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Academia Intelectual de Livros do Edson - II - Textos

Trabalhos da Academia Intelectual de Livros do Edson


Nesta postagem, de Livros do Edson, tem-se as publicações de 3 trabalhos meus do meu curso de especialização em Engenharia Ambiental e Saneamento Básico, pela Estácio, feitos neste ano de 2020.

Os textos podem ter direitos autorias, e são parte integrantes da metodologia de estudo de Harvard, estudo de caso Harvard. e neste sentido, este material serve apenas para estudo, no caso, eu usei para auto-estudo, e este tipo de material deve ser usado apenas para instrução própria, e não deve ser replicado, nem compartilhado, sem as referências citações às suas fontes.

Todos estes trabalhos já foram avaliados e tiraram as notas máximas que poderiam ser obtidas com eles.

No mais, desejo uma boa leitura e saúde pra nós todos. Obrigado.


TRABALHO AVALIATIVO
DISCIPLINA: Química Ambiental
RESENHA CRÍTICA DO ARTIGO: FIJI Water: Carbono Negativo? De autoria de Gino; Toffel; Sice; publicado por Harvard Business School.
Discente: EDSON FERNANDO DE SOUZA / Polo: Matão – SP (2020).

A água, ou H2O, é o solvente universal, e é indispensável à vida de todo o planeta Terra. A água é encontrada em três estados da matéria: sólido, líquido e gasoso. Pode estar presente em diversos tipos de ambientes e se encontrar em diversas temperaturas, podendo ser encontrada nas formas de nuvens, vapores d’água, corredeiras, bicas, olhos d´água, no subsolo, em aquíferos, em montanhas, gêiseres, icebergs, cisternas, em áreas subterrâneas e etc.

A água é também o constituinte inorgânico que mais tem incidência de ser encontrado na matéria viva: em torno de 60% do peso do homem é constituído de água e, em certos animais aquáticos, este percentual pode chegar a 98%, de acordo com Lima (2016).

Além disto, a água é a “substância mais abundante no planeta Terra [...]. Ela pode ser encontrada tanto no estado líquido, gasoso ou sólido, na atmosfera, sobre ou sob a superfície terrestre, nos oceanos, mares, rios e lagos” (LIMA, 2016, p.2).

Tendo em vista todas estas importâncias, entre outras, a respeito da água, resenha-se aqui criticamente o artigo de Gino; Toffel; Sice (2013) sobre a empresa Fiji Water e a questão ambientalmente correta (ou não) da empresa, na razão de haver a questão de ser uma empresa que se anunciava, em campanha de marketing, como sendo uma emissora de carbono negativo. Mas seria isto mesmo verdade? Uma empresa que faz produtos com um índice de 120% de carbono negativo? Seria a Fiji Água (Fiji Water) capaz disto?

É sabido quer o mercado de águas naturais é atrativo e competitivo, e que água é essencial a vida. A água engarrafada, por sua vez está mais ligada a consumo e estilo de vida do que propriamente a ser algo essencial. Segue, então, um trecho de citação direta do texto de Gino; Toffel; Sice (2013) falando sobre o público-alvo e as conhecidas vantagens da água vendida em garrafas.


O mercado de água engarrafada estava entre os mercados de crescimento mais dinâmico na indústria de alimentos e bebidas (Ferrier, 2001). Os consumidores compravam água engarrafada por várias razões: ° Conveniência: a água engarrafada era portátil e não exigia aquecimento ou refrigeração. ° Sabor: Alguns consumidores consideravam que água engarrafada era superior em sabor do que água da torneira, que às vezes podia ter gosto de cloro usado para purificá-la. ° Saúde: a água era uma alternativa com zero calorias aos refrigerantes e bebidas alcoólicas, e alguns continham minerais como sílica, cálcio, e magnésio. ° Status: beber água engarrafada era um sinal de uma escala social elevada, principalmente no mundo desenvolvido (GINO; TOFFFEL; SICE, 2013, p. 03).


Todavia, o consumo de água engarrafada não é apenas algo vantajoso, ou o melhor produto de consumo, do ponto de vista ambientalmente correto, uma vez que tal prática de consumo está mais ligada a estivo de vida e de status, do que propriamente dito pe algo primordial à vida. E no artigo presentemente resenhado é visto sobre este e outros pontos sobre o uso de água, Fiji Water, Sustentabilidade, Direito do Consumidor, e etc.

Assim faz-se aqui a resenha crítica do estudo dos Professores Francesca Gino e Michael W. Toffel e da Pesquisadora Stephanie van Sice; publicado na Harvard Business School (President and Fellows of Harvard College) – Case n.º 611-049 – pela primeira vez em Jun. de 2011 e que foi revisado, na mesma revista em 2013.

Em se tratando de, no caso 611-049 da Harvard Business School, se fazer uma análise aprofundada sobre questão controvérsia envolvendo o impacto, bem como a eficácia de gestão ambiental do programa de desenvolvimento da imagem e da marca da Fiji Water.

O estudo aqui resenhado fala sobre a questão de que é muito mais ecologicamente correto se fazer o uso da água da torneira do que compra-la de fornecedor internacional, uma vez que esta compra internacional gera elevada emissão de dióxido de carbono, de metano e de outros materiais poluentes ao meio ambiente com estas atividades econômicas de comercialização de água gourmet (a nível internacional) e supostamente verde, que pelo estudo resenhado fica comprovado que a empresa não é exatamente excelente em níveis de sustentabilidade, muito pelo contrário, inspira várias dúvidas do futuro da empresa e pairam sobre ela suspeitas sobre a lisura das atividades da empresa. Além disto, o estudo resenhado trata do mercado de atuação da Fiji Water e também sobre as propagandas enganosas, má fé e outros problemas que aparentemente a empresa em questão tem.

Ou outro ponto salientado por Gino; Toffel; Sice (2013) é sobre as propagandas – enganosas – da Fiji Water de que a empresa produzia um produto de índice de 120% de carbono negativo.

“O esforço para ser carbono negativo foi bem além da prática dominante em toda a indústria de água engarrafada [...]. Algumas organizações [...] anunciaram metas de "clima neutro", mas isso foi bastante raro. A FIJI Water [..] estava buscando um papel de liderança” (GINO; TOFFEL; SICE, 2013, p.8).

Assim, há que se reconhecer ações que a Fiji Water teve, como a compra de compensações de carbono em um esquema de geração futura de crédito de carbono, ações de incentivo a sustentabilidade local, entre outras. Mas, a opinião pública internacional entendeu que a Fiji Water cometeu exageros em suas políticas empresariais e que não era exatamente tão ecologicamente correta como se anunciava ser.

“Entretanto, porque as garrafas da FIJI Water viajavam mais do que muitas marcas de água engarrafada, foi culpada por ser um ‘potente símbolo de excesso’” (SIEGLE, S/d apud GINO; TOFFEL; SICE, 2013, p.9).

Ou seja, o que houve com a Fiji Water é que a imprensa, autores e mercado internacional entenderam que era mais negativo ao planeta comprar uma água engarrafada de um lugar remoto do planeta apenas porque era mais saborosa, ou era uma água mais gourmet do que simplesmente consumir esta água, que supostamente se dizia como gerada de um carbono de taxa amplamente negativa, o que ficou comprovado que era uma inverdade, ao menos que não era uma verdade como a empresa afirmava que fosse, naquele momento (2007 – 2008).

Por fim, o estudo de Gino; Toffel; Sice (2013, p.11) termina como a seguinte indagação: “a FIJI Water tinha que examinar cuidadosamente todas as suas opções entes de iniciar as negociações. Quais estratégias a empresa deveria adotar para criar soluções sustentáveis para ambos os problemas?”

A empresa FIJI Water deveria reposicionar a sua linha política empresarial, sua compra de compensação de carbono deveria ser mais eficiente, entre outras coisas; além disto, a empresa estaria disposta a se arrogar de modo mais intenso, no sentido sustentável de suas atividades empresariais, ou a empresa apenas continuaria a se respaldar em campanhas de marketing fortes, e sem muito sem se importar com as práticas empresariais adotadas por ela?

De modo que, empresas sustentáveis não se importam em pagar mais impostos, desde que este impostos e tarifas sejam revertidos em benefícios da população, ou que sejam usados para a engrandecer os bens públicos, de uso público comum.

Além disto, jamais pode se esquecer que quando se fala de uma marca de renome, ou de grife, também, se está a se dizer de públicos-alvo diferentes, diferenciados em alguns caso, e claro, nestes mercados, diversas carteiras de investimentos se mostram interessantes; e se não é possível continuar rentável um tipo de operação (em uma dada localidade) para uma empresa como a FIJI Water, simplesmente, tal empresa pode reposicionar sua estratégia de mercado e mesmo a sua planta de operações. Para melhor se tornar rentável aos mercados. Mas será que igualmente pretende se tornar mais ecológica?


REFERÊNCIAS

GINO, Francesca; TOFFEL, Michael W.; SICE, Stephanie van. "FIJI Water: Carbon Negative?" Rev. Harvard Business School, Case 611-049, Jun. 2011. (Versão Revisada em dez. 2013) Disponível em < http://store.hbr.org/product/fiji-water-carbon-negative/611049> Acesso em 07 de ago. 2020. Versão traduzida: Pp. 01-22. Versão online. Versão de estudante. Tradução de Corpo Docente de IES, e prof. Oscar Javier Celis Ariza. Este documento é autorizado para o uso de revisão, universidade de Estacio de Sa, 2016. A cópia ou a nomeação são uma infração de direitos autorais. Copyright © 2011, 2012, 2013 President and Fellows of Harvard College. Contato: Para solicitar cópias ou pedir permissão para reprodução de materiais, ligue 1- 800-545-7685, escreva para Harvard Business School Publishing, Boston, MA 02163, ou visite www.hbsp.harvard.edu/educators.. Copyright © 2013, 2016. Acesso de discente mediante log-in em <http://pos.estacio.webaula.com.br/ead/discipline Details>. Acesso em 07 de ago. de 2020.

LIMA, Luciana Barreiros de. Disciplina: Contaminação e Tratamento de Água. In material didático do Curso de Pós-Graduação, Esp. em Eng. Ambiental e San. Básico. IES Estácio de Sá: S/d (2016). Versão online. Disponível em <https://pos.estacio.webaula.com.br/ ead/disciplineDetails>. Acesso em 08 de ago. de 2020.



TRABALHO AVALIATIVO
DISCIPLINA: Fundamentos de Controle e de Prevenção da Poluição
RESENHA CRÍTICA DO ARTIGO: O Lado Negativo do Crescimento: Soluções para os Grandes Problemas Ambientais da Ásia. De autoria de Stephen Howes; Paul Wyrwoll
EDSON FERNANDO DE SOUZA / Matão – SP.

A sabida expressão “crescimento é desenvolvimento”, em países justamente em desenvolvimento, como o Brasil (na América do Sul), ou como a China, Coreia do Norte e Bangladesh (na Ásia), muitas vezes está atrelada a uma exploração das riquezas naturais, de ofertar condições de trabalhos questionáveis a sua população e de permitir que leis e ações do governos nacionais em questão sejam diretamente contra os interesses da maioria da população ou que sejam diametralmente contra os bens comuns ou os patrimônios públicos.

E isto está ainda relacionado com o problema econômico clássico: de as necessidades humanas que são ilimitadas e os recursos necessários para produzir os bens e serviços que satisfazem as necessidade humanas, sendo que estes recursos são escassos ou limitados / finitos (PIRES, S/d).

Sendo que sobre muitos sentidos, crescimento diz de desenvolvimento humano e de índices como IDH – índice de Desenvolvimento Humano – e Gini coefficient, entre outros e de desenvolvimento sustentável, economia verde e sustentabilidade. 

O IDH do Brasil é de 0,761, de modo que o país ocupa a 75.º posição no ranking mundial. A China, por sua vez, ocupa a posição número 90 no mesmo ranking global de IDH mencionado, com um índice de IDH de 0,727. Além disto, Bangladesh tem um índice de IDH em 0,570, ocupando a posição de número 142 no Ranking IDH Global 2014, publicado em 2015; e a Coreia do Norte não está no ranking, na apuração do IDH Global, junto com outros países e territórios, onde “Coreia (República Popular Democrática da), Marshall, Ilhas. [e] Mônaco” (ONU; PNUD, 2015), entre outros, não computam pontos no ranking referido.

Apenas a níveis comparativos, os países mais bem em ranking são: 1.º – Noruega, com índice IDH de 0,944; 2.º - Austrália, com os 0,935 pontos de índice de IDH, e; em 3.º - Suíça com IDH de 0,930 (ONU; PNUD, 2015). 

Neste sentido, o artigo intitulado “O Lado Negativo do Crescimento: Soluções para os Grandes Problemas Ambientais da Ásia”. De autoria de Stephen Howes e Paul Wyrwoll, publicado na Rotman Management Winter (2015), Rot.252 (pp. 25-30), na tradução de Oscar Javier Celis Ariza (publicado por Estácio de Sá, em 2016) é o objeto de análise desta resenha.

Assim, o artigo estudado trata da questão insustentável do crescimento e da geração do acarretamento da poluição, descontroladamente, em razão deste desenvolvimento. Além de falar de “quatro componentes importantes da base de recursos naturais da Ásia estão em declínio substancial enquanto a população e a renda per capita cresce” (HOWES; WYRWOLL, 2015, p.25).

Evidentemente, mesmo com o estudo de Howes e Wyrwoll (2015) tratando da questão asiática e das problemáticas identificadas naquele continente, de certo modo, estas problemáticas se referem a todos os países que ainda não adotaram a economia verde e sustentável como padrão de seus manejos ambientais, e sem dúvida, o Brasil pode ser incluído na lista destes países. Mas, conforme sabe-se o desenvolvimento que não é verde e sustentável não pode manter-se continuamente, porque, uma vez que os anseios por produtos e serviços são ilimitados, e uma vez que os recursos são limitados, então se não se equacionar bem esta razão entre consumo e recursos naturais, então, haverá escassez, distúrbios ou complicações neste modelo econômico de desenvolvimento. “Se continuar dessa forma, tal trajetória não sustentável impedirá progressivamente futuros desenvolvimentos” (HOWES; WYRWOLL, 2015, p.25).

“Agrupamos os principais problemas ambientais que a Ásia enfrenta em quatro categorias: gestão da água, desflorestamento e degradação da terra, poluição do ar, e alterações climáticas” (HOWES; WYRWOLL, 2015, p.25).

A respeito da Gestão das Águas, os autores afirmam que “a extração excessiva de lençóis freáticos, a poluição por dejetos humanos e pela indústria, uma infraestrutura ruim e construção de represas” (HOWES; WYRWOLL, 2015, p.26), entre outros fatores de uso de água de forma não sustentável, são fatores comuns de degradação ambiental da água.

Os autores ainda analisam a questão da água sobre o ponto de vista da problemática variando de acordo com cada localidade, onde pode haver problemas de demanda, de ofertas e de fatores de demanda e demais fatores de fornecimento / abastecimento será sensivelmente sentida, de acordo com Howes; Wyrwoll (2015).

“Embora o acesso a uma oferta segura e limpa de recursos de água doce seja um desafio comum na Ásia até 2030, a natureza do problema variará: a maior demanda pode desempenhar papel mais profundo em cidades grandes e crescentes como Xangai” (HOWES; WYRWOLL, 2015, p.26).

Além da questão da demanda, de quanto os consumidores e produtores necessitam de usar a água, a ainda a questão da oferta, ou seja, da quantidade de água que está disponível ao mercado consumidor, ou seja, mais uma vez trata-se de um problema econômico clássico, das necessidades ilimitadas de uso e a questão dos recursos escassos. “Em outras [localidades / grandes cidades], preocupações com a oferta, como precipitações reduzidas na estação seca ou fontes de água poluídas podem dominar” (HOWES; WYRWOLL, 2015, p.26).

No que se refere ao Desflorestamento e a Degradação da Terra, o panorama que se tem na Ásia é realmente desafiador e complexo, porque se de um lado tem-se a questão da China ter a maior floresta plantada do planeta, por outro lado, Índia e China contabilizam cerca de 45% “das importações globais. Limites à expansão de terra agrícola nesses dois países estão 'exportando', até certo ponto, antigos problemas de desflorestamento” (HOWES; WYRWOLL, 2015, p.27).

 

A nível regional, a situação sobre o desflorestamento está melhorando claramente, em grande parte graças aos esforços conjuntos de florestamento e proteção florestal na China, e em menor extensão, na Índia e no Vietnam. A China agora tem a maior área de florestas plantadas no mundo e o governo ainda está aumentando seu nível de ambição nesta área. Ainda, estas tendências estão de acordo com as da Indonésia, Malásia, Myanmar e Camboja, onde o desflorestamento continua em escala maciça. De fato, parece que uma melhor legislação em outros locais da Ásia, em particular China, está contribuindo para que o desflorestamento continue em outros países da ASEAN. (HOWES; WYRWOLL, 2015, p.27).

 

Conjuntamente ao problema do desflorestamento e da degradação do solo, tem-se a problemática da poluição atmosférica, a poluição do ar e /ou a baixa qualidade do ar. Porque muitas vezes o desmatamento está relacionado a queimadas, e isto além de pior a qualidade do ar, ainda afeta a capacidade dos biomas de absorverem CO2 – Gás Carbônico, Dióxido de Carbono.

Lembrando ainda que há a problemática da queima de carvão, pelos consumidores asiáticos gera mais gases que contribuem para o aumento da poluição, o efeito estufa e o smog industrial, entre outros problemas, e que isto está em desacordo om a “redução da emissão do dióxido de enxofre, resultado da queima de carvão” (PIRES, S/d, p.99).

“Os principais incidentes de poluição do ar em Hong Kong nas duas últimas décadas coincidiram com ventos setentrionais que transportaram poluentes das principais áreas industriais em terra firme”  (HOWES; WYRWOLL, 2015, p.27).

E, por fim analisam o modelo de desenvolvimento e os graves problemas ambientas asiáticos do ponto de vista das alterações climáticas, que intensificam mais ainda os processos de degradação ambiental. “As alterações climáticas servirão para piorar os efeitos negativos de outros problemas ambientais da Ásia, mas estes problemas também contribuem para alterações climáticas (HOWES; WYRWOLL, 2015, p.28).

Além disto, os autores Howes; Wyrwoll (2015) apresentam uma lista com 7 medidas que podem, e que deveriam, ser tomadas, a fim de se evitar que a situação apresentada se desdobre em piores cenários ainda, com o agravamento da crise ambiental proveniente do crescimento não sustentável.

De modo que os as solução para estes problemas apontados devem seguir estas setes diretivas: Co-benefícios e Conexão entre Problemas; Processos de Gestão de Baixo para Cima; Pesquisa Científica; Planejamento; Cálculo De Preço (isto é: grande parte dos Problemas ambientais são exemplos de 'falha do mercado’); Soluções Para Corrupção; e, Gestão Cooperativa (HOWES; WYRWOLL, 2015).

Conforme foi observado, o desenvolvimento não pode ser entendimento apenas como valores monetários ou financeiros, e que outros índices, além de lucratividade e patrimônios, devem ser observados quando se referem a desenvolvimento. E que índices que o IDH, Gini coefficient, além de observar passivos ambientais e recuperações de áreas degradadas, entre outros, são indicativos que valem tanto quanto os indicativos econômicos, porque o desenvolvimento deve ser sustentável, justamente para que possa estar garantida às futuras gerações que elas tenham acessos aos recursos naturais, para que as futuras gerações possam continuar tendo condições que as suas necessidades ilimitadas de bem e serviços sejam satisfeitas. E além disto, ter um meio ambiente equilibrado e preservado, é também uma garantia adicional de qualidade de vida e de bem estar em natureza.

Sendo que os próprios autores já sinalizam categoricamente que “neste artigo delinearemos quatro das principais áreas em que a Ásia deve concentrar-se, e sugerir algumas estratégias para solucionar estes grandes problemas” (HOWES; WYRWOLL, 2015, p.25). Que são justamente as quatro áreas que forma mais analisadas neste resenha crítica: gestão da água, desflorestamento e degradação da terra, poluição do ar, e alterações climáticas Porém que os autores referidos Howes; Wyrwoll (2015) também sabem que estes não são os únicos problemas ambientais e de desenvolvimento que são enfrentados pelos países asiáticos – que são o foco do estudo resenhado – e que entre os outros problemas ambientais como “ecossistemas e recursos marítimos, biodiversidade, gestão de resíduos e outros problemas são também importantes” (IDEM).

Sendo que todos os problemas ambientais devem ser considerados, mas eles devem ser priorizados, também, e ser tratados de forma integrada.


REFERÊNCIAS

HOWES, Stephen; WYRWOLL, Paul. O Lado Negativo do Crescimento: Soluções para os Grandes Problemas Ambientais da Ásia. Rotman Management Winter (2015), Rot.252, pp. 25-30, na tradução de Oscar Javier Celis Ariza (publicado por Estácio de Sá, em 2016). Este documento é autorizado para o uso de revisão, universidade de Estacio de Sa. A cópia ou a nomeação são uma infração de direitos autorais. Permissions@hbsp.harvard.edu ou 617.783.7860. Acesso mediante log-in em < http://pos.estacio.webaula.com.br/ead/disciplineDetails >

ONU (IDH Global); PNUD (Brasil). Ranking IDH Global 2014. Fonte: Relatório de Desenvolvimento Humano, 2015. Versão online. PNUD Brasil: Home > IDH > Rankings > IDH Global. Disponível em < https://www.br.PNUD.org/content/brazil/pt/ home/idh0/rankings/idh-global.html> acesso em 25 de jun. de 2020.

PIRES, Antônio Jorge Ferreira. Recuperação de Áreas Impactadas. Antônio Jorge Ferreira Pires. Santos: Núcleo de Educação a Distância da UNIMES, S/d. (Material didático. Curso de Gestão ambiental). Acesso mediante log-in em: <www.unimes.br>



TRABALHO AVALIATIVO
DISCIPLINA: Biologia e Microbiologia Ambiental
RESENHA CRÍTICA DO ARTIGO: Fundos Hídricos: Financiando a Habilidade da Natureza de Proteger Recursos Hídricos. De David Hoyt e dos prof. Erica Plambeck e Gretchen Daily; publicado por Board of Trustees of the Leland Stanford Junior University (2011).
Discente: EDSON FERNANDO DE SOUZA / Polo: Matão – SP (2020).

Ao se falar de fundos hídricos, abre-se todo um arcabouço composto de assuntos e técnicas que envolvem a Gestão das Águas. E, mesmo o ato de falar sobre Meio Ambiente é um pouco prolixo, ou o famoso “chover no molhado” no adágio popular: porque se por um lado todas as pessoas que instruem-se lendo revistas ou publicações sérias e de metodologias científicas (ou mesmo filosoficamente bem elaboradas) sobre as temáticas ambientais sabem da relevância que o tema geral Água tem no contexto meio ambiental, sustentabilidade e continuidade da vida equilibrada no planeta Terra; por outro lado, há aqueles que são relutantes em aceitar que a importância de que gerir os recursos naturais, custe isto o que custar, é o mais importante a ser feito, e consequentemente desconsideram a relevância que isto tem, isto dito pois há correntes de pensamento que discorrem que a natureza regenera-se a si mesma, e que as coisas são assim mesmo (enfim, devemos respeitar a liberdade de pensamento, mas que jamais possamos confundir ciência com senso comum, ou religião e etc.) .

E o que temos aqui, no estudo que é aqui resenhado, são fatos científico sobre uma das temáticas mais relevantes dentro do grande contexto que é trazido pela sustentabilidade e o meio ambiente; ou seja, tratamos aqui da Gestão das Águas: dos fundos hídricos e de demais deduções ou ações dentro desta grande área do saber.

Explicação sobre a importância dos assuntos ambientais (e da Água em si) feita, dita desta relevância, segue-se para a análise do texto de Hoyt; Plambeck; Daily (2011), intitulado “Fundos Hídricos: Financiando a Habilidade da Natureza de Proteger Recursos Hídricos”.

A Gestão da Água é assunto de magnitude maior, e Hoyt; Plambeck; Daily (2011), entre outros autores como Braga et al (2005), e entre outros, já tratam desta imprescindibilidade da água no contexto meio ambiental, sustentabilidade e vida equilibrada na Terra.

A gestão da água, e dos fundos hídricos e etc. é algo muito maior do que pode se supor à primeira vista. Por exemplo, tem a gestão em si, de controle de passivo e de ativos hídricos, de balanço das águas (igual a um balanço patrimonial contábil, só que de recursos hídricos). Muitíssimas espécies do planeta precisam da água para sobreviver e mesmo os negócios usam muita água em suas atividades ou interesses industrial / comercial. Desde tempo imemoriáveis, as sociedades humanas sempre se desenvolveram às margens de rios (em referência a água)

Para Hoyt; Plambeck; Daily (2011, p.01) “uma oferta de água limpa e segura é essencial para a vida, a agricultura e para os negócios”.


A natureza tem um papel importante ao manter o fluxo e a pureza da água. As atividades humanas degradam a qualidade e/ou a quantidade de água circulando para os consumidores a jusante, considerando que a manutenção de ecossistemas em funcionamento pode ajudar a fornecer uma oferta de água limpa e confiável para consumidores de água a jusante. Os fundos hídricos são uma forma dos consumidores de água a jusante de preservar sua oferta de água ao pagar para restaurar e conservar ecossistemas naturais (HOYT; PLAMBECK; DAILY, 2011, p.01).

 

Além da importância da água em si (para a própria continuidade da vida, por exemplo), tem ainda a questão de sua escassez e o problema de sua qualidade, inclusive.

A OMS – Organização Mundial da Saúde – estima que 25 milhões de pessoas no mundo morrem por não em virtude de doenças transmitidas pela água, como cólera e diarreia; e que 70% da população que vive em áreas rurais e 25% da população urbana não tem acesso a um abastecimento de água de qualidade (OMS, S/d apud BRAGA et al, 2005, p.74).

Hoyt; Plambeck; Daily (2011) lembram ainda que apenas 2,5% de toda a água no planeta Terra é doce, sendo que deste valor 2/3 estão em estado sólido (congelados) em geleiras e calotas de gelo. Além disto, de toda a água no planeta, menos de 1%, apenas 0,77% é encontrada em rios, lagos, aquíferos subterrâneos, ou na vida vegetal solo e atmosfera (HOYT; PLAMBECK; DAILY, 2011)

Além de abordar sobre os Fundos Hídricos – recursos públicos ou privados que servem para fazer a Gestão das águas, entre outras ações –, os serviços ambientais e os PES – Pagamento de Serviços Ambientais, ou PES, sigla em inglês – os autores falam de outras temáticas pertinente a este assunto, como: colocação de cercas, Reflorestamento e restauração, sistemas silvipastoris, preservação de áreas protegidas, modelando os ecossistemas e atividades de conservação, o envolvimento da comunidade rio acima, exemplos de fundos hídricos, entre outros (HOYT; PLAMBECK; DAILY, 2011).

O resultado é um texto claro, fluído e linear que faz o leitor imergir no contexto dos fundos hídricos, da preservação dos recursos naturais, da preservação dos ecossistemas e como isto afeta diretamente a qualidade de vida, o ciclo das águas e mesmo o desenvolvimento das comunidade: porque com água limpa e de qualidade, sem dúvida, mesmo os negócios se desenvolvem de modo melhor e a comunidade toda sai ganhando com isto. Por isto os autores Hoyt; Plambeck; Daily (2011) falam de tantos e diversos assuntos correlatos, junto com a temática da Gestão das Águas porque este assuntos são sim conexos, e mesmo o envolvimento da comunidade rio acima é de fundamental importância para que os fundos hídricos tenham êxito em suas missões ou administrações / gestões (Hoyt; Plambeck; Daily, 2011).

Além disto, trata-se de demais temáticas e aprofundamento dos temas expostos, no estudo resenhado, isto tal como como material que os autores disponibilizaram nos anexos, como: as Ameaças Humanas para Serviços Ambientais Aquáticos; as Condições que Possibilitam Fundos Hídricos; os Impacto das Atividades de Conservação na Erosão e no Rendimento Hídrico e dados gerenciais dos Fundos Hídricos do Norte dos Andes (2010), com dados como o tamanho do Fundo Hídrico (hectares), a quantidade de Pessoas Beneficiadas, a data de criação dos fundos, Fundos Antecipados e etc., isto acerca da realidade encontrada em Fundos Hídricos em localidades como Quito e Ambato, no Equador ou Bogotá, Medelín e Cali, na Colômbia (HOYT; PLAMBECK; DAILY, 2011).

Sendo que Hoyt; Plambeck; Daily (2011) fazem um entrelaçamento muito bem tramado entre todos estes fatores, orientados ao fortalecimento (ou a modelação da robustez) de um Fundo hídrico, culminando ainda para a questão de que é mesmo viável que as pessoas paguem para ter serviços ambientais de qualidade, e que com isto, ganham qualidade de vida, inclusive, porém, que ao mesmo tempo é necessário que a preservação de fato funcione e que a comunidade entenda e participe, se possível, deste processo de gestão de fundos hídricos, e mesmo a iniciativa privada venham a participar destes fundos hídricos, com investimentos ou mesmo doações, PES e etc.


Além de situações em que os governos pagam por serviços ambientais, grupos de interessados públicos e privados podem combinar e financiar projetos de ecossistemas que estimulam seus interesses. Isto está acontecendo cada vez mais na busca para proteger a qualidade e a quantidade da água. Esses "fundos hídricos" são mecanismos financeiros a longo prazo que restauram e preservam ecossistemas naturais que proporcionam água doce (HOYT; PLAMBECK; DAILY, 2011, p.2).

 

De modo que para que a Gestão da Água seja eficiente, é importante que se tenha um fundo hídrico, ou mesmo Recursos Hídricos (sistemas, dados gerenciais, e etc.) fortalecidos, além claro, de água de qualidade e preservação ambiental, porque só assim o ciclo da natureza, seja o ciclo das águas, dos ventos, enfim, todo o ecossistema se fortalece, ao contrário do que acontece em áreas poluídas, degradadas e etc., onde os ciclos da natureza se alteram, e são observadas grandes épocas de estiagem ou altissonantes tempestades e etc. Ou seja, gerir bem as águas, é também cuidar dos ecossistemas, e das comunidades, com um todo, principalmente na região do fundo hídrico, das bacias hídricas, dos aquíferos e etc.

E este assunto é deveras importante, mas algumas correntes de pensamento consideram que ações neste sentido são desnecessárias ou são consideradas ações de menores relevância; e isto, obviamente, é equivocado, do ponto de vista científico, mas deve ser respeitada a opinião contrária, mesmo que ela não possa ser considerada, uma vez que carece de base científica de comprovação.

A respeito do texto resenhado, de autoria de Hoyt; Plambeck; Daily (2011) fica manifesta a evidenciação dos autores em demonstrar que, quando for viável e vantajoso para ambos os lados (isto é, sociedade, meio ambiente, inciativa privada, poder público e etc.), é interessante que seja criado e administrado um Fundo Hídrico para melhor gerir este bem mais precioso que existe, a solvente universal, um dos elementos primordiais à existência da vida, e claro que falamos da água: a fonte de onde brota – e faz crescer – a vida.


REFERÊNCIAS

BRAGA, Benedito; HESPANHOL, Ivanildo; CONEJO, João G. L.: MIERZWA, José C.; BARROS, Mario T. L. de; SPENCER, Milton; PORTO, Monica; NUCCI, Nelson; JULIANO, Neusa; EIGER, Sérgio. Introdução a Engenharia Ambiental. 2.ª ed. Vários Autores: Escola Politécnica da USP: Dept.º de Eng. Hidráulica e Sanitária. São Paulo (SP): Pearson Prentice Hall, 2005.

HOYT, David; PLAMBECK, Erica; DAILY, Gretchen. Fundos Hídricos: Financiando a Habilidade da Natureza de Proteger Recursos Hídricos. Publicado por Publishing Board of Trustees of the Leland Stanford Junior University (2011). Versão traduzida: 2016. Pp. 01-13. Versão online. Versão de estudante. Tradução de Corpo Docente de IES, e prof. Oscar Javier Celis Ariza. Este documento é autorizado para o uso de revisão, universidade de Estacio de Sa. A cópia ou a nomeação são uma infração de direitos autorais. Contato: Para pedir cópias ou pedir permissão para a reprodução de materiais, mande e-mail para o Case Writing Office: cwo@gsb.stanford.edu ou escreva para: Case Writing Office, Stanford Graduate School of Business, Knight Management Center, 655 Knight Way, Stanford University, Stanford, CA 94305-5015. Copyright © 2011, 2016. Acesso mediante log-in em < http://pos.estacio. webaula.com.br/ead/ discipline Details>. Acesso em 10 de jul. de 2020.



MARCA ESTAMPADA NA HUMANIDADE


POSTAGEM DA MARCA ESTAMPADA NA HUMANIDADE

... um sarro para os acadêmicos, indiscriminadamente, metódicos;
E eu também sou um especialista, agora (SOUZA, 2020 - Esp. Eng.).

Teve um tempo na estrada das nossas vidas, principalmente na intersecção em que os caminhos se encontram, em que não fazíamos questão de termos nossas opções, nossas preferências escancaradas em frente a cara da sociedade; o que era feito, o era na luz do dia, na virada de um dia para outro, no cair da noite ou na hora que fosse, fosse o que fosse, lá estávamos, aprontando claramente para quem quisesse ver; e os políticos faziam indicações, pediam que rua 5 e 7 tivessem nome atualizado para João dos Rei$, Cleoswaldo Que-Tudo-Sou e aprovavam orçamento, claramente, estourado, isto em total dissonância à Lei de Responsabilidade Fiscal. Mas beleza, vota junto um orçamento paralelo, que permite gastos, tais como se fossem de guerra. Na verdade, eles não sabem nada, e quem sabe das coisas, como os fiscais por exemplo, sofrem ostracismo, são perseguidos, ficam com seus trabalhos limitados ou ganham um cala boca em dinheiro, quando não o ganham em ameaças (ou pior! Em violências gratuitas, mesmo).
Referenciar? Claro. U.N.K.L.E. – Lonely Soul [feat Richard Ashcraft] (Original Mix).






U.N.K.L.E. – Lonely Soul [feat Richard Ashcroft] (Original Mix).


Só que a natureza nos dá a resposta, ela nos cala a boca ancestralmente, a natureza vem e muda tudo: era rio, secou e virou sertão, maninho; era deserto, caatinga? Pois bem, mudou, pantanal virou, e o mesmo vale para o nordeste e o sul, também, porque no sul virou semiárido e no nordeste se tornou floresta de tundras, ora vejam. É a natureza das coisas. Como diz Heráclito, tudo flui, ou seja, tudo é fluxo, tudo muda, a todo instante, e quem não vê isto, que vida triste deve ter este iludido!
Como diz Lulu Santos, em “Como uma onda no Mar’: Nada do que foi será, de novo, do jeito que já foi um dia, tudo passa, tudo sempre passará [...] como uma onda no mar”. Isto é Heráclito, tudo mudo o tempo todo, no mundo, pode-se dizer Heráclito apud Lulu Santos.
Além disto tudo, tem a questão das epidemias, das pandemias, dos vírus e das ameaças que as massas causam às próprias massas, ou como se diz, o paradoxo da superlotação populacional (a alta carga de densidade demográfica, tecnicamente falando). Basta perguntar ao pessoal que trabalha com canil, ou com locais onde muitas animais ficam juntos – afinal, os humanos são seres biológicos, nunca se esqueçam disto – e enfim, as superpopulações da China, a proximidade das pessoas, a falta de hábitos higiênicos, a falta de zelo próprio, a falta de amor pelas coisas da natureza, enfim, a predileção por pratos exóticos, de comida estranha ou duvidosa, tudo isto causou a COVID-19 que difunde o novo Coronavírus, enfim contribuindo para a transmissão do vírus e contaminação do planeta – digamos assim, o ser humano contaminou o planeta Terra, e a Terra contamina o homem, não é tão simples assim, mas para efeitos didáticos, podemos pôr sim, podemos explicar sim desta forma.
O dito ‘avanço da sociedade”, por vezes, consistiu em desenvolver matérias (ou tecnologia dos materiais, mais apropriadamente dito), tecnologias ou filosofias que geravam a destruição, a poluição ou o empobrecimento do planeta, porque veja-se bem: o que adianta um milionário criar uma patente que lhe dê mais dinheiro ainda, se com isto comunidades vão ser dizimadas, ou espécies podem ser extintas, ou pior ainda, destrói-se as coisas da natureza para gerar dinheiro, tudo isto é um absurdo e é o bem individual, empresarial ou o bem de uma comunidade que se sobressai ao bem comum, porque  a natureza preservada e forte é um bem de todos, mas infelizmente muitos preferem dinheiro no bolso e não mata (nativa, de preferência) em pé e revigorada.
E os governos que flertam com o autoritarismo, as nações que têm tiranos (ou líderes eleitos democraticamente, mas que se disfarçam de populistas, paras que alguns não percebam que eles são, de fato, déspotas, chefes opressores e autoritaristas, para não dizer pretensos a ditadores) no poder e que estão dizendo ao mundo: olha, nós não gostamos de ninguém, não, sabe nós, nações tiranas, nações que violam os direitos humanos, nações com discursos e gabinetes de ódio (estes governantes dizem ao mundo), nós não gostamos de ninguém, exceto os que fazem parte do nosso grupo político / ideológico.
Desconfiamos que os poderosos prepotentes e intransigentes não saibam de nada não, por isto mesmo eles assumem a linha “casa grossa” para tentar convencer o mundo de que elas estão certos de si, eu penso é que eles estão é cheios de si, e de tão infelizes, chatos e sem visão do mundo em que visem, se fecham em visões retrógradas, invocam conceitos como valor, honra e esterilização das mazelas da sociedade, mas ao mesmo tempo nada, ou muito pouco, olham, para a dignidade humana, o IDH das diversas regiões de seus países, poucos olham para os adversários políticos (com atenção e presteza necessários) e muito menos sabem governar para todos!
Por que lhes pergunto leitores, e de fato, desejo eu resposta:
_ Quais dos governos de extrema direita, ou governos autoritários, governos “cheios de si”, deram um cessar fogo agora e ajuntaram as forças para enfrentar a pandemia do Coronavírus?
No mais, que os exemplos e os fatos históricos falem por si só.



OTHER LSP METHOD – Chair and Connections: My Ties –
LEGO® IDEATM Project: Mini and alternative mine villa.


Figura 01: Projeto de Other LSP Method.
Fonte: Livros do Edson (2020).

Dinâmica de Other LSP Method. Jogo (set) contendo 267 peças. Dinâmica para ser usada no mundo dos negócios, nos buzines (business). Para 2 até 5 participantes.
O set contém 5 construções: a central (do organizador); a direita inferior, a direita superior, a esquerda superior e a esquerda inferior.
2 Participantes: A equipe, o Staff e o Aplicador da Dinâmica Other LSP Method (facilitador, organizador da sessão dinâmica, et tal). O aplicador fica com a parte, a construção central e o participante fica com as partes diversas deste conjunto.
5 Participante: Participante 1: cuida de uma das quatro partes, ou seja, uma parte, seja da direita inferior, da direita superior, da esquerda superior ou da esquerda inferior / Participante 2: cuida de uma das partes citadas / Participante 3: também cuida de uma parte/ Participante 4: igualmente cuida de uma destas 4 partes / cada participante cuida de uma única parte.
Organizador da Dinâmica: cuida da parte central e de partes que sobraram, ou que não tiveram participantes para assumir estas partes.
IDEA DA DINÂMICA: pensa em um jogo da dança das cadeiras, ou de uniões de cadeiras que forma uma reunião, ou ainda os networks, os contatos, as redes sociais, as mídias e etc. que isoladamente elas funcionam apenas como agentes de comunicação, por exemplo, mas que em conjunto, funcionam como uma rede de contatos, uma rede midiática ou ainda como uma grande rede que pode ser usada para realizar feitos realmente incríveis.


Figura 02: Metáfora ilustrada (montagem feita pelo autor do blog) sobre a Dinâmica Other LSP Method: Cadeiras e conexões.
Fonte: Livros do Edson (2020).


Basicamente, esta dinâmica se baseia em conceitos de:
Cadeiras: os lugares, os assentos, as posições que as pessoas ocupam nas organizações, nas sociedades e etc.. Indica liderança e paciência, e fala de conforto e de layout, também.
Conexões: são representadas pelos tubos e conexões deste conjunto de LEGO®, eles ligam uma construção a outra, e as construções a parte central; simbolizam que as conexões certas podem fazer ocupar cargos estratégicos ou melhores e etc.; mas além disto, pode significar várias outras coisas, por isto que é uma Dinâmica OTHER LSP METHOD.
Minifigs. (opcional): cada praticante pode contar ainda com de 2 a 4 minifigures para interagir e participar desta dinâmica.


Figura 03: Em destaque, a construção inferior esquerda (em recorte) da Dinâmica Other LSP Method: Cadeiras e conexões.
Fonte: Livros do Edson (2020).


A construção central, basicamente, se trata do público, ou da grande exposição de uma pessoa ou de uma ideia (de um produto, et al, e tal), por isto neste modo todas as conexões levam a construção central, isto tem relação com a visibilidade, com o status e ou com a publicidade, o grande público, as praças públicas e etc.
Lembrando ainda, que hoje em dia, a praça pública, ou a ágora, para muitos, significa a Internet.





Figura 04: Dinâmica Other LSP Method: Cadeiras e conexões.
Fonte: Livros do Edson (2020).

Estas construções são apenas sugestão. O importante é a ideia, o conceito desta dinâmica,

As construções inferiores e superiores, direita e esquerda podem representar tipos diferentes de departamentos, setores diferentes, enfim, produtos diferentes, públicos diferentes, e uma série de outras coisas mais.





Figura 05: Detalhes da vista superior da Dinâmica Other LSP Method: Cadeiras e conexões.
Fonte: Livros do Edson (2020).


As conexões servem tanto para linkar, para fazer elo com outras construções, como é para demonstrar a viabilidade ou o fluxo (o potencial, em outras palavras) que existe entre um departamento, uma ideia, ou uma construção e a construção e central, ou o alvo maior da visibilidade dos processos que ganham suas metáforas neste conjunto de Lego Idea.
Lembrando que uma ideia fraca, ou um produto mal acabado, quando ganha visibilidade, ele tende a ser rechaçado, sofrer severas críticas ou mesmo mostrar-se inviável, quando ganha o mercado (no caso de produtos ou ideias fracas ou de pouca importância) e se vê sendo rejeitado pelo grande público / ou por públicos específicos.





Figura 06: Detalhes das construções central e da superior direita da Dinâmica Other LSP Method: Cadeiras e conexões.
Fonte: Livros do Edson (2020).



Além disto, tanto o Organizador da Dinâmica quanto o (s) Participante (s) podem ter outras ideias ou idealizar outras formas de usar este conjunto de Lego Idea, e evidentemente, não há obstáculo algum com isto, respeitando o conceito maior de cadeiras e conexões abordado neste conjunto, pensa-se que tudo então pode ser proveitoso, mesmo de outros modos idealizados.



Figura 07: Demais detalhes das construções da Dinâmica Other LSP Method: Cadeiras e conexões.
Fonte: Livros do Edson (2020).


A conclusão que se toira desta dinâmica (uma das) é que:
Existem lobbies, conexões, contatos, posições e demais aspectos que se mesclam para formar o que se conhece por sucesso empresarial;
Conexões, paciência e influência ajudam neste processo mas isto não é tudo;
Há ainda o crivo ou o aval do público e a aceitação dos mercados, e de qualquer modo, antes de expor uma coisa, é interessante saber se esta coisa realmente é páreo para o mercado ou se suporta teste de qualidades mais rígidos.
A Dinâmica das cadeiras e das conexões de OTHER LSP METHOD diz que o sucesso deve ser construído, e que sucesso isolado é algo perigoso e sem muito controle, que o mais indicado mesmo é um sucesso compartilhado; e que esteja disponível ao maior número de pessoas; afinal um sucesso particular, na melhor das hipóteses, é desperdício de tempo, talento e dinheiro.



Figura 08: Dinâmica Other LSP Method: Cadeiras e conexões (detalhes em close).
Fonte: Livros do Edson (2020).




ESTA É A SUA ESTAMPA, HUMANIDADE

Quanto mais alto voa o avião na estratosfera, mais fera no homem existe, e mais se percebe que a linda Terra, está dando lugar a uma terra explorada, e que fez-se rica, enquanto que teve que ter muita coisa atravessada nela, por ela, para que isto (a riqueza) assim acontecesse. Esta é a sua estampa, humanidade: explorar a natureza a fim de gerar riqueza.
Quanto mais rezam, mais doença aparece no mundo; quanto mais rezam, mais dizem que uns não são iguais aos outros, e que Deus ama mais os adeptos de uma religião (ou teoria) do que outros, mas ora, Deus não fala para nos tolerarmos e amarmos? Eu não entendo onde os pastores não entendem isto, e ainda mandam os “religiosos” não aceitarem certas coisas não “cristãs”, mas como isto? Eu de fato, não sei de onde tiram isto. Li a Bíblia e não entendi nada (nada achei) do que eles dizem estar lá... mas eles seguem mentiras como se fosse verdade. Esta é mais uma das suas estampas, humanidade: dizer quem é de Deus e quem não é, mas ora, não é Deus quem deveria dizer isto? E Jesus não disse que não é para julgar (ninguém), mas sim que devemos nos tolerar, e que devemos, apenas, nos vigiar e orar?
Se meus ossos do ofício me permitem analisar e julgar alguém, só por causa disto eu deveria cometer leviandades ou mesmo julgar em falso? Posso eu cometer erros. Por outro lado, meus atributos de ex-ofício me permitem corrigir um erro que cometi, e se eu não o fizer, uma vez que saiba eu que errei, não estaria eu cometer duplamente outras faltas? Marca estampada na humanidade, que é trazida pelos doutos e pelas autoridades da lei, se estão em privilégio de observar e julgar os outros, que os façam por ofício e não por satisfação pura e vã (satisfação profissional, talvez possa sim), mas que percebendo-se em erros, que saibam também usar suas atribuições de ex-ofício.
E se é homem político, não pode exercer a política? Se cada tempo, cada fase teve uma política, um sistema, uma ideia, porque é que alguns não respeitam o tempo e o governo dos outros, ou mais pior ainda, não aceitam os tempos que já se foram e querem voltar a trás, nestes mesmos tempo, em marasmos de nostalgias ou em saudades daquilo que não pode ser mais? Por que querem isto, querem o que não lhes pertence? Marca estampada na humanidade: que se é política pública, nem sempre é para todos, mas se é política de minorias, fazem parecer que é do gosto de todos, e que querem se manter no poder por mais tempo ainda. Num enigma lhes digo: que ao menos cada política torpe possa ter seu acalento mais que sublime, a todos.
E a educação e a ciência também são marcas estampadas na humanidade, e a ignorância e a fé-cega contrabalanceiam a instrução; entretanto, a ignorância no mundo é maior do que o saber, mas que o esforço pelo saber é maior do que o auto-voluntariado em ignorância. Marca estampada na humanidade de acusar quem estuda de ser apenas teórico e não prático (mas isto é, na verdade, uma ignorância), todavia, poucos são aqueles que, de fato, se dedicam ao estudo de coração, ou seja, acusam sem saber, acusam sem empenho de causa, dizem que sabem disto, mas sem vestir as sandálias dos outros; sem empatia e sem se pôr no lugar do outro, mas, ainda assim, acusam.
O cult e o alternativo então eu já nem sei se falo mais. Pois que a música bem feita é aquela feita por quem ama o que faz, igual ao DJ, pra mim DJ bom é aquele que toca o que ele gosta de tocar e não aquele que toca o que o público quer ouvir, porque o DJ, como especialista em música que é, tem a obrigação de saber tocar bem um set,  quer o público saiba entender este set ou não; mas claro, ao menos, um nível mínimo de compreensão deve-se ter, senão fica igual Ao erudito e poliglota que mistura tudo quando fala, e fica a falar e sem ter ninguém a entender. E isto não pode ser, porque algum tipo de sintonia, de território comum tem que haver ao se comunicar, porque ao comunicar tem que se desenvolver, senão tudo seria um estado de tempo perdido. Marca estampada na humanidade, de duvidar das paixões e dos gostos alheios, mas sempre dizer que seu gosto e seus estilos são os melhores, sem, muitas vezes, conhecer profundamente outros estilos ou outras coisas.
Por fim, este próprio texto é outra marca estampada na humanidade, porque sempre ao se categorizar as coisas, ao se usar de estereótipos e tentar colocar tudo em um padrão, por mais abrangente e flexível que seja este padrão, está se incorrendo o risco de ser preconceituoso, leviano ou simplesmente esquecer alguma coisa muito importante, ou pior, não levar em consideração informações ou aspectos relevantes dentro desta categorização.
No mais, a humanidade é mesmo expansiva, espaçosa, que usa mesmo os bens naturais, é ignorante, explora as coisas, não se põe no lugar do outro, enfim, dizem que ¼ de tudo o que produzimos é simplesmente tóxico ou não serve para nada mais senão destruir o próprio planeta e a vida, enfim, a humanidade tem mesmo seus lados bem negativos e que nos levam a dizer: talvez a humanidade tenha falhado, mas a Terra, ou gaia, não está perdida.
O livre arbítrio causa muito das desigualdades e mazelas da humanidade, ou aquilo que a hu8manidade fez da vida na terra, mas este mesmo livre arbítrio pode fazer as coisas se reverterem, é uma questão energética, material e espiritual. Um ponto misto em questão social, intelectual, afetuosa e altruísta. A falta de amor pelo outro deve ser substituída pela compaixão ao próximo, por pensar como o outro e ajudar dentro de suas possibilidade, porque a Terra deve ser de regeneração e não apenas de provas e expiações.
E a Regeneração começa agora. E esta é uma das marcas estampadas da humanidade: a transição de uma vida na terra de provas e expiações, para uma vida na terra de regenerações e reparações.

A Auto Postagem


Sou cria de meus textos,
Refém de meus sons,
 Sou um sonho ainda maduro, que se perde quanto mais passa apuro.
Mas é a hora de me encontrar seguro,
Pois a propaganda que faço na internet,
Não me gabarita para o momentâneo, o sucesso efêmero,
Mas para o futuro que mais garanto em meus conteúdos.


Postagem dedicada a nossa “auto postagem”, na web ou não




AUTO POST
I
Replicar-se, a si mesmo, se auto postando na web;
Expor a vida de uma outra pessoa na rede de computadores,
Sem ter o menor pudor daquilo que virá depois.

Fazer das redes sociais o seu diário, álbum de fotos, caderno de poesias
e tudo o mais que diz respeito apenas a tua vida – mas a publica na rede
com sede de que admirem tuas coisas e as conquistas que te foram pra depois.

Disto diz apenas essa prosa: isto é auto se postar.


II
O quê que você quer mostrar?
Sua filha, sua barriga, seu sexo,
Sua cara, seu cabelo, sua loucura.
Diz aí: é artista? Filosofa? Narrador?
Que nada, diz apenas de sua vida ralada;
Nada mais que as meras vulgaridades das vicissitudes da vida aos quais todos estão acostumados, ou não, a sofrer.
Mas isto é viver, enquanto a internet é intemporal – onde uma vez publicado, mesmo ‘deletado’, não será extinto. Será?
Sabe se lá até quando há de se enganar...
Estou disposto a lhe dizer das coisas, sim,
Mesmo que estiver desconfiado de mim
[É exatamente assim que eu vim].
E eu vou lhe dizer, sim, sim e sim.


III
Vicinal daqueles que se deram mal,
e nem sequer foram parar no hospital para se recuperar,
ou depois, permanecerem em tratamento em casa,
porém sem os seus próprios familiares a se tratarem [Bem e Querem],
mas então, eles não morreram, e mesmo em vida, já deixam de viver.
Eles se foram; e se voltam já não o foram?
Sabe que foram e que voltam, porque aqui nada é definitivo
e o que digo não é apenas um aviso, é antes um sorriso de um amigo
que não quer ver
qualquer que seja o ser vivo
vir a sofrer daquilo que todos temos no umbigo
mas que a alguns mais sofrem do que os entendem.


IV
Você precisa de mim, eu preciso de você
E quanto mais não nos topamos, e nem nos entendemos,
Menos e menos vamos vivendo de modo sereno, moreno campeiro.

Corre cadela quando água toma na região lombar,
mas cadelas não existem apenas para fuçar e exclamar!?
Que sejam as lesmas na calçada, a sal grosso a correr n’água
que as dissolve enquanto as torna em nada mais que carcaça / concha de caramujo.

E acaba tudo exatamente como tinha que ser, e acaba.

Porque esta é a vontade daqueles que são como nós, e interagem,
sem sofrer com tolices que pomos na mente, cansados de nós.

Mas eles – aqueles que nos parecem – não tomam a frente como nós;
ficam, antes, na retaguarda protegendo-nos das nossas burradas pelejadas.


V
Atiçara inteiramente a tua vontade, e deste na cara a tua intenção
para que todos os outros irmãos dos outros a vissem.
Agora sabem de ti, de teus deslizes. Tua vontade e tua cara de vaidade.
No imenso démodée de apólices de títulos de uma era antiga
construíra na surdina as falácias de tuas ingratidões, todas.
Até que ultimamente estivera mais sútil e deixaste de tanto ser irrelevante.
Criança, Jovem, Adulto, Terceira Idade – são todas idades da Cronos não da Virtude.
A Virtude se tem quando se abandona o egoísmo e o orgulho.
O Cronos é o tempo mesmo que a alguns trata melhor do que a outros.
Mas todos sabem todas essas coisas em um tempo em que nunca foram.
E se já voltam pra casa, antes, mesmo, nunca saíram dela.


VI
Ele me pegou perto do Céu, para eu dar uma volta com Ele.
Falou que estava cansado de tantas tolices e que os seres humanos eram muito preguiçosos
que gostam de fazer tudo do modo mais “fácil”, porém que se esquecem facilmente
que o caminho mais árduo é aquele que mais se aprende, e que nem é o mais agradável
O caminho que leva aos Céus, pelo contrário, há muito que se provar para ser merecedor de um lar celestial.
Disse mais: os excêntricos são fundamentais no convívio humano,
mas eles devem deixar de causar transtorno e mal estar com as suas presenças.
Ou seja, os diferentes devem ser diferentes, mas devem se esforçar para não “desequilibrar” o ambiente.
Disse para vivermos contentes com os nossos poucos, as nossas aflições, as nossas dores e sofreres.
Que somos nós mesmos quem optamos por viver deste modo,
e que sempre contamos com nosso livre arbítrio e nossa consciência para nos auxiliar.
Alguns ainda têm os dotes espirituais e os anjos da guarda bem ao lado para guiá-los,
mas ainda somos nós quem escolhemos por este ou aquele modo. E depois é só viver.
Explicou-me quem não era. E Ele não é o Senhor, é apenas um dos Seus Lados,
me disse que Deus – Ele – é um poliedro de n lados infinitos.
E disse, por fim, que onde se lê Jesus, nos dias de hoje e noutros tempos também,
não está a se falar do Mestre Supremo, avatar de Deus, mas sim de uma falange de farsante, que a muitos enganam,
e terminou com essa frase contemporânea: #esse Jesus não é o mesmo que o Meu.


VII
Eu não queria que tivessem me exposto daquele jeito,
mais de mil pessoas acompanharam meu crescimento e curtiram as coisas que fazia
e papai / mamãe por mim postavam e comentavam na web, dizendo de fotos [de /+ ou] comigo –
Muita vida foi super exposta. Over Opened – muito aberta a todas / todos.
As pessoas sabem meu nome nas ruas e eu nem tenho ela nos meus amigos online.
A expressão vida de livro aberto – a quem nunca quis isto – tem aqui,
em mim, nas minhas coisas, na minha vida, seu significado mais representativo.
E assim começo minha vida...

VIII
Deveria ter um talento pra cada um de nós,
poder nos mostrarmos na WEB de nosso melhor modo
Mas muitas pessoas querem a rede para deitar e rolar,
se estragar de tanto se embrenhar nas tristezas que dá só de pensar
que dirá quem vive a praticar aquilo que é de lascar
que é tão ruim que dói só de imaginar
E se todas essas bizarrices se tornam TODA A WEB?
Porém jamais!!! A vida é triunfante e há um limite para tudo,
até para o ilimitável a padrões sem qualidade ética / estética alguma
- até eles devem se limitar e chegar a um ponto de cessar.
A verdadeira ética é aquela que tem alguma significância estética
Como bem o filosofava, Nietzsche!, Ao se referir a coisas boas e coisas belas
Onde cita os seios das mulheres como exemplo de algo sublime, bom e belo,
Porque dá o alimento para as crianças e ainda faz bem ao olhar do seu esposo.

E posta, mas posta tudo, mas tudo MESMO.





Editorial:

     Considero, sobre muito sentidos, um privilégio minha educação. A prosa matemática vem desta educação, as mixagens vêm da minha cultura. A contabilidade vem do ensino superior. A controladoria vem de uma sonhada pós-graduação (mestrado ou doutorado). O Inglês vem de longa data, as minhas certificações neste idioma são recentes. Mas a língua, a linguagem minha [a formação da mesma] é que é o mais interessante (e que de certo modo me distancia dos demais, mas pode aproximar também, com uma linguagem de blog abrangente ou um set instigante na web).
     Eu sempre gostei de escrever, desde os 7 ou 8 anos, ou antes, disto. Mas, ao contrário do que pode se supor, eu nunca tive lá muita facilidade com as palavras, mais do que eu tenho capacidade de relacionar ideias, prever padrões e sofrer com as suas consequências - do modo mais dificultoso (dizem que a consciência do sofrer torna a situação toda menos suportável). Assim, eu tive que aprender. Aprender a ler, a escrever, aprender a datilografar, aprender como se escreve as palavras (por muito tempo eu escrevia “voçê”), e sim, aprender gramática, para depois esquecê-la, como se deve ser quando quer se comunicar com muitos. Depois, tive que aprender informática, programas, HTML e etc. E continuo aprendendo até hoje.
      Mas eu não aprendi o Português - a Língua – só no colegial, no ensino fundamental. Eu fiz dois anos de CEFAM – formação de professores – e isto me deu uma visão do processo pedagógico, psicológico e motoro que está envolvido no ensino / aprendizagem. Como eram 4 anos de CEFAM e só fiz 2 (precisamente 3/8 da duração total), tive que terminar o ensino médio no supletivo – EJA (Educação de Jovens e Adultos, curso de curta duração e menos conteúdo / componente curricular) –, ou seja, foi nesta época que aprendia amar o estudo. Porque eu já tinha 21 anos e não tinha o ensino médio completo, ainda.
      Quando se faz supletivo, se entende o porquê de estudar, eu entendi assim. Eu sempre fui Maluco Beleza, como na canção do Raul Seixas, um grind (de underground, suponho), alguém com um quê espiritualista mais que preferia evitar ir a Centros Espíritas (muitas pessoas, amigos, familiares e médiuns, afirmam que meu insucesso na vida – financeiro, amoroso, social e trabalhista - é devido ao não pleno desenvolvimento desta minha espiritualidade), ou seja, para todos os efeitos parece que eu sou um rebelde ou um marginal cult.
       Está certo que naquela época eu mixava e dava aulas de teatro, mas isto nem se compara aos trabalhos de meus colegas de supletivo: serviços hospitalares, vendedores internos, assistentes administrativas e mascates que eram músicos aos finais de semana... Nisto eu percebi que estudar é sério e bem legal (legal eu já achava, mas achava o ensino uma Zona, zoeira; e apenas no EJA eu aprendi o valor dos estudos e a dar valor a isto: seriedade).
      Lá eu pensei, eu tenho que me concentrar nos estudos. E o fiz, apesar de ter ido bêbado à aula algumas vezes, e ter até feito prova em condições adversas de meu estado normal... Enfim, nada disto mais me pega, graças ao Cosmos, exceto a zonzeira e o mau odor do cigarro, claro.
       E se já dei desgosto nos estudos, já fiz professoras se emocionarem com meu desempenho, ou professores Top de Ensino do SENAI já me dizerem que eu podia relaxar um pouco em meus trabalhos e pesquisas. Ora vejam... O maior rebelado é também o mais obediente.
        Eu só dei valor aos estudos, quando vi a facilidade que eu tinha para estudar (além de ensinar e aprender) e que (como!) isto não podia ser desperdiçado, ainda mais que muitos TINHAM quem estudar, mesmo com tantas dificuldades. Lembro até hoje quando li Meus Oito Anos, poema de Álvarez de Azevedo (espero que seja isto mesmo, não chequei), e lembro-me das palmas da turma para mim e da comoção da professora quando eu terminei a leitura. Eu já lia Nietzsche, Carlos Drummond e Camões na época e já conhecia o trabalho dos romancistas brasileiros, e a leitura foi bem clara e emotiva, mesmo – o poema é belíssimo mesmo, tem um ritmo bem rural, nostálgico, bem como minha cidade. Ai saudades, pois bem, a professora falou “ótimo, perfeito”, mas teve um efeito contrário, ela queria impor este padrão de leitura à classe. Foi quando eu abri minha boca, pois sim, eu abria a boca antes:
      _ “Professora, a senhora não pode exigir este padrão da classe: eu gosto de ler textos sobre filosofia, teatro, épicos e muitos outros, e, por isto, leio bem. Agora eles, eles não leem muito. E mais. Eles estão cansados de trabalharem o dia todo...” algo assim, eu disse. Ela falou que eles deveriam se esforçar para ler como eu lia... algo assim.
           Ou seja: ela falou que não na hora. Tá certo que a classe nem queria ler nada depois da minha leitura mesmo, mas eu não gostei da atitude dela; e depois ela considerou mesmo a possibilidade dela ter sido intransigente naquela ocasião... Mas notem como o ensino é falho, um momento bom de leitura prazerosa e envolvente se torna pretexto para a professora exigir mais da classe, isto é um reforço negativo, não acham?
          Digo que houve um tempo em que eu dizia as coisas. Uma vez que hoje não falo mais quase nada, pois parece que as pessoas pouco entendem umas as outras e que para tudo já querem partir para a ignorância e tornar a barbárie ou o vexame.
           Mas este texto é sobre minha educação linguística e acontece que eu sempre questionei as minhas  professoras e os meus professores, diretores, coordenadores, isto no sentido dos hábitos e das posturas que a escola dizia como correta. Eu fui chacoteado por uma professora na sala de aula por este meu jeito, ‘inteligente desregrado’. E, depois de um tempo, quase sempre, eles (os professores, as professoras) estavam de confabulações profundas  e verdadeiras comigo. De acordo com as nossas ideias. Esta professora de português foi um exemplo, uma outra professora do SENAI, também de português, outro belo exemplo de professora que era contra minha concepção e depois se retrata e começa a entender o que eu dizia.
          Assim, eu tive aula de Português no ensino fundamental, no CEFAM, no supletivo, no SENAI, no curso de contabilidade, em cursos de aperfeiçoamento, via web e também através de meu auto estudo. Leio desde os oito anos e já li de um tudo de George Trakel, até Starhawk, de Gil Vicente, a Shakespeare, passando por Nelson Rodrigues, Plínio Marcos eMoliere. Filosofia Grega, Kant, Berkeley, Schopenhauer, Wittgenstein, meu pai filosófico Nietzsche, compilações, antologias, e muito, mas muito mais mesmo. Incluindo RPG, Livros Técnicos de Mecânica, Desenho e Contabilidade, Livros de nível superior de controladoria e gestão, artigos científicos, anais, resenhas, romances, contos, etc...  Ler é fundamental para melhor se comunicar (se expressar)!
        

IMPORTÂNCIA DA LEITURA, DO SABER e de ALTOS VALORES MORAIS.



Resumo (ler e estudar são fundamentais):
1. Valorização da Arte e dos Valores Culturais (os mais adequados a sua visão de mundo, sempre);
2. Valorização do Estudo / Processo Ensino Aprendizagem;
3. Valorização da Excelente Qualificação Profissional;
4. Valorização das Atividades Lúdicas e Recreativas;
5. Valorização da Pesquisa, da Pós Graduação e do alto nível do estudo acadêmico.



O CENÁRIO AJUDA A CONTAR TUA HISTÓRIA / A CIDADE DOS ALAGADOS: Tem um cheiro de Jurupinga no ambiente, e destas vezes não é meu. Tem um odor de cachaça que se exala pela cidade quando termina o expediente. Há socos, pontapés, palavrões, irritações e lágrimas que acompanham cada vez mais os goles mais prematuros e antifebris dos goles de conhaque, das latas de cerveja, das taças de champanhes e dos aperitivos com vinhos. Que seja o corote de pinga ou de rabo de galo (bebida feita com aguardente de cana e vinho de sabor bem acentuado e robusto: cerca de 4 doses de pinga para 1 de vinho), e as garrafas de cervejas em teu automóvel. A cidade exala um odor de álcool bem ao fim do dia e ao começo de um novo.

        Quando o escritor entende que o cenário é tão ou mais importante que os personagens, tudo flui naturalmente na história. Muito se diz dos contos introspectivos e da narrativa focada na visão pessoal dos personagens que se encontram no enredo em questão, porém, o cenário tem um papel fundamental. O cenário, além de situar a história, influi, de muitos modos, nela e na psique dos personagens.

       Chove tanto que alaga. Nada mais há na cidade. Nem bares, nem seus odores, mais primitivos do que sofisticados, de amarras de álcool e fumo. Não há nem movimento, nem fluxo muito menos acertos e encontros. As pessoas se esvaíram, menos os dois. Eram Luis e Verônica, uma de suas namoradas de outrora.
                A água torrencial vinha que como que brotando do céu, rumo abaixo, inundando tudo o que estava sob ela. Confesso, eu, como narrador, eu não estava mesmo no boteco em que eles estavam se ocultando na chuva, mas eu outro quase que em frente, bem próximo, e por isto não tenho certeza que a conversa foi esta mesma; a chuva fazia muito barulho; e como parecia que gritavam às vezes, eu traduzi a conversa com a técnica labial, de modo rudimentar e o resultado é o seguinte:
         _ Você não estava morta? Tá, eu entendi que você está morando com sua tia e que agora vive fazendo unhas e penteando o cabelo da mulherada, mas e no mais... como se diz... mas e então, como você tá viva?
         _ Ah! Você quer dizer daquele dia em que você tentou me matar, naquele beco lá, afastado? Nossa olha que raio, esse foi bem próximo? A chuva está ficando mais forte ainda, olha, rolando uma cadeira na água da enxurrada.
         _ Eu não tentei te matar!!! Eu te matei aquele dia. Lembro que você foi minha segunda vítima, sua traidora, mulher adultera... Você não deveria nem presenciar uma tempestade com esta, sua impura, vadia.
       _ Então, é isso Luis  - neste momento ele vinha pra cima dela com uma faquinha de cozinha -, é assim que termina? Você quer se livrar de mim? Não tem problema não, a chuva se encarregará de mim. E de você também?
         E dando cerca de três a quatro passos para trás, Verônica se deixou levar pela correnteza das muitas águas da chuva. E sumiu de nossas vistas, rolando rua, rio abaixo.
          Um longo momento de estagnação se sucede. Luis fica imóvel, parado, em pé. Eu, oculto, me esforço para melhor narrar.
         _Luis, acorde, você tá me ouvindo? Ou...
         Quando parou um pouco a chuva, O introspectivo observou que Luis estava sozinho no bar, olhando para o ar, parado, como se nem tivesse notado que a chuva havia diminuído há cerca de cinco minutos e o nível das águas nas ruas, em pontos mais elevados, já começavam a baixar. 
        _ Ou Luis, você não quer dar uma volta comigo, sou eu, O Introspectivo.
        Sem resposta, ele subiu sozinho para as suas cruzadas e eu fui atrás dele, mas em direção a minha casa.

O Conto do Noctâmbulo – Cidade Alagada, Post 110.