidos nos itens 2.27 a 2.32. (CFC apud CRC/SP, 2009, p.13 in NBC TG 1000 – NORMAS BRASILEIRAS DE CONTABILIDADE | NBC TG 1000 – CONTABILIDADE PARA PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS PMEs)


Outros resultados abrangentes do Período (NBC TG 26, 2009, p.30-31):

“102. A primeira forma de análise é o método da natureza da despesa. As despesas são agregadas na demonstração do resultado de acordo com a sua natureza (por exemplo, depreciações, compras de materiais, despesas com transporte, benefícios aos empregados e despesas de publicidade), não sendo realocados entre as várias funções dentro da entidade. Esse método pode ser simples de aplicar porque não são necessárias alocações de gastos a classificações funcionais. Um exemplo de classificação que usa o método da natureza do gasto é o que se segue:


            Receitas                                                                                                                                             X
Outras Receitas                                                                                                                               X
Variação do estoque de produtos acabados e em elaboração                        X
Consumo de matérias-primas e materiais                                                             X
Despesa com benefícios a empregados                                                               X
Depreciações e amortizações                                                                                 X
Outras despesas                                                                                                        X
Total da despesa                                                                                                                             (X)
Resultado antes dos tributos                                                                                                         X

103.   A segunda forma de análise é o método da função da despesa ou do “custo dos produtos e serviços vendidos”, classificando-se as despesas de acordo com a sua função como parte do custo dos produtos ou serviços vendidos ou, por exemplo, das despesas de distribuição ou das atividades administrativas. No mínimo, a entidade divulga o custo dos produtos e serviços vendidos segundo esse método separadamente das outras despesas. Esse método pode proporcionar informação mais relevante aos usuários do que a classificação de gastos por natureza, mas a alocação de despesas às funções pode exigir alocações arbitrárias e envolver considerável julgamento. Um exemplo de classificação que utiliza o método da função da despesa é a seguinte: 

Receitas                                                                                                                                            X
Custo dos produtos e serviços vendidos                                                                               (X)
Lucro bruto                                                                                                                                        X
Outras receitas                                                                                                                                 X
Despesas de vendas                                                                                                                 (X)
Despesas administrativas                                                                                                         (X)
Outras despesas                                                                                                                         (X)
Resultado antes dos tributos                                                                                                         X

104.   As entidades que classifiquem os gastos por função devem divulgar informação adicional sobre a natureza das despesas, incluindo as despesas de depreciação e de amortização e as despesas com benefícios aos empregados. 

105.   A escolha entre o método da função das despesas e o método da natureza das despesas depende de fatores históricos e setoriais e da natureza da entidade. Ambos os métodos proporcionam uma indicação das despesas que podem variar, direta ou indiretamente, com o nível de vendas ou de produção da entidade. Dado que cada método de apresentação tem seu mérito conforme as características de diferentes tipos de entidade, esta Norma estabelece que cabe à administração eleger o método de apresentação mais relevante e confiável, atendidas as exigências legais. Entretanto, dado que a informação sobre a natureza das despesas é útil ao prever os futuros fluxos de caixa, é exigida divulgação adicional quando for usada a classificação com base no método da função das despesas. No item 104, a expressão “benefícios aos empregados” tem o mesmo significado dado na NBC TG 33 – Benefícios a Empregados” (NBC TG 26, 2009, p. 30-31).


Notem, leitores especializados em contabilidade, que o DRA é uma espécie de DRE, sem os descontos de IR (imposto de renda) e demais contribuições sobre o lucro ou o resultado.
Vou abrir uma “aspas”, ou melhor, um ou dois parágrafos sobre a questão destes outros resultados abrangentes. Que na verdade são os DRAs na sua versão com ou em o uso de CMV (ou CPV, CSP, respectivamente custo de mercadoria vendida, custo de produto vendido e custo de serviço prestado, que servem a indústria, ao comércio e ao setor de serviços); o CMV é:


CMV = E inicial + Compras – (menos) E final.


Esta é a dedução do CVM sendo como o resultado de uma equação de Estoque Inicial + as Compras com menos o Estoque Final; sendo ainda a completa dedução de um demonstrativo de resultado, assim:


Demonstrativo de Resultado (apuração de CVM):
Vendas Líquidas
( – )
Custo de Mercadorias Vendidas
Estoque Inicial
( + )
Compras
( – )
Estoque Final
( = )
Lucro Bruto
( – )
Despesas
Vendas Comerciais

Administrativas

Financeiras
( = )
Resultado antes do IR e CSLL
Este é o resultado abrangente
... depois segue as deduções dos impostos e se chega já em outro demonstrativo, a DRE.



Os demonstrativos de resultado dizem muito mais apenas do que eles se propõem, e a escolha deles começa em passos prévios, em planejamentos muito bem elaborados e calculados.
O autor desta postagem em blog tem projetos de pesquisas que envolvem DC (Demonstrativos Contábeis) e suas aplicações práticas gerenciais, e etc. Como aqui se trata de apenas conhecimentos genéricos, vamos apenas ver de grosso modo sobre estas questões, que são abrangentes, deveras, como se observa nesta questão de Lucro presumido VS lucro real, apenas para visualização e teor comparativo:


Demonstração de Diferença de Apuração ***
Contribuição Sobre o Lucro (CSL)
Empresa com resultado de $ 200.000, com juros sobre capital próprio de $ 120.000, dividendos de investimentos avaliados pelo custo de aquisição de $ 4.286, e um valor negativo da CSL do período-base anterior de $160.000.
Empresa com Vendas de $ 200.000, com uma Receita de Serviços de $ 120.000, outras receitas de $ 3.860, e tendo $ 7.500, de devoluções de Venda.
Apuração pelo Lucro Real
Apuração por Lucro Presumido
Contas
20X1
20X2
Vendas
R$ 200.000
Resultado
R$ 200.000
Devoluções
-R$ 7.500
Juros CP
R$ 120.000
Vendas Liquida
R$ 192.500
Dividendos
R$ 4.286
Serviços
R$ 120.000
base calc. CSL¨
-R$ 160.000
Base: Presunção
resultado reajustado
R$ 315.714
Base: Vendas
12,00%
R$ 23.100
Compensação
(max 30% abat)
R$ 94.714
Base: Serviços
32,00%
R$ 38.400
base calc. CSL
R$ 221.000
Subtotal
R$ 61.500
Calculo da CSL  base calc. CSL aplica taxa de 9%
outras rec.
R$ 3.860
Base: Presumida
R$ 65.360
Valor do Contribuição Sobre Lucro
R$ 19.890
Contribuição
9,00%
R$ 5.882
R$ 14.008
Diferença de quatorze mil reais

(*** Adaptado de Fabretti, 2005)



Assim, em empresas que tenham atividades econômicas que visem lucro (e, inclusive, demais entidades ao qual este tema cabe), a correta escolha do melhor método de escrituração de lucro real, presumido, de método PEPS (estocagem, contabilização, PEPS é “Primeiro que entra primeiro que sai”, método diferente do usado no método de média Ponderada móvel – MPM), de ciclo de recebimentos e pagamentos, de administração de ativos financeiros e etc., dizem muito do sucesso ou não em termos estratégicos e lucrativos de médio e longo prazo, principalmente. Assim, apurar resultado é nada mais, nada menos, entre outras coisas, do que dizer sobre a base de tributação de IR, de CSLL, de FGTS e INSS (quando couber, optar), enfim:

 A apuração de resultado é fruto dos fatos contábeis de modo a evidenciar qual a base de tributação e qual o imposto que a empresa deve recolher junto aos órgãos competentes.

Em muitos aspectos, as apurações de resultado são as demonstrações contábeis, por exemplo:

Demonstrativo
Apuração
Observação
DRE (Resultado do Exercício) & DRA (Resultado Abrangente)
Receita Líquida [período anterior e período corrente]
Receita bruta e descontos vai na NE
CPV (Custo Produto Vendido)
Valorização a “valor justo”
Dizer se está em conformidade com as normas internacionais na NE (Nota Explicativa).
DMPL (Mutações do patrimônio Líquido) & DFC (Fluxo de Caixa)
Destinação do dinheiro / investimento [período anterior e período corrente]

_
BP (Balanço Patrimonial)
O método da partida dobrada
Ativo = Passivo + PL
BS (Balanço Social)
Evidencia o que a empresa faz em prol de seus funcionários e meio ambiente
No Brasil, este conceito foi introduzido por Betinho e o Instituto Ibase.
DVA (Demonstrativo de Valor Adicionado)
Indica a formação da riqueza em um determinado tempo – a parcela de cada grupo integrante na formação do resultado da empresa.
CPC 09; e com o BS, o DVA se torna uma poderosa ferramenta de gestão & estratégia e análises financeiras da empresa, seja pelo gestor interno ou por demais Stakeholders profissionais.

Figura 4: Principais Demonstrativos Contábeis: Apuração e detalhes.
Fonte: Elaborado pelo autor, segundo aulas ministradas por Paula Nardi, 2015; em 2016.

Mas é interessante notar que apurar resultados é um processo; e demonstrar estas mesmas (se forem as mesmas) apurações, já é um outro processo, com repercussões e preocupações distintas das do primeiro processo mencionado. Porém, intimamente e intrinsicamente relacionados e dependentes entre si, estes processos.



Capítulo 2: Os Demonstrativos Contábeis mais Usuais:


2.1: DFC

A DFC diz de dinheiro, caixa ou equivalente de caixa.

“Apresentação da demonstração dos fluxos de caixa

10.       A demonstração dos fluxos de caixa deve apresentar os fluxos de caixa do período classificados por atividades operacionais, de investimento e de financiamento.

11.       A entidade deve apresentar seus fluxos de caixa advindos das atividades operacionais, de investimento e de financiamento da forma que seja mais apropriada aos seus negócios. A classificação por atividade proporciona informações que permitem aos usuários avaliar o impacto de tais atividades sobre a posição financeira da entidade e o montante de seu caixa e equivalentes de caixa. Essas informações podem ser usadas também para avaliar a relação entre essas atividades.

12.       Uma única transação pode incluir fluxos de caixa classificados em mais de uma atividade. Por exemplo, quando o desembolso de caixa para pagamento de empréstimo inclui tanto os juros como o principal, a parte dos juros pode ser classificada como atividade operacional, mas a parte do principal deve ser classificada como atividade de financiamento.

Atividades operacionais

13.       O montante dos fluxos de caixa advindos das atividades operacionais é um indicador chave da extensão pela qual as operações da entidade têm gerado suficientes fluxos de caixa para amortizar empréstimos, manter a capacidade operacional da entidade, pagar dividendos e juros sobre o capital próprio e fazer novos investimentos sem recorrer a fontes externas de financiamento. As informações sobre os componentes específicos dos fluxos de caixa operacionais históricos são úteis, em conjunto com outras informações, na projeção de fluxos futuros de caixa operacionais.

14.       Os fluxos de caixa advindos das atividades operacionais são basicamente derivados das principais atividades geradoras de receita da entidade. Portanto, eles geralmente resultam de transações e de outros eventos que entram na apuração do lucro líquido ou prejuízo. Exemplos de fluxos de caixa que decorrem das atividades operacionais são:
(a)      recebimentos de caixa pela venda de mercadorias e pela prestação de serviços;
(b)     recebimentos de caixa decorrentes de royalties, honorários, comissões e outras receitas;
(c)      pagamentos de caixa a fornecedores de mercadorias e serviços;
(d)     pagamentos de caixa a empregados ou por conta de empregados;
(e)     recebimentos e pagamentos de caixa por seguradora de prêmios e sinistros, anuidades e outros benefícios da apólice;
(f)       pagamentos ou restituição de caixa de impostos sobre a renda, a menos que possam ser especificamente identificados com as atividades de financiamento ou de investimento; e
(g)      recebimentos e pagamentos de caixa de contratos mantidos para negociação imediata ou disponíveis para venda futura.
             Algumas transações, como a venda de item do imobilizado, podem resultar em ganho ou perda, que é incluído na apuração do lucro líquido ou prejuízo. Os fluxos de caixa relativos a tais transações são fluxos de caixa provenientes de atividades de investimento. Entretanto, pagamentos em caixa para a produção ou a aquisição de ativos mantidos para aluguel a terceiros que, em sequência, são vendidos, conforme descrito no item 68A da NBC TG 27 – Ativo Imobilizado, são fluxos de caixa advindos das atividades operacionais. Os recebimentos de aluguéis e das vendas subsequentes de tais ativos são também fluxos de caixa das atividades operacionais.

15.       A entidade pode manter títulos e empréstimos para fins de negociação imediata ou futura (dealing or trading purposes), os quais, no caso, são semelhantes a estoques adquiridos especificamente para revenda. Dessa forma, os fluxos de caixa advindos da compra e venda desses títulos são classificados como atividades operacionais. Da mesma forma, as antecipações de caixa e os empréstimos feitos por instituições financeiras são comumente classificados como atividades operacionais, uma vez que se referem à principal atividade geradora de receita dessas entidades.

Atividades de investimento

16.       A divulgação em separado dos fluxos de caixa advindos das atividades de investimento é importante em função de tais fluxos de caixa representarem a extensão em que os dispêndios de recursos são feitos pela entidade com a finalidade de gerar lucros e fluxos de caixa no futuro. Somente desembolsos que resultam em ativo reconhecido nas demonstrações contábeis são passíveis de classificação como atividades de investimento. Exemplos de fluxos de caixa advindos das atividades de investimento são:
(a)      pagamentos em caixa para aquisição de ativo imobilizado, intangíveis e outros ativos de longo prazo. Esses pagamentos incluem aqueles relacionados aos custos de desenvolvimento ativados e aos ativos imobilizados de construção própria;
(b)     recebimentos de caixa resultantes da venda de ativo imobilizado, intangíveis e outros ativos de longo prazo;
(c)      pagamentos em caixa para aquisição de instrumentos patrimoniais ou instrumentos de dívida de outras entidades e participações societárias em joint ventures (exceto aqueles pagamentos referentes a títulos considerados como equivalentes de caixa ou aqueles mantidos para negociação imediata ou futura);
(d)     recebimentos de caixa provenientes da venda de instrumentos patrimoniais ou instrumentos de dívida de outras entidades e participações societárias em joint ventures (exceto aqueles recebimentos referentes aos títulos considerados como equivalentes de caixa e aqueles mantidos para negociação imediata ou futura);
(e)     adiantamentos em caixa e empréstimos feitos a terceiros (exceto aqueles adiantamentos e empréstimos feitos por instituição financeira);
(f)       recebimentos de caixa pela liquidação de adiantamentos ou amortização de empréstimos concedidos a terceiros (exceto aqueles adiantamentos e empréstimos de instituição financeira);
(g)      pagamentos em caixa por contratos futuros, a termo, de opção e swap, exceto quando tais contratos forem mantidos para negociação imediata ou futura, ou os pagamentos forem classificados como atividades de financiamento; e
(h)     recebimentos de caixa por contratos futuros, a termo, de opção e swap, exceto quando tais contratos forem mantidos para negociação imediata ou venda futura, ou os recebimentos forem classificados como atividades de financiamento.
             Quando um contrato for contabilizado como proteção (hedge) de posição identificável, os fluxos de caixa do contrato devem ser classificados do mesmo modo como foram classificados os fluxos de caixa da posição que estiver sendo protegida.

Atividades de financiamento

17.       A divulgação separada dos fluxos de caixa advindos das atividades de financiamento é importante por ser útil na predição de exigências de fluxos futuros de caixa por parte de fornecedores de capital à entidade. Exemplos de fluxos de caixa advindos das atividades de financiamento são:
(a)      caixa recebido pela emissão de ações ou outros instrumentos patrimoniais;
(b)     pagamentos em caixa a investidores para adquirir ou resgatar ações da entidade;
(c)      caixa recebido pela emissão de debêntures, empréstimos, notas promissórias, outros títulos de dívida, hipotecas e outros empréstimos de curto e longo prazos;
(d)     amortização de empréstimos e financiamentos; e
(e)     pagamentos em caixa pelo arrendatário para redução do passivo relativo a arrendamento mercantil financeiro” (CFC 03 R2, s/d, p. 03 - 06)


Então, a DFC tem três momentos: as apurações operacionais, de investimento e de financiamento; tem-se ainda a DFC de método direto e de metodologia indireta.
A estrutura padrão do DFC é a citada acima, do NBC TG - 03 (R2); abaixo, três planilhas (figuras 5 e 6): duas de Fabretti (2005) sobre a metodologia direta e indireta de apuração do DFC (figura 5); e a próxima, elaborada pelo autor, diz de uma agregação de DFC com as contas previstas no plano de contas, bem como o resultado líquido – apuração – do saldo obtido através da confrontação destas mesmas contas evidenciadas (figura 6).

DFC – MODELO DIRETO (Fabretti)
DFC – MODELO INDIRETO (Fabretti)
FLUXO DE CAIXA DAS OPERAÇÕES

FLUXO DE CAIXA DAS OPERAÇÕES

Recebimento de Clientes

Lucro Líquido do Período

Pagamento de Fornecedores

Ajustes para Conciliar o lucro líquido com recursos provenientes da atividade operacional:

Contas a Pagar de Fornecedores

Salários & Encargos Sociais

Tributos e Contribuições

Resultados de Participações Societárias

Outras Despesas Operacionais e Adm.

Dividendos



Depreciação, Amortização, Exaustão

TOTAL DAS ATIVIDADES DE INVESTIMENTOS

Venda de Imobilizado

Depósitos e Garantias

Imposto de Renda & CSL Diferidos

Aquisição de Imobilizado

(Redução ou) Aumento nos Ativos

Alienação de Investimento

Contas a Receber de Clientes



Estoques

TOTAL DAS ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO

Tributos

Empréstimos

Outros

Financiamentos

Aumento (ou Redução) nos Passivos



Contas a Pagar – Fornecedores

CAIXA LÍQUIDO DO PERÍODO

Salários e Encargos Sociais

SALDO INICIAL DAS DISPONIBILIDADES

Tributos e Contribuições

SALDO FINAL DAS DISPONIBILIDADES





TOTAL DAS ATIVIDADES DE INVESTIMENTOS

Depósitos e Garantias

Aquisição de Imobilizado

Alienação de Investimentos



TOTAL DAS ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO

Empréstimos

Financiamentos



CAIXA LÍQUIDO DO PERÍODO

SALDO INICIAL DAS DISPONIBILIDADES

SALDO FINAL DAS DISPONIBILIDADES




Figura 5: Modelo de DFC – método Direto e Indireto.
Fonte: FABRETTI, 2005.


Figura 5
3 RECEITAS
Valor Monetário
3.1. Receita de Vendas

3.1.1 Receita Bruta de Vendas

3.1.1.01 De Mercadorias

3.1.1.02 De Produtos

3.1.1.03 De Serviços Prestados

3.1.2 Deduções da Receita Bruta

3.1.2.01 Devoluções

3.1.2.02 Serviços Cancelados

TOTAL

4 CUSTOS E DESPESAS
Valor Monetário
4.1 Custos dos Produtos Vendidos

4.1.1 Custos dos Materiais

4.1.1.01 Custos dos Materiais Aplicados

4.1.2 Custos da Mão de Obra

4.1.2.01 Salários

4.1.2.02 Encargos Sociais

4.2 Custos dos Serviços

4.2.1 Custos dos Serviços

4.2.1.01 Materiais Aplicados

4.2.1.02 Mão de Obra

4.2.1.03 Encargos Sociais

4.3 Despesas Operacionais

4.3.1 Despesas Gerais

4.3.1.01 Mão de Obra

4.3.1.02 Encargos Sociais

4.3.1.03 Alugueis

TOTAL


Figura 6: Modelo de DFC – Confrontação de Receita & Despesas (e custos, desembolsos, etc.).
Fonte: Elaborado pelo autor: SOUZA et al, 2015.


E um exemplo ilustrativo do próprio NBC – TG 03 (R2), sobre a DFC de entidades que não sejam instituições financeiras:

A.           Demonstração dos fluxos de caixa de entidade que não é instituição financeira

1.            Os exemplos mostram somente os saldos do período corrente. Os saldos correspondentes do período anterior devem ser apresentados de acordo com a NBC TG 26.

2.            As informações extraídas da demonstração do resultado e do balanço patrimonial são fornecidas para mostrar como se chegou à elaboração da demonstração dos fluxos de caixa pelo método direto e pelo método indireto. Nem a demonstração do resultado tampouco o balanço patrimonial são apresentados em conformidade com os requisitos de divulgação e apresentação das demonstrações contábeis.

3.            As seguintes informações adicionais são também relevantes para a elaboração da demonstração dos fluxos de caixa:

·         Todas as ações da controlada foram adquiridas por $ 590. Os valores justos dos ativos adquiridos e dos passivos assumidos foram os que seguem:

Estoques
$ 100
Contas a receber
$ 100
Caixa
$ 40
Ativo imobilizado (terrenos, fábricas, equipamentos, etc.)
$ 650
Contas a pagar
$ 100
Dívida de longo prazo
$ 200


·         $ 250 foram obtidos mediante emissão de ações e outros $ 250 por meio de empréstimo a longo prazo.
·         A despesa de juros foi de $ 400, dos quais $ 170 foram pagos durante o período. Além disso, $ 100 relativos à despesa de juros do período anterior foram pagos durante o período.
·         Foram pagos dividendos de $ 1.200.
·         O passivo com imposto de renda e contribuição social sobre o lucro líquido, no início e no fim do período, foi de $ 1.000 e $ 400, respectivamente. Durante o período, fez-se uma provisão de mais $ 200. O imposto de renda na fonte sobre dividendos recebidos foi de $ 100.
·         Durante o período, o grupo adquiriu ativos imobilizados (terrenos, fábricas e equipamentos) ao custo total de $ 1.250, dos quais $ 900 por meio de arrendamento financeiro. Pagamentos em caixa de $ 350 foram feitos para compra de imobilizado.
·         Parte do imobilizado, registrado ao custo de $ 80 e depreciação acumulada de $ 60, foi vendida por $ 20.
·         Contas a receber no final de 20X2 incluíam juros a receber de $ 100.
·         Foram recebidos juros de $ 200 e dividendos (líquidos de imposto na fonte de $ 100) de $ 200.
·         Foram pagos durante o período $ 90 de arrendamento mercantil.

Demonstração consolidada do resultado para o período findo em 20X2(a)
Vendas
$ 30.650
CMV
(26.000)
Lucro bruto
4.650
Despesa com depreciação
(450)
Despesas de venda e administrativas
(910)
Despesa de juros
(400)
Resultado de equivalência patrimonial
500
Perda cambial
(40)
Lucro líquido antes do imposto de renda e da contribuição social
3.350
Imposto de renda e contribuição social
(300)
Lucro líquido
$ 3.050















2.2: DMPL

E outra importante demonstração contábil a Demonstração de Mutação do PL; ela evidencia aquilo que ocorreu no PL de um exercício a outro, vejamos a NBC TG 26:

Demonstração das mutações do patrimônio líquido

Informação a ser apresentada na demonstração das mutações do patrimônio líquido (Título incluído pela Resolução CFC n.º 1.376/11)

106.   A entidade deve apresentar na demonstração das mutações do patrimônio líquido:

106. A entidade deve apresentar a demonstração das mutações do patrimônio líquido conforme requerido no item 10. A demonstração das mutações do patrimônio líquido inclui as seguintes informações: (Redação alterada pela Resolução CFC n.º 1.376/11)

(a)    o resultado abrangente do período, apresentando separadamente o montante total atribuível aos proprietários da entidade controladora e o montante correspondente à participação de não controladores;

(b)   para cada componente do patrimônio líquido, os efeitos das alterações nas políticas contábeis e as correções de erros reconhecidas de acordo com a NBC TG 23 – Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro;

(b) para cada componente do patrimônio líquido, os efeitos da aplicação retrospectiva ou da reapresentação retrospectiva, reconhecidos de acordo com a NBC TG 23 – Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro; (Redação alterada pela Resolução CFC n.º 1.376/11)

(c)    para cada componente do patrimônio líquido, a conciliação do saldo no início e no final do período, demonstrando-se separadamente as mutações decorrentes:

                                                (i)         do resultado líquido;
                                               (ii)        de cada item dos outros resultados abrangentes; e
                                              (iii)       de transações com os proprietários realizadas na condição de proprietário, demonstrando separadamente suas integralizações e as distribuições realizadas, bem como modificações nas participações em controladas que não implicaram perda do controle. (NBC TG 26 / CFC RES. Nº. 1.185, 2009, p. 31 e 32


2.4: BP

O balanço patrimonial é obrigatório para as empresas tanto que utilizam as normas da ITG 1000 da NBC TG 1000, respectivamente, que abrangem as empresas ME e EPP (Micro Empresas e Empresa de Pequeno Porte), e no segundo caso as PMEs (Pequena e Médias Empresas), ou seja, deveria ser apresentado pela maioria absoluta das empresas brasileiras.
Sobre os termos, entende assim tais categorias de empresas:
EPP: Empresa de pequeno porte. Receita Bruta entre mais de 360.000 e 3,6 Milhões de Reais.
ME: Micro Empresa. Limite de faturamento de 2.4 Milhões de Reais por ano.
PME: Pequenas e Médias Empresas. Com faturamento, em média de até 240.000 a 360.000 Reais por ano, mas há exceções, tem Categoria de Atividade Empresarial que pode faturar até 3.6 Milhões por ano e também pode se enquadrar no simples, depende da atividade.

No Balanço patrimonial há a origem e destino recursos, há as fontes de dinheiro e suas aplicações; há o ativo, o passivo e o PL, há as contas circulantes e não circulantes (de curto e longo prazo) de ativo e passivo, e há, também, demais mensurações realizadas com segurança que são prováveis de acontecer; as NEs têm intensa ligação com o BP, inclusive, e dizem, por exemplo das demais situação de contas não mensuráveis mas que poderão ser realizada (que poderão ocorrer) com segurança.


2.5: Outras DCs:

Incluem a DVA, o BS, ou mesmo o cálculo do ROI, as apurações do EVA e etc.;
Deve-se sempre ter em mente que cada demonstrativo contábil serve a uma dada função e assim é muito natural que cada DC se encarregue e uma dada apuração ou evidenciação; a figura 4 diz de aplicações de vários demonstrativos, mas sinteticamente:

·        BS: O Balanço Social, que diz de ações da empresa em sentido de se preocupar com os funcionários, o meio ambiente, os consumidores e se interessar por aquilo que toca à sociedade, inclusive. Geralmente está ligado a ações sociais da empresa e que pretende, logicamente, evidenciá-las;
·        DVA: O demonstrativo de valor adicionado, ou para onde vai o dinheiro; ou, ainda, a fatia de cada contribuição do destino dos recursos da empresa; pode estar relacionado ao BS; este blog já realizou publicação de postagem que trata mais detalhadamente deste demonstrativo...;
·        DRE: O demonstrativo de resultado do exercício fala das vendas brutas, deduzidas as devoluções, deduzidos os descontos, os impostos, etc. a fim de se obter o resultado (o saldo das despesas VS a receita) do exercício / do ano corrente (ou passado); há ainda as estimativas de DRE mas elas só podem circular internamente na empresa em questão;
·        LUCRATIVIDADE (ROI e PEC): já fogem um pouco da contabilidade geral e já entram na contabilidade gerencial
·        DVA, DRE e CVM: no limiar da contabilidade geral e da gerencial. O demonstrativo de valor abrangente (sim, existe dois DVA, um diz da distribuição dos lucros /recursos da empresa e o outro diz do valor Abrangente, antes da dedução dos impostos de lucro e resultados) é uma prévia do DRE, antes da tributação e o CVM é um cálculo que ajuda a calcular os resultados e, como se sabe, a base de tributação do lucro da empresa (deduzindo assim, os seus custos).


Capítulo 3: Conclusão.

A contabilidade contemporânea é muito mais dinâmica, analítica e diversa do que as práticas contábeis do século XX, por exemplo.
A contabilidade atual perde um pouco (ou muito – depende do profissional) daqueles meros conceitos práticos, daquilo que “se aplica a uma empresa, é que também pode ser replicado a outras, igualmente”: este mote agora deixa de se aplicar categoricamente; agora, a contabilidade deve estar e adequar-se (a si mesma) em virtude de fatos contábeis e demais acontecimentos que afetem a contabilidade empresarial.
O sentido agora é outro, é a evidenciação (o disclosure) e não mais ter práticas que venham a camuflar ou ocultar fatos contábeis; deve ainda haver cuidado em não misturar crimes como estratégias, pois se existe, sim, o planejamento tributário, a fim de poder se pagar menos tributo, deve-se ainda observar a legislação a fim de compreender se aquela opção (que resulta em tributo menor) é apropriada e correta a uma dada entidade. Evitando assim evasão ou sonegação fiscal; o que pode acontecer é a irrisão fiscal – uma manobra contábil, permitida e legal, que faz os impactos das tributações fiscais se atenuarem. E claro, é o contabilista e sua equipe que devem, prioritariamente, se ocupar disto, defendendo assim que até mesmo a atual prática de algumas empresas, de terem consultoria tributário com advogados, ao nosso entendimento, é falta de confiança no trabalho legal do contabilista. Que é quem deveria saber, majoritariamente, sobre estas questões todas
Neste sentido, tanto as empresas, quanto algumas prefeituras ou empresas parceiras do setor público, devem se adequar; e mesmo as empresas de atividade não-lucrativa, devem estar atentas as novas aplicações e utilizações das ferramentas contábeis; uma vez que o momento é de se adequar a elas e aceitá-las, e não a todo custo tentar fugir destas adequações ou atualizações. É o momento de agir e entrar na nossa visão que as atuais práticas contábeis propõem às empresas, sejam de que tamanhos forem.
Concluindo, assim, que os demonstrativos contábeis oferecem fatores diversos a uma melhor compreensão da situação em que a empresa se encontra; e apenas com as aplicações e análises destes demonstrativos é que se tornam possível perceber, mais evidentemente, em qual direção os rumos dos negócios da empresa estão a levá-la. E qual a melhor atitude a ser tomada, neste sentido.



Referências:

CFC (Conselho Federal de Contabilidade) / CRC – Conselho Regional de Contabilidade – (São Paulo). NBC TG 1000: Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas. RESOLUÇÃO CFC N.º 1.255/2009. Brasília: CFC (CRCs), 2009.

CFC. RESOLUÇÃO CFC Nº. 1.185/09: Aprova a NBC TG 26 – Apresentação das Demonstrações Contábeis. Brasília: CFC, 2009.

______. NBC TG 03 (R2) – DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA. Brasília: CFC, s/d.

CIOFI, José L.; CARLOS, Érika M. Responsabilidade Social e Redação Contábil: Módulo 8.1. Ribeirão Preto: UniSEB Interativo, 2015.

FABRETTI, Láudio Camargo. Contabilidade Tributária. 9.ed. – São Paulo: Atlas, 2005.

SOUZA, E.F.; ZANONI, Eliane C.; CAMPOS, João P.; CÔRREA, Naiara M.; LIMA, Patrícia T. Pequenas Empresas: Planejamento, Desenvolvimento e Resultado. Artigo de Conclusão de Curso de Ciências Contábeis, Matão (SP). Orientadora: Elisângela Aparecida Silva Dias. Ribeirão Preto: COC / UNISEB / Estácio, 2015.