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Estão subindo Arquivos cada vez mais Bizarros na Web na Intenção de Ver se o Divino Resolve-Se por fazer Igual Sodoma e Gomorra Outra Vez

Desconfiamos que os outros estão pretendendo subir arquivos cada vez mais bizarros e grotescos na Internet para ver se o Divino faz suceder à Terra outro acometimento como o que houve em Sodoma e Gomorra.


Preciso solicitar ao leitor que [...] não se esqueça de que a duplicidade que há na discrepância entre o dialético e o mítico é um dos indícios, um dos vestígios que oxalá conduzirão à diferenciação daqueles dois lados que pela força do tempo e da intimidade se tornaram aparentemente indissociáveis (KIERKEGAARD, 2015, p. 83).


Introdução

Que tal termos uma pergunta, uma proposta inicial. O que mais chama a nossa atenção: as coisas da terra; ou as coisas que estão além da terra e do espaço?
Kierkegaard (2015) afirma que é muito comum que caiba ao mítico a arte da especulação ou o abordar de assuntos que venham a extravasar com o mero e corriqueiro campo do material ou do humano.
Ou seja, de um lado se tem a amplitude do que é material e humano. E em outro ponto, em uns outros níveis, existe então a possibilidade de se investigar ou de se divagar sobre o mítico, que é o que se diz nas lendas, ou sobre as divindades, dos mitos e etc.
Então, existe sempre dois lados: o concreto e o simbólico. E de certa forma, mesmo no conjunto da realidade concreta (concreto) das coisas, sempre também se terá outros embates, como a questão de que se algo serve a nós (isto é: a si mesmo ou ao eu) ou se serve aos outros (isto é: a você, ou ao tu, eles e etc.). Ou seja, ‘se é material e se isto é pra mim ou se é para o outro?’: estas questões sempre vão haver por estas terras...
De certa forma, há muitas pessoas hoje em dia que aguardam pelo fim do mundo ou dos tempos (ou o momento em que o espiritual estará afetando totalmente o mundo físico). Ou então aguardam por alguma coisa que venha a acontecer de bizarro e trágico às cidades, como o que ao menos tenha acontecido em Sodoma e Gomorra: onde todos os moradores e viandantes de passagem por aquela cidade, isto com exceção de Ló – que foi literalmente avohai de Ben-Ami (Amom) e Moabe (pai dos moabitas) – e exceção também de duas filhas de Ló, onde todos os moradores de Sodoma e Gomorra foram destruídos com uma chuva de fogo e enxofre; e mesmo quem em caminho, se se atrevesse a olhar para trás e ver o que estava acontecendo em Sodoma e Gomorra se tornava, instantemente, uma estátua de sal (GÊNESIS, Cap. 19). Lembraram o que houve em Sodoma e Gomorra?
O capítulo XIX da Gênese, segundo a versão da Bíblia Sagrada, diz que Ló de Zoar se salvou de Sodoma e Gomorra com sua família, mas sua mulher olhou para trás e se tornou uma estátua de sal, e apenas Ló e duas filhas dele conseguiram saírem vivos e sem serem violentados pelos homens bárbaros e com perversões sexuais de Sodoma e Gomorra.
Porém, como será visto mais a frente neste post, a questão de Sodoma e Gomorra está ligada mais a cultura daqueles povos primitivos e a associação que eles faziam destas práticas com o mítico, ou com Deus e com a aprovação Dele ou não, do que com qualquer outra coisa. Enfim, é uma questão de inconsciente coletivo sim, de um desencarne de consciência; mesmo que de fato seja real o que houve a Sodoma e Gomorra, o que houve lá não foi uma punição à homossexualidade, mas sim uma severa repreensão à barbárie, à bestialidade e as prática do estupro. E se de fato houve aquilo, foi para contribuir para a melhoria das relações sociais, e não meramente para punir os gays mais primitivos, como sugerem algumas outras teorias.
Neste ponto, se percebe talvez não apenas a ligação entre o mítico servindo para regular e afetar as questões sociais, mas também isto se relaciona com aquilo que entendemos de nós e dos outros, e que também se relaciona com a postura que assumimos quando impomos que os outros devam fazer exatamente aquilo que fazemos; sendo que isto não é verdade porque na natureza, cada indivíduo tem uma função e um conjunto de caraterísticas peculiares, isto ainda dentro da sociedade coletiva em que o indivíduo está inserido.
Ou seja, é justamente a diversidade e a ampla capacidade dos indivíduos coletivamente, formando uma sociedade ampla e diversa, que trazem inovação e criatividade aos povos, e não um cultura uniforme apenas como sendo a cultuada, sendo semeada como que por aviões em terra fértil do intelecto o povo da nação, dando-lhes um rumo único e sem opções. O que torna rico culturalmente um povo não é o quanto de sua [cultura] tradicional que prevalece sobre os modismo, mas é como os modismo são afetados por uma dada cultura de um povo ou de uma região.
Percebe-se, assim, o desenvolvimento e a capacidade de intelectualidade e de criação que cada indivíduo tem, através de como a sociedade ao qual ele está inserido se relaciona com ele, de acordo com suas capacidades intelectuais e cognitivas que ele tem mais do que com as posturas ou trejeitos que este sujeito tenha; ou seja, observando assim o desenvolvimento social através de como trata os indivíduos na razão das virtude e não de seus hábitos ou de suas culturas exóticas que tenha.
Sendo que se foi por muito tempo que era cabido ao indivíduo que detivesse que se adaptar a sociedade para ser bem sucedido e ser aceito nos meios sociais, hoje, de fato, são os meios sociais e o fenômeno dos seguidores em redes sociais que causam um sucesso, ao menos virtual, das pessoas. E isto indica aceitação, e sintonia de ideias ou comportamentos (ou carisma, bom conteúdo de ser visto e etc.). O que deve ser notado aqui é que a sociedade ainda continua impondo os seus padrões, porém as pessoas já estão se identificando com outras culturas e outras concepções (outras pessoas, sem dúvida!) e abandonando os velhos exemplos, os velhos paradigmas que sempre deveriam ser seguidos à risca. E é sobre isto, no fim das contas, que fala esta postagem.


Deduções

A continuidade das troças feitas nos jornais, a maneira com que o olhavam na rua, exasperavam-no e mais forte se enraizava nele a ideia. À medida que engolia uma troça, uma pilhéria, vinha-lhe a meditar sobre a sua lembrança, pesar-lhe todos os aspectos, examiná-la nitidamente, compará-la a coisas semelhantes, recordar os autores e as autoridades; e, à proporção que fazia isso, a sua própria convicção mostrava a inanidade da crítica, a ligeireza das pilhéria, e a ideia o tomava, o assaltava, o absorvia cada vez mais. [...] Amam-se ou antes suportam-se melhor aqueles que se fazem célebres nas informações, na redação, na assiduidade ao trabalho, mesmo os doutores, os bacharéis, do que os que têm nomeada e fama. Em geral, a incompreensão da obra ou do mérito do colega é total e nenhum deles se pode capacitar que aquele tipo, aquele amanuense, como eles, faça qualquer coisa que interesse os estranhos e dê que falar a uma cidade inteira (LIMA BARRETO, S/d, p.50).


Os padrões sociais tradicionais, como o casamento heterossexual com filhos; as casas próprias; os carros próprios; os empregos fixos e muito bem estabelecidos, enfim, alguns conceitos do “feliz” socialmente estão caindo por terra. E as pessoas estão buscando a felicidade no empreendedorismo, no alternativismo (corrente do alternativo), no free-love (o amor livre, liberal), nas experiências homossexuais, na transgenereidade ou na transsexualidade, e estão descobrindo um novo mundo de possibilidades com isto; enfim, as pessoas estão buscando outras coisas para serem felizes e se realizarem, e este é um dos traços da contemporaneidade: a construção do indivíduo integral, único e exclusivo (ideal utópico, em muitos os sentidos, evidentemente).
Claro que não há nada de errado em ser heterossexual e ter filhos; porém, as pessoas estão entendo que a vida do outro, pode ser do jeito que o outro o desejar e assim o deixar feliz. Entenda, querido leitor, nem tudo o que se diz é para se aplicar exclusivamente a si ou aos outros. Às vezes, algo é dito para si mesmo ou é o ‘eu dizendo a mim mesmo’. Lembre-se sempre das sábias palavras de Jesus Cristo: ser exigente com suas próprias ações, atitudes e pensamentos e ser complacente ou ser bem compreensivo com as situações alheias, dos outros. O problema é que muitos confundem os discursos e acabam por entender que o que era destinado ao outro foi transfigurado a si e vice-e-versa. De certa forma, Jesus foi posto ao Calvário e às suas próprias consequências na razão de que, de fato, alguns religiosos e pessoas importantes da época Dele perceberam que o padrão comportamental, ético e humano proposto por Jesus era muito evoluído, e muito além do que a maioria das pessoas da época praticava; e que por isto jamais eles conseguiriam atingir aquele nível de arete espiritual, e assim, resolveu-se por tirar Jesus do Mundo, mas acontece que Jesus veio a vencer o Mundo, enfim... Mas o que aquele povo poderoso daquela época não sabia era que Jesus não dizia dos outros, mas sim de nós mesmos, de quem aceita o que o mestre diz e de nós, que pretendemos melhorar a nós mesmos.
O Major Quaresma (Lima Barreto, S/d) é um brasileiro típico, ultranacionalista e que vive um estado de quase sonho utópico ininterrupto de almejar e tentar realizar projetos de como fazer um país mais forte, com as culturas e as características locais brasileiras, mas claro, como sempre a politicagem e os demais interesses dos poderosos brasileiros não permitem que isto seja deste modo apontado por Policarpo Quaresma.
A alegoria de Sodoma e Gomorra remete à bestialidade e a essência das mais violentas e torpes condições que há no ser humano. Muitas pessoas, equivocamente, associam Sodoma e Gomorra à homossexualidade, a pederastia (que palavra mais infeliz esta, não?) e ao sexo liberal; porém Sodoma e Gomorra nada tem disto, ou disto tem muito pouco. Pense bem: se Sodoma e Gomorra falasse apenas de sexo gay desmedido e sem controle algum, porque é que no final da história desta cidade, já na cidade de Zoar, Ló viria a ser avohai de Ben-Ami e Moabe? Sendo que isto sucedeu após ele incestar-se com suas filhas sobreviventes de Sodoma e Gomorra? Não faz sentido, exceto se encararmos este conto bíblico com um fator sexual e cultural daquela região, naquela época, em que o incesto era visto como algo muito mais “normal e natural” do que a homossexualidade, mesmo a homossexualidade imposta, porque em algumas culturas mais primitivas, como a de animais como gato e veados, existe a observação de práticas homossexuais para demonstrar que um gato é mais forte que outro gato macho, por exemplo; é uma relação complicada e apenas entendi isto tendo muitos gatos machos em casa, como o tenho agora. Enfim, mas isto é bestial, é animalesco e vai contra todas as práticas de dignidade e superação humana de hoje em dia, enfim, mais uma vez, quaisquer destas práticas, seja a homossexualidade imposta, por dominação, à força, ou seja o incesto à força ou consentida-mente, é lago impensável hoje em dia, é isto remente a eras mais primitivas e arcaicas da humanidade, sendo que a contemporaneidade, dá um novo enfoque a individualidade do ser adulto, sem associá-lo a dominações ou práticas de submissão a outras pessoas, principalmente desconhecidos e familiares.
O que havia em Sodoma e Gomorra era abuso, uma imposição sexual pela força, onde todos que chegassem na cidade, principalmente os homens, tinham que ser violentados sexualmente e de outras formas pelos moradores homens de Sodoma e Gomorra, sejam este moradores jovem ou novos. Ou seja, não era homossexualidade era um estupro violentíssimo a qualquer forasteiro – e as suas famílias – que chegasse em Sodoma e Gomorra.
Mas as pessoas tendem a associar o mítico com a razão, ou como diz Protágoras, com a dissertação (Kierkegaard, 2015).

Protágoras, por exemplo, ao preparar-se para demonstrar que a virtude pode ser ensinada, diz: “está bem Sócrates, eu não guardarei isto só para mim; mas devo demonstrá-lo assim como os velhos, quando falam aos mais jovens, revestindo a prova com as formas de um mito, ou devo expô-la numa dissertação?” (HEISE, 320, p. 130). E observa, ao terminar: “assim Sócrates, demonstrei, de ambas as formas, como um mito e com razões, que a virtude pode ser ensinada (HEISE, 320, p. 145) (PROTÁGORAS, S/d apud HEISE, 320 apud KIERKEGAARD, 2015, p. 83-84).

Para a maioria das pessoas não basta saber que há as coisas desta terra e as coisas mitológicas, é também necessário saber quem sobressai a quem; e é por isto que contos como os de Sodoma e Gomorra impressionam tanto os mais fervorosos ou mais fanáticos ideológica ou religiosamente, mas, de fato, Sodoma e Gomorra vale mesmo para dizer da cegueira causada pela obsessão e pelo ímpeto do desejo carnal e brutal.


Conclusões

Deste modo fica claro que o fenômeno das barbáries e dos bizarrices na internet e na vida real, que são apoiadas, vistas e compartilhadas por milhões de pessoas apenas representam as facetas mais primitivas, insaciáveis, bestiais e de certa forma, infantilizadas da condição humana.

Deve-se saber reconhecer que de certa forma o outro tem a liberdade de fazer o que bem entender de sua vida, mesmo que isto seja algo totalmente irracional ou insano; o problema é quando isto extrapola os limites da legalidade e se torna algo criminoso ou subversivo, e sem controle algum. Ou quando isto afeta outras pessoas.

De qualquer forma, este mesmo fenômeno dos seguidores de redes sociais e das pessoas que compartilham conteúdo impróprio ou ácido na internet está causando outro fenômeno na web, o das pessoas que são da contracorrente, que tem um estilo de vida diferenciado, e vem com uma outra proposta de um mundo mais amoroso, mais diverso, mais consciente e etc.

O que precisa ser entendido é que não adianta nada esperar que venha outro acontecimento como o que houve em Sodoma e Gomorra para realinhar a ordem do mundo, o que temos que fazer é nos cercar do que gostamos e das pessoas que gostam da gente, e claro saber o que se passa lá fora, mas sem isto ser mais importante que o nosso bem estar. E lembrando que o nosso bem estar hoje pode estar em correntes cult, em música eletrônica, em leituras e RPGs, em outras formas de sentir e viver; e claro, pode também estar no conforto material, na saúde e na paz. Mas que nunca nos esqueçamos que aquilo que não serve para uns, pode ser o que faz a alegria de outros.

Concluindo que atualmente são as pessoas que buscam por originalidade e diversidade e não apenas a sociedade, ou o conceito do divino, que impõe os seu velhos e manjados padrões e os seus comportamentos bem aceitos; sendo que se por muitas eras foi o contrário, ou seja: não se percebia a capacidade e o desenvolvimento de cada civilização e sociedade de acordo como o tratamento que estas sociedades dispensava e dava a cada um dos seus cidadãos intelectualizados, artísticas-políticos e etc.  Atualmente, é prezado muito pela capacidade de compreensão, de assimilação e de análise crítica que as pessoas tem e fazem do mundo, e não apenas que as pessoas estejam aptas a se sensibilizarem ou se deixarem virtualizar por alguma tendência de vídeo ou propostas de entretenimento da tevê ou da internet.

Ou seja, isto quer dizer da valorização que a sociedade dava aos pesadores, aos críticos que realizam seus trabalhos com artes e manifestações culturais e a outras categorias de profissionais e pessoas que apontam novos rumos e inovações salutares e inquietantes para a sociedade. E quer dizer que se antigamente eram os artistas que se enquadravam ao status quo que eram os movimentos intelectuais aceitos popularmente (salvo raras exceções, como Goethe, por exemplo) hoje em dia, cada um – cada indivíduo, cada nicho de mercado – está buscando aquilo que lhe agrada e lhe toca, mas que ainda há muito interesse em que apenas alguns tipos de culturas e artes se sobressaiam a outras. E é por isto que postagens como estas se tornam importantes, porque veem a delimitar o que se esperar de cada criador de conteúdo ou de cada nicho artístico ou cultural de uma região, ou de um site.



Referências

KIERKEGAARD, SorenO conceito de ironia. Tradução de Álvaro Luis Montenegro Valls. São Paulo (SP): Folha de São Paulo, 2015.

LIMA BARRETO, Afonso Henriques de. Triste Fim de Policarpo Quaresma. São Paulo (SP): Editora Escala, S/d.


Braçal Animal




Post 97

do Blog autoral Livros do Edson, intitulada






BRAÇAL: Animal!





EDITORIAL: Poético →   L e R (Versão After Hours)

Eu não tenho nenhum irmão de sangue, conhecido,
e por isto mesmo, eu me preocupo igualmente,
pelo bem estar de todos os meus semelhantes, meus irmãos.


Não queridos, eu não desprezo ninguém,
nem aqueles que me provocam, eu apenas,
guardo em lugar menos importante,
quem não se importa com o que digo,
enquanto dou uma atenção muito especial,
a todo aquele que se interessar em
conversar, trocar ideias e experiências, dizer de si e das coisas,
sinceramente, seja em fala simples, de cinco minutos
ou em longos passeios de horas e horas.


Os meus irmãos estão morrendo,
jovens, negros, pais de família, estão deixando filhos órfãos
mulheres viúvas e queixosas, deixando o mundo, e por quê?


Há muita droga no mundo,
mas nem tenho muitos irmãos que morreram de overdose,
eu tenho mais, muito mais,
irmãos que morreram nos presídios, nas quebradas,
nos acertos de conta do crime, da raiva
do momento e da falta de droga, por fim,
eu vi o pensamento elevado ir embora graças
à ação destrutiva da fumaça do crack,
ao mesmo tempo e que a mente mais baixa
não se interessa por mais nada senão droga!


Isto é algo que os mata: a droga, e como a sociedade
e o governo lidam com este consumo.
Tem muito pouco emprego no mundo: muitos trabalham de mais,
mais de 12 horas por dia, sem respaldo legal, sem respeito e
enquanto isto, outros estão parados, sem nada pra fazer, e vão fazer o quê?


O mesmo que fazem aqueles que conseguiram entrar NA FIRMA
e agora recebem $ 2.400 por quinzena de trabalho
 [mas não há emprego para todos].


E tanto quem trabalha, para esquecer as buchas e fumadas do dia,
tanto quanto quem não trabalha, para esquecer um pouco os problemas,
ambos bebem, tomam mesmo:
cerveja, conhaque, pinga, catuaba.
Conclusão: ensandecimento e alienação social,
ou falsidade, ou algo pior ainda - o alcoolismo!


E o que acontece? Manda para a clínica,
afasta, dá licença, faz tudo
para excluí-lo do meio em que vive,
porque a sociedade não tolera quem bebe demais.
Muitos irmãos morrem, pela pressão profissional
e pela respectiva válvula de escape social:
a bebida e a mesa farta [até mesmo o "pozinho" de leve,
de vez em quando - pensam]
até que se adoece, se desencarna
ou se engrossa as fileiras dos outros manos de que falávamos.


Enquanto isto, finalmente chove em Matão
- cadê, acabou a minha interlocução fria!!!


Tem muito irmão morrendo,
seja na guerrilha dos fanáticos e psicopatas,
seja nos Governos e seus Poderes Militares,
esta é a 3° Guerra Mundial:
guerras não generalizadas, mas contínuas e psicológicas.
O Oriente Médio Vs o Ocidente Capitalista,
os cristãos, contra os muçulmanos ou islâmicos,
os radicais e suas barbáries contra o mundo civilizado,
os cultos contra os in-instruídos.


Tudo isto está matando meus irmãos,
estão os fazendo partir para ir atrás de suas Missões
enquanto isto: a morte os ceifa, deixam a família,
deixam amigos, sonhos e toda uma vida pela frente,
Estão matando os nossos irmãos,
sejam brancos, pardos, indígenas,
de outra orientação ou gosto sexual,
sejam os mais frágeis, tal como o mais forte,
não há mais respeito pelas novas gerações.


Meus irmãos, sei que os verei novamente, um dia,
mas sei que há muita precipitação nessas suas passagens
e pouco cuidado em preservar a vida de todo o planeta,
incluindo a nossa, também, naturalmente.


Mas saibam que poucas são as suas culpa
naquele destino, porque desde meninos,
aprendemos o que vai ser a nossa sina, a nossa missão ou nossa profissão,
E quando despertamos para os nossos sonhos,
Já estávamos dentro de uma vida,
talvez não deu tempo de viver,
espero que tenha dado tempo de aprender,
que neste mundo, estão tratando a gente como energia de produzir,
para que o consumir seja mais tranquilo.


Querem a nossa saúde e nossa vitalidade,
quando tiram tudo de nós, nós, os exauridos
querem mesmo que morramos, quando
sem disposição na atuação
que nos deram neste mundão;
sem utilidade,
sem chance de servir a nação,
sem possibilidade alguma de adquirir um cartão...
 
E por muitos e muitos motivos,
Quando querem que morra,
Um dos nossos irmãos, o desprezo,
as situações e o próprio Sistema,
fazem ele morrer, mesmo...
mas muitas vezes, a vida que ele tinha, sempre segue.





Há um preço alto a ser pago, em tudo.

OBRIGADO, WEB :)


     Desde o começo dos Tempos, no Primórdio da Existência, à partir do momento em que se faz uma opção, há, consequentemente, uma reação, uma outra atitude. Quando o Mais Alto criou a Verbo, diz-se que o Verbo se tornou a luz dos homens. Porém, mesmo hoje, em 2014, há quem pague, para ouvir os outros, lendo a bíblia. A luz dos homens, é também a treva da raça humana, a palavra que traz entendimento, é a mesma que prolifera a maldade; pois, se a língua pode reparar vários males da alma, com a sincera e precisa dedicação ao muito ouvir e somente falar o estritamente necessário; a mesma língua, pode ferir e causar terríveis guerras.

    Quando Adão optou por tomar para si o fruto proibido, ele optou para que a raça humana tivesse que viver com as vicissitudes da existência, e disto se diz que, nó humanos, optamos por vir viver na Terra para reparar nossas falhas e reconstruir o mundo, entre muitos outros empenhos nossos, além de que, quando Adão resolver não seguir às ordens de Deus e provar do que não deveria provar, quando se perdeu a inocência, ou veio a civilização, nós não estaríamos mais sobre o eterno torpor do paraíso original, porque Adão quis ousar saber... O que era o fruto proibido? O Conhecimento da malícia, o conhecimento científico, os prazeres e luxúrias da carnes, o quê? O Obsceno? O Proibido? O quê?

    São as opções, optar por seguir cegamente, ou não, as ordens do Mais Alto.

    Quando, optei, recentemente, por "criar" ou externar algo que já estava (ou esteve) dentro de mim, quando optei por criar duas novas tracks e fazer um novo edit para Roar, da versão da banda Move Over, uma vez que adoro este som cover, ou melhor, interpretação, porque considero os vocais bem diferentes, enfim, para não por só esta track na web, por causa da questão de plágio e direitos, por fim, tive a ideia de criar algo novo para postar junto; e, quando optei por, ao criar as tracks, usar amostras de som feitas por mim mesmo, eu fiz uma escolha, não usar samples de outros sons (e assim, tornar os meus novos sons o mais underground possível no momento), ou seja, não disponibilizar um som com nenhum, ou quase nenhum, parâmetro de som ou estilo mainstream para ser comparado ou melhor assimilado - dar a cara a tapa; estou experimentando fazer, criar do zero, som com o audacity e gostaria muito de saber o que acham: por mim, eu crio tudo, principalmente em Make Fun of (zz) Hum e, a nova, nem sei se conseguirei uploadá-la - fazer upload - até esta postagem ir pra web, a Utilized Up Capotykler, crio cada som, cada parte da música, com plucks, drums, noises, filters, waps, phases, equalizações, efeitos, etc e etc. . .

    Cada opção, tem uma reação, e geralmente, vivemos hoje, reações que  causamos quando optamos, lá atrás - a isto, a ciência moderna chama de Planejamento. E neste ponto, sou um pretenso controlador, que tem sua vida descontrolada, e que faz sons e arte (assim considero), coma a poesia, os textos, e as imagens, etc, apenas para distrair-me enquanto dou uma pausa nos estudos, e já que o melhor que faço é dedicar-me às Letras e Artes, uma vez que, socialmente e em termos de trabalho, não estou lá, com muita sorte ou solicitações...

    Ainda bem que tem quem me visualiza aqui neste blog, e que ouve meus sons, e me segue no twitter... obrigado WEB. Obrigado, meus amigos da web ou não, valeu. :)







Arte do Post - Som e Imagem



























Muito Obrigado, por sempre me acompanhar e por nos ajudar e também, por contar comigo, espero sinceramente, um dia, poder retribuir, eu, mais, em tudo; e, de fato, espero poder ajudar, e já estar ajudando, no que me cabe, no momento, fazer. Muito Obrigado, mais uma vez.