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POST 166 Livros do Edson - Drops 1 - Urna Cúbica de Platina



"Quero assistir ao sol nascer
Ver as águas dos rios correr
Ouvir os pássaros cantar
Eu quero nascer, quero viver...
Deixe-me ir, preciso andar, vou por aí a procurar / Sorrir pra não chorar" - 
CANDEIA; [intérprete] CARTOLA, 1976 - in "Preciso Me Encontrar"



Editorial


    Boa noite, queridos leitores, tudo bem?
    Por aqui tudo bem e iniciamos aqui mais um ano de postagens do Blog autoral / alternativo (e também de conteúdos específicos - contabilidade, filosofia, religião, língua e literatura e etc.) e que é (na nossa opinião - de nós que gostamos deste blog!) o blogue mais cult e descolado de Matão (SP) e região [que é o]: O Livros do Edson.
     Enfim, em meio ao debate do que é de uma cidade e de outra, ou do que se diz de uma cidade (ou de outra), mas que de fato não sabe sobre as coisas que realmente são ou acontece (ou não), e se, de fato, são [ou não] coisas de uma determinada cidade ou não..., enfim, em meio a estes debates todos, nós afirmamos que Livros do Edson pertence a cidade de Matão e região e ponto. E é assim.
    Mas querem saber mesmo? Ser de autoctonia (da própria cidade - ou natural de uma determinada região) ou ser exterior-ano é apenas uma questão de se sentir, mais do que de fato ser. Prova disso são os títulos de cidadão de... tal cidade, e que são dados geralmente aos cidadãos de outras cidades.
    Polêmica das cidades à parte, há também a questão das fakes-news, ou dos perfis falsos, como sendo um ponto de conflito entre o interesse de fato e de bem comum para a a sociedade; e os boatos ou as mentiras (notícias falsas) configurando-se como prejudicial a transparência da informação, informação esta que a sociedade tem acesso, e, também, apontando-se como algo que vem de interesses pessoais; e que, inclusive, estão em detrimento aos interesses coletivos e das Massas, aos quais, por fim, estas notícias falsas chegam.
     Enfim, e assim, Livros do Edson de fato existe, não é endereço falso, jamais, uma vez que o proprietário do blogue, sou eu mesmo, Edson F. Souza, que sou Fiscal Geral na Prefeitura Municipal de Matão, que sou bacharel de contabilidade, sou DJ, RPG-ista, Escritor, Revisor de Textos Acadêmicos, e sou solteiro, sem filhos, mas que cuido da casa e de minha mãe, (risos), enfim, é basicamente isto o que sou, e de fato, existo. (mais risos).
     E eis-me aqui, em foto recente (FIGURA 1). 
   E obrigado por visitar este blog, por curtir, compartilhar ou comentar sobre Livros do Edson ou sobre as coisas que eu faço. Muito obrigado e tudo de bom pra vocês, prezados leitores e leitoras queridas.



Figura 1: Autor do Blog. Março, 2018.
Fonte: A Autor (2018).
Legenda: Eu estava andando pela faixa de servidão de FURNAS entre a via José Gonçalvez e a Rua Vitório Pinotti, no Jardim St.ª Rosa, e percebi focos de incêndio, eu apaguei os focos de incêndios com pedras grandes (sendo lançadas aos focos de fogo) e com pauladas (batendo com pau nos pontos de fogo, até apagá-los). Depois que cessou o fogo, eu tirei esta foto, ou melhor, bati esta selfie.





                  Figura 2: Queimada É Crime! 
FonteSindicato Rural de Ibiúna (2014).
Disponível em: <http://www.sribiuna.com/queimadas-5-razoes-para-evitar-sair-botando-fogo-por-ai/>

LEGENDA: Para denunciar problemas relativo ao Fogo em Matão (SP), ligue que a Secretaria Municipal de Meio Ambiente atende este tipo de ocorrência, ligue no telefone (16) 3383-4060 / 3383-4055 - Horário de Atendimento: das 8:00 às 17:00 Horas, de Segunda a Sexta-Feira.

DROPS #01 - Livros do EdsonPágina: A Urna Cúbica de Platina


    A arte de Contar Histórias é algo que extrapola os simples limites do físico, do lúdico, da psicomotricidade, da ação e reação ou de pensar e sentir.
  O contar histórias é algo ligado ao mitológico, ao planejamento e as possibilidades de controle de situações, por meio de suas previsões ou simulações (mais ou menos reais); o contar história é um ato de criatividade, repetições e aprendizados repassados em formas divertidas e de, mais ou menos, fáceis assimilações, enfim, O Contar Histórias é algo maior do que o Homem, porque pertence à Humanidade.
  Um mito muito, muito mais antigo do que qualquer coisa que possamos saber que tenha existo, pode já ter relacionado as histórias de humanos aos mundos, isto quando nem sequer se haviam humanidades ou mundos como conhecemos hoje. Já que estas são supostas histórias antiqüíssimas e que puderam ser contadas apenas por fadas e anjos.
  Mas o RPG não é apenas contar histórias, é fazer isto com regras, sistemas, interpretações (de regras e papéis), com interações e com lances de dados ou que devam contar, estes lances, com a sorte, elemento mais ou menos aleatório. 
  Neste aspecto, o RPG fôrça uma situação de fazer a Vida imitar ou tentar coincidir com as coisas da Arte, e vice e versa. Mas isto não quer dizer que o que acontece no RPG deve também acontecer ao mundo, jamais, isto é apenas incidental, e não proposital, jamais. O RPG imita a vida, tentando surtir efeito como arte, no sentido das regras e de alguns pontos do jogo buscarem um ponto de comparação com as características ou com as histórias humanas, ou das humanidades, dos mitos e lendas e etc.
   Assim, o RPG é um jogo (que nasceu nas décadas de 60-70, nos Estados Unidos, e que no Brasil começou a surgir com força nos anos 80 e 90 - no século XX) e é um exercício muito antigo da humanidade, mas suas fôrmas evoluem e o RPG está em constante mutação e adaptações; e isto é um dos pontos mais incríveis destes tipos de jogos, já que o modo custom sempre ativo.
   E este blogue, Livros do Edson, tem uma Crônica toda de Mago: A Ascensão (2.ª Edição) sendo transcrita em linguagem de HTML, linguagem de internet - e que é a Urna Cúbica de Platina. Link Aqui.
   E abaixo, um cartaz comemorativo que fiz sobre o Livro de Mago a Ascensão, e o RPG, claro, focalizando para a Urna Cúbica de Platina, com sorte.
   

                  Figura 3: Esfera Primórdio e texto sobre Mago: A Ascensão.
                        Fonte: O autor do Blog (2016).
          Disponível em <https://www.slideshare.net/EdsonFernandodeSouza/mage-the-ascension-20th-anniversary-a-urna-cbica-de-platina>



A Urna Cúbica de Platina é um jogo impressionante e ultra-mágiko de Mago: A Ascensão.
Foi escrita por mim entre os anos de 2002 à 2006 (aproximadamente), mas sempre escrevo algo novo para esta crônica; e ela, evidentemente, desde 2012 está sendo transcrita para a Internet, no Blogger, do Google. Sem previsão de conclusão desta transcrição toda, completa.
É um jogo de ou para magos, lichies, lobisomens, fadas, espíritos, demônios, nefandis, desauridos e estas coisas todas de Storytelller. Do Universo mais underground e pesadão do Mundo das Trevas. É um jogo de alta magia, com o mais alternativo e sub-mundano dos jogos do Mundo das Trevas.
Um jogo que fala de hubris, e mesmo do umbral. Um jogo que diz sobre os segredos e os poderes ocultos do universo, enquanto afirma que tudo é um poli-cosmos de muitos lados e formas. É um jogo de trama sobre trama, e de interesse sobre interesse. De altíssimas e poderosíssimas magias, além dos limites humanos. Uma ficção de autoria coletiva, que foi de fato jogada em mesa de jogo.
Assim, a Crônica relata experiências vividas em jogo e faz profundas reflexões sobre o jogo de Mago. E também que trata sobre o Caminho. Paradoxo. Corrupção dos Magos. Vida dos Espíritos. Poderes ancestrais. E muitos outros pontos de Magos, como novos Antecedentes, poderes e sistemas de Caminho de Humanidade Místika e muito mais.
Além dito, o jogo trás milhares de histórias, centenas de personagens (de simples magos de ruas, até lordes infernais, coifas e magos ascendidos), trás ainda dezenas de regras extras, milhares de itens e etc.
O jogo começa com Xino e os Magos vivendo em Capinga, uma pequena cidade no interior de SP, onde os Magos ajudam a comunidade enquanto vão descobrindo os seus poderes, despertam e aprendem os primeiros passos da magia com o mestre Xino e o amigo dele, o Oráculo.
Porém, tudo muda quando os magos são surpreendidos com ataques espirituais de forças malignas e as investidas maldosas de Mercúrio, um arqui-inimigo de Xino. Assim, em uma atitude desesperada de re-estabelecer as suas forças, Xino pede que os seus discípulos vão até Udoradinho e encontrem a urna cúbica de platina, um talismã mágiko que tem o poder de trocar almas de corpos de lugares. Ela pode trocar tanto um espírito ruim de uma bengala ancestral, como ela pode retirar um demônio do corpo de um inocente. Mas Xino pretende a usar para retirar a maldição de seu corpo, de sofrer quando tem de invocar os espíritos. Mesmo que isto o fizesse ter de mudar de corpo! Xino estava determinado a destruir Mercúrio, custe o que custasse, mas...
Acontece que mesmo com o sucesso dos magos discípulos de Xino em encontrar a Urna Cúbica de Platina, outro fato chamou a atenção da cabala de magos e eles tiveram de ir para Thriumphus, cidade vizinha de Capinga; onde Júpiter e seus capangas estavam pegando inocentes da cidade de Thriumphus e fazendo terríveis experimentos mágicos com eles, buscando saciar suas sedes por um poder sombrio e ilimitado. Terrível e pavoroso.
Porém, como o Mago Xino poderá fazer tudo isto sozinho e debilitado? 
A ajuda dos personagens dos jogadores é fundamental para o sucesso da História. E eles acabam descobrindo desde cedo, no jogo, que suas responsabilidades como magos são muito grandes.
Mas será que os personagens dos jogadores vão querer contribuir, de fato? Ou vão se corromper com as promessas de Mercúrios e os Lordes Inferiores dele?
Tudo isto só poderá ser descoberto jogando a gigantesca crônica da Urna Cúbica de Platina. Um jogo que transcende o limite da humanidade.
 E vocês, leitores, estão mais do que convidados a jogá-la, por suas próprias contas e riscos. Bons jogos pra vocês!
   Veja o começo da Urna Cúbica de Platina (até o momento página 1 de 4, mas que deve chegar até seis ou sete páginas da Urna Cúbica de Platina, porque ainda falta um belo tanto da Crônica eu pôr na Web, em HTML, porque eu ia por em JPG e em PDF - imagem - mas resolvi por HTML - letra - mesmo, ou seja, tem que escrever letra por letra, mas vamos lá, vamos que vamos) no link abaixo. 
    LINK EM





NOVA Esfera - Novalluz, também tratada na Urna Cúbica de Platina.


De Muitos Modos

De n Modos:
Como se vive um, ou outro, escritor e pesquisador (alternativos) no Brasil.





Faltando pouco mais de 144 horas para o ano de 2016, é chegada a hora de dizer algumas das últimas palavras – e isto quer dizer, aqui, também, consecutivamente, neste canal comunicativo – e postar algumas das últimas coisas que serão datadas originalmente de 2015.
Hoje, será abordado sobre o não-main-stream brasileiro, ou aquilo que não é convencionalmente aceito.
Vamos começar? Esta postagem é um texto simples, sem maiores recursos gráficos ou de HTML – exceção da arte que ilustra esta post, feito pelo autor –, é um texto que se pertencia a demonstrar alguns pontos importantes sobre a questão dos paradigmas e daquilo que foge a eles, dos dons e de como aproveitá-los. Certo? E por dizer em aproveitar, esperamos que vocês estejam aproveitando estas datas festivas da conclusão do corrente ano. Boa leitura e obrigado por visitar este blog.


Êeôo, vida de gado, povo marcado,  e, povo feliz!” – Zé Ramalho in Admirável Gado Novo [Zé Ramalho].

“Ô patrão, ô patrão, ô patrão, prenda o seu gado / na lavra tem um ditado / quem mata gado é jurado / missa de padre é latim / rapaz solteiro é letrado” – Martinho da Vila in Patrão, Prenda seu gado [Pixinguinha e João da Bahiana].


Será que são os patrões que nos impõem os padrões? Assim, onde, se eu tenho emprego fixo, salário certo no fim do mês, se sou heterossexual, se sigo uma crença ou um dogma, se participo deste ou daquele grupo, enfim, se isto é observado eu sou normal e feliz; se isto não acontece, então serei um maldito? Mas ora, que grande tolice tudo isto. Temos que respeitar e aceitar o diverso: as pessoas com algumas necessidades especiais, os doentes e necessitados, as pessoas mais simples e ignorantes, tal como os supra gênios incompreendidos, ou as minorias e os alternativos; todas estas pessoas ou estes paradigmas de pessoas devem ser aceitos e integrar a atual sociedade – é apenas assim que deve ser e se formar o mundo contemporâneo.
Todos temos que entender que a natureza é o diverso e não apenas um dado gabarito ou modelo. Não apenas os brancos, os de cada crença tradicional, não apenas os homens ou as massas, os militares, os políticos, que nada, masque nada disto, mas, sim, todos aqueles que formam o atual instante do mundo (em um dado tempo e espaço), ou, em uma palavra, a diversidade. Tomemos como exemplo, uma pessoa qualquer, como eu, o autor.
AFINAL: O que eu sou além de mim? Eu gosto muito de uma definição de Nietzsche, dos padrões, do que deve ser o comum e o aceito (motivo subentendido do alçar – dançar – sobre as suas próprias cabeças, isto, quer dizer do quebrar de preconceitos & limitações, e, etc.):

“XIX – [do O Homem Superior, ou O Homem Superado; Quarta Parte]
Elevai, elevai cada vez mais os vossos corações, meus irmãos! E não vos esqueçais também das pernas! Alçai também as pernas, bons bailarinos, e melhor ainda se vos sustentardes sobre as vossas cabeças!
Também animais pesados conhecem a ventura; há cambaios de nascimento que forcejam singularmente à maneira de um elefante que tentasse suster-se sobre a cabeça.
Mas vale estar doido de alegria do que de tristeza; vale mais dançar pesadamente do que andar claudicando. Aprendei, pois, comigo a sabedoria: até a pior da coisas tem dois reversos, até a pior das coisas tem pernas a bailar; aprendei, pois, vós, homens superiores, a afirmar-vos sobre boas pernas.
Esquecei a melancolia e todas as tristezas da populaça. Como hoje me parecem triste os arlequins plebeus. Mas isto hoje pertence a populaça” (NIETZSCHE, Friedrich; 2010, p. 245 – 246; in Assim Falou Zaratustra, 4ª Edição, Tradução de Alex Marins; São Paulo: Ed. Martin Claret).

Assim, é necessário evoluir e buscar outras (ou rebuscar as suas) metas e desejos a alcançar [CONTA PESSOAL DA SUA VIDA: aquilo, in-táctil-mente, a que quero alcançar-me – isto, em Investimentos-Próprio ou no Capital Pessoal de cada um]; assim, onde isto se aplica perfeitamente ao que o filósofo citado afirma com suas palavras, palavras tais como ‘afirmar-vos sobre boas pernas”” e “melhor ainda se vos sustentardes sobre as vossas cabeças” (Nietzsche, 2010; Obra Citada). E entendo isto categoricamente como o superar a si mesmo, o buscar do auto melhorar-se a priori em qualquer circunstância ou situação. Notemos, ainda, que o filósofo (e filólogo) citado faz importante distinção entre as tristezas da população e os arlequins plebeus, mas que isto, é mesmo da populaça (e, consequentemente, não é da filosofia).
Creio que este deveria ser o padrão e o comum da humanidade, buscar o melhor, o mais evoluído e aquilo de que apenas se espera que traga nos benefícios, a todos – pois superar-se a si mesmo, não é justamente podar as próprias arestas a fim de melhor contribuir para o conjunto social? Estar bem e disposta-mente sadio à vida social não é só o melhor para si, como o é, inclusive, para toda a sociedade (e evolução, creio). E não apenas os padrões de trabalho ligado à sacrifícios e esforços, com choro e murmúrios; enquanto que festas e paixões humanas desmedidas, estejam ligadas à felicidade e riso solto. Repetimos, apenas para ressaltar: que o melhor deveria ser superar-se e cura-se de meras vaidades e passatempos mundanos (que entretêm, ao mesmo tempo em que desgastam os seus praticantes, isto quando não os expõem em risco direto, inclusive com risco contra a suas próprias vidas).
É assim que dentro do padrão aceito, seja de sucesso, de harmonia, ou mesmo de conceitos de festas como natal e carnaval, há um desequilíbrio (maior ou menor), justamente, que surge nesta padronização, de modo que algumas práticas são “louváveis” e aceitas, enquanto que minorias ficam à mercê de suas próprias rotinas que nem se alteram e nem são respeitadas (nisto há comportamentos e ideias que se impõem, enquanto que reprimem demais ideias – contrárias as que se impõem); pois na impossibilidade do que fazer, acabam por tendo apenas que contentar-se em observar e ouvir aquilo que os demais propagam / fazem; onde, o uso de um padrão determinado, geralmente, traz conflito a quem é adepto de outra filosofia ou política de vida (em menor ou maior grau, em uma escala de irritante a letal).
Por isto, o padrão normal aceito, para nós, letrados e estudantes, é a evolução ou “o bailar sobre as nossas próprias cabeças” (Nietzsche, 2010). E cremos que assim deveria ser propagado e ser, de fato; mas, isto, não pode (nem deve) ser imposto, mas sim conquistado: o padrão do superar a si mesmo é para aqueles que já se desprenderam de demais anseios do instinto, por fim.
E além de superar a nós mesmos, devemos, impreterivelmente respeitar o outro, principalmente àqueles que têm opções e conceitos inteiramente diferentes dos nossos, pois se não os respeitarmos, entraremos em conflitos com aqueles que pensam e são diferentes de nós [e de nossos modos, dados por “aceitos” (ou, mais apropriadamente convenientes?), mas isto sempre gera mais conflitos e certames]. Deve-se se tolerar, mutuamente.
Se foi recorrido ao famoso filósofo prússico (atual Alemanha) para se dizer do que eu creio que somos enquanto nova humanidade (pós 2010), Nietzsche; de mesmo modo, recorremos a questões de intolerância clássica, para ilustrar estas “guerras” de religiões aqui no Brasil, a princípio, e recorremos a histórias do começo do Espiritismo, no interior de SP, dizendo de quão absurdo a não aceitação do outro pode nos fornecer pensamentos de pura irracionalidade.
Os fatos narrados a seguir, dizem, mais precisamente, da cidade de Matão – a mesma em que eu resido, desde minha nascença, há 34 anos –, porém no início do século XX, e, seus ilustres fundadores e moradores (especialmente, Schutel, Cairbar).

“O primeiro texto enfrentado por Cairbar Schutel foi com o folclórico vigário Antônio Cezarino, que, quando soube que ‘seu’ fiel estava se envolvendo com o espiritismo, mandou um recado a ele através de Belarmino de Castro, proprietário da linha de ‘trolley’ que unia os dois municípios [Mattão e Araraquara, interior de SP]:
‘Diga ao Schutel que eu vou a Matão especialmente para lhe dar uma surra de relho e ensiná-lo a nunca mais se meter com esse negócio de Espiritismo. [...]
Passados uns quinze dias, o padre calabrês foi de fato a Matão. Ao estacionar o “Trolley” em frente a farmácia, Schutel grita para D. Mariquinhas [sua esposa]: ‘Mariquinhas, prepara-se que vai haver barulho. O padre Cezarino está aí!’
Ledo engano... o valente vigário, solicita e prevenida-mente gritou já da porta: ‘Schutel, eu preciso que você me faça um curativo na mão. Acidentei-me na estrada e está sangrando muito’. [...]
Ele vinha caçando pelo caminho quando o ‘Trolley’ parou num córrego para os cavalos beberem água e descansarem. Nisso, um barulho no mato assustou os animais, que deram um tranco na carruagem, e o padre, que estava com uma das mãos apoiadas no cano da espingarda e a outra com o dedo no gatilho, disparou acidentalmente e feriu a própria mão”. [...]

“Já era de se prever um confronto ríspido entre católicos e espíritas quando selecionaram o violento padre João Batista van Esse para a paróquia de Matão. [...]
A disputa entre os dois começou através das páginas de ‘O Mattão’, jornal leigo da cidade, que publicou a polêmica religiosa, eivada de ofensas pessoais e tom agressivo da parte de padre Van Esse. [...]
O subserviente subdelegado Otávio Mendes, temeroso das consequências trágicas que tal confrontação poderia ter, dirigiu-se a Schutel e contou que o padre havia combinado com seus fiéis conduzir a procissão de sexta-feira santa até à frente do Centro Espírita e de lá atentar contra a Casa, incendiando-a.[...]
Muito bem. Então agora eu vou dar um conselho ao senhor [disse Schutel]. Como autoridade policial desta cidade, o senhor tome todas as providências cabíveis, porque eu vou abrir o Centro à hora de costume e vou pronunciar a palestra que já havia sido marcada ad-rede-mente. Caso aconteça alguma tragédia eu responsabilizarei o senhor. Meu centro não é clandestino, tem alvará, e vai continuar funcionando normalmente. [...]
Chegando o dia, ele abriu o Centro às dezenove horas e dispensou mulheres e crianças. Ficaram só os homens, já prevenidos do risco a que se exporiam, e receberam uma ordem: quando Cairbar desse um alerta, todos deveriam se jogar ao chão incontinenti.
[...] Cairbar, falava a todos os pulmões, num entusiasmo como poucas vezes se viu. [...]
A procissão começa a se aproximar do [Centro Espírita] ‘Amantes da Pobreza’ [...]. Entoavam suas cantigas e ladainhas, como de costume, com toda a certeza esquecidos de que iriam cometer um ato indigno, em nome Daquele que nos houvera dito que somos todos irmãos [...]. As vestes ‘sagradas’ serviam para ocultar punhais, porretes, pedras e revólveres. [...]
Quase em frente ao Centro, a procissão, entre excitada e agitada, aumenta o vozerio sob a batuta do vigário e desperta a ira do advogado Abel Fortes, chefe político temido, que morava nos arredores, e cuja esposa convalescia de difícil parto acometido naquele dia.
Apreensivo e indignado, o advogado, sobe num muro, [...] e fala, [...] ameaçando a responsabilizar o padre e seus acompanhantes se algo acontecesse à sua esposa e filho, além de lembrar contundentemente o desrespeito que estava se perpetrando contra a Constituição de 24 de fevereiro de 1891. E reiterou, que embora não fosse espírita e não tivesse procuração de Schutel para defendê-lo, que ele estava com a razão, pois agia dentro de seu direito de liberdade de expressão e religião.
E sua alocução foi tão violenta e exaltada e cheia de ameaças, que o povo, temeroso, começou a evacuar o local [...].
[...] Quase que indiferentes à algaravia que se processava lá fora, prosseguia a bela preleção de Cairbar Schutel.
[...] No dia seguinte, durante a sessão ele iria sofrer sérias admoestações dos Espíritos: ‘Schutel, então que belo cristão você está pretendendo ser? Você confiou em uma carabina e dois revólveres e se esqueceu de confiar em nós, aqui do outro lado [...]!
[...] A ordem que ele houvera dado para que todos se deitassem ao seu aviso, era devido a que, nas gavetas da mesa, ele trazia escondidos armas para proteger o centro na eventualidade de uma invasão. Caso acontecesse, ele pretendia defendê-lo até as últimas consequências.
[...] O padre Van Esse, depois do fiasco a que se expôs, foi transferido para Araraquara.”
(MONTEIRO, Eduardo Carvalho; GARCIA, Wilson; 2009, p. 53 – 54, e as páginas 59 – 62; in Cairbar Schutel, o Bandeirante do Espiritismo, 2ª Edição; Matão: Casa Ed. ‘O Clarim’).


Monteiro e Garcia (2009) demonstram que tragédias maiores poderiam acontecer se tais indisposições ou divergências de interesses e filosofias e dogmas (e comportamentos) tivessem sido legadas até as últimas consequências; apesar de tais rixas serem assuntos comuns no início do século XX – e final do século XIX, também – e o serem muito comum ainda hoje, infelizmente; mas repete-se, tais posturas são muito perigosas. Ter racismo, preconceito, ódio, não-aceitação, praticar bullying e demais práticas segregatícias só trazem mais divisões e incompreensões. Notaram a carga dramática que há nestes episódios citados?
E ainda, como é notável, recortei alguns trechos que considero de maior doutrinação, para evitar “usar” um texto de fim de ano, para tentar converter pessoas a fé espírita, não haveria problema nenhum nisto, mas o motivo deste texto /post não é este e por isto, abstive algumas partes de maior relevância espiritual, em respeito aos meus leitores de outras crenças diametralmente opostas ao espiritismo, mas é recomendado ao leitor do blog, que se interessou, conhecer este livro e demais obras espíritas (como os livro de Chico Xavier e a codificação clássica de Allan Kardec, Livros dos Espíritos, o Evangelho Segundo o Espiritismo, o Livro dos Médiuns, etc.); tal drama há ainda hoje em Matão, talvez não deste modo, como antes, como descrito mas há; tal “guerra” ainda existe quando um gay tem que esconder quem é verdadeiramente porque o pastor da igreja não vai aceitar, ou quando uma mulher divorciada é desprezada pela vizinhança e bairro; isto ainda existe na indiferença que temos pelos drogados, pelos mendigos e vagabundos (mas que fique claro: que estas três últimas categorias e classes de pessoas, podem ser concomitantes entre si, mas que a princípio, são igualmente distintas e isoladas entre si), onde são todas pessoas como nós, mas por algum motivo acreditam (os outros, os que formam os padrões que “devem” ser aceitos nos moldes deles) que eles – as minorias, os fora de padrões – são alienígenas ou malditos, apenas porque conservam suas “diferenças”; igualmente, ser escritor, ser artista, viver de arte e música no Brasil, tal como ser um pesquisador alternativo, um livre pensador (mas não iniciado cientificamente), é de certo modo um grande teste e um martírio sem paredes, pois, ora, quantos problemas, tristezas e sofrimentos, há guardados para quem segue estes caminhos “alternativos”, neste país? Muitos, problemas e dificuldades, sem dúvida, mas é como dizem: quanto maior o sofrimento (ou aquilo que se deve superar), mais se depura o ser e sua consciência; bem, assim esperamos. E sim, você que é comum e padronizado, pense um pouco em quanto sofrimento seus conceitos podem trazer aos diversos e diferentes. Por favor, pondere-se e tolere.
Percebe-se que há uma ligação entre a não aceitação das religiões e a intolerância (óbvio, desde a muito tempo) e o terrorismo, mais recentemente; o que isto causa, em si, é apenas uma humanidade cada vez fragmentada e não em uníssono aos anseios e necessidades que o PLANETA têm; se todos entendemos e amamos ao meus Deus – que como Jesus mesmo disse, é um só – porque estas guerras de argumentação de crença e lógica que existe entre os evangélicos VS os espíritas, ou ainda que existe entre os espíritas VS os católicos, os as intrigas entre o pessoal de um conga (Centro) de umbanda e outros, de quimbanda e etc.; o estado islâmico usa isto para manter os seus argumentos insanos a dizer que ocidente não aceita a religião Islã, e que os valores ocidentais são inteiramente distintos dos valores do oriente médio ou da lei do(s) Profeta(s), e etc. Jesus também já disse que amar a Deus sobre todas as coisas e amar o outro como a ti mesmo contém todas as leis e tudo sobre os profetas – e com certeza, o caminho deve ser por este sentido, mesmo.
Pois que o ódio não é vencido com mais ódio, mas todos sabem que o antônimo de ódio é o amor, é assim que se vence e não odiando mais do que eles nos odeiam; uma vez que isto, mais ódio, não ajuda em nada; em suma, deve-se ir ao foco do problema (as pobrezas, o mundo desigual e gritantemente contrataste, o não respeito a natureza, e etc.), e o foco tem ligação direta com todos os de fato, que de fato, alimentam este abismo ininteligível e preconceituoso de ódio e de raiva (e loucura!) entre as diferenças das concepções e das percepções de mundo (entre suas repulsas, repelências e uniões, entre as regiões) Oriental / Oriente Médio / Leste Europeu / Ocidental / América / África – entendo que para diminuir e acabar com tal abismo, deve-se tornar o mundo mais igual e mais tolerante; neste sentido, vejamos Voltaire (2015) em seu Tratado sobre a Tolerância.

“A Fé não se incute a golpes de espadas. (CerisiersSobre os reinados de Henrique VI e Luís XIII) [...]
Com a religião ocorre o mesmo que com o amor: a imposição nada consegue, a coerção muito menos; não há nada mais independente do que amar e crer. (Amelot de laHoussaie, a propósito das Cartas do Cardeal d’Ossat)
Se o céu vos amou o bastante para vos fazer ver a verdade, ele vos proporcionou uma grande graça; mas cabe aos filhos que têm herança do pai odiar os que não a tiveram? (Montesquieu, Espírito das Leis, liv. XXV)
Poderíamos fazer um livro enorme, composto apenas de semelhantes passagens. Nossas histórias, nossos discursos, nossos sermões, nossas publicações de moral, nossos catecismos, respiram todos, ensinam todos atualmente esse dever sagrado da indulgência. Por qual fatalidade, por qual inconsequência desmentiríamos na prática uma teoria que anunciamos todos os dias? [...] Há, portanto, mais uma vez, um absurdo na intolerância. Mas, dirão, os que têm interesse em atormentar as consciências não são absurdos” (VOLTAIRE; 2015, p. 86; in Tratado sobre a Tolerância; Tradução de Paulo Neves; São Paulo: Folha de S. Paulo).

Tratado original é de 1763, e foi escrito em virtude de morte de Jean Calas e de todos os outros pormenores envolvidos nesta questão (o livro é uma experiência por si só única, unido, então, ao caso real e chocante narrado em suas páginas, torna-se assim, um livro imortal). Mas Voltaire não era apenas um filósofo renomado e grande escritor; uma vez que em 1762 ele publica o livro Monseigneur le chancelier, que foi redigido por Voltaire, mas que é assinado por Donat Calas. O Traité sur la tolérance – Tratado sobre a Tolerância – é concluído em 1763, em abril, mas a sua difusão na França é complicada, devida a proibição do livro – que com este mesmo livro, Voltaire conseguiu alterar toda a opinião pública e jurídica, sobre esta questão, inclusive, dentro de sua própria época. Mais um livro que recomendamos ao leitor conhecer ou reler.
Enfim, é recomendado que se tolere, para que melhor se possa entender. Afinal, como podemos entender um poeta marginal, um trovador das filosofias niilistas ou um filósofo natural se não queremos nem ouvi-lo?
Para que finalmente possamos entender e apreciar profissões mais abstratas (e ou dogmas ou conceitos com os quais menos nos afeiçoamos), devemos, primeiramente, aceitar a condição e a posição do outro; e também, considerar que cada pessoa tem suas habilidades e aptidões específicas, e que para cada talento, há que haver suas respectivas ações ou valorizações de aproveitamento; e tudo isto em exercícios diários de aceitação e tolerância, de superação e  indulgência, a fim e buscarmos a real irmandade e a pacificação global.
Depois, deve-se dizer, ainda, que sobre a não aceitação de profissões como escritores ou mesmos as profissões mais tecnológicas e avançadas, isto pode ocorrer em virtude do medo do novo, de velhos conceitos equivocados, enfim, por motivos de desconfiança e receio. Mas, afirma-se que sim, há que haver um lugar para cada talento, ou então, o sujeito poderá estar com dificuldades de aproveitar as suas totais aptidões (ao menos, as aptidões mais latentes ou visíveis), onde então ele deve, imediatamente, se esforçar para achar outras atividades a fim de que possa ir se desenvolvendo (ou mesmo vivendo; ou sobreviver) enquanto que suas capacidades máximas não sejam inteiramente exploradas ou utilizadas.
E fatalmente, aquilo que você considera ser, é sim, muito importante. Porém, como diz, o Wagner de um texto de teatro meu (que está sendo transcrito a este blog na parte de teatro – Quem vai morar com o tio Carlos?) “Minha vontade nunca se realiza se a vontade dos outros assim não quiser”. Isto é um tanto niilista e fatalista, mas contém muito dos tempos individualistas e um tanto quanto frívolos em que vivemos; e para terminar, mais uma citação, agora do lendário álbum Clube da Esquina (1972), de Lô Borges e Milton Nascimento:

“Você queria ser o grande herói das estradas / tudo que você queria ser / sei de um segredo / você tem medo, só pensa agora em voltar / não fala mais da bota e no anel de Zapata / tudo o que você podia ser, sem medo” – Milton Nascimento in Tudo o que Você Podia Ser [Lô Borges e Márcio Borges].

Muito obrigado por acessar este blog; e que vocês tenham um 2016 exatamente como desejarem e fizeram por merecer; e sim, obrigado por manterem conexão comigo, em 2015, e que continuemos conectado, daqui pra frente. Sinto-me muito honrado sendo lido, ouvido e visto por vocês. Obrigado também por vocês que me acompanham desde há mais tempo... cheers long time!!!
Até mais. Muitíssimo Obrigado.
E pra acabar, uma frase célere (risos), feitas em uma experiência de trabalho minha:
_ E então? Vamos preencher com etanol?

A MELHOR SEMANA DO ANO

Canção Heiress Of Valentina 

de

Dune

 

 

Now, you can see her dancing

You can tell she's beautiful

You can see her dancing with me

 

She is the fighter from the streets

Old men begging for pleasure by the young girls feet

 

Oh, little princess will you suffer from defeat?

Or escape the needle and make me fall

 

Agora, você pode vê-la dançar

Você pode dizer que ela é tão linda

Você pode vê-la dançar Comigo


Ela é a lutadora das ruas

Homens Velhos implorando pelo prazeres dos pés jovens das garotas

 

Oh, princesinha, você vai sofrer de derrota?

Ou escapar pelo buraco da agulha e me fazer de bobo?

     

  Sinta aqui a música



 

Editorial

Aqui temos uma ilustração, uma arte gráfica, digamos assim, essa foto encontra-se no site http://promodj.com/edsonfernandos

 

 

 

Saudações à Todos Vocês, Amigos, Amigas, Leitores e Leitoras desse Nosso Blog. O que podemos dizer de 2012?

   Se por um lado foi um ano difícil, onde muitas vezes desacreditamos nos seres humanos poderosos, que poderiam ter feito algo por nós, mas não fazem, nunca fazem nada, e se fazem, ganham muito mais com isso; pelo outro lado, nos surpreendemos com histórias incríveis de anônimos que muitas vezes, fazem mais por nós do que aqueles que recebem para cuidar da gente. Mas é isso mesmo, a vida é assim, uma grande pena alguns crerem que esse Mundo é tudo e que só aqui deve ser o foco do nosso interesse.

  Gosto de afirmar que tudo está interligado e o Nada não existe, para mim só existe criação.

   Que 2013 seja um ano muito criativo. Vamos ler?

SÓ TENHO A DIZER, OBRIGADO À VOCÊS

Agradecemos imensamente às visitas,
 aos comentários,
às indicações,
aos 'likes', "shares"
e todo e qualquer tipo de manifestação de carinho e interesse por esse BLOG.
Nosso MUITO OBRIGADO Sempre e Esteja à Vontade!





Mas é isso mesmo, você não está enganado(a), o texto acima, dessa coluna, já foi publicado. E agora, mais uma vez. E podem crer, tudo aqui nos é muito sincero.


Acima: O alinhamento cósmico dos planetas, dia 25/12/2012. No canto esquerdo: Note que três planetas estão sobre as piramides, o Egito vota sua Carta Magna; No canto direito: e note, também, como estão alinhados os planetas, pela visão de saturno.




Prazer, Eu Sou o Edson

 

Olá, Tudo Bem? Hoje, amigos e amigas, vou apresentar um texto diferente, será mais uma conversa, onde irei dizer um pouco sobre mim. Pode parecer uma atitude egoísta dizer de si, ainda mais quando se trata de um escritor, que tem histórias, personagens, situações, assim, falar de si, pode parecer uma atitude soberba, enfim, não é nem por aí...

    Não sei se vocês se lembram, mas o blog já começou com os textos, com as páginas livros, com os widgets e tudo que sabiam sobre mim, era aquele logo do Google+, uma ou outra informação que eu punha na página e só. Só isso.

Hoje, teremos uma situação diferente, pois hoje falo francamente, na primeira pessoa, eu por mim, sem deixar que o texto fale mais do que eu, porque amigos, de fato, ser escritor é deixar o texto falar mais do que si.

    Eu não sou nenhum de meus personagens, eu sou Eu, filho de d. Ilde e Sr José, onde meu pai faleceu quando eu tinha oito anos e então, fui criado, por um tempo, por minha mãe e minha tia Améris e depois, moramos minha mãe e eu só...bem, teve uma época que minha prima Lourdes e seu filho Marco moraram com a gente mas eu já estava criado nessa época. Assim, agora já sabem um pouco mais sobre mim.

   Eu nunca fui um aluno brilhante, como espera-se de alguém que gosta de ler e calcular, gosta de artes; na verdade, eu era um aluno surpreendente (sou até hoje), porque eu não ia nas aulas e tirava notas muito altas, as mais altas da classe, e haviam várias teorias para tentar explicar meu desempenho sem ter assistido aulas antes. Uns diziam que eu era macumbeiro e eu gostava de insuflar essas histórias, dizendo que eu tinha mesmo um guia comigo... hoje sei que nosso guia é só o Senhor Jesus. Outros diziam que eu colava, vocês acreditam, isso nunca, e pasmem, a professora combinou com a classe que se algum aluno me visse colando era pra dedurar, vocês acreditam nisso? Meus próprios amigos de classe, me vigiando.  Nunca colei e odeio passar cola, amigos não me peçam, já olhem direto para a minha prova e colem, pois eu sou péssimo para colas... puderá, nunca colei. Outros diziam que eu chutava as respostas, como assim? Vou jogar na loteria então. Até que a professora fez prova oral, dissertativa, prova surpresa, que caiu no dia que eu apareci na aula.... eu só ia na escola em dias de prova. Nada adiantava, eu passava em todas. 

    Até começar a fazer concurso público, passei em uns processos seletivos, concursos, municipais mas para cargo bom, não obtive nota. Por que será, né?

    Mistérios à parte, Sempre tirei nota mesmo sem ir a aula. Como isso pode acontecer? Hoje eu sei, eu sempre li muito, sabe, faz-se alarde quando um menino de oito anos lê muitos livros, mas eu lia na minha juventude, infância, e isso era-me normal. Tudo o que podia pegar na escola  eram três livros por semana, faça as contas, mais ou menos 136 livros por ano, era o limite da escola, mas eu também pegava na biblioteca municipal... Ou seja, eu vou atrás do conhecimento.

    Os alunos na escola tem uma atitude muito passiva. Eles ficam lá, jogando bolinhas de papel, falando alto, sendo rudez e grosseiros enquanto a pobre professora tenta explicar o que eles não querem saber, hoje eu sei, que ela nem quer explicara aquilo, é o plano de ensino, a grade curricular que diz a ela o que ela tem que fazer. 

      Agora contando, lembrei de um dia que a professora nos disse que ia ensinar algo novo, é eu fui nesse dia, daí ela pegou e foi até a sala da diretora e voltou triste, dizendo que não podia ensinar... Vocês estão vendo. Pra mim agora tudo ficou claro. A professora pegou algum interesse que a turma tinha em aprender algo novo mas não pode ensinar, não talvez porque não tivéssemos a base pedagogia necessária para o desenvolvimento do novo conteúdo, ela não nos ensinou porque a Diretora não permitiu.

   Um dia marcante foi um dia na aula de matemática, onde a professora propôs uma atividade que ela mesma não sabia a resposta e no livro dela só tinha o resultado e não a resolução. Imagine a cena. Claro que eu consegui fazer e passei o resultado para os meus amigos. Olhem, vocês acreditam, a professora nem quis ver,porque ela achou que nós, eu, jamais conseguiria resolver aquela atividade. Depois de uma meia hora quarenta minutos que eu tinha acabado, uma amiga de classe, Solange, gritou, resolvi, achei, cheguei. Fazendo o maior escândalo e a professora passou o resultado na lousa, nisso um dos meus amigos disse "Mas está igual ao do edson". A professora se retratou e disse que a garota e eu eramos os aluns mais inteligentes da sala, fui a primeira vez que fui aplaudido em sala de aula. Creio, isso ter acontecido na quarta ou quinta série...

     Assim se você é um dos meus amigos de colégio que também não sabe até hoje o porque de eu tirar nota. A conclusão que cheguei é essa, eu já tinha lido muitos livros, desde a infância e no mais, eu estudava livros didáticos por fora, o que me deu muita vantagem nos estudos. Muitas pessoas associam o fato de eu não ir à escola, com o porque de eu não gostar do estudos. Isso é uma grande tolice, eu amo estudar, mas na época em que faltava tanto, 87-98, 2002, eu não achava a escola interessante e sou assim até hoje, assim, se um dia eu me matricular na sua escola e começar a faltar, tenha certeza, eu não aprovei o  método de ensino e prefiro seguir o meu, que já me deu muitos bons frutos, e continua a dar.   

    Isso não significa que sou melhor do que ninguém, nem pior, eu apenas não consigo relacionar-me só por relacionar, e não é porque em um lugar todos acham que lá se aprende, e se a pessoa não vai lá, não aprende... Isso é burrice. Eu aprendi e mais, sozinho com os meus livros. E agora escrevo, Os Livros Do Edson.







Atualizações

 

Como hoje, essa postagem é da última semana do ano, estamos no clima informal, vamos manter essa informalidade. Hoje, a sessão atualização trará a impressão do autor de seus livros. Os três melhores livros segundo a autor e as ferramentas estatísticas do blog. Apresentados assim:

Nos Contos do Noctâmbulo temos toda a marginalidade, o crime e as drogas de Luis, um jovem sem norte, O introspectivo, um personagem de pouca fala e muito pensamento e CIA LTDA. Mas Luis não é apologia ao crime, nem a droga  recreativa, não Luis é a destruição total e muito semelhante a vida real que enfrenta quem cai nessas tentações infrutíferas. LINK AQUI

 

Os Excluídos Renegados Fala de Stephano, um anjo que decaiu de sua morado no Céu. Na verdade,os Excluídos Renegados fala de todos aqueles que já se sentiram distantes de seus lugares. Pessoas deslocadas que mesmo que aceitas em uma sociedade, sabem que seus lugares não são esses. Um livro que tem cenas muito escuras e outras que até cegam de Luz, senão isso na mesma cena. LINK AQUI.

 

A Seção de Poesia também foi muito bem aceita, muitos ips diferentes já visitaram a página. Isso não pode ser considerado leitura? Claro que pode. Temos o livro, online mas livro, temos os leitores e temos o autor, é literatura. Bem, o que eu posso dizer da minha poesia, preferia mais que vocês dissessem o que acharam. Eu acho ela forte, tem vida própria, por vezes tive que viver para escreve-la e que sorte que estou vivo para contar. Pensou? Morrer por nada? Emicida fala isso "quer escrever com as ratazana passando eu volta, meu, quantos morreram assim e ninguém viu? O desespero, a revolta, a insanidade tem seu lugar na literatura, mas de fato, não é recomendável que se as viva. Não brinco quando digo ter tido sorte por estar vivo, eu realmente me arrisquei e estive onde não precisa estar. Graças que o poema está a salvo e que eu permaneço escrevendo. Sabemos, muitos artistas acabam morrendo em suas experiências de arte. LINK AQUI.


    Em 2013, será continuada a publicação normal dessas e de outras páginas livros, que podem ser  acessadas rapidamente no espaço "LIVROS/PÁGINAS", que fica no canto superior esquerdo desse blog.

  Muito obrigado você que nos leu em 2012 e lhe aguardamos em 2013. Boas Festas!!!

 

 

 

 

 

 

BANCO 24 HORAS
às novas e futuras gerações

(parte selecionada)


Houve um tempo muito distante
em que os bancos funcionavam 24 horas.
Mas então houve um apagão
e os bancos com seus ultra modernos,
caixas eletrônicos,
terminais de auto atendimento,
E os saques em postos de combustível,
começaram a funcionar só até as 22:00,
depois 20:00, três da tarde e sábados.

Mas cuidado,
quando o crédito está tão aquecido
que parece o cozimento de uma compota de abóbora,
a bolha de vapor e resíduo estoura
e todos se queimam
e se sujam.

   







NOSSA IMPRESSÃO DE 2012/13

    Vamos falar aqui do nosso blog. O que o ano representou para nós. 2012, mais precisamente agosto, entramos no ar, ficamos online, começamos os nossos trabalhos, as nossas publicações.

   E de lá para cá, quantas novidades. Chegamos a pensar que o blog sequer seria visto afinal, literatura no Brasil... que nada, estamos muito bem aqui, muito bem vistos, comentados e gostamos disso. Gostamos da participação de todos e todas, afinal, vocês são super bem vindo, o fato é que o blog está crescendo, pena que não podemos acompanhar esse ritmo,lançando mais e mais textos e livros páginas, por isso pedimos paciência a vocês que nos acompanham, gostamos igualmente de todos os conteúdos e todos eles serão alimentados com novos textos em 2013 e claro, vocês podem e devem participar sempre, comentando, criticando, elogiando, sugerindo, enfim. Sinta-se livre enquanto aguarda pelos novos conteúdos.

    Respeitamos igualmente todos os leitores, todas as opiniões e aqui temos espaço para debate e sempre sempre, continuaremos com nossas publicações. Haja o que houver. Feliz 2013 amigos, porque posso garantir vocês fizeram um lindo final de 2012, nos presenteando com suas visitas e comentários, curtidas, compartilhamentos... Mais uma vez, muito obrigado. 

    Ah sim, de onde tiramos aquele som do começo? De um set do dj edsonnando, de onde mais, set perfect feeling IV, no promodj. Esperamos que gostem de dance music e trance. Até mais amigos.